Total de visualizações de página

sexta-feira, 12 de junho de 2015

FILMES QUE EU VI - #4 - SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS

"Sociedade dos Poetas Mortos"



Título Original: Dead Poets Society
Lançamento: 28 de fevereiro de 1990 (2h8min) 
Dirigido por: Peter Weir
Elenco: Robin Williams (John Keating), Ethan Hawke (Todd A. Anderson), Robert Sean Leonard (Neil Perry), Allelon Ruggiero (Stephen K. C. Meeks Jr.), Gale Hansen (Charlie Dalton - "Nuwanda"), Josh Charles (Knox T. Overstreet)
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidade: EUA

É um daqueles filmes que você não pode morrer sem assistir (Pelo amor de Deus!). Não é um filme fácil, óbvio, mas sua complexidade é um de seus pontos fascinantes. O filme relata a historia de um professor chamado Keating - magistralmente interpretado pelo saudoso Robin Willians, em um dos mais importantes papeis de sua carreira - que possui métodos de aprendizagem diferenciados da escola onde ele irá trabalhar.

Resenha


Naquela época os alunos não tinham opção de escolher suas profissões, quem as escolhiam eram seus pais. Keating incentiva seus alunos a pensar de maneira própria, mas a direção da escola fica insatisfeita com a atuação dele, principalmente quando ele fala sobre a Sociedade dos Poetas Mortos. Os alunos gostam do novo professor e começam a superar seus medos e problemas.

Os alunos formam uma nova Sociedade dos Poetas Mortos e vivem sobre o ideal Carpe Diem. Eles fazem encontros a noite em uma caverna para ler poemas. Um aluno em questão ganha ênfase no filme, é Neil, apaixonado por artes. Seu pai quer colocá-lo em um colégio militar, mas Neil não aceita e comete suicídio. Keating é acusado de ser responsável pela morte do aluno. O diretor assume suas aulas e os alunos fazem uma manifestação a favor de Keating.

Um filme intenso que remete à reflexão


O filme apresenta dois modelos de educação: o tradicional (arcaico) e o contemporâneo. O primeiro é perpassado pela academia Welton - internato masculino -, um modelo de escola preparatória, marcada por concepções tradicionalistas, organizada de forma autoritária, individualista com poder centralizado, que não respeita o aluno considerando-o como objeto a ser moldado, centrada na figura do professor e na transmissão dos conhecimentos. 

Onde o professor, detém o saber e a autoridade, exerce o ato de ensinar, limitando-se apenas a transmissão de conteúdos, não se preocupa em fazer o aluno aprender a pensar, e desenvolve a educação tradicional, baseada nos princípios da Tradição, Honra, Disciplina e Excelência. Ele se apresenta como modelo a ser seguido, dirige o processo de aprendizagem e o aluno atua como um simples receptor de conhecimentos, sendo a obediência uma virtude neste modelo.

A Escola apresenta assim, um modelo de educação que aliena seus alunos ao aceitamento do mundo sem questionamentos, haja vista que conteúdos são reproduzidos de maneira arcaica, ultrapassada, com extremo rigor, e não possuem ligação com o meio exterior, com a vida social dos alunos, resultando na formação de alunos despreparados para conviver em sociedade e adestrados para aceitar tudo que lhes é imposto.

O modelo contemporâneo é defendido no filme pelo professor, John Keating. Um ex - aluno da Academia, que com seu estilo de ensino nada convencional, tampouco conservador, elimina estereótipos e com um modelo renovador de educar, desafia o modelo de ensino tradicional da escola. Ele introduz novas metodologias de ensino ao lecionar em diversos lugares, de variadas formas, pregar o “Carpe Diem” (Aproveite o dia), e inspira seus alunos a seguirem seus próprios sonhos e a viverem vidas extraordinárias.

Keating prega um modelo de ensino que não é pautado no professor, mas que mantém o aluno no centro de todas as atenções. Que não se preocupa apenas em reproduzir um conteúdo científico, visando cumprir um calendário letivo, mas que acredita no potencial de cada aluno, estimula-o a pensar por si mesmo, aplica variadas metodologias e possibilita a ele criar conhecimentos. Este modelo prepara seus alunos para enfrentarem a realidade vigente. Diante dos dois modelos de educação, vê-se que o perfil metodológico do professor, e sua postura científica, ou resulta na formação de alunos críticos e reflexivos ou na alienação deste.

O que aprendi com o filme


Então, para que a formação de indivíduos capazes de atuar na sociedade, de maneira a transformá-la, possa ser efetivada, é preciso que os professores tenham capacidades intelectuais de promover a educação emancipadora, libertadora e transformadora. É necessário que estes cumpram o seu papel de agente transformador da sociedade, ajudando a desenvolver cidadãos/profissionais com senso crítico, ético e socialmente responsável, como um ser livre e transformador da realidade. Que sejam então modelos a serem seguidos, que sejam integrantes da Sociedade dos poetas mortos, “que dedicam-se a extrair a essência da vida”, que atuem motivando seus alunos a não desistirem dos seus sonhos e despertem neles o desejo de aprender, e transformar o mundo. Ei, sonhar ainda é lícito, cara pálida.

Quer conferir essa obra-prima da sétima arte? Não perca tempo, eis abaixo.
Sociedade dos Poetas Mortos, completo e dublado

Nenhum comentário:

Postar um comentário