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quarta-feira, 20 de maio de 2026

PAPO RETO — MAIO LARANJA: A TRISTE REALIDADE DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA O PÚBLICO INFANTO JUVENIL

Reprodução UOL
No texto deste artigo da nossa série especial Papo Reto, vamos abordar um tema que, cujo debate ainda é um tabu social, porém o aumento na incidência dos casos, torna urgente se fazer reflexões a respeito: a violência e o abuso sexual contra crianças e adolescentes.
Uma triste realidade vivenciada por milhares de crianças e adolescentes no Brasil é a exploração e o abuso sexual. O problema não costuma obedecer regras, como nível social, econômico ou cultural.

E os dados são preocupantes. Entre 2017 e 2020, 180 mil meninas e meninos sofreram violência sexual no país  — uma média de 45 mil por ano.

Nos últimos cinco anos, 35 mil crianças e adolescentes, de zero a 19 anos, sofreram mortes violentas. Os dados são do "Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, lançado em outubro de 2021 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

  • As vítimas são, na grande maioria, meninas, que representam quase 80% dos casos. Têm, na maior parte das vezes, entre 10 e 14 anos, sendo 13 anos a idade mais frequente.

  • Para os meninos, o crime se concentra na infância, especialmente entre os três e os nove anos de idade.
A violência sexual é lesiva ao corpo e à mente de quem ainda está em formação, além de desrespeitar direitos e garantias individuais previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/1990).

Características

Reprodução Fundação Abrinq
Coação, manipulação e medo. Essa é uma triste realidade vivenciada por milhares de crianças e adolescentes vítimas de exploração e violência sexual.

Um retrato cruel traduzido em números:
  • 70% das vítimas de estupro no Brasil são crianças e adolescentes.

  • A maioria possui entre 7 e 14 anos.
  • O país está entre um dos primeiros no ranking internacional com mais casos de exploração sexual de crianças e adolescentes.

  • Foram 175 mil casos entre 2012 e 2016, de acordo com dados de denúncias recebidas pelo Disque 100. 

  • Em média, dos casos denunciados no país, 40% de crianças têm entre 0 a 11 anos, 30% de 12 a 14 anos e 20% de 15 a 17.
A diminuição dos casos de abuso no país só será possível com a mobilização de toda a sociedade: cada um precisa fazer a sua parte.

Para o cidadão comum, isso envolve identificar quando uma criança ou um adolescente está sofrendo abuso e denunciar para as autoridades competentes, por meio do Disque 100, por exemplo.

Isso acontece porque, na infância e adolescência, as pessoas não têm condições plenas de se defender dos abusos sofridos, muitas vezes nem de falar para um adulto sobre o assunto.

Assim, é muito importante conhecer os sinais que uma vítima geralmente emite quando está sofrendo uma violência sexual. Confira abaixo:
  • 🚫Mudanças de comportamento repentinas;
  • 🚫Tentativas de suicídio;
  • 🚫Hematomas;
  • 🚫Automutilação;
  • 🚫Vermelhidão, inchaço ou sangramento nas partes íntimas;
  • 🚫Infecções urinárias de repetição (recorrente);
  • 🚫Infecções sexualmente transmissíveis (DSTs);
  • 🚫Transtornos alimentares;
  • 🚫Distúrbios do sono;
  • 🚫Alteração no rendimento escolar;
  • 🚫Conhecimentos e atitudes sexuais incompatíveis com a idade;
  • 🚫Masturbação frequente e compulsiva ou brincadeiras que possibilitem a manipulação genital.

Por detrás das estatísticas, existe um menor vulnerável


Reprodução Gov.com
Os dados são assustadores. Para além deles, assusta também a ausência de debates na sociedade e de engajamento para proteger e prevenir situações de violação de direitos de crianças e adolescentes.

A sexualidade é um aspecto humano que deve naturalmente ser desenvolvido nas diversas fases da vida.

Ao ser violada, afeta gravemente as vítimas, principalmente quando se trata de uma criança ou adolescente por serem mais vulneráveis e não terem clareza e maturidade para identificar e enfrentar as situações de violência.

18 de maio


Instituída pela Lei 9.970/2000, a data é marcada pelo "Caso Araceli", ocorrido em 1973, na cidade de Vitória (ES).

A menina de apenas 8 anos foi sequestrada, estuprada e morta por jovens de classe média alta.

Apesar de ter tido todos os seus direitos violados, o crime ficou impune.

Por isso, como uma estratégia de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, a data serve para informar, sensibilizar e mobilizar a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes.
  • ✅Caso queira saber mais detalhes sobre este caso, há 10 anos, escrevi um artigo para nossa série especial "Acontecimentos", que já conta com quase 10 mil visualizações. Para conferir, só clicar no link.
Todos os anos, o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual realiza a campanha "Faça Bonito. Proteja nossas Crianças e Adolescentes".

Fenômeno complexo


Entre os mais de 84 mil casos de violação de direitos registrados no Brasil em 2017 (contra mais de 76 mil em 2016), recebidos pelo Disque 100, estão negligência (73,07%), violência psicológica (47,07%) e violência sexual (24,19%). 

Dentro do contexto de violência sexual existem dois tipos de violações: o abuso e a exploração. 

A diferença entre os dois é que o primeiro é voltado para a satisfação de desejos, sem fins comerciais, e o segundo envolve gratificação, mercantilização e muitas vezes pode estar relacionado a redes criminosas.

As causas são diversas: sociais, culturais e econômicas. Violência, negligência e abuso de poder são alguns fatores de um conjunto contextual que levam à violência sexual. 

Os agressores são adultos, em sua maioria homens, que usam a relação sexual para satisfazerem desejos e/ou obterem vantagens, relacionada a fins comerciais ou não. 

Existem diferentes tipos de exploração sexual, agenciada ou não: trocas sexuais, pedofilia, prostituição, pornografia, turismo sexual e tráfico de pessoas.

Por meio de relações de poder, crianças e adolescentes são coagidos, violentados e explorados. 

As formas de abuso de poder vão desde o uso da intimidação física e psicológica, manipulação, chantagem, ameaça, entre outras.


Estima-se que existam aproximadamente 500 mil crianças e adolescentes vítimas da exploração sexual no Brasil. Porém, apenas 7 em cada 100 casos são denunciados. Esses dados ilustram outra triste realidade: a da subnotificação.

Em sua maioria, as vítimas estão em situação de vulnerabilidade e risco social, porém também acontece em outros contextos.

As regiões que mais registram ocorrências em Campinas são Sul (26%), Noroeste (18%), Norte (16%), Sudoeste (15%) e Leste (10%).

Muitas situações ocorrem no âmbito familiar e muitos casos não chegam a ser denunciados por vários motivos: desconhecimento de como ajudar, medo de se expor, não saber identificar uma situação como violenta ou muitas vezes atribuir normalidade a comportamentos suspeitos.

Por isso, é preciso urgentemente acabar com o paradigma existente em relação à naturalização da violência.

Reforçada por comportamentos que silenciam e tornam naturais práticas desumanas e as reproduzem, a convivência rotineira com situações de violência gera complacência social.
"É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão" (Constituição da República Federativa do Brasil — Art. 227).

Conclusão


O principal canal para denúncias é o Disque 100, serviço da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) que as examina e encaminha aos serviços de atendimento, proteção e responsabilização do Sistema de Garantia de Direitos da Infância e Adolescência (SGDCA).

As situações são normalmente endereçadas a Conselhos Tutelares, Ministério Público e órgãos da segurança pública — Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal.

Os dados gerados com base nos registros feitos revelam o panorama dos casos de abuso e exploração contra crianças e adolescentes e ajudam a orientar ações de combate e prevenção.

O Conselho Tutelar de cada região também recebe denúncias. Airton chama a atenção:
É um dever de todos, não só da família, mas da sociedade como um todo. Basta uma suspeita, não precisa confirmar, se apenas suspeitar deve-se fazer a denúncia pelo disque 100 ou procurar o Conselho. A gente colhe a denúncia e mantém o sigilo.
Embora recentemente tenham sido sancionadas novas legislações, ainda há pontos críticos.

O sistema de proteção a crianças e adolescentes e de responsabilização dos autores é falho. Dificilmente consegue se responsabilizar o autor.

Acaba que na verdade as crianças é que são punidas e muitas vezes têm que sair de casa, vão para abrigos, por exemplo. Já o autor do crime continua solto e violentando outras vítimas. Na conjuntura atual é preciso fazer com que a polícia investigue e a justiça julgue o mais rápido possível
  • Leonardo Sérgio da Silva
  • [Fonte: Adaptação do texto original da autoria de Ariany Ferraz, via Fundação Feac — Pesquisa Comitê Nacional de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e ECPAT Brasil, em parceria com a SNDCA, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Polícia Rodoviária Federal e ChildHood. Estudo Ipea com dados de 2011 do Sistema de Informações de Agravo de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan). Ministério dos Direitos Humanos. Disque 100 Estudo Fechando a Brecha: Melhorando as Leis de Proteção à Mulher contra a Violência, do Banco Mundial —; Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Fundação Abrinq]
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

sábado, 13 de dezembro de 2025

DIRETO AO PONTO — CELULAR, INCONVENIENTE SIM; VILÃO? NEM TANTO!

Os primeiros celulares da história surgiram na década de 1970.

O primeiro modelo lançado, o DynaTAC 8000x, era grande (media cerca de 33 centímetros, mais ou menos o tamanho da cabeça de uma pessoa), pesava 1 kg (o peso de uma garrafa de leite cheia) e só fazia ligações.

Com o tempo, os celulares foram se modernizando: tornaram-se mais fáceis de usar e ganharam novos recursos, como serviços de troca de mensagens e acesso à internet.

Hoje, podem ser usados para as mais diversas atividades, desde estudar até desenvolver novas habilidades.

Afinal, o celular é mesmo tão vilão quanto muitos dizem? É o que veremos no texto deste artigo, um mais capítulo da nossa série especial de artigos, "Direto ao Ponto".

A fim de provocar uma reflexão sobre os já conhecidos impactos, causados pelo uso excessivo desses dispositivos eletrônicos, este conteúdo abordará os malefícios do tempo excessivo de tela, e como isso pode afetar a sua saúde física e mental. Boa leitura!

"Amigo" inseparável

A presença constante da tecnologia se tornou essencial para o desenvolvimento econômico e individual.

Por outro lado, o uso excessivo de telas, seja em computadores, smartphones, tablets ou as velhas televisões, pode acarretar impactos significativos na saúde física e mental da população.

Assim, é fundamental encontrar um equilíbrio entre as conveniências tecnológicas e a promoção da sua saúde e bem-estar.

O tempo despendido diante das telas pode ser direcionado para outras atividades mais benéficas, como a prática de exercícios físicos, uma medida fundamental na luta contra o sedentarismo e prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas.
Estudos também relacionam o uso abusivo das telas ao desenvolvimento de miopias e à deterioração da saúde mental, com maior incidência de quadros depressivos e de ansiedade, realçando a importância de repensar os hábitos digitais.

Do hábito ao vício em um touch!

Horas a fio com a cabeça baixa, os olhos fixos no celular e os dedos deslizando sobre a tela, alternando entre o WhatsApp e as outras plataformas de redes sociais.

É assim que boa parte das pessoas passa o dia. Segundo mostram as pesquisas, o brasileiro gasta em média 4 horas e 40 minutos online nos celulares todos os dias.

O smartphone virou companheiro quase inseparável, vai do banheiro à cabeceira da cama e há os mais, digamos, ousados, que marcam presença até em momentos de intimidades. Sim, há muitos que formam um verdadeiro trisal com o celular.

Mas muito comenta-se sobre os problemas causados pelo uso excessivo e, mais que isso, muitos já sentem no corpo os sinais.

O fato é que os smartphones se tornaram indispensáveis para a vida moderna.

Mas, apesar de trazerem tantos benefícios para a nossa rotina, o uso excessivo do celular contribui para potenciais riscos à saúde. 

Aqui vale aquela máxima: todo excesso é prejudicial!

Vício em WhatsApp


Sim, o problema existe e já ganhou nome: "whatsappinite", um tipo de inflamação nos tendões ocasionada por movimentos repetitivos.

De acordo com uma publicação do ortopedista Carlos César Vassalo, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia Regional Minas Gerais, esse é um problema crescente na sociedade moderna, que pode limitar os jovens nos estudos e em outras atividades.

Não é achismo, são fatos comprovados por estudos e pesquisas sérias

Não é teoria da conspiração contra o 5G ou a "radiação" emitida pelos aparelhos, o problema está na forma como manuseamos esses dispositivos.

Má postura, vista forçada, luz artificial e a posição das mãos, que podem trazer dores e dificuldades motoras, são apenas a ponta do iceberg.

No Brasil, a população permanece acordada por aproximadamente 16 horas diárias, nas quais mais da metade do tempo é dedicada ao manuseio de smartphones e computadores.

Essa análise foi conduzida com base na pesquisa Digital 2023: Global Overview Report, realizada pela DataReportal, que comparou o uso de telas em 45 países.

O resultado revela que o Brasil aparece como o segundo país com maior índice de indivíduos diante de telas.

O estudo constatou, ainda, que 56% das horas despertas são consumidas interagindo com dispositivos, equivalente a cerca de nove horas diárias.

No topo do ranking, estão os sul-africanos, que destinam a média de 58% do tempo acordado para o uso de computadores ou smartphones.

Conforme os dados obtidos, uma possível justificativa para esse elevado tempo pode estar relacionada ao crescimento dos serviços de streaming

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 43,4% dos domicílios brasileiros tinham, ao menos, uma assinatura em 2022, o que corresponde a mais de 30 milhões de lares. 

Quando o assunto é rede social, o Brasil é o terceiro país que mais faz uso, tendo acima de 130 mil contas ativas.

As consequências do uso excessivo de celulares


As consequências causadas pelo uso excessivo de celular não param aí e têm chamado a atenção de ortopedistas, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde.

Confira alguns pontos que podem ser prejudicados pelo mau uso desses aparelhos:
  • Dores no pescoço
É comum o usuário inclinar o pescoço para baixo quando está mexendo no celular.

E quem passa o dia enviando mensagens, checando o Facebook e lendo e-mails no aparelho pode estar pressionando demasiadamente a coluna cervical e afetando a postura.

Em posição neutra, a cabeça de uma pessoa adulta pesa entre 4,5 kg e 5,4 kg.

Quando inclinada para baixo, o pescoço passa a sustentar um peso maior.

Segundo um estudo, a força exercida no pescoço de um adulto quando ele está olhando para baixo, pode chegar a 27 quilos.

É como se ele estivesse carregando uma criança de 8 anos em volta do pescoço. 4 horas por dia.

Além de dores no pescoço, a posição pode causar dores de cabeça, e até hérnia de disco.
Como evitar — eleve o aparelho até que o centro da tela fique na altura dos olhos. Direcione a visão e não o pescoço até o celular.
  • Dores nas mãos
Os smartphones exigem uso constante das mãos, especialmente ao enviar mensagens de texto e e-mails, ou deslizar as mãos para checar fotos nas redes sociais.

Fazer isso constantemente pode causar inflamação das articulações.
Como evitar — procure manusear o aparelho alternando as duas mãos e usar também os indicadores para digitar e rolar o texto em vez de somente os polegares. 
Tente também ficar um período sem usar o aparelho para dar um descanso para os tendões e as articulações.

  • Dores no ombro
Segundo o ortopedista Dr. Raphael Marcon, especialista em coluna do HCor, todo o conjunto dos membros superiores acaba afetado pelo uso excessivo.

O ombro não foge à regra. 
"Na verdade, se você força demais uma articulação, a outra acaba tendo que assumir uma postura compensatória que no futuro também vai acabar gerando problemas"
comenta.
  • Síndrome do túnel do carpo
A síndrome do túnel do carpo é conhecida pela sensação de dor, formigamento e dormência nas mãos, punho, antebraço e dedos, sintomas causados pela compressão e inflamação de nervos que se estendem por essa região. 

Assim, ficar muito tempo segurando o smartphone sem apoio pode forçar as articulações e provocar esse tipo de desconforto.

Quem já sofre dessa condição pode ter o quadro agravado por consequência do uso excessivo do celular.
Como evitar — procure para manter a postura correta, mais neutra possível, e com os ombros alinhados. 
O ideal é não usar o aparelho enquanto estiver deitado na cama ou sofá. 
"Deitado, nem o uso de TV é recomendável"
lembra o ortopedista. 
Isso porque nessa posição, a pessoa já assume naturalmente uma postura de flexão forçada do pescoço por conta do travesseiro.
Atividades que ajudam a fortalecer a musculatura e exercícios de alongamentos também são indicados.

Com o braço esticado, tente trazê-lo todo pra dentro, o máximo possível. 
Depois faça o mesmo com outro braço. 

Para alongar a parte posterior, eleve o braço direito, perto da orelha, então, dobre o cotovelo, colocando a mão direita no ombro esquerdo por trás da cabeça.
  • Dores no punho
Passar muito tempo realizando movimentos repetitivos no celular também pode causar inflamação e dores no punho, que podem inclusive irradiar por toda musculatura próxima.
Como evitar —
"É importante ter períodos durante o dia em que você possa ter uma rotina mais saudável, longe do smartphone e incluindo exercícios regulares para compensar esse uso exagerado"
orienta o ortopedista.

Um dos alongamentos indicados é estender o punho o máximo com o cotovelo estendido, depois fletir o punho na posição máxima com o cotovelo ainda estendido.
  • Papada e rugas
Por essa ninguém esperava, mas os especialistas já comprovaram que o uso constante dos smartphones pode favorecer o aparecimento de rugas e papadas.

Isso porque a posição inclinada do pescoço faz com que haja uma sobreposição da pele da região, acelera o impacto da gravidade, aumentando as chances de flacidez e aparecimento de rugas na região do pescoço, queixo e parte inferior do rosto.
Como evitar — procure não passar muito tempo com a cabeça inclinada para baixo ao utilizar o smartphone. Adote uma postura mais neutra.
  • Sono prejudicado
A memória é outro fator que pode ser prejudicada pela falta de sono. Já é comprovado cientificamente que ter um sono regular e adequado, em termos de horas dormidas, é imprescindível para a consolidação de novas memórias e aprendizado

Segundo um estudo da faculdade de Medicina de Harvard, publicado na revista Nature, a luz azul emitida por aparelhos celulares e tablets ativa os neurônios e perturba o sono.

Além disso, tem o próprio fator comportamental que deixa nas pessoas a sensação de estarem sempre ligadas e disponíveis, características não compatíveis com o sono.
O uso excessivo do celular pode prejudicar o desenvolvimento motor e cognitivo de crianças e adolescentes, dificuldades de aprendizado e problemas de concentração, além de afetar o sono e a saúde mental.
O tempo excessivo de tela pode afetar a cognição, prejudicando a concentração e a capacidade de aprendizado.

A constante alternância entre diferentes tarefas digitais pode sobrecarregar o cérebro, comprometendo o desempenho cognitivo em longo prazo.
Como evitar — é preciso mudar os hábitos e manter o celular o mais longe possível da cama, se possível, fora do quarto.
Dessa forma, a criação de hábitos saudáveis, antes de dormir, é uma dica importante para preservar a qualidade do sono e realmente conseguir descansar para o dia seguinte.
  • Isolamento social
Estar conectado por longos períodos à internet prejudica o desenvolvimento de relações interpessoais, contribuindo para quadros de isolamento social.

A dependência de interações virtuais, em detrimento das experiências face a face, pode impactar negativamente a saúde emocional e social dos indivíduos.

Diversos estudos já demonstraram a relevância do convívio social presencial para o desenvolvimento humano, desde a infância até a fase adulta.

Esse contato íntimo entre pessoas não apenas promove a troca de experiências e aprendizado de novos conhecimentos, como também estimula a afetividade, o humor e previne o desenvolvimento de quadros depressivos ou de ansiedade.

Conclusão

Como tirar o vício do celular e prevenir os malefícios do uso excessivo no dia a dia? Sim, pois, como vimos, o celular, na verdade não é o grande vilão. Ele é apenas uma máquina, cujo total controle está em nossas mãos e nada podem fazer, se não for com a nossa anuência.

Para evitar os malefícios do uso excessivo, é recomendável adotar hábitos, como limitar o tempo de tela, manter boa postura, fazer pausas frequentes, evitar o celular antes de dormir e, quando necessário, buscar ajuda profissional para lidar com sinais de dependência.
Para entender como tirar o vício do celular e prevenir os males do uso abusivo do celular, é simples: a moderação é o caminho mais interessante.
Para ter uma relação amigável com os dispositivos móveis e aproveitar os benefícios que têm a oferecer, confira uma lista de hábitos que podem ajudar:
  • Estabeleça limites de tempo — use aplicativos de monitoramento de tempo de tela para controlar o tempo gasto no celular. Estabelecer horários específicos para uso de redes sociais pode ajudar a reduzir o impacto negativo;
  • Faça pausas frequentes — a cada 20 minutos, desvie o olhar da tela e faça um intervalo. Essa técnica, conhecida como "20-20-20", é recomendada pela American Optometric Association para prevenir a fadiga ocular;
  • Mantenha uma boa postura — ajuste a altura do celular para evitar que sua cabeça fique constantemente inclinada para baixo;
  • Desconecte-se antes de dormir — evite o uso de aparelhos eletrônicos pelo menos uma hora antes de dormir. Isso ajuda a regular o ciclo de sono e evita distúrbios como a insônia;
  • Procure ajuda profissional — caso perceba sinais de vício, como a incapacidade de deixar o celular de lado, busque orientação psicológica.
Com esses cuidados, podemos diminuir a dependência do smartphone, impedindo que forme uma relação direta entre o uso do aparelho e a sensação de bem-estar ao longo da rotina.

Antes de mais nada, é preciso reconhecer os impactos do tempo de tela excessivo na saúde física e mental e fazer uma autoanálise da sua rotina. Ao adotar práticas saudáveis e equilibradas no uso da tecnologia, você estará preservando a sua saúde e bem-estar.

🚨Nota do autor🚨 

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. 
Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas.

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.
[Fonte: Hcor; Neosaldina; Sabim]

Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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E nem 1% religioso.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

🧠PAPO DE PSICANALISTA 🛋️ — A FRAGILIDADE EMOCIONAL E O AUTOEXTERMÍNIO DE ADOLESCENTES E JOVENS

O Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio, reforça a importância do olhar atento e sensível de educadores e familiares para a saúde mental de crianças e adolescentes. É fundamental compreender vulnerabilidades e fortalecer vínculos de cuidado, diálogo e proteção.

Criada em 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), a campanha busca dar visibilidade ao tema, combater estigmas e incentivar a procura por ajuda profissional. Em 2025, o lema foi "Conversar pode mudar vidas".

Setembro já passou e a campanha também, porém, o tema e o lema merecem e requerem mais do que um mês, já que o problema é de relevância contínua. Por esse motivo, ele será abordado com toda a sensibilidade e responsabilidade necessárias, neste capítulo da nossa série especial de artigos "Papo de Psicanalista".

Uma realidade global


Este artigo tem como objetivo discutir aspectos relacionados ao suicídio na adolescência, fatores de risco e características epidemiológicas de adolescentes que tentam suicídio, destacando a questão de gênero e a depressão.

O suicídio é uma questão de saúde pública global. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em pesquisa de 2019, mais de 700 mil pessoas morrem todos os anos dessa forma — número que pode ultrapassar 1 milhão com as subnotificações.

No Brasil, a média é de 14 mil mortes por ano, ou seja, cerca de 38 pessoas por dia perdem a vida dessa forma.

O problema é global e afeta duramente a América Latina, onde, segundo as estimativas mais recentes do Unicef (braço da ONU para a infância), quase 16 milhões de jovens entre 10 e 19 anos têm algum transtorno mental. Isso equivale a 15% das pessoas dessa faixa etária.

A face mais triste desse fenômeno é o suicídio e os dados são muito preocupantes:
mais de 10 adolescentes tiram a própria vida diariamente na América Latina, aponta o Unicef. É a terceira principal causa de mortes na faixa etária de 15 a 19 anos.
Os resultados de recentes pesquisas apontaram como principais fatores de risco ao suicídio na adolescência:
  • a presença de eventos estressores ao longo da vida,
  • a exposição a diferentes tipos de violência, uso de drogas lícitas e/ou ilícitas, problemas familiares,
  • histórico de suicídio na família, questões sociais relacionadas à pobreza e à influência da mídia, questões geográficas e depressão.
Com relação ao gênero, os resultados demonstraram que, embora as meninas tentem mais o suicídio, os meninos o cometem mais, pois utilizam-se de meios mais agressivos em suas tentativas, que, com mais frequência, levam ao êxito.

Jovens demais para morrer


Além dos números gerais, os índices entre crianças e adolescentes também são alarmantes.

[*]Segundo levantamento da Secretaria de Vigilância em Saúde — divulgado pelo Ministério da Saúde em 2022 —, as taxas de mortalidade por suicídio entre adolescentes de 15 a 19 anos cresceram quase 50% entre 2016 e 2021.

Já na faixa etária de 10 e 14 anos, o aumento foi de 45% no mesmo período.
[*]Estes foram os dados mais recentes, que encontrei em minhas pesquisas.

Autolesões: sinal de alerta


A adolescência é uma fase de intensas transformações emocionais e sociais, momento em que muitos jovens enfrentam desafios psicológicos significativos — entre eles o isolamento social e a autolesão, prática de ferir a si mesmo sem intenção suicida.

Estima-se que um em cada sete adolescentes apresente sofrimento mental e que cerca de metade desses casos tem início antes dos 14 anos.

Além disso, estima-se que 14% dos adolescentes já tenham se autolesionado pelo menos uma vez na vida, utilizando esse comportamento como uma tentativa de lidar com angústias internas, como depressão, ansiedade ou traumas.

Esse tipo de comportamento não é apenas um sintoma isolado, mas sim reflexo de um sofrimento profundo que impacta diretamente a qualidade de vida do jovem.

A autolesão pode afetar a autoestima, as relações interpessoais e o desempenho escolar, além de aumentar o risco de suicídio.

Não à toa, a saúde mental de adolescentes tem se tornado uma preocupação global nos últimos anos, especialmente após a pandemia de Covid-19.

Estudos indicam que, durante a crise sanitária, os sintomas de depressão aumentaram 26% e os de ansiedade cresceram cerca de 10% entre jovens de até 19 anos.

No Brasil, o número de casos de autolesão entre jovens aumentou 21% entre 2011 e 2022.

Os desafios psicossociais

Além das mudanças fisiológicas e cognitivas, os adolescentes enfrentam diversos desafios psicossociais que podem comprometer seu bem-estar mental, como o bullying, a pressão escolar e social, a instabilidade familiar e a influência das redes sociais na construção da autoimagem.

Essas experiências, quando combinadas à falta de suporte emocional e a contextos de vulnerabilidade social, podem favorecer sentimentos de solidão, desesperança e desvalorização pessoal, frequentemente associados ao surgimento de transtornos mentais como depressão, ansiedade e distúrbios de comportamento.

Assim, as particularidades dessa fase, somadas a fatores emocionais e ambientais, aumentam a vulnerabilidade a condutas autodestrutivas, entre elas as lesões autoprovocadas.

As lesões autoprovocadas compreendem atos intencionais de autoinfligência que podem ocorrer com ou sem a intenção de morrer, incluindo o suicídio consumado, as tentativas de suicídio, a automutilação e a intoxicação intencional. Esses comportamentos são multifatoriais e resultam da interação entre vulnerabilidades biológicas, psicológicas e sociais, como transtornos mentais, abuso de substâncias, exposição à violência e conflitos familiares.

Por isso a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o suicídio como uma das principais causas de morte entre adolescentes, caracterizando-o como um grave problema de saúde pública global.

Mais dados


Estudos internacionais mostram que, entre adolescentes e jovens de 10 a 24 anos, o suicídio representa uma das principais causas de mortalidade, apesar de uma tendência global de redução nos últimos 30 anos.

Ainda assim, observam-se variações importantes entre países e regiões, especialmente naqueles em desenvolvimento, onde os determinantes sociais da saúde exercem influência significativa sobre a vulnerabilidade dos jovens.
No Brasil, a situação é preocupante: entre 2000 e 2022, a taxa de suicídio entre adolescentes aumentou aproximadamente 120%, com aceleração mais acentuada após 2013, sendo o enforcamento o método mais prevalente.
Dados nacionais indicam ainda desigualdades regionais e de gênero, com maiores taxas entre adolescentes do sexo masculino e em regiões de menor desenvolvimento socioeconômico.

Esse cenário reforça a necessidade de estudos epidemiológicos que analisam a distribuição e os fatores associados à mortalidade por lesões autoprovocadas nessa faixa etária.

Vulnerabilidade de jovens na cultura digital


Como visto pelos dados acima, o suicídio já é a terceira principal causa de morte entre adolescentes no Brasil.

Além de fatores emocionais e familiares, a cultura digital tem ampliado riscos e pressões.
  • Comparação constante com padrões irreais de vida;
  • Pressão por desempenho e aceitação em redes sociais (é a tal "cultura do pertencimento");
  • Episódios de cyberbullying
[O cyberbullying é o ato de intimidar, assediar ou humilhar alguém online, utilizando tecnologias digitais. 
Diferencia-se do bullying tradicional por ocorrer em plataformas como redes sociais, aplicativos de mensagens, fóruns online, jogos e e-mail. 
Essa forma de bullying pode ser mais amplificada do que o bullying tradicional devido ao alcance e velocidade da internet, tornando a agressão pública e dificultando a exclusão do conteúdo.];
  • Exposição excessiva da intimidade;
  • Participação em "desafios" perigosos.
Essas experiências podem intensificar sentimentos de angústia, isolamento e desesperança, que são gatilhos que potencializam tendências suicidas.

Nesse cenário, a educação midiática é essencial: ajuda jovens a desenvolverem pensamento crítico, autonomia e segurança emocional, a reconhecerem riscos online e a construírem uma relação mais saudável com as mídias digitais.

Conclusão


Os resultados encontrados reforçam a ideia, já apresentada em outros estudos, de que o suicídio na adolescência é um fenômeno complexo e multideterminado, no qual fatores de ordem biológica, psicológica, sociodemográfica e cultural interagem entre si. 

Contudo, o simples reconhecimento dos fatores de risco não é suficiente para evitar o suicídio, principalmente ao se considerar que muitos adolescentes expostos a diferentes tipos de fatores de risco não desenvolvem pensamentos de morte. 

Além disso, a ausência dos reconhecidos fatores de risco ao suicídio não impede que um adolescente possa vir a tentar ou a cometer o suicídio.

Nesse sentido, a prevenção deste grave problema de saúde pública não é uma tarefa fácil.

As terapias funcionam. E a melhora traz um crescimento e um amadurecimento, graças à experiência. 

As dificuldades criam recursos psicológicos que vão ser positivos para o resto da vida deles.

Se você olha sob essa perspectiva, uma experiência tão difícil como essa pode ganhar um pouco mais de sentido.

Embora a identificação dos fatores de risco ao suicídio seja importante para a prevenção, os profissionais da saúde devem estar atentos para saber interpretá-los e manejá-los de forma adequada.

Considerando que o suicídio na adolescência é um problema que diz respeito não apenas à família das vítimas, mas também aos profissionais de saúde e à comunidade como um todo, são necessários novos estudos que investiguem este fenômeno de uma forma multifacetada, buscando uma maior compreensão de sua dinâmica e que possibilitem a proposição de estratégias de prevenção e intervenção junto a essa população. 

As equipes de profissionais que trabalham com adolescentes, seja no âmbito da escola ou de serviços de saúde, precisam estar capacitadas para o trabalho com essa faixa etária. 

A questão do suicídio na adolescência deve ser combatida, evitando-se que mais jovens recorram à morte voluntária como forma de enfrentamento de dificuldades encontradas ao longo de seu desenvolvimento.

Embora neste artigo tenha se destacado a importância da identificação de fatores de risco, é preciso considerar também que o conhecimento a respeito dos fatores de proteção ao suicídio na adolescência é de vital importância para que se construam estratégias de prevenção e para que se possa atenuar os efeitos dos fatores de risco. 

Dessa forma, torna-se necessário o fortalecimento das redes de apoio dos adolescentes, envolvendo principalmente a família, grupos de pares e escola, promovendo relações mais satisfatórias e maior bem-estar, tendo em vista que os relacionamentos pessoais e a percepção de apoio ocupam um importante papel nessa etapa do ciclo vital.

Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

sábado, 15 de novembro de 2025

PAPO RETO — NOVEMBRO AZUL: A SAÚDE DO HOMEM, SOB UMA PERSPECTIVA CRISTÃ

Neste mês de novembro dedicamos nossa atenção à saúde do homem, em especial à prevenção do câncer de próstata.

A campanha Novembro Azul — Mês de conscientização sobre a saúde do homem — nos lembra do valor de cuidarmos da saúde e da importância de fazer exames preventivos.

É este o tema de mais um capítulo da nossa série especial de artigos "Papo Reto" (fique à vontade para validar o trocadilho 🤭🫣).

Como cristãos, sabemos que o corpo é templo do Espírito Santo, como está escrito em 1 Coríntios 6:19-20:
"Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo, que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus? 
Vocês não são de si mesmos; foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo."
A Bíblia nos ensina a importância de cuidar não só do espírito, mas também do corpo e da alma. Em 1 Coríntios 6:12, Paulo escreve:
"Tudo me é permitido, mas nem tudo é proveitoso. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por nada."
Isso nos lembra que, embora tenhamos liberdade em Cristo, devemos usar essa liberdade para glorificar Deus, inclusive cuidando do corpo e saúde.

Com o dedo na ferida


O câncer de próstata é um dos principais problemas de saúde entre os homens, especialmente após os 50 anos.

No entanto, com a prevenção e o diagnóstico precoce, é possível combater essa doença.

Para isso, TODOS NÓS, HOMENS, precisamos fazer exames regularmente a partir dos 50 anos, ou antes, caso tenha histórico da doença na família; buscando ter uma alimentação saudável, rica em frutas, legumes e grãos, usando menos açúcar, sendo possível, dar preferência a açúcar mascavo ou demerara; praticando atividade física regularmente e buscando controlar o estresse, que é um grande catalizador de enfermidades.

Essas são as recomendações dadas por médicos nutrólogos e especialistas na saúde do homem.
Como servo no Reino do Altíssimo, afirmo eu, cuidar da saúde é também honrar a Deus. Saúde é coisa séria e ficar com espiritualização vazia não é prova de santidade e sim de burrice, de imbecilidade! 
A visão cristã sobre o Novembro Azul enfatiza que o cuidado com a saúde do homem é uma forma de honrar a Deus e cuidar do corpo, visto como templo, seguindo princípios bíblicos como descanso, alimentação saudável e exercício físico.
Os artigos cristãos abordam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, superando o preconceito e o medo de procurar ajuda médica, e destacando que a saúde física e a espiritual caminham juntas.

Homens cristãos ainda morrem por falta de informação e por tabus. Principalmente em relação ao exame de toque retal.

Bíblia e saúde


É possível unir a linguagem bíblica à medicina e prática pastoral? Sim e tal união, quando bem feita, gera conteúdo que convence, inspira e tira os homens cristãos da inércia.

É preciso nos conscientizar que como nosso corpo é templo do Espírito, portanto, nossa família precisa que estejamos saudáveis.

A obediência a esse princípio em passos práticos de autocuidado, exames e hábitos saudáveis, sem alarmismo, com esperança e responsabilidade, promove uma vida menos propensa ao oportunismo das patologias.

Fundamentos bíblicos e princípios de cuidado

  • Corpo como templo
O corpo é visto como um templo de Deus, e cuidar dele é uma forma de demonstrar respeito e gratidão pela vida que Ele nos deu, como ensinado em 1 Coríntios 3:16,17 e 6:19,20.
  • Prudência e mordomia
Cuidar da saúde é uma responsabilidade (mordomia) e demonstra prudência, ajudando a permanecer saudável para cumprir os propósitos de Deus em nossas vidas e na vida de nossos entes queridos.
  • Exemplo e amor ao próximo
Cuidar da saúde é um ato de amor a si mesmo e aos outros, pois permite estar presente de forma plena por mais tempo com a família e a comunidade. A parábola do Bom Samaritano, por exemplo, ressalta o cuidado com o próximo.

Superando barreiras: preconceito e medo


Encorajamento — É enfatizado que a busca por ajuda médica é um ato de coragem e responsabilidade, e não deve ser impedida pelo preconceito e pela vergonha.
  • Apoio — Incentiva-se a busca por apoio profissional e a quebrar os tabus que impedem os homens de cuidar da sua saúde, lembrando que a fé pode fortalecer para enfrentar os desafios.
  • Comunidade e apoio — A Igreja, os familiares e outros homens têm um papel fundamental em motivar e apoiar o cuidado da saúde, mostrando que o homem não está sozinho.

Ação prática — do autocuidado à prevenção

  • Hábitos saudáveis — A vida cristã incentiva a prática de hábitos saudáveis como descanso, alimentação equilibrada (Provérbios 23:20), exercícios físicos (1 Co 9:27) e cuidados com a saúde mental para uma vida plena e saudável.

Prevenção


O Novembro Azul serve como um alerta para a importância de exames regulares para o diagnóstico precoce, especialmente o câncer de próstata, o que aumenta as chances de cura.
  • Educação — É fundamental ensinar os meninos sobre autocuidado desde cedo, mostrando a importância da expressão de sentimentos e da busca por ajuda como parte de um autocuidado saudável.
Muitas vezes, nós, homens, resistimos a fazer exames ou visitar o médico. Podemos achar que somos fortes o suficiente para lidar com qualquer coisa, sozinhos; mas, precisamos entender que, reconhecer nossa fragilidade é sinal de sabedoria e força.

Em Provérbios 4.20-22, somos lembrados de que as palavras de Deus trazem vida e saúde a quem as encontra:
"Meu filho, escute o que lhe digo; preste atenção às minhas palavras. Nunca as perca de vista; guarde-as no fundo do coração, pois são vida para quem as encontra e saúde para todo o seu ser."
Além de ser uma expressão de obediência a Deus, cuidar da saúde traz inúmeros benefícios:mais disposição para realizar as atividades do dia a dia, maior bem-estar emocional, capacidade de estarmos presentes nas vidas de nossos familiares e amigos, e força para sermos ativos na obra do Senhor.

Lembra-se, a saúde não é apenas física, mas também espiritual. Em 3 João 1:2, está escrito:
"Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma".
É necessário que não somente a alma esteja bem, mas que o corpo e o espírito também se encontrem saudáveis.

Tenha um tempo de descanso. Deus nos ensina a importância do descanso em Êxodo 20:8-11.

Tenha uma alimentação saudável e equilibrada (Pv 23:20).

Exercite-se, em 1 Coríntios 9:27 Paulo nos orienta a subjugar o corpo, tornando-o seu servo e não satisfazendo sua vontade por prazer rápido, imediato.

Cuidar do corpo e da saúde é uma forma de honrar a Deus e de viver uma vida plena e saudável.

É uma demonstração de amor para aqueles que ama, pois assim, estará buscando dias longevos para estar junto aos seus, de forma plena. Viva longos anos e viva-os bem.

Não ignorem a importância do Novembro Azul e da prevenção do câncer de próstata. Façam exames regulares, cuidem da sua alimentação e do seu estresse.

Conclusão


A prevenção permite que possamos desfrutar de mais momentos com nossa família, oferecendo-lhes nossa presença plena e saudável, e ainda fortalece nossa mente e corpo para enfrentar os desafios.

Cuidar do corpo é uma forma de respeitar o presente que o Senhor nos deu. Precisamos estar bem para cumprir o propósito que Deus tem para nossas vidas, tanto no lar quanto na comunidade.

Cada um de nós tem um papel importante na vida de nossos filhos, de nossas esposas e daqueles que amamos.

Não negligencie os exames e encoraje outros homens a fazer o mesmo.

Que este novembro azul nos inspire a ser mais diligentes em cuidar de nossa saúde, fortalecidos pela Palavra de Deus e seguros de que a busca pela prevenção é um ato de amor consigo mesmo e com aqueles que dependem de nós.

Que o Senhor nos conceda saúde, força e sabedoria para continuar sendo instrumentos da Sua vontade.

Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

domingo, 19 de outubro de 2025

OUTUBRO ROSA — O CÂNCER DE MAMA MASCULINO É RARO, MAS É REAL

⚠️IMPORTANTE: ESTE ARTIGO É DE CUNHO MERAMENTE INFORMATIVO. AO SINAL DE QUALQUER SINTOMA, DEVE-SE PROCURAR POR ATENDIMENTO MÉDICO ESPECIALIZADO.⚠️
O Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização e combate ao câncer de mama.

O objetivo da campanha é alertar a sociedade sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento da doença.

O mês é marcado por diversas ações, como palestras, eventos e campanhas informativas, para alertar sobre os sinais da doença e incentivar a realização de exames preventivos, como o autoexame e a mamografia.

A campanha começou nos anos 90, nos Estados Unidos, com a distribuição de laços cor-de-rosa aos participantes da "Corrida pela Cura", organizada pela Fundação Susan G. Komen.

O laço cor-de-rosa é o principal símbolo da campanha, representando a luta e a esperança na batalha contra a doença.

Porém, apesar da abordagem da campanha se bem efetiva e mais específica ao público feminino, pouco se fala sobre o problema do câncer de mama no público masculino. 

O câncer de mama é uma doença extremamente comum. É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres.

Muitos pensam ser uma doença exclusivamente feminina, mas você sabia que os homens também podem ser acometidos por essa patologia?

É sobre esse assunto sério que iremos falar no texto deste artigo.

O que se sabe sobre o câncer de mama em homens?


O câncer de mama em homens não é comum e corresponde a cerca de 1% do total de casos de câncer de mama que são diagnosticados.

Normalmente, a doença está ligada à idade e costuma aparecer em homens mais velhos, a partir dos 60 anos.

Infelizmente, pela resistência em procurar ajuda médica entre os homens, muitos casos são diagnosticados já em estágio avançado.

Continue a leitura para entender mais sobre câncer de mama em homens e como ele é diagnosticado.

A importância do diagnóstico precoce


O câncer de mama em homens é uma doença pouco conhecida. Sua abordagem em ensaios clínicos e publicações é pouco frequente.

Justamente por ser mais raro, não existe rastreamento de câncer de mama (ou seja, não há recomendação para fazer a mamografia de rotina), a não ser que cheguem ao médico com alguma queixa na mama.

Portanto, o mais importante: que cada homem preste atenção ao seu corpo.

No homem, o câncer de mama é uma doença incomum. Os casos masculinos da doença representam de 0,5 a 1% de todos os casos de câncer de mama. E representam menos de 0,5% de todos os cânceres no sexo masculino.

Quais são os fatores de risco?


De acordo estudos de especialistas em oncologia, os fatores de risco incluem: 
  • hiperestrogenismo,
  • idade,
  • ascendência judaica,
  • história familiar e
  • síndrome de Klinefelter.
Cerca de 90% dos tumores são ductais invasivos. De 80 a 90% dos casos apresentam receptores de estrógeno e progesterona positivos.

Qual o tratamento?


O tratamento é semelhante ao do câncer de mama na mulher, ou seja, baseia-se no uso isolado ou combinação dos seguintes métodos de tratamento conforme o estadiamento:
  • cirurgia,

  • hormonioterapia,

  • quimioterapia e radioterapia são usadas, seguindo os guidelines femininos.
Os fatores prognósticos incluem tamanho tumoral, grau histológico e comprometimento linfonodal.

O câncer de mama é similar em homens e mulheres; todavia, os casos masculinos apresentam particularidades imuno-histoquímicas, mas não existem estudos suficientes para avaliar o impacto dessa característica no prognóstico e tratamento dessa neoplasia.

Quais são os sintomas do câncer de mama em homens?


Os sintomas do câncer de mama em homens são similares nódulo na mama, alterações cutâneas, retração de mamilo, úlcera na pele e/ou linfonodos aumentados na axila.

Devido à raridade da doença nos homens, não existe indicação para realização de mamografia como rastreio populacional.

Devido ao baixo volume de dados de estudos prospectivos em homens com a doença, extrapola-se os dados de estudos realizados em mulheres e são utilizados também dados de estudos retrospectivos e relatos de caso para embasar a escolha de tratamento.
O câncer de mama em homens serve como sinal de alerta para que eles não abram mão de um acompanhamento regular de saúde. 
Afinal, não é porque esse tipo de câncer é mais comum entre as mulheres que a possibilidade deve ser descartada entre os homens.

Conclusão

Neste vídeo, veja os mitos e as verdades 
sobre o câncer de mama masculino.
Ao primeiro sinal de um caroço na mama e alterações no mamilo, é bom agendar uma consulta com um mastologista.

O aumento da mama no homem, ou mesmo o caroço, pode ser só uma ginecomastia — o que é mais comum —, que significa um aumento totalmente benigno da glândula mamária do homem, sem risco para câncer de mama.

Quando o diagnóstico e o tratamento ocorrem no mesmo estágio, a taxa de cura para homens é semelhante à das mulheres.
A conscientização sobre a existência do câncer de mama em homens é crucial para um diagnóstico precoce e um melhor prognóstico.

  • TODAS AS INFORMAÇÕES QUE CONSTAM NESTE ARTIGO, FORAM EXTRAÍDAS DE PUBLICAÇÕES ESPECIALIZADAS, DISPONÍVEIS NA INTERNET PARA PESQUISAS E CONFIRMAÇÕES. 

⚠️IMPORTANTE: ESTE ARTIGO É DE CUNHO MERAMENTE INFORMATIVO. AO SINAL DE QUALQUER SINTOMA, DEVE-SE PROCURAR POR ATENDIMENTO MÉDICO ESPECIALIZADO.⚠️

Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
  • Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
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