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domingo, 2 de agosto de 2026

DEUS É MARAVILHOSO!

Imagem gerada por IA
'Maravilhoso' Canção & Louvor, faixa do álbum de mesmo título, ℗2019
"Que Deus maravilhoso nós temos! Como é profunda a riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Como é impossível a nós compreendermos suas decisões e seus caminhos!" (Romanos 11:33 — NBV-P)
O fato de os homens imaginarem que já explicaram tudo a respeito de Deus é uma evidência segura de que não O compreendem.

Na realidade, é correto e adequado ter e amar nossas confissões de fé e catecismos. Tanto é bom quanto útil tentar explicar e definir a doutrina concernente a Deus, para nosso próprio benefício e o de outros.

Mas o cristão sábio recorda que nenhuma fórmula ou definição a respeito dEle pode, de maneira abrangente, afirmar tudo que devemos saber sobre Deus.

As confissões de fé e os catecismos são bons em suas definições concernentes a Ele; no entanto, não têm o objetivo de serem exaustivos, pois são incapazes de compreender o Infinito.

Se pudéssemos criar expressões linguísticas para definir de maneira abrangente o Ser divino, precisaríamos ser infinitos assim como Ele.

Deus: a plenitude da perfeição e a beleza de Seus atributos


Em um mundo marcado pela instabilidade, pela relativização da verdade e pela constante busca por respostas, a figura de Deus permanece como o fundamento da esperança cristã.
Mais do que uma ideia filosófica ou um conceito religioso, a Bíblia apresenta Deus como um Ser pessoal, eterno, santo e infinitamente perfeito, cujos atributos revelam Sua grandeza e despertam no ser humano reverência, confiança e adoração.
As Sagradas Escrituras descrevem Deus como "maravilhoso" não apenas por aquilo que realiza, mas principalmente por quem Ele é.

O profeta Isaías anunciou o Messias como
"Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz" (9:6),
evidenciando que a maravilha divina está intrinsecamente ligada à Sua própria natureza.

As Escrituras afirmam com ênfase: A glória de Deus é encobrir as coisas (Provérbios 25:2 — ou seja, o ser humano tem uma mente pequena e não consegue entender todos os mistérios do universo divino.).

Deus nos conduz como pessoas cujos olhos podem enxergar apenas o que está à sua frente, para que não nos desencorajemos diante de coisas que, com antecedência, pudéssemos ver.

Somente Cristo, dentre todos os homens, experimentou e soube a plena extensão dos sofrimentos que estavam por vir.

Ele contemplava, sem dúvida, desde a sua infância, e recebia um ensaio do Getsêmani e do Calvário sempre que lia o Antigo Testamento. Entretanto, Ele, sendo o Deus-Homem, podia suportá-lo. Nós não somos capazes!

Por este motivo, há muita coisa que o Deus Maravilhoso, em toda Sua soberania, decidiu não nos revelar.

Compreendendo os maravilhosos atributos do Deus Maravilhoso


Entre os atributos incomunicáveis de Deus destacam-se Sua eternidade, imutabilidade, onipotência, onisciência e onipresença. 

O salmista declara: 
"Antes que os montes nascessem... de eternidade a eternidade, tu és Deus" (Salmos 90:2).
Já o profeta Malaquias registra a declaração divina:
"Porque eu, o Senhor, não mudo" (Malaquias 3:6).
Esses atributos revelam um Deus que não está sujeito às limitações do tempo, às oscilações humanas ou às circunstâncias da história.

Ao mesmo tempo, a Bíblia apresenta atributos comunicáveis, aqueles que Deus manifesta e deseja refletir em Seus filhos, como amor, justiça, misericórdia, bondade, fidelidade e santidade.

O apóstolo João sintetiza essa verdade ao afirmar: 
"Deus é amor" (1 Jo 4:8), 
enquanto Moisés proclama que 
"o Senhor é Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em amor e fidelidade" (Êxodo 34:6).
Esses atributos não atuam isoladamente: 
  • A justiça divina jamais contradiz Seu amor;

  • Sua misericórdia não anula Sua santidade;

  • Seu poder nunca se separa de Sua sabedoria.
Essa perfeita harmonia torna Deus absolutamente digno de confiança e adoração.

A maravilha de Deus confirmada ao longo da História


Ao longo da história da Igreja, diversos teólogos destacaram essa unidade dos atributos divinos.

Agostinho de Hipona (✰354 d.C./✞430 d. C.) ensinava que Deus é o Sumo Bem, a fonte de toda verdade e beleza, de quem procede tudo o que existe.

Tomás de Aquino (✰.../✞1274) afirmava que Deus é o próprio Ser em sua plenitude, absolutamente simples e perfeito, sem qualquer imperfeição ou contradição em Sua essência.

Na tradição reformada, João Calvino (✰1509/✞1564) ressaltou que o conhecimento verdadeiro de Deus conduz inevitavelmente à humildade e à adoração.

Já A. W. Tozer (✰1897/✞1963) escreveu que
"aquilo que vem à mente quando pensamos em Deus é a coisa mais importante sobre nós",
destacando que uma compreensão elevada da pessoa de Deus transforma toda a vida cristã.

Essa visão encontra eco nas palavras do apóstolo Paulo, em Romanos 11:33, versículo com o qual abrimos essa reflexão.
Diante dessa realidade, a teologia cristã não procura reduzir Deus aos limites da razão humana, mas reconhecer que Sua grandeza ultrapassa toda compreensão, sem deixar de ser revelada de maneira suficiente nas Escrituras.

Quem conhece a Deus?


Os homens estão cegos para a luz da Palavra de Deus, porque estão convictos de entenderem o que Deus significa, enquanto, na verdade, não compreendem nada a respeito dEle.

Começamos a entender Deus apenas quando prostramos nossas mentes orgulhosas ante a majestade de sua Palavra e suplicamos por sua graça e luz.

A correta atitude mental 
— sim, MENTAL, não espiritual, pois o apóstolo Paulo foi bem enfático sobre a nossa necessidade de ter uma mente transformada, renovada por uma atuação específica do Espírito Santo, para que, então, possamos ter comunhão com Deus (Rm 12:1-3) —
é tratarmos Deus e tudo que Lhe pertence com o amor, a reverência e o temor apropriados.

A sabedoria deste mundo é loucura diante dEle; começamos a ser sábios apenas quando pensamos nEle como o único Deus sábio.

Não precisamos ser espertos para ser sábios, e sim possuir uma mente renovada, um coração humilde e um espírito contrito.

Conclusão

Assim, afirmar que Deus é maravilhoso significa reconhecer que Sua essência é perfeita, Seu caráter é santo, Seu amor é imensurável, Sua justiça é reta e Sua fidelidade permanece inabalável através dos séculos.
Em tempos de incertezas, a contemplação dos atributos divinos continua sendo uma das maiores fontes de esperança para a fé cristã, pois o Deus revelado na Bíblia permanece o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hebreus 13:8, referindo-se à imutabilidade de Cristo em Sua natureza divina).
  • Por Leonardo Sérgio da Silva
  • [Fontes e Referências bíblicas — Bíblia Sagrada:Isaías 9:6, Salmos 90:2, Malaquias 3:6, Êxodo 34:6–7, 1 João 4:8, Romanos 11:33–36, Hebreus 13:8. Referências bibliográficas — AGOSTINHO. "Confissões". Diversas edições. "A Cidade de Deus". Diversas edições. AQUINO, Tomás de. "Suma Teológica". Loyola. CALVINO, João. "As Institutas da Religião Cristã". Cultura Cristã. TOZER, A. W. O Conhecimento do Santo. Mundo Cristão. PACKER, J. I. "O Conhecimento de Deus". Vida Nova. GRUDEM, Wayne. "Teologia Sistemática". Vida Nova. ERICKSON, Millard J. "Teologia Sistemática". Vida Nova. BERKHOF, Louis. "Teologia Sistemática". Cultura Cristã. Monergismo — "O Grande Deus Maravilhoso"]
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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