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A história da humanidade tem sido trágica no que se refere a eliminação violenta de seus semelhantes.
Desde que surgiu, o ser humano não se cansa de matar outras pessoas, por motivos pra lá de bestiais. Compará-los aos animais é uma afronta, um desrespeito à equilibrada fauna.
Parece que a alma humana sofre de uma estupidez mórbida pela morte, como bem frisou o Dr. Freud (✰1856/✞1939).
A estupidez vs. a racionalidade:
até o momento, está vencendo a primeira
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"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, não tenho certeza absoluta"
é popularmente atribuída ao físico Albert Einstein (✰1879/✞1955) — embora não se seja possível nos certificar ser ele realmente o autor.
No contexto de artigos de opinião, filosofia e psicologia, esse tema é frequentemente debatido para analisar o comportamento social, a negação da ciência e a repetição de erros históricos.
No contexto de artigos de opinião, filosofia e psicologia, esse tema é frequentemente debatido para analisar o comportamento social, a negação da ciência e a repetição de erros históricos.
A estupidez humana é um fenômeno social, comportamental e psicológico amplamente estudado por historiadores, sociólogos e cientistas.
Diferente da ignorância (que é apenas a falta de informação), a estupidez manifesta-se na incapacidade de agir com bom senso, mesmo quando se tem acesso ao conhecimento.
A estupidez humana é definida pela falta de bom senso, sensatez ou raciocínio lógico.
O estudo da estupidez humana é complexo e envolve tanto fatores psicológicos, como a falta de controle e o excesso de confiança, quanto dinâmicas sociais.
Compreender como ela se manifesta pode ajudar a reconhecer e evitar comportamentos irracionais que afetam a sociedade.
As atividades humanas encontram-se, por unânime consenso, em um estado deplorável. Esta, no entanto, não é uma novidade. Olhando para trás até onde podemos, elas sempre estiveram em um estado deplorável.
O pesado fardo de desgraças e misérias que os seres humanos devem suportar, seja como indivíduos, seja como membros da sociedade organizada, é substancialmente o resultado do modo extremamente improvável — e ouso dizer estúpido — pelo qual a vida foi organizada desde os seus inícios.
De acordo com a reconhecida — e cientificamente defendida — Teoria da Evolução, formulada pelo naturalista e biólogo britânico, Charles Darwin (✰1809/✞1882), diz-se que compartilhamos a nossa origem com as outras espécies do reino animal, e todas as espécies, sabe-se, da lombriga ao elefante, devem suportar a sua dose cotidiana de atribulações, temores, frustrações, penas e adversidades.
Os seres humanos, todavia, têm o privilégio de terem de se sujeitar a um peso adicional, a uma dose extra de atribulações cotidianas, causadas por um grupo de pessoas que pertencem ao mesmo gênero humano.
Este grupo é muito mais poderoso que a Máfia ou que o Complexo industrial-militar ou que a Internacional Comunista.
É um grupo não organizado, que não faz parte de nenhuma hierarquia, que não tem chefe, nem presidente, nem estatuto, mas que consegue ainda assim operar em perfeita sintonia como se fosse guiado por uma mão invisível, de tal modo que as atividades de qualquer membro contribuem potencialmente para reforçar e amplificar as atividades de todos os demais.
A natureza, o caráter e o comportamento dos membros deste grupo são o que permeiam o desenvolvimento da racionalidade ou da estupidez, de acordo com a que melhor for alimentada.
Compreender como ela se manifesta pode ajudar a reconhecer e evitar comportamentos irracionais que afetam a sociedade.
Assim caminha a humanidade...
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O pesado fardo de desgraças e misérias que os seres humanos devem suportar, seja como indivíduos, seja como membros da sociedade organizada, é substancialmente o resultado do modo extremamente improvável — e ouso dizer estúpido — pelo qual a vida foi organizada desde os seus inícios.
De acordo com a reconhecida — e cientificamente defendida — Teoria da Evolução, formulada pelo naturalista e biólogo britânico, Charles Darwin (✰1809/✞1882), diz-se que compartilhamos a nossa origem com as outras espécies do reino animal, e todas as espécies, sabe-se, da lombriga ao elefante, devem suportar a sua dose cotidiana de atribulações, temores, frustrações, penas e adversidades.
Os seres humanos, todavia, têm o privilégio de terem de se sujeitar a um peso adicional, a uma dose extra de atribulações cotidianas, causadas por um grupo de pessoas que pertencem ao mesmo gênero humano.
Este grupo é muito mais poderoso que a Máfia ou que o Complexo industrial-militar ou que a Internacional Comunista.
É um grupo não organizado, que não faz parte de nenhuma hierarquia, que não tem chefe, nem presidente, nem estatuto, mas que consegue ainda assim operar em perfeita sintonia como se fosse guiado por uma mão invisível, de tal modo que as atividades de qualquer membro contribuem potencialmente para reforçar e amplificar as atividades de todos os demais.
A natureza, o caráter e o comportamento dos membros deste grupo são o que permeiam o desenvolvimento da racionalidade ou da estupidez, de acordo com a que melhor for alimentada.
O que é a estupidez?
| Reprodução internet |
Tendo como causa as motivações complexas de nossa psique, a estupidez humana é um desvio na higidez normal de nossas reações, causando males que afetam tanto as pessoas como as coletividades.O adequado seria que pudéssemos agir sempre de acordo com os princípios do bem, colocando-o como o valor fundamental a orientar todas as nossas motivações.
Não obstante, tal não acontece, pela confluência dos vários motivos subalternos que influenciam nossas conclusões, sobrepondo-se à hegemonia prevalecente do que seria melhor.
O grau de escolaridade não tem nada a ver com encontrar mais ou menos estúpidos em um círculo social determinado.
Isso foi confirmado por meio de muitos experimentos realizados em universidades com cinco grupos de pessoas: estudantes, funcionários de escritório, funcionários de serviços em geral, executivos e professores.
Ao analisar o grupo de trabalhadores com baixo grau de escolaridade, o número de estúpidos observado foi maior do que eu pensava (primeira lei); em seguida, ele classificou as pessoas de acordo com as condições sociais: pobreza, segregação, educação.
Ao analisar níveis mais altos, verificou que a mesma proporção de pessoas inteligentes e estúpidas era encontrada em executivos e estudantes.
Resultado: a mesma quantidade de estúpidos cujo número (como vemos na primeira lei) sempre vai superar as expectativas.
Isso foi confirmado por meio de muitos experimentos realizados em universidades com cinco grupos de pessoas: estudantes, funcionários de escritório, funcionários de serviços em geral, executivos e professores.
Ao analisar o grupo de trabalhadores com baixo grau de escolaridade, o número de estúpidos observado foi maior do que eu pensava (primeira lei); em seguida, ele classificou as pessoas de acordo com as condições sociais: pobreza, segregação, educação.
Ao analisar níveis mais altos, verificou que a mesma proporção de pessoas inteligentes e estúpidas era encontrada em executivos e estudantes.
Resultado: a mesma quantidade de estúpidos cujo número (como vemos na primeira lei) sempre vai superar as expectativas.
A Teoria da Estupidez de Dietrich Bonhoeffer
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Segundo essa perspectiva, a estupidez não é um defeito intelectual de nascimento, mas sim um processo sociológico.
Quando indivíduos são submetidos a pressões, slogans e dinâmicas de massa, perdem a independência crítica e tornam-se manipuláveis.
Bonhoeffer formulou sua teoria sobre o tema durante o regime nazista (de 1933 a 1945) e seus principais pontos são:
- Imunidade a argumentos — A pessoa estúpida muitas vezes se apega cegamente a narrativas e é refratária a fatos ou debates lógicos.
- Solução — A principal defesa contra esse tipo de comportamento coletivo é o exercício do pensamento autônomo, o questionamento e a educação contínua.
- Imunidade à razão — Argumentos lógicos ou fatos reais são simplesmente ignorados ou minimizados.
- Efeito do poder — Grandes concentrações de poder público enfraquecem a independência crítica das massas.
- Uso de slogans — O indivíduo sob este efeito repete frases prontas e se torna uma ferramenta de manipulação
A teoria da estupidez de Carlo Cipolla
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As 5 Leis Fundamentais de Cipolla
Cipolla publicou um famoso tratado detalhando o impacto destas ações na sociedade.
O modelo define os quatro quadrantes do comportamento humano baseando-se no ganho ou perda gerados:
- 1] Inteligente — Beneficia a si mesmo e traz vantagens para o grupo.
- 2] Ingênuo — Beneficia os outros, mas sofre prejuízos individuais.
- 3] Bandido — Beneficia a si mesmo causando prejuízo aos outros.
- 4] Estúpido — Causa prejuízo aos outros sem obter ganho nenhum (ou até perdendo junto). A probabilidade de alguém ser estúpido independe de educação, riqueza ou classe social.
- 5] A Lei de Ouro — O estúpido causa danos a terceiros sem obter nenhuma vantagem para si.
Ainda de acordo com o ensaio de Cipolla, essas cinco regras que regem esse comportamento:
- Subestimamos o número — Todos sempre subestimam a quantidade de indivíduos estúpidos no mundo.
- Subvalorização do perigo — Pessoas não estúpidas sempre esquecem o potencial destrutivo destas ações.
- O tipo mais perigoso — O indivíduo estúpido é mais perigoso do que o próprio bandido.
Compreensão do contexto
Assim, essa infinidade de nossos desvios comportamentais fica como um respaldo indubitável de nossas limitações, o que deveria merecer de cada um de nós um cuidado especial no momento de tomar decisões que afetam a higidez de nossos relacionamentos.
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Ora, isso se torna crucial principalmente para as pessoas que desempenham cargos públicos, que acabam afetando a vida normal de muitas pessoas.
Tal situação hoje é atinente à guerra deflagrada pelo presidente da Rússia contra a Ucrânia, um conflito que não se justifica sob nenhum argumento, tendo como causa apenas motivos políticos de soberania, que não deveriam estar acima do direito insofismável da Ucrânia em gerir seus próprios destinos.
Tal situação hoje é atinente à guerra deflagrada pelo presidente da Rússia contra a Ucrânia, um conflito que não se justifica sob nenhum argumento, tendo como causa apenas motivos políticos de soberania, que não deveriam estar acima do direito insofismável da Ucrânia em gerir seus próprios destinos.
Segundo Carl Von Clausewitz (✰1780/✞1831), estudioso das guerras, estas constituem a política por outros meios, nos sugerindo que ela só ocorre quando falham os antecedentes de um possível acordo, nos demonstrando, portanto, neste caso, como os limites de nossa estupidez são infinitos, ao não levarmos em conta os benefícios da paz e da tranquilidade na ordem.
Ora, esse desprezo só pode se tornar justificável se considerarmos que a evolução da espécie humana é recente e demandará ainda muitos séculos no aperfeiçoamento de seus estereótipos culturais.
Ora, esse desprezo só pode se tornar justificável se considerarmos que a evolução da espécie humana é recente e demandará ainda muitos séculos no aperfeiçoamento de seus estereótipos culturais.
Dessa forma, as cinco leis fundamentais que orientam a estupidez humana são, portanto, muito claras:
- quando perdemos o sentido ontológico da história, vendo apenas seus oportunismos.
- quando perdemos a noção do que é mais importante na variedade de nossas decisões.
- quando achamos que o uso do mal faz parte de nossa natureza, tendo como objetivo atingir outros bens.
- quando perdemos o respeito pela dignidade das pessoas.
- quando desistimos de ter o bem como princípio hierárquico superior a qualquer outro.
Conclusão
Reprodução da internet Bertrand Russell foi um dos mais influentes filósofos, lógicos, matemáticos e intelectuais públicos do século XX.
Nascido na aristocracia britânica, ele transformou o pensamento contemporâneo ao fundar a filosofia analítica e revolucionar a lógica matemática.
Além de sua vasta produção acadêmica, Russell foi um ferrenho ativista político pacifista e recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1950 por sua prosa brilhante e defesa dos direitos humanos.
Em conclusão, se tivéssemos uma educação universal mais voltada para o desenvolvimento dos legítimos valores humanísticos que enobrecem a raça, seria uma das formas para modificar a psique deformada que hoje compromete a sanidade humana, cuja propedêutica hoje está interessada apenas em capacitação profissional, leiga e infensa de aceitar quaisquer princípios de conscientização referente à dignidade das pessoas.
- Por Leonardo Sérgio da Silva
- [Fonte: Academia Paraense de Letras - Original na íntegra por Antônio Celso Mendes; Tendências do Imaginário; Infomoney]
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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