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sábado, 2 de maio de 2026

CONTÉM SPOILERS — "O DIABO VESTE PRADA" (2006)

Reprodução internet
Eu não me considero um cinéfilo declarado, porém, principalmente por ser um blogueiro e, portanto, formador de opinião, tento me manter atualizado sobre o que anda movimentando o mundo ao meu redor.

Quando fiquei sabendo da sequência do filme "O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada)", exatas duas décadas após o lançamento do primeiro, me despertou a atenção e já me colocou uma colônia de pulgas atrás das orelhas, pois, é rara a vez em que as sequências dão certo, principalmente de clássicos.

Eu ainda não fui ver a sequência, "O Diabo Veste Prada 2", antes, resolvi rever mais uma vez a versão original, de 2006
(Eu já assisti a este longa, pelo menos, umas 6 vezes, em circunstâncias distintas e para objetivos específicos.).
Fui visitar os arquivos de minhas postagens aqui no Conexão Geral e me certifiquei que ainda não havia escrito nada sobre esta obra-prima cult da sétima arte.

Não tive dúvida, portanto, de que chegou o momento certo de fazê-lo.

Eis, então, que nasceu a inspiração para mais um capítulo da nossa série especial de artigos, Contém Spoilers. Bora lá?

É marcante porque...



Créditos: Adoro Cinema
Assim como muitas coisas na vida, tem alguns filmes que marcam história e fazem com que a gente se apaixone e, volta e meia, vamos lá dar uma olhadinha novamente.
O que ocorre com filmes desse padrão é que nunca é mais do mesmo. 
Assim como vamos ganhando novas experiências, a cada nova assistida há um filme novo passando com os mesmos personagens, mesmas cenas e mesmo título.  
O que mudou com certeza foi o espectador!

Resumão


Créditos: Cinema de Buteco
Sabe aquele tipo de filme que até uma pessoa que nem gosta tanto de cinema já viu? "O Diabo Veste Prada" é um desses.

Pode não ser exatamente um clássico absoluto da crítica, mas sem dúvida marcou uma geração.

Em síntese, o longa dirigido por David Frankel, com roteiro baseado no livro homônimo escrito pela norte-americana, Laura Weisberg, fala sobre pressão profissional e abuso psicológico, mas de um jeito leve e divertido.

É um filme que pode não ser espetacular (e realmente não é), mas tem um grande potencial de te prender na tela.

O enredo em si é simples, e se posiciona dentro de um esquema comum: a aprendiz que precisa descobrir como vencer na vida seguindo o caminho tortuoso proposto pela mestre.

Créditos Rolling Stone
No caso, estamos falando de Andrea (Andy) Sachs (Anne Hathaway), uma jornalista em início de carreira que consegue por acaso, apenas respondendo a um anúncio no jornal, um emprego como assistente da principal editora da mais importante e influente revista de moda do mundo.

A garota, vai dedicar um ano de sua vida a atender às exigências estapafúrdias e tentar cumprir as tarefas impossíveis da poderosa Miranda Priestly (Meryl Streep).
Créditos Pure People
Envolvente, mágico e ao mesmo tempo impiedoso, ganha relevância por se tratar de um enredo muito próximo da realidade.

No ambiente extremamente superficial, ela PRECISOU chamar atenção pela aparência para ter sua competência reconhecida.

Quem foi que disse que a aparência não importa?


Crédito: Adoro Cinema
A primeira lição que aprendi com "O Diabo Veste Prada" e trouxe para minha vivência, é que (ao contrário do que muitos pensam) aparência importa sim. E muito!

O tempo todo nos comunicamos: o gestual, a postura, as expressões faciais e também a nossa vestimenta falam muito mais por nós do que nossas palavras.

A nossa aparência é o nosso cartão de visitas. Uma das ferramentas para comunicar a nossa marca pessoal é a nossa imagem.

Temos uma fração de segundos para criar uma boa primeira impressão, e a forma como nos vestimos, como cuidamos do visual e escolhemos os acessórios, diz muito mais do que imaginamos.

No filme, Andrea e seu total desconhecimento do mundo da moda somado ao seu jeito desleixado contrasta imediatamente com os valores do novo trabalho.

Precisando se encaixar naquele espaço a protagonista passa por diversos conflitos internos e externos.

Mãos à obra


Crédito IMDb
Ao assistir ao longa também podemos entender melhor sobre como construir uma carreira é igual subir uma escada.

Acontece de degrau em degrau. É em pequenos passos que a gente vai fazendo o nosso caminho e o nosso nome.

O filme termina com uma decisão madura de Andrea: ela simplesmente abandona o emprego abusivo após comparar a sua personalidade com a de Miranda.

De fato o filme apresenta um confronto de valores. Andrea não se identificou com a competitividade agressiva e a todo custo de Miranda — apesar desta ter se comparado com a assistente. Sendo assim, sua presença ali não faria mais sentido.

Há de fato uma certa glamourização do assédio moral, contando um final feliz que definitivamente não é o que ocorre na maioria esmagadora dos casos reais dentro das empresas.

Geralmente os "rompimentos" são mais traumáticos, após um dos lados (geralmente o lado mais fraco do trabalhador) desenvolver um estresse tal que o faça ter perdas pessoais e profissionais significativas.

Apesar dessa falha compreensível para um filme hollywoodiano, ele é extremamente proveitoso para levantar as questões ocultas nos corredores corporativos, nos ajudando a criar caminhos mais construtivos para um relacionamento psiquicamente saudável com esse forte símbolo que é o trabalho.

Aprendemos que...

Olhar psicanalítico


Crédito: Adoro Cinema
O filme "O Diabo Veste Prada" vai muito além de uma história sobre moda, oferecendo uma rica análise sobre dinâmicas de poder, relações de trabalho tóxicas e o desenvolvimento pessoal.

Do ponto de vista da psicanálise e da psicologia organizacional, aprendemos lições fundamentais sobre o comportamento humano.
Sob a lente da psicanálise, o filme "O Diabo Veste Prada" funciona como um vasto laboratório sobre o desejo, a constituição da identidade e as complexas relações de poder.
A obra ilustra como as instituições moldam subjetividades e como o sujeito pode se perder (ou se encontrar) ao confrontar o "Ideal do Eu".

A dinâmica entre as protagonistas pode ser lida através do conceito de transferência.

Andrea inicialmente despreza o mundo da moda, mas gradualmente sucumbe à necessidade de ser reconhecida por Miranda.
  • O Desejo do Outro
Segundo a psicanálise lacaniana, o desejo do homem é o desejo do Outro. 

Andy passa a desejar o que Miranda valoriza (status, perfeição, roupas de grife) para ocupar um lugar de importância no olhar da chefe.
  • Miranda como Ideal do Eu
Miranda Priestly representa uma figura de autoridade inalcançável que dita o que é "certo" ou "errado".

Andy molda sua identidade para se aproximar desse ideal, sacrificando sua "mesmidade" e seus valores prévios.

Narcisismo e Poder


O filme é um estudo de caso sobre o narcisismo, tanto o patológico quanto o funcional para a sobrevivência em ambientes competitivos.
  • Liderança narcisista
Miranda utiliza uma "gestão por conflito", tornando o ambiente corporativo completamente intoxicado, expondo funcionários ao ridículo e exigindo perfeição absoluta para alimentar sua própria imagem de onipotência.
  • Grandiosidade e Fragilidade
Por trás da postura fria, o filme revela lampejos da vulnerabilidade de Miranda (como na cena em que seu divórcio é anunciado), mostrando que o sucesso externo muitas vezes mascara um vazio afetivo.

Escolha e Renúncia

  • O Conflito Ético
Uma das maiores lições psicanalíticas do filme é que "para cada escolha há uma renúncia".

Andrea vive o conflito entre quem ela era (a jornalista séria e desleixada) e quem ela se tornou (a assistente impecável).

Esse "tiro no pé" acontece quando ela coloca a carreira acima de seus laços afetivos fundamentais.

O aprendizado final ocorre quando Andy percebe que a vida de Miranda não é um destino inevitável, mas uma escolha.

Ao jogar o celular na fonte em Paris, ela rompe com o imperativo de gozo daquela estrutura e retoma sua autonomia subjetiva.
Reprodução YouTube

O Ambiente "Paranogênico" e a Saúde Mental


O filme ilustra como o ambiente de trabalho pode se tornar paranogênico (gerador de paranoia).

A chegada de Miranda à redação desencadeia um comportamento de "luta ou fuga" imediato (troca de sapatos, retoque de maquiagem), demonstrando como o medo do julgamento do Outro pode anular a espontaneidade do sujeito.

O processo de Andrea é descrito por alguns analistas como uma "morte" no trabalho, onde ela deixa de existir como sujeito singular para se tornar uma extensão das vontades de Miranda.

Conclusão



Reprodução YouTube
A análise psicológica do filme "O Diabo Veste Prada", nos traz, portanto, inúmeros insights sobre o impacto do ambiente de trabalho na saúde mental em nossa sociedade.
Por conseguinte, um dos motivos do filme ter feito tanto sucesso e ter se transformado em base para inúmeros ensaios acadêmicos (li alguns, para composição do texto deste artigo, deixo este como referência: Estudo de Caso do Filme O Diabo Veste Prada, Pós Fasipe, 2016) é devido ao fato de que nosso trabalho é um dos principais eixos ao redor do qual orientamos nossas vidas.
Nossas amizades, sonhos, autoestima, cultura e até nossa identidade são impactadas diretamente pelo que o trabalho simboliza para nós.

Tanta energia aplicada nessa relação gera uma enorme expectativa desde muito cedo nas histórias de vida das pessoas.

Bom, agora sim, posso ir assistir a sequência e, quem sabe, talvez, nasça inspiração para outro capítulo da nossa série especial, né?
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

terça-feira, 28 de abril de 2026

PRONTO, FALEI! — AH, JULIANO CAZARRÉ, VOCÊ ME PAGA!😡

Imagem: reprodução redes sociais
💣Bomba!💥

O ator Juliano Cazarré, aos 45 anos, assumiu sua bissexualidade!

Ele abandonou a esposa, com quem era casado há mais de uma década e os seis filhos.

Em entrevista a um portal especializado em fofocas de celebridades, Cazarré disse que tomou a decisão, após assistir no auditório de uma universidade pública, a uma palestra de um conhecido filósofo, que se define como um "boyceta" (identidade de gênero não-binária e transmasculina), "pansexual" (pessoa que se define como pansexual é alguém que sente atração sexual, romântica ou emocional por outras pessoas, independentemente do gênero ou identidade de gênero delas).
Imagem: reprodução redes sociais

Na entrevista reveladora, ao ser perguntado sobre os filhos, Cazarré disse ainda que
"é preferível que eles tenham um pai ausente, mas feliz e realizado, do que um pai presente, porém infeliz e frustrado."
Ele disse ainda ter rompido de vez com qualquer tipo de ligação com a chamada família tradicional conservadora, pois "ela é uma mentira fascista".

Cazarré também disse ter abandonado o cristianismo, pois descobriu que a "Bíblia é misógena, racista e homofóbica".

Resoluto e corajoso, Juliano Cazarré, ao lado do novo companheiro, em clima bem romântico, disse que "sair do armário" foi a atitude mais acertada que ele fez.

Cazarré, aproveitando a ocasião, anunciou que irá realizar, também no ginásio da mesma universidade pública, um evento intitulado
"O Leque e o Arco-íris — Treinando homens para saírem do armário e arrasar".
Após as revelações bombásticas e o anúncio do evento progressista, Juliano Cazarré recebeu o apoio maciço e aplausos de atores e atrizes globais.
Imagem: reprodução redes sociais
Nomes como os das atrizes Cláudia Abreu, Marjorie Estiano, Júlia Lemmertz,  dos atores Paulo Betti, Henrique Diaz e do "humorista"(?) Fábio Porchat, lacradores nível master, postaram mensagens de admiração e parabenizando o colega por sua corajosa iniciativa.
Alguém duvida que se essa narrativa fosse verdadeira, Juliano Cazarré hoje estaria sendo ovacionado pela mídia especialista em lacração?

Pois é, mas graças a Deus, o texto acima é fictício, apenas fruto da minha fértil imaginação.

Agora vamos aos fatos


Imagem: reprodução Instagram
O posicionamento e o curso ministrado pelo ator Juliano Cazarré, não mata mulheres.
O ator Juliano Cazarré, nascido em 24 de setembro de 1980, na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, é amplamente conhecido por seus papéis em novelas de sucesso — sua mais recente participação foi como o personagem Jorginho Ninja, um bandido regenerado pela fé, na novela "Três Graças" (de Agnaldo Silva, Globo, 21h, 2025/26, desempenho, aliás, muito elogiado) — e por sua grande família, sendo pai de seis filhos (um deles especial) com sua esposa, a estilista, jornalista, bióloga e influenciadora digital Letícia Cazarré (41 a), com quem está casado há 14 anos.

Ele convidou homens para um curso sobre as responsabilidades de ser um bom marido e um pai presente na vida dos filhos, com conteúdo baseado nos princípios e valores cristãos.
O curso intitulado "O Farol & a forja" é voltado para debates com especialistas sobre masculinidade, família e paternidade.
Em seus discursos para promoção do evento, Cazarré diz
"Você Homem, honre sua mulher, sua família, assuma esta responsabilidade, dê o seu melhor para seus filhos, busque ajuda em Deus..."

A esquerda o chama de que? "Macho escroto!"

Imagem: reprodução da internet
A militância da extrema esquerda — capitaneada pela maioria de seus colegas de profissão (e de emissora), está caindo de pau em cima dele, promovendo cancelamento e outras coisas.

Segundo os críticos de esquerda, ao promover um curso sobre a importância paterna, ele desqualificou as relações homoafetivas.

Mentira! Imposição ideológica! É tudo em nome de ideologia esquerdista. 

Juliano Cazarré toca num ponto sensível e importante da sociedade:
a ausência paterna. Mas isso acabou também revelando como esse tema pode ser rapidamente interpretado de forma polarizada.

Vamos aos fatos sem ideologias.


Imagem: reprodução redes sociais
A presença de pai e mãe, quando existe de forma saudável, oferece à criança referências que são complementares:
diferentes formas de cuidado, autoridade, escuta, afeto e construção de identidade. 
Isso são dados observado em áreas como a Psicologia do Desenvolvimento.
A convivência com figuras parentais diversas pode enriquecer a formação emocional, social e até cognitiva de um filho.

Mas para alguns da esquerda, se tornou errado ou antiquado a figura de pai e mãe e o papel de cada um. 

Aliás, para este polo político, a chamada família tradicional (ou conservadora) não está em linha com suas pautas ideológicas.

Entretanto, reconhecer esse valor não significa desqualificar outras formas de família.
Famílias homoafetivas, monoparentais, avós que criam netos, todas essas configurações podem oferecer um ambiente super saudável quando há presença REAL, responsabilidade e afeto. 
O que estrutura uma criança não é apenas o formato da família, mas a qualidade dos vínculos. 
Crianças precisam de adultos que estejam ali de verdade, que cuidem, orientem, protejam e amem.
O ponto levantado por Cazarré mira um outro problema, bem concreto: a ausência paterna.

No Brasil, milhões de crianças não têm o nome do pai na certidão, e muitas outras convivem com pais que, embora presentes biologicamente, são ausentes emocional e financeiramente. 

Isso não é uma discussão ideológica: é uma realidade social com impactos diretos em indicadores de educação, renda e saúde mental.

Falar da importância do pai, nesse contexto, não é excluir outros modelos. É chamar atenção para uma responsabilidade que, historicamente, muitos homens evitam ou negligenciam.

Conclusão


A polêmica ainda está no ar e Juliano Cazarré segue firme e forte em seu objetivo, mesmo sabendo que isso com certeza lhe garantirá um lugar "na geladeira" da emissora onde trabalha e os ataques insanos de seus pares, cuja sobrevivência midiática está ideologicamente atrelada à lacração ideológica, ainda que sem base em um mínimo de plauzibilidade. mi

Penso que é honesto defender a importância da presença paterna.

Pai é fundamental , e isso não significa desqualificar outras formas de amor e família.

Para defender outros formatos familiares não é necessário atacar o modelo tradicional de pai e mãe, porque é uma forma real e importante.
No fim, o que realmente faz diferença na vida de uma criança não é um modelo idealizado: é a presença concreta de quem decide ficar.
Antes de qualquer crítica (se for o seu caso), pergunte a si mesmo que tipo de mãe e pai é você.

E se for honesto consigo mesmo, talvez irá descobrir que há em você, muito mais falhas do que aquelas que critica nos outros.
Força! Vai fundo, Cazarré!💪🏿

Este artigo foi escrito em atendimento aos pedidos de muitos leitores/seguidores do blogue, para que eu me manifestasse acerca dessa polêmica.

  • Por Leonardo Sérgio da Silva 
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.

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TRIBUTO — MICHAEL JACKSON: ENTRE O HOMEM, A LENDA E O MITO

Recentemente chegou às telas nas salas de cinema em todo o Brasil, a cinebiografia de Michael Jackson (✮1958/✞2009).

O filme, muito aguardado pela enorme legião de fãs do astro pop, está tendo um impacto emocional fortíssimo.

Mas, aqui neste artigo, mais um capítulo da nossa série especial Tributo, não irei falar especificamente sobre o filme (já tem muita gente mais gabaritada do que eu, fazendo isso) e sim um resumo do complexo homem por trás da lenda mítica.

Um homem...


Imagem: reprodução da internet
Gênio precoce, o maior artista pop do século XX, megalomaníaco, polêmico, mistura de anjo e demônio, perigoso e mal ("dangerous" e "bad", como denominou dois de seus álbuns), Michael Jackson é sem dúvida um dos artistas mais controversos da história.

Ele suscita a paixão e a fúria, mas uma coisa é certa: ninguém fica indiferente à sua esmagadora presença.
Da infância difícil à sua glória posterior, a vida de Michael Jackson é uma sucessão de sofrimentos, alegrias, caídas e subidas. Uma vida traçada por ele mesmo como um conto de fadas.
Nascido em 29 de agosto de 1958, em Indiana (Estados Unidos), Michael Jackson e seus irmãos tiveram uma primeira infância difícil.

Filho de um pai violento e obstinado, que buscou na realização artística dos filhos a fortuna e o sucesso criando os Jackson Five (sob a influência dos cantores negros americanos Otis Redding [✮1941/✞1967] e Little Richard [✮1932/✞2020]), o cantor sofrerá desde a mais tenra infância, dois anos de idade, a força e o rigor do trabalho e da educação quase militar do pai, desenvolvendo o gosto pela música e pela dança sob essa mesma influência.

A lenda

Imagem: reprodução da internet

A carreira adulta de Michael Jackson começa em 1979 com seu fabuloso álbum "Off The Wall"
(Aliás, na minha opinião, é esse álbum e não "Thriller", como já se convencionou afirmar, a verdadeira obra-prima na carreira dele.),
produzido por Quincy Jones (✮1933/✞2024) que será durante anos seu melhor amigo e fiel colaborador.

Em 1982 sua carreira atinge o ápice, com seu mítico disco "Thriller", o álbum mais vendido da história da música.

Daí em diante ele se tornará um deus vivo, desbancando os Beatles e o rei Elvis (✮1935/✞1977). Começará a ser chamado, inclusive, de The King of Pop.

Para o mundo, Michael representava o ápice do sucesso, quase uma divindade intocável que governava o império do entretenimento.

Para si mesmo, ele se tornou um prisioneiro da própria imagem.

Ele era uma criança enjaulada no corpo de um gigante mítico, que não tinha mais o direito de errar, de envelhecer ou de ser apenas uma pessoa feliz fora dos palcos. 

Malgrado o extraordinário sucesso de público e a glória conquistada, a vida de Michael Jackson torna-se um calvário. 

Desde a adolescência sua vida foi coberta por acontecimentos infelizes, como o abuso e perseguição paterna, que explicam, como diz o próprio Michael, a origem de suas numerosas inclusões pelo universo da cirurgia plástica e uma sexualidade atípica.

Uma infância e juventude atordoadas que podem explicar, em parte, as futuras obsessões do cantor e sua megalomania. Não explicam, no entanto, sua genialidade sempre presente.

Aliás, quando olhamos para a trajetória de Michael Jackson, chegamos à conclusão que o pacto ilusionista estava se quebrando, Michael estava indo além dos limites tradicionalmente permitidos. 

A pergunta deixada no ar, desde muito antes de sua morte, era se tínhamos gostado tanto dele só porque era um gênio, ou também porque nos confortava secretamente vê-lo se destroçando diante de nossos olhos e ouvidos e fígados. 
Ora, se o cara mais famoso do planeta era mais desgraçado do que nós…

O mito

Imagem: reprodução da internet
A matemática da idolatria, no entanto, é implacável: quanto mais alto você eleva a sua imagem pública, maior é o abismo emocional que se abre dentro de você.

Tentar viver como um deus na Terra é a forma mais letal de tortura psicológica.

O filósofo alemão Georg W. F. Hegel (✮1770/✞1831) dissecou essa dor profunda no século XIX. Ele atingiu a lucidez máxima ao formular o conceito da "Consciência Infeliz".

Hegel cravou que essa é a tragédia da alma que se divide em duas partes conflitantes: uma parte projeta uma perfeição divina, pura e imutável, enquanto a outra sofre por ser terrena, falha e mortal.
Michael Jackson encarnou a Consciência Infeliz de forma literal.
Ele construiu uma persona inatingível — o Rei absoluto, o Peter Pan mágico e imortal em Neverland —, contudo, o homem de carne e osso por trás da máscara sangrava por nunca conseguir ser, na vida privada, a divindade que o mundo venerava nos palcos.

Essa fratura incurável entre a imperfeição da vida real e o peso de sustentar a ilusão da perfeição absoluta acabou por consumi-lo.

Do ponto de vista midiático, o filósofo francês Guy Debord (✮1931/✞1994) dissecou de forma cirúrgica essa engrenagem de moer pessoas no século XX.

Ele atingiu a lucidez para forjar o conceito de que o mundo moderno abandonou a realidade e passou a viver a "Sociedade do Espetáculo".

Debord cravou que o espetáculo não é apenas um conjunto de imagens brilhantes no cinema, e sim uma relação social entre pessoas que passa a ser mediada por essas imagens ilusórias.

Michael Jackson foi o maior produto dessa máquina.

Amar ou odiar Michael Jackson parece ter-se tornado uma questão de escolha entre duas narrativas que conseguiram polarizar o maior caso de idolatria do século 20.
  • Aos que o amam — Michael Jackson colocou sozinho a música pop em patamares numéricos nunca atingidos; ergueu, com Quincy Jones, Thriller, o álbum artisticamente mais vitorioso da história; e, flutuando no palco, se tornou o artista mais completo de sua era.

Conclusão


Imagem gerada por IA
O mundo ficou em estado de choque quando soube da morte de um dos heróis pop que mais lhe ofereceram alegria, diversão e prazer nas três últimas décadas do século passado.

Mas sejamos francos: fazia anos que a humanidade esperava que, qualquer hora dessas, acontecesse alguma tragédia com Michael Jackson.
Sejamos ainda mais transparentes: os fãs do Michael Jackson foram cúmplices impassíveis, quando não exultantes, de uma das mais prolongadas histórias de agonia pública de que se tem notícia. As transformações, deformações e mutilações físicas eram apenas a face mais visível do processo.
O espetáculo exige o sacrifício da humanidade do ídolo para alimentar a fantasia do público.

Qualquer coisa que se diga, se escreva ou se filme sobre a trajetória de Michael, deveria ser "expressamente proibido" de olhar criar conteúdo para mero entretenimento, levando os fãs a consumirem apenas as músicas, a dança e o brilho superficial.

Isso já vem sendo desde que o astro ascendeu e continuará sendo feito, pois a música de Michael é inquestionavelmente brilhante e irresistível.

Para se desvelar Michael Jackson, se faz necessário observar ativa e atentamente as rachaduras do homem por trás da lenda.

É preciso sentir a firmeza de reconhecer que a verdadeira genialidade sempre cobra um pedaço da alma, e questionar o quanto nós, como sociedade, somos os verdadeiros arquitetos das gaiolas que aprisionam os nossos ídolos.
  • Por Leonardo Sérgio da Silva
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.

Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

sábado, 25 de abril de 2026

PAPO DE PSICANALISTA — FELCA, EXPLICA(?)!

Imagem: Reprodução O Liberal
O influenciador Felca (Felipe Bressanim Pereira, 27 anos), que ganhou visibilidade nacional (quiçá, internacional) após denunciar um esquema de adultização de crianças e adolescentes expostos nas redes sociais (a repercussão, inclusive, levou até a criação da Lei nº 15.211/2025, conhecida como Lei Felca ou Estatuto Digital da Criança e do Adolescente), recentemente estreou no programa Fantástico (em 22 de março de 2026) com um quadro chamado "Sobre Nós".

A série, dividida em seis episódios, utiliza uma mistura de esquetes humorísticas, depoimentos pessoais e entrevistas com especialistas para abordar temas ligados à saúde mental e pressões sociais.

Ao longo da temporada, Felca explorou inquietações comuns da vida moderna:
  • Ansiedade Social — O episódio de estreia focou na sensação de estar sendo constantemente julgado por outras pessoas.

  • Dificuldade em Dizer Não — Investigou por que muitas pessoas se sentem culpadas ou incapazes de estabelecer limites.

  • Exaustão e Ritmo Acelerado — Discutiu o impacto da pressão por produtividade e a dificuldade de "desligar" o cérebro.

  • Depressão — Diferenciou a tristeza comum do transtorno depressivo, trazendo uma abordagem pessoal baseada em sua própria experiência com terapia.

  • Pressão por Comparação — Onde foi abordado o impacto de se comparar constantemente com a "vida perfeita" dos outros nas redes sociais.
Tudo estaria muito bom se o youtuber tivesse alguma autoridade, fosse um especialista para tratar de assuntos e temas tão complexos da psiquê humana. E o fato é que ele não tem nem uma coisa e nem outra.

Para avaliação dessa polêmica, trazemos Felca, "compulsoriamente", para o nosso divã, em mais um capítulo da nossa série especial de artigos Papo de Psicanalista.

Felca no divã


Imagem: reprodução GZH
O sujeito passa anos trancado no quarto, fazendo piada com a própria esquisitice.

A graça estava ali:
alguém que não se encaixava rindo de si mesmo antes que o mundo resolvesse rir primeiro.
Na psicanálise, o ato de uma pessoa depressiva rir de si mesma é frequentemente interpretado como um mecanismo de defesa sofisticado, utilizado para lidar com a dor psíquica e a autocrítica severa.

Era desconfortável, às vezes até meio triste, mas justamente por isso é que funcionava: ou seja, rir de si mesmo pode ser uma estratégia de controle.

Ao fazer piadas sobre suas próprias falhas, a pessoa depressiva antecipa a possível crítica alheia.

A lógica inconsciente é:
"Se eu já me ridicularizei, você não pode mais me ferir com a sua crítica".
Isso transforma uma vulnerabilidade passiva em uma ação ativa de autodepreciação controlada.
Isto é, rir de si mesmo não significa ausência de depressão, mas sim uma estratégia de sobrevivência psíquica que transforma uma dor paralisante em uma queixa suportável, ainda que disfarçada.

🎬Corta!🎬

Imagem: reprodução Instagram
Vamos para o outro plano. O influencer agora aparece polido, articulado, rico, com aquele ar de quem descobriu a fórmula fácil para se tornar tudo aquilo que criticou, afinal percebeu que o lado de lá é mais agradável, mais prazeroso.

E então um upgrade, versão do "padrão Globo", completo: postura, discurso, intenção. O pacote inteiro.

Acendam-se, pois, os holofotes: luz, câmera, ação!

A figura que antes servia de piada agora distribui orientação com segurança de manual.

Eis que em um touch, tornou-se a nova autoridade em determinado assunto.

Só que a internet não é um caderno novo. É mais um depósito — daqueles empoeirados, cheios de caixas que ninguém organiza, mas também ninguém joga fora.

E as caixas estão lá, com uma etiqueta digital, onde lê-se: "Felca archives"!

Abrindo as caixas


Imagem: reprodução Portal Notícias Hoje Mais
Vídeos que não pedem interpretação criativa: pedem estômago forte, organismo resistente.

Em um deles, o hoje queridinho influenciador, visivelmente alterado numa live, despeja uma sequência de ofensas contra a namorada da época (o fato ocorreu há mais ou menos um ano) — não uma frase atravessada, mas uma insistência quase metódica.

Algo que, pela nova proposta de Lei da Misoginia, ele estaria possivelmente preso.
Após a repercussão da divulgação do tal exposed, feito pela tal ex-namorada, ele fez o que já era esperado, postou um vídeo onde se justificou sobre a ocorrência, na tentativa de jogar água no foco do incêndio. Parece que deu certo, né?
No podcast, Inteligência Ltda., dentre outras coisas, resolve compartilhar dicas de vídeos sexuais que fariam qualquer conversa normal morrer na hora, sem nem direito à despedida.

E tem também o momento em que transforma o mapa do Brasil numa espécie de rascunho descartável, sugerindo que o sul do país poderia simplesmente deixar de existir,
"desaparecer com o ataque de uma bomba atômica",
e tudo isso dito com a naturalidade de quem comenta o clima.

Desvalores valorizados


Imagem: reprodução LinkedIn
Nada disso desapareceu. Mas pelo visto também não atrapalhou o sucesso.

Porque existe um talento muito brasileiro que quase sempre é reconhecido:
a capacidade de fabricar em série ídolos de barro em escala industrial.
E não qualquer barro — muitas vezes barro 100% orgânico, já usado, já pisado, já rachado...

Ainda assim, moldado de novo, com outra forma, outra narrativa, outra embalagem.

E funciona. Sempre funciona, pois aqui o critério não é consistência, é presença.

Quem ocupa espaço, quem fala com firmeza, quem entrega a indignação certa no momento certo, ganha o selo informal de autoridade.

O passado vira detalhe técnico, quase um erro de digitação na biografia.

Existe até uma elegância nisso tudo, se olhar com o distanciamento certo.

Uma espécie de teatro contínuo onde os papéis mudam mais rápido do que a plateia consegue acompanhar.

Hoje o sujeito é personagem de redenção, amanhã especialista em comportamento, depois de amanhã, quem sabe, se torna uma referência ética e, talvez, quem sabe, mais um mito da política.

O roteiro não exige coerência. Exige ritmo.

E o público acompanha. Aplaude, compartilha, comenta, defende.

Não porque esqueceu completamente, mas porque lembrar ou questionar dá muito mais trabalho — exige o investimento de tempo em pesquisar, estudar... — do que seguir o fluxo.

Conclusão


Imagem: Reprodução YouTube
No fim, sobra essa galeria curiosa de figuras reinventadas, todas muito seguras de si, todas muito bem preparadas para conseguirem engajamento nas mídias digitais e começarem a contabilizar os seus milhares, bilhares... de seguidores, visualizações, curtidas e compartilhamentos.
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Em tempo: Não tenho pessoalmente nada contra o Felca, a quem só vim a conhecer após sua maior visibilidade midiática, meu objetivo com este texto é mesmo e essencialmente a provocação de uma necessária reflexão, não sobre apenas a pessoa, mas o contexto no qual não só ela, mas todos nós estamos inseridos.

  • Por Leonardo Sérgio da Silva
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.

Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

terça-feira, 21 de abril de 2026

PRONTO, FALEI! — O QUE TEM SIDO FEITO COM OS VALORES?

Imagem: Reprodução da Internet
Vivemos dias em que a inversão de valores não é mais uma tendência sutil — é um projeto declarado.

Princípios que por séculos sustentaram a civilização ocidental, como família, fé e liberdade econômica, estão sob constantes ataques.

A base dessa revolução cultural é antiga, mas se traveste de novidade, de descoberta.

A provocação para reflexão dessa pauta urgente, é o intuito deste artigo, mais um capítulo da nossa série especial, "Pronto, Falei!".

Quando o errado vira o certo...

e o certo vira o errado

Imagem: Iotti / Agencia RBS
Nunca, em tempo algum, a observação feita por Rui Barbosa (✮1849/✞1923) sobre a inversão de valores éticos entre as elites que comandavam os poderes da República, em sua época, fez tanto sentido como agora.

Dizia ele:
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. 
De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto."
Você sabe que os valores morais estão completamente invertidos quando uma mãe que faz um aborto só porque ainda não acha que é o momento ideal para ter filhos é vista como heroína das liberdades, o pai que expõe seu filho ainda garoto a todo tipo de mensagem misógina, narcisista, hedonista e com apelo sexual é tratado como herói progressista, mas os pais que ousam dar uma palmada ou um beliscão no próprio filho são tratados como monstros e criminosos.
  • Considerando que toda a população vive intranquila, devido ao elevado grau de insegurança e violência no país.

  • Considerando que a desestruturação familiar educacional em casa e na escola, a despolitização do eleitor e o nível dos políticos escolhidos pelos eleitores contribuíram para o país não crescer.

  • Considerando a controvérsia da juventude dos anos 60/80 para a juventude do mundo contemporâneo.
Governantes e políticos estão fazendo o que querem e a sociedade está assistindo de camarotes os desmandos praticados contra administração pública de forma omissa e sem exercer a cidadania e a soberania, visto que está escrita no Art. 1º Parágrafo único da Constituição Federal
"Todo o poder emana do povo".
Sabemos que escrever sobre esse assunto não seria suficiente para mudar esse contexto pós-moderno, nem teria espaço suficiente para tentar amenizar essa progressão maligna e destruidora que tem se maquiado em muitos lugares.

Eis os jornais, revistas e noticiário através de rádio e televisão que tem anunciado para o público sobre o perigoso caminho que a humanidade tem caminhado que é, por exemplo, a violência no lar; o queremos dizer é que o ser humano precisa de uma urgente mudança de caráter e postura ética.

O poste urinando no cachorro


Imagem gerada por IA
Em tempo atrás o filho não poderia chegar em casa com um lápis e/ou borracha que não fosse seu…

A sociedade está sendo cruel com ela mesma. Sinceramente estamos vivendo em um tempo em que tudo pode.

No passado as palavras dos pais:
"Primeiro a obrigação, depois a diversão".
Era lei e os filhos não ousavam desobedecer. Atualmente, os filhos são altivos, arrogantes e agem como sendo os senhores da verdade absoluta.

E é aos berros que impõem autoridade sobre os pais. E esses pais, servilmente, obedecem, senão, coitado do filhinho, pode ficar traumatizado e com desequilíbrio emocional.

Saudades do tempo em que bastava um olhar dos pais ou professores para sentir que estava fazendo alguma coisa errada.

Criança era criança, adolescente era adolescente, jovem era jovem e adulto era adulto, cada um ficava na sua e entendia o que era certo e errado, o que era lícito e ilícito, não considerando apenas as conveniências.

O tempo passou e com ele chegou a era do tudo pode, o consumismo, desrespeito, agressões, agrado em troca de impor limites e responsabilidade.

A inversão de valores acabou conquistando espaço nas famílias modernas e a cada dia só se vê desrespeito, violência em casais e maus exemplos para os filhos e novas gerações.

Mas o que causou tamanha inversão de valores? Qual o motivo da virada comportamental em apenas três décadas?
Tudo começa em casa. Família educa e escola ensina conhecimentos. A transferência de responsabilidade da educação dos filhos para a escola, é um erro gravíssimo.
Em outros tempos o Professor era lei máxima na escola.

Hoje, por conta de várias leis e proibições desenvolvidas por políticos que desconhecem os Pilares da Educação em Sala de Aula, se tornou inadequado chamar atenção de um aluno, pois pais vorazes por justiça atacam os profissionais que ajudam e ensinam seus filhos.

Educar não é espancar, é ensinar o que é certo e o que é prejudicial. Conversar, dialogar é sempre a melhor opção, e certamente adotar a imposição de limites para os pequenos, vontade é prejudicial a eles mesmos.

Contudo, a inversão de valores, vai além do ambiente familiar e além da escola, porque já está impregnada na sociedade e o pior é que os indivíduos que perderam os valores familiares, que desconhecem os princípios, a ética, a moral e a noção do que é ser um ser humano toma realmente o errado como certo.
Imagem gerada por IA

Quando no final de um jogo, em que obrigatoriamente só há um time vencedor, esta é uma regra clara, por isto chama-se jogo, mas mesmo assim as torcidas matam umas às outras, transformam as proximidades do estádio em um campo de guerra e saem achando que fizeram bonito, certo, quando na verdade desconhecem o significado da palavra esporte, desconhecem que torcer por um time é aceitar suas vitórias e suas derrotas com dignidade, em paz e respeitando o adversário que perdeu ou ganhou, isto é amar um time, isto é ser torcedor, todo aquele que sai brigando, com vandalismo, matando, não é um torcedor, mas um tumultuador e criminoso, um agressor que pensa que seu time só presta se ganhar e não se competir com grandeza e dignidade.

A importância dos hoje ignorados valores morais


Imagem: Reprodução da internet 
Valores morais são os conjuntos de regras, leis e costumes que devemos respeitar e seguir.
Inversão de valores, juntamente com o conceito da moral e ética, fazem parte das ações que nós seres humanos cometemos, que definirão nossa reputação, a forma de como queremos ser respeitados, os nossos direitos, mas, acima de tudo, a nossa vida.

Quem quer respeito se respeita e respeita o direito do próximo, sendo, portanto, o respeito, uma via de mão dupla!

Com a dimensão da inversão de valores e da violência do ser humano contra o ser humano, se faz necessário rever a educação que está sendo dada aos filhos, considerando que tudo se inicia com os bons exemplos e ensinamentos em casa.

O adolescente necessita de limite, disciplina e responsabilidade para ter dignidade e amanhã ser um cidadão exemplar para os seus filhos.

Conclusão


Imagem: Reprodução da internet
  • Então como fazer contra essa inversão de valores da sociedade onde tudo se tornou permitido?
  • O que afeta os atos de pais cegos pela necessidade ou comodidade de simplesmente delegar a educação de seus filhos a terceiros?
  • Todos perdem com essa inversão de valores da sociedade, inclusive familiares dos malfeitores?
  • Uma pergunta: quanto tempo mais será necessário para a recuperação de princípios e valores, éticos e morais?
Temos percebido que cada vez mais pessoas tem se dado conta que essa geração de pessoas em que são totalmente apoiadas nas suas vontades é prejudicial a eles mesmos.

Pais dessa nova geração, a educação é algo que se aprende em casa e não na escola.

Os valores devem ser passados de pais para filhos e abrir um tempo na agenda do dia a dia corrido não é perda de tempo, é investir na educação e plantar boas sementes em quem irá tomar conta das gerações futuras.

Precisamos aprender a amar a família, as crianças, aos filhos, aos pais, os animais, a natureza, colegas de trabalho, enfim se faz necessário procurar ser e não ter; precisamos também agradecer aqueles que nos transmitem conhecimentos, a respeitar ao próximo e ao adversário, valorizar tudo aquilo que nos serve e sermos melhores como pessoas para a paz e a felicidade de todos os cidadãos, sob a proteção de Deus!

Estamos em ano eleitoral e neste epílogo, fazemos um apelo aos eleitores, por sua importância básica, porque é na área do governo que se decidem os destinos do país e as condições de vida da população, por esta razão o eleitor deve saber usar nas eleições de 2026 para escolha dos futuros Deputados Federais e Estaduais, Senadores, Governadores, e Presidente da República.

Visto que as riquezas naturais e geográficas do País estão nos municípios brasileiros e a arma que o brasileiro tem para aplicar a CPI do eleitor para ajudar o Brasil a crescer e reduzir as desigualdades sociais, fome, miséria, violência, e o País crescer é o Título Eleitoral.

Mudar dói. Continuar como está: dói. Escolha uma das dores e pare de reclamar. Seja a mudança nas eleições.
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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E nem 1% religioso.