Recentemente, os dados censitários confirmam o estudo Nota Técnica Crescimento dos estabelecimentos evangélicos no Brasil nas últimas décadas, de Fernanda Negri e outros, que revela o crescimento dos estabelecimentos religiosos no Brasil nos últimos 20 anos.
Os dados estatísticos são, digamos, bem do jeito que muitos gostam, indicativos de uma grande multidão de crentes no Brasil, formada em tempo recorde.
Entre os 124.529 estabelecimentos existentes no país em 2021, 52% são evangélicos pentecostais ou neopentecostais, liderando o resultado, seguidos por 19% evangélicos tradicionais e 11% de católicos (Ipea, 2023).
Os dados estatísticos são, digamos, bem do jeito que muitos gostam, indicativos de uma grande multidão de crentes no Brasil, formada em tempo recorde.
Entre os 124.529 estabelecimentos existentes no país em 2021, 52% são evangélicos pentecostais ou neopentecostais, liderando o resultado, seguidos por 19% evangélicos tradicionais e 11% de católicos (Ipea, 2023).
Apenas 8% dos estabelecimentos não puderam ser identificados, pois grande parte é composta por associações comunitárias, beneficentes ou educacionais.
O estudo destaca uma notável tendência de crescimento, tanto em números absolutos quanto na dispersão geográfica em todo o território brasileiro.
O avanço tem sido especialmente marcante no interior do país nos últimos anos, representando uma mudança significativa em relação ao crescimento anterior concentrado nas grandes cidades (Ipea, 2023).
Como podemos ver, os dados são, de fato, animadores, mas, toda essa explosão numérica reflete na qualidade espiritual da igreja evangélica atual?
É o que veremos em mais um capítulo da nossa série especial de artigos, Pronto, Falei!
É o que veremos em mais um capítulo da nossa série especial de artigos, Pronto, Falei!
Crescimento ou enchimento?
A única agência transformadora de vidas hoje, neste mundo secularizado, é (ou deveria ser) a Igreja.
Mas, ao que parece esta se institucionalizou. Eu não estou falando da ICAR, IEAD, IBB, IBN, IPB, etc. etc. Isso tudo são siglas denominacionais evangélicas ou não, não passa de siglas.
Mas, ao que parece esta se institucionalizou. Eu não estou falando da ICAR, IEAD, IBB, IBN, IPB, etc. etc. Isso tudo são siglas denominacionais evangélicas ou não, não passa de siglas.
Fico imaginando, o que aconteceu, com nossas Igrejas, é muito triste o que vemos no cenário nacional, já parou para observar o comportamento das igrejas evangélicas no Brasil?
Dizem que somos o povo do avivamento, que o Brasil é um celeiro de cristãos, com um potencial enorme para evangelizar o mundo! Será?
Como vimos na introdução do artigo, realmente, o Brasil é uma das nações onde as igrejas evangélicas mais crescem, mas crescem em qualidade ou em quantidade?
Síndrome de Laodiceia
São números impressionantes, como dizem alguns, "números Evangelásticos", e de fato impressiona, a forma como cresceu e cresce a igreja evangélica em nosso País, mais infelizmente, o que muito me entristece, é constatar que quanto mais cresce em números, menor é a qualidade de nossas igrejas e consequentemente dos nossos irmãos que seguem cada vez mais.
Igrejas pobres e desnutridas espiritualmente, templos muitas vezes riquíssimos belos e imponentes, mais espiritualmente doentes, consequentemente, geram crentes débeis, limitados e doentes também.
Não quero ser pessimista, mas é o que enxergo quando olho para o quadro em que se encontram nossas igrejas —
dando aqui a merecida ênfase às raríssimas exceções—, de um lado vemos, igrejas Neopentecostais e algumas Pentecostais pregando uma prosperidade louca, que gera um monte de cristãos egoístas, insensíveis, correndo em um galope descontrolado em busca de uma utópica riqueza material, que se não alcançam, logo abandonam a fé, frustrados por não conseguir o que buscavam, muitas das vezes taxados por culpados por seus lideres, que afirmam; se não conseguiu "é porque não tem fé".
Outros em busca de um milagre urgente em igrejas que vivem de explorar o desespero das pessoas que sofrem a dor de uma doença, muitas das vezes desenganadas pela medicina.
E DEUS realmente cura, ele é misericordioso e cura a pessoa independentemente de quem está orando por ela, o nosso Deus realmente cura. Frise-se isso!O problema é que certos pastores — verdadeiros charlatões, exploradores da fé e da ingenuidade de fiéis incautos (Esses camaradas deveriam estar é na cadeia!)— que tentam levar a fama de curandeiros, esquecem que DEUS não divide a glória dEle com ninguém, e que o evangelho que deve ser pregado é o evangelho da salvação, e não o da cura (até mesmo porque, esse evangelho não existe).
Neste cenário de exposição midiática, onde tais senhores e senhoras se promovem como influencers gospel, ai de Deus se Ele não curar e não operar milagres em baciadas, no feirão da fé. Pois se por algum motivo DEUS não curar o indivíduo ele nunca mais volta na igreja e toda aquela "fé" antes demonstrada, se transforma em lamúrias, murmurações e críticas.
De outro lado vemos as igrejas pentecostais enfatizando demais a busca do inacreditável, emocionante e sobrenatural, é óbvio que o sobrenatural acontecerá sempre em nosso meio.
Contudo, o sobrenatural não pode ser o principal motivo de nosso culto, não da maneira que estamos querendo que seja, afinal, o culto é ao Senhor, somos apenas súditos em seu Reino.
Inversão de valores
Nossos cultos hoje são pura emoção e pouca salvação, pastores mais parecendo coaches motivacionais, que ficam inflando egos em pregações com a profundidade espiritual de água num pires e tão com extensão emocional oceânica.
Não dá para viver um evangelho assim, no culto pentecostal geralmente, os crentes se preocupam demais, em ver o sobrenatural, ser arrebatado, entregar ou buscar uma profecia, falar em línguas, sapatear, pular, fazer aviãozinho e outras bizarrices que fazem com o culto mais se pareça com um espetáculo digno de um circo de horrores. E ainda ousam chamar essa patacoada de "mover/unção do Espírito", fazendo sempre alusão ao evento do Dia de Pentecoste, registrado em Atos 2.
Ou seja, queremos um culto extraordinário, que nos satisfaça e nos encha de paz e alegria, para sairmos renovados, nada contra, mas estamos fazendo culto antropocêntrico, ou seja, voltado para o homem, para os crentes. Igrejas que mais parecem guetos, clubes privados da "elite espiritual evangélica". E os perdidos, como ficam? Parafraseando o apóstolo Paulo, "como ouvirão se não há quem pregue" (Romanos 10:12-15)?
E o que dizer das igrejas históricas e tradicionais — que, sem dúvida, crescem bem menos que as pentecostais e neopentecostais —, que em busca de um "avivamento", na maioria das vezes, não têm nada de espiritual, estão se perdendo também nesse cenário evangélico da atualidade?
O problema é que a igreja, seja ela Reformada, Histórica, Tradicional, Pentecostal, Neopentecostal ou o que for, precisa saber, que o papel da igreja, é a anunciação do Reino de Deus, onde apenas Jesus é Senhor e de sua justiça, através da pregação do genuíno evangelho.
O problema é que em todos os exemplos que citei acima, em nenhum deles, se prega o verdadeiro evangelho de JESUS CRISTO, se enfatiza muito o financeiro, ou a cura, ou as bênçãos, ou á emoção, ou o entretenimento.
O problema é que em todos os exemplos que citei acima, em nenhum deles, se prega o verdadeiro evangelho de JESUS CRISTO, se enfatiza muito o financeiro, ou a cura, ou as bênçãos, ou á emoção, ou o entretenimento.
Estão esquecendo-se de dizer que só JESUS CRISTO SALVA, não estão pregando o evangelho da salvação, porque pensam eles: "não dá ibope", não é atrativo para angariar seguidores, não enche igrejas...
Os pregadores de hoje, estão querendo dizer o que o povo quer ouvir, e não o que o povo precisa ouvir, estão pregando um evangelho barato, que muitas vezes sai caro mesmo é pros seguidores deles.
Precisamos pregar o evangelho, que transforma, que confronta direto com o pecador, que faz o homem reconhecer o seu estado original, de pecador, se arrepender de seus pecados e entregar sua vida a CRISTO.
É simples, é só falar do pecado da justiça e do juízo, dizer ao homem que ele é pecador, mais que CRISTO, morreu para o salvar, que basta ele se arrepender, e CRISTO o salvará!
O resto pode deixar com JEOVÁ, quem, através do ESPIRITO SANTO pois Ele é o responsável pelo ministério da reconciliação e do convencimento.
Ele é o Agente ativo e essencial no ministério da reconciliação, aplicando na vida dos crentes a obra que Jesus Cristo realizou na cruz.
Não é preciso fórmulas mirabolantes, invencionices, sincretismos...
Viram como é simples, é só descer do pináculos dos templos, apagar as luzes dos holofotes midiáticos e deixar a glória de Deus brilhar.
É se lembrar que o trabalho de conversão pertence a Deus e que nós somos apenas vasos de barros, fragilíssimos, nas mãos do Oleiro.
É se lembrar que o trabalho de conversão pertence a Deus e que nós somos apenas vasos de barros, fragilíssimos, nas mãos do Oleiro.
O grande problema, é que esse tipo de pregação, salva o perdido, mas não dá muito retorno financeiro (como o tal famigerado evangelho da prosperidade por exemplo), não gera engajamento em redes sociais, não movimenta algoritmos!
E muitos pastores, preferem seguir o segundo caminho, mesmo conhecendo os perigos que estes representam.
E muitos pastores, preferem seguir o segundo caminho, mesmo conhecendo os perigos que estes representam.
Conclusão
A institucionalização da igreja petrificou-se no coração dos crentes, e das lideranças, principalmente: estas estão preocupadas em serem bispos, apóstolos, megapastores e por aí vai (a criatividade nos títulos ostentativos são de causar inveja em qualquer marketeiro).
Que evangelização que nada!!! E antes que alguém me detone por uma frase, para defender quem quer que seja… Não sou contra se eles almejam somente as coisas terrenas, afinal cada um dará conta de si (e no caso da liderança, dará conta das ovelhas — as perdidas e as amontoadas, inutilizadas).
Se eles esperam Cristo somente nesta vida, azar o deles; não são crianças e sabem muito bem o que estão fazendo — e para o Reino é que não é.
Que evangelização que nada!!! E antes que alguém me detone por uma frase, para defender quem quer que seja… Não sou contra se eles almejam somente as coisas terrenas, afinal cada um dará conta de si (e no caso da liderança, dará conta das ovelhas — as perdidas e as amontoadas, inutilizadas).
Se eles esperam Cristo somente nesta vida, azar o deles; não são crianças e sabem muito bem o que estão fazendo — e para o Reino é que não é.
Neste caso, eu me refiro é que estes que querem ser aclamados como os "monstros sagrados" da Igreja, deveriam investir este poder (poucos o fazem), esta oportunidade que eles estão tendo para realizar algo realmente grande, mas ao Reino de Deus, algo realmente impactante para resgatar a função da igreja como agência transformadora de vida.
É preciso retornar aos princípios bíblicos (Não é de costumes e culturas locais que estou falando!), de um evangelho mais simples.
Bom seria se estes "grandes" e "ilustres", com a estrutura midiática e as condições financeiras que têm pudessem equipar os mais humildes, aqueles que não têm muitos recursos (nem que seja com uma funda e cinco pedrinhas).
Será que é pedir de mais? É uma quimera? Não precisa de eventos, super-hiper-mega-blaster-eventos (agora, está moda os tais "festivais" de música gospel, que lotam estádios e arenas em grandes capitais), aonde a maioria do nosso povo simples não vai, e muitos dos que recebem a instrução não saem com a visão de impactar, de transformar, pelo menos é o que se tem observado quanto aos resultados imediatos, de explosão…
Bom seria se estes "grandes" e "ilustres", com a estrutura midiática e as condições financeiras que têm pudessem equipar os mais humildes, aqueles que não têm muitos recursos (nem que seja com uma funda e cinco pedrinhas).
Será que é pedir de mais? É uma quimera? Não precisa de eventos, super-hiper-mega-blaster-eventos (agora, está moda os tais "festivais" de música gospel, que lotam estádios e arenas em grandes capitais), aonde a maioria do nosso povo simples não vai, e muitos dos que recebem a instrução não saem com a visão de impactar, de transformar, pelo menos é o que se tem observado quanto aos resultados imediatos, de explosão…
Por fim, é preciso urgentemente que as lideranças evangélicas reavaliem seus conceitos, de buscar e estudar novas estratégias, novas alternativas, de aproximar eclesiologias e "botar o bloco na rua" (Se é que me entendem!!!).
Quando sairmos do templo "para batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Judas 3,4), então a Igreja retomará o seu papel agencial de transformação e libertação, e nesse contexto a GRAÇA VAI SUPERABUNDAR e AVIVAMENTO SE CONCRETIZARÁ.
Quando sairmos do templo "para batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Judas 3,4), então a Igreja retomará o seu papel agencial de transformação e libertação, e nesse contexto a GRAÇA VAI SUPERABUNDAR e AVIVAMENTO SE CONCRETIZARÁ.
- [Por: Leonardo Sérgio da Silva]
- [Fonte: Ultimato, original por Adriano Montes; Seara News, original por Ezequiel da Silva]
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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E nem 1% religioso.

