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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

PRONTO, FALEI! — CONHEÇA A "SÍNDROME DO CRENTE-MACACO!"

Se você é cristão, provavelmente já se fez a pergunta:
"Quero mudar de igreja, e agora?"
Mas junto com ela surgem outras:
"É pecado mudar de igreja? Eu posso mudar de igreja? O que os meus pastores vão pensar? Eu preciso que eles abençoem minha saída?..."
Tem muitas pessoas que mudam de igreja como macacos pulando de um galho para outro. 

Este fenômeno é comumente chamado de "síndrome do crente-macaco". É o que analisaremos no texto de mais um capítulo da nossa série especial de artigos Pronto, Falei!

Conhecendo o fenômeno do troca-troca de igreja


O hábito de trocar de igreja com frequência, conhecido no meio cristão como church hopping (pular de igreja), é um fenômeno contemporâneo que reflete tanto a busca por uma comunidade saudável quanto, muitas vezes, um consumismo espiritual ou imaturidade.

Embora mudar de denominação não seja intrinsecamente pecado, a constante mudança pode impedir o crescimento espiritual e o enraizamento necessário para o exercício do ministério cristão.

Mudar ou não? Eis a questão!


Pois é, se você está com essa dúvida pairando em sua mente, se serve como consolo, saiba que você não está só.

Dei um google e as pesquisas sobre o termo "mudar de igreja" ocorrem com maior frequência, justamente nos horários de culto.

Os picos sobre essa busca são aos domingos entre 10:00 às 12:00 e das 18:00 às 20:00, também é possível observar um pico às quarta e quintas-feiras das 19:00 às 20:00. Horários de culto na maioria das igrejas.

E o que isso diz? Diz que muitos irmãos não estão contentes em estar em casa e não cultuando ao Senhor. Até mesmo porquê, o culto coletivo congregacional é um elixir espiritual.

Trazendo à memória os ensinamentos do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12:12-28, somos convencidos pelo Espírito Santo, que nosso  lugar é na igreja, servindo e adorando à Deus, mas por algum motivo, não conseguimos mais estar ou ir na sua igreja local.

O Google também nos mostra que já foi pesquisado mais de 980 variações relacionadas à "mudar de igreja", entre elas, 180 são perguntas, como: 
"Quando mudar de igreja? Como mudar de igreja? O que a bíblia fala sobre mudar de igreja?".
980 variações de buscas somente no Google é um número considerável.

Mas o que será que está acontecendo para tantas buscas e variações de pesquisas sobre mudar de igreja?

Tem algo errado...


A falta de debate sobre esse assunto, que é pouco falado nos púlpitos, plataformas, mesas e discipulados, é um dos fatores principais.

Por ser um assunto quase não falado, existe o receio sobre a reação da liderança da igreja;
"O que meu líder vai pensar? Qual será a reação do meu discipulador? Como o pastor vai reagir?"
Isso acontece justamente porque não se fala sobre isso, e nas poucas vezes que esse assunto ganha voz é de forma negativa.

Sendo assim, até faz sentido buscar respostas para essas dúvidas na internet.

Ouvir e ler o que é falado sobre esse assunto é importante, mas não quer dizer que a internet seja a melhor ferramenta.

É como aquelas pesquisas que fazemos: 
"Estou com dor de cabeça e coceira no pé, o que significa?"
Provavelmente vamos encontrar algum artigo dizendo que é câncer.

E no que se refere às coisas de Deus e ao nosso relacionamento com Ele e a Igreja, provavelmente encontraremos coisas tão absurdas quanto ao diagnóstico de câncer.

O melhor lugar para esse assunto sempre será a mesa, uma mesa com a liderança, com os pastores, com os irmãos.

A bíblia nos garante que na multidão de conselhos há segurança (Provérbios 11:14), mas talvez essas mesas não estejam acessíveis, por isso estamos falando sobre isso aqui.

Foi por isso que escrevemos este artigo. Não para fazer acusações e procurar culpados, mas provocar uma reflexão sobre este preocupante e irresponsavelmente minimizado fenômeno.

Motivação

O que te conduziu a querer mudar de igreja?


Entre as 980 variações de pesquisas encontradas sobre esse tema, uma das mais comuns é essa; 
"É pecado mudar de igreja?"
e a resposta é NÃO!

Definitivamente, não é pecado mudar de igreja, e creio que seja essa a resposta que alguém possa estar procurando.

No entanto vale alertar que existem algumas situações que precisam de atenção durante esse processo.

Nem toda saída é direção de Deus. Muitas saídas são fugas, orgulho, rebeldia, arrogância, imaturidade ou resistência à verdade.

Veja alguns motivos que não justificam saídas da igreja:
  • 1️⃣ Sair porque foi confrontado pela Palvra
Muitos não saem por falta de amor, saem porque a verdade doeu.

Quando a pregação expõe pecado, orgulho ou vida dupla, a reação não é arrependimento é fuga.

Quem abandona a igreja para não ser confrontado não está protegendo a fé, está protegendo o pecado (Hebreus 4:12).
  • 2️⃣ Sair porque não recebeu reconhecimento (cargo ou posição)
Há gente que não quer servir, quer aparecer. Quando não é promovido, elogia-se outra igreja.

Isso não é chamado frustrado, é ambição ferida. Igreja não é escada para ego, é lugar de cruz (Marcos 10:43–45).
  • 3️⃣ Sair por causa de pessoas, não pela direção de Deus
Trocar de igreja porque alguém falhou é sinal de imaturidade espiritual. Onde há gente, haverá erros.

Quem vive mudando de igreja por causa de pessoas nunca cria raízes espirituais em lugar nenhum (Efésios 4:2).
  • 4️⃣ Sair porque não aguenta disciplina ou correção
Disciplina não é perseguição, é cuidado. Quem foge da correção escolhe continuar errado sem ser incomodado.

Igrejas que corrigem são vistas como duras; igrejas que passam a mão no pecado são vistas como "amorosas" (Provérbios 12:1).
  • 5️⃣ Sair porque outra igreja é "mais animada"
Confundir barulho e super ativismo (agenda lotada de eventos) com presença de Deus é erro grave.

Há igrejas cheias de som, lotada de pessoas, muito atrativas em suas estéticas e vazias da Palavra.

Quem troca doutrina por emoção troca alimento sólido por fast food espiritual (2 Timóteo 4:3).
  • 6️⃣ Sair por fofocas e opiniões alheias
Há crentes que nunca oram, nunca conversam com a liderança, mas acreditam em qualquer comentário de corredor.

Decisões espirituais tomadas por boato produzem feridas profundas e afastamento sem direção de Deus (Pv 18:13).
  • 7️⃣ Sair porque não concorda com nem com o tudo nem com nada
Discordar faz parte do crescimento. Nenhuma igreja é perfeita.

Questionar e discordar é salutar, mas nem sempre determinante


Existe um motivo, ou alguns que nos levam até essa situação e eles podem ser os mais variados possíveis, como:
"A igreja que estou não não segue a Bíblia como deveria; Ela não é cristocêntrica; Existe um ambiente de manipulação...".
Esses são bons sinais para a probabilidade legítima em se trocar de igreja, mas mesmo assim não quer dizer que obrigatoriamente se deve trocar ao identificar essa situação.

Já parou para pensar que existe a possibilidade de Deus nos colocado nessa igreja, para que sejamos um agente de transformação, usados pelo Espírito Santo nessas deficiências encontradas?

Agora se as motivações são; 
"Não gosto do pastor; Não tenho oportunidade; Aqui tem muita gente errada; Muita fofoca; O culto demora para acabar...". 
Essas reclamações não devem ser o motivo para trocar de igreja.

Não que seja proibido pensar isso, é normal não concordarmos ou não gostarmos de algumas coisas, principalmente quando envolve o relacionamento com o próximo.

Mas se a igreja é uma igreja fundamentada na palavra, é cristocêntrica e tem uma liderança que está focada em fazer a vontade de Deus e ainda assim, é detectado um ambiente de fofocas e disse-me-disse — sim, isso é possível —, neste caso vale pensar mais um pouco sobre isso e buscar a vontade de Deus.

Analise suas emoções


Embora o fato de mudar de igreja não seja pecado, alguns sentimentos podem ser.

Ofensa, ressentimento e a falta de perdão são pecados.

E sobre isso nós temos bons conteúdos de homens e mulheres de Deus que já traçaram uma longa jornada de evangelho e tem muito a nos ensinar.

John Bevere, escreveu um livro que todo cristão deveria ler, não uma, mas diversas vezes ao longo da sua caminhada com Cristo e a igreja: "A Isca de Satanás | Como se livrar de uma armadilha mortal: A Ofensa" (Editora LAN, 2019, 195 páginas).
Link para áudiobook

Este livro expõe uma das armadilhas mais sutil e poderosa que satanás utiliza, para nos tirar da vontade de Deus: A ofensa.

Se você sondou as suas motivações e identificou que está ofendido, deve ler esse livro, aliás todos nós devemos ler.

Como diz o próprio prefácio do livro, a ofensa é algo sutil e talvez nós nem sabemos que estamos preso à essa armadilha e talvez isso tenha nos motivado a partir. 

Igreja não é restaurante


Vivemos hoje em mundo de consumo, fomos conduzidos e educados à isso e infelizmente essa cultura já chegou no nosso relacionamento com a igreja.

Temos tratado a igreja como um restaurante, onde entramos e nos alimentamos; se gostarmos, voltamos e indicamos para outras pessoas, caso contrário, não voltamos, não indicamos e ainda negativamos nos aplicativos e redes sociais.

É assim que a igreja tem sido tratada; como um local de consumo, mas nós não somos chamados a ser consumidores de igreja.

Somos chamados a servir ao Reino através da igreja.

Independente de qual seja a motivação, já vimos que ela não deve ser o fator decisivo.

Existe um fator, um motivo que deve ser não o principal, mas o único quesito a ser levado em consideração quando fizermos a pergunta: 
"Devo trocar de igreja?"
e esse fator é a vontade de Deus.

Sendo nós maiores de idade, tendo, portanto, o controle sobre nossas vidas, a obediência deve ser à vontade de Deus, ao que o Espírito Santo nos tem dito.

Se Ele disser: 
"Sai; vai; troca; muda!",
não temos que esperar para tomar essa decisão. Mas se Ele não disser nada, provavelmente é porque não devemos fazer nada. Ou seja, como diz o antigo adágio popular, é colocar a viola no saco e sossegar o facho.

A Bíblia e o Engajamento na Igreja Local


A Bíblia incentiva fortemente a permanência e o compromisso com uma comunidade de fé
instrui os cristãos a não deixarem de congregar, incentivando uns aos outros ao amor e às boas obras, o que exige um compromisso estável.

A igreja é descrita como um corpo (1 Co 12), onde cada membro tem um lugar e função específica, o que implica enraizamento para o crescimento mútuo e o exercício de dons.

A igreja também nos é um incentivo à perseverar no Caminho da Fé. A igreja primitiva perseverava na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (Atos 2:42), indicando um compromisso contínuo.

Riscos da Troca Frequente de Igreja


A troca constante de igreja por motivos de "preferência pessoal" pode trazer prejuízos:
  • Imaturidade e Superficialidade — Evita enfrentar conflitos, impedindo o amadurecimento espiritual que ocorre através do perdão e da convivência.
  • Consumismo Espiritual — Tratar a igreja como um restaurante ou clube, procurando "melhor música" ou "pastor mais eloquente" em vez de um lugar para servir.
  • Falha em Fincar Raízes — A falta de estabilidade dificulta o desenvolvimento de relacionamentos profundos e a prestação de contas (discipulado).
  • O Hábito da Troca — A "Igreja Perfeita" não existe, portanto, procurar uma igreja sem defeitos é inútil, é utopia, é delírio, pois ela é composta por pecadores redimidos. Buscar a perfeição humana pode gerar frustração crônica e troca de igrejas.
Mudança de atitude ou de igreja? Antes de sair, vale a pena perguntar:
"É hora de mudar de igreja ou de mudar de atitude?"
A raiz do problema pode ser uma carência ou fuga de responsabilidades pessoais.

Motivos para Mudar de Igreja (O que é aceitável)


Mudar de igreja é justificável em certas circunstâncias, especialmente quando a saúde espiritual está em risco:
  • Doutrinas Heréticas — Se a igreja se afasta dos fundamentos bíblicos e prega heresias.

  • Falta de Cristocentrismo — Quando a igreja não é centrada em Cristo ou na pregação da Palavra.

  • Abuso ou Liderança Disfuncional — Se a liderança é manipuladora, abusiva ou incapaz de promover segurança e pastoreio adequado.

  • Mudança Geográfica — Mudança de cidade ou localidade que impossibilita a frequência.

Conclusão

Não devemos ficar sem congregar


Mesmo não tendo um lugar para chamar de casa, família e de "nossa" igreja, não não devemos deixar de congregar.

Muito importante levarmos esse processo até o final entendendo que é uma troca, não uma saída.

Quando trocamos de igreja, quanto menos tempo ficarmos sem congregar é melhor.

Quando não estamos congregando, nos tornamos vulneráveis a todo tipo de armadilha do inimigo.

A comunhão congregacional é um dos pilares de sustentação da nossa fé cristã.

Devemos aproveitar esse tempo sem uma congregação oficial e visitar lugares, visitar a igreja de amigos... Sabe aquele amigo que sempre nos convida:
"Vem visitar a minha igreja."
Devemos ir, vai que... o importante é nos manter sempre buscando a Deus em oração, atento à Sua voz e possíveis sinais, como farol que brilha a noite nos dando direção.

Entendemos que a igreja também tem como uma de suas finalidades, ser um lugar de segurança, um lugar de refúgio e abrigo, mesmo sabendo que muitas vezes, será dentro dela que seremos feridos.

Metáfora teológica

Compare a igreja com a arca de Noé, esqueça aquela história infantil, com animais coloridos e simpáticos e um céu azul e um mar tranquilo no cenário, esqueça isso.

A arca era um lugar de muito trabalho, com os mais diversos tipos de animais, cada um com o seu temperamento; alguns são carinhosos, alguns são reservados, outros agressivos, uns comem muito, outros comem pouco, alguns trabalham, outros só dormem.

Além disso temos que servir todos esses animais e limpar a sujeira deles. E ainda assim, alguns querem nos morder, outros são tão grandes que nos pisam.

Mas, quando olhamos pela janela da arca, vemos um mundo doente, cinza de tempestade, ondas tentando naufragar e afundar a arca [ou a igreja], quando olhamos  mais um pouco, vemos corpos boiando, em avançados estados de decomposições.

Imaginamos, então, o tamanho do odor. E ai lembramos que embora, estejamos machucados e trabalhemos muito, dentro da arca há vida, há salvação, há segurança e lá, apesar dos pesares, é o melhor lugar para estarmos.
Trocar de igreja é uma decisão que deve ser tomada com oração, prudência e, se possível, aconselhamento.

Se a igreja é bíblica, embora imperfeita, a perseverança é o caminho bíblico. 

Contudo, se a estrutura é nociva, buscar uma comunidade sadia é um sinal de maturidade espiritual.
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

DIRETO AO PONTO — A IGREJA CRISTÃ E O DESAFIO DO TRANSGENERISMO

Associar universo trans e Cristianismo é a receita de uma bomba prestes a detonar.

Mas, o fato é que quase não há dias em que questões sobre transexuais não surgem no noticiário.
  • Pode ser uma história de interesse humano sobre alguém fazendo a transição de um sexo para outro, e como foram recebidos (ou não) por suas comunidades.
  • Pode dizer respeito à política de direitos para homens e mulheres transexuais, quais banheiros devem estar disponíveis para eles.
  • Pode ter a ver com complexas discussões sobre as causas e tratamentos disponíveis para transgêneros.
Mas uma coisa é certa: 
esta questão não desaparecerá tão cedo, e nós cristãos não podemos nos dar ao luxo de evitá-la. Muito de nós, no entanto, vão querer evitá-la. 
Sabemos que estamos pisando em terreno extremamente sensível.

Por isso este foi o tema que escolhemos pesquisar, para escrever mais este capítulo da nossa série especial de artigos Direto ao Ponto.

Posicionamento Psicanalítico


Transexualidade é uma incongruência inerente da autopercepção sexual em relação ao sexo atribuído no nascimento.

Ela pode acompanhar a necessidade urgente de equiparar o modo de vida e o corpo com o do sexo que determina interiormente.

A transexualidade foi considerada durante muito tempo um grave distúrbio psíquico.

Essa avaliação errônea levou a uma discriminação massiva e à violência contra pessoas transexuais.

No entanto, sob a influência das pesquisas neurocientíficas e das ciências da vida, ocorreu uma mudança de paradigma nas últimas duas décadas.
De acordo em unanimidade da comunidade científica, transexualidade não é uma doença psíquica, mas uma variante individual da sexualidade humana.
O processo de conscientização dessa discrepância corpo-gênero pode estar associado a considerável sofrimento psicológico para as pessoas em causa. 

Muitas vezes há sérios impactos, incluindo, entre outros, acolhimento e família. 

Também inclui o fato de as pessoas transexuais serem dependentes de médicas e médicos, psicólogas e psicólogos, para a realização de suas vontades particulares.

Transexuais raramente têm o respeito necessário frente à autodeterminação sexual e sua consideração fundada na dignidade que todo ser humano merece.

Posicionamento Teológico


A visão alterada de gênero representa, sem dúvida, um enorme desafio para a teologia e a Igreja, pois a suposição da natureza do ser humano em dois sexos e o dualismo "homem" e "mulher" a ela associado formam aparentemente uma determinação dada por Deus e, portanto, determinante da vida na imagem humana cristã tradicional.

A teologia e a Igreja, ao querer orientar para o debate com tarefas e discussões atuais, não se fecham para teorias mais recentes de conhecimentos não teológicos e para as realidades sociais, mas as incluem em questões ético-teológicas.

E essas questões nos são pertinentes justamente pela preocupação do próprio Jesus em trazer como pauta de Seu Evangelho, a inclusão indiscriminada dos que, por diferentes motivos, foram excluídos (Mateus 25:31-46).

A Bíblia é uma biblioteca de textos de muitos séculos e das mais variadas situações sociais, que oferecem diferentes perspectivas e pontos de vista.

A Bíblia também é lida em diferentes situações — fornece, portanto, respostas distintas.

No entanto, a Bíblia tem um centro:
o encontro de Deus com os seres humanos e sua parcialidade libertadora para com os/as marginalizados/as sociais, econômicos ou culturais. 
A lei e a justiça são a marca essencial de Deus no Antigo e no Novo Testamento —, portanto, sua defesa amorosa dos (ainda) impotentes. 
É importante descobrir o grande potencial de esperança e libertação da Bíblia para todas as pessoas.

O ser humano como ser físico


Os textos bíblicos atêm-se positivamente à corporalidade do ser humano.

O ser humano é criado "do pó da terra" (Gênesis 2:7) e nunca se torna um ser puramente espiritual em algum momento histórico.

Os seres humanos são vulneráveis e transitórios; todas as suas experiências, sensações, relacionamentos, seus pensamentos e, principalmente, seu amor e compaixão, são moldados por seu corpo (Hebreus 13:3).

O corpo faz parte da identidade e é muito mais do que apenas uma ferramenta do espírito ou da alma.

Faz parte do ser humano construir um bom relacionamento com seu próprio corpo e com o meio ambiente — obviamente, sempre em linha com o Autor da criação.

Nova criação em Cristo


Segundo Paulo, em Cristo já estão superadas as fronteiras e hierarquias entre os seres humanos.

Em um texto até hoje visionário, ele descreve a nova criação: 
"Pois todos vocês, que foram batizados em Cristo, revestiram-se de Cristo. Não há mais diferença entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre masculino e feminino: pois todos vocês são um só no Messias Jesus" (Gálatas 3:27s., cit. segundo a Bíblia em língua adequada).
Paulo vê o reino de Deus surgir na comunidade cristã, em que as fronteiras anteriores são superadas: nacionais, culturais e sociais — e até mesmo de gênero.

Mesmo que ele próprio não cumpra rigorosamente essa afirmação, estabelece o terreno mental para romper imagens rígidas de mulheres e homens, e libertar pessoas de restrições de papéis, gênero, casamento e padrões paternos.

O quão abertamente Paulo pensa fica claro aqui quando remete, metaforicamente, a si próprio, apenas alguns versículos adiante, a imagem do corpo de uma mulher, escrevendo: 
"Meus filhos, por quem de novo sinto as dores de parto" (4:19).

Posicionamento social


Sabemos que estamos lidando com áreas de profunda dor pessoal para muitos homens e mulheres, e queremos ser cuidadosos em dizer coisas que possam contribuir para essa dor.

Podemos não saber o que pensar sobre alguns dos debates políticos intensos à nossa volta.

Podemos nos sentir como se simplesmente não sabemos o suficiente sobre o transgenerismo para dizer algo com confiança.

Tente procurar "transgênero" em uma concordância; dificilmente irá chegar longe.

Mas o evangelho é sempre boas novas, e o é para todos.

Parece-me que existem duas visões em particular que o evangelho pode oferecer, que podem formar o ponto inicial da nossa resposta.
  • 1. Compreensão Singular
Disforia de gênero, o sentimento de profundo desconforto com o sexo do próprio corpo, é muitas vezes extremamente doloroso.

Para alguns é crônico, originando mesmo na infância. Para muitos, o peso emocional pode ser insuportável.

Não se pode negar esta dor. E os cristãos talvez possam explicar isto de maneira única.

O mesmo já anteriormente referenciado, Paulo, nos dá uma visão chave do mundo em que vivemos:
"Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus" (Romanos 8:20,21).
A criação não está bem. O mundo físico foi "sujeito à vaidade," à frustração. Não funciona corretamente. Está descontrolado.

Foi submetido a esta frustração por Deus. A narrativa mais ampla da Bíblia explica isso.

Deus amaldiçoou a terra como julgamento pelo pecado humano (Gn 3:17).

Em outras palavras, o mundo não funciona corretamente tanto como uma consequência e como uma demonstração do fato de que nós não funcionamos bem.

O mundo não funciona bem tanto como uma consequência e como uma demonstração do fato de que nós não funcionamos bem.

O que é verdade sobre a criação em geral, é também verdade sobre nossos corpos.

Eles fazem parte da ordem física que foi sujeitada a esta frustração. Observamos esta frustração de muitas maneiras.

Alguns enfrentam problemas de saúde persistentes; outros lutam com toda uma série de confrontos sobre sua imagem corporal; outros mais, sentem disforia corporal, sentindo-se como se estivessem presos no tipo de corpo errado.

O fato é que praticamente ninguém tem uma relação inteiramente clara com o seu próprio corpo. É como as coisas são neste mundo.

E embora seja verdade que qualquer um pode observar este problema, os cristãos podem singularmente explicá-lo

A Bíblia nos mostra que o pecado causa alienação profunda, em primeiro lugar de Deus, e as outras alienações que advêm disto.

Estamos alienados uns dos outros. E estamos alienados de nós mesmos.

O que era para ser inteiro e integrado, nossas mentes, corpos e espíritos, estão agora profundamente fragmentados. Não nos sentimos alinhados conosco mesmos.

Nossas igrejas devem ser lugares onde as pessoas possam se sentir mais seguras para articularem seu próprio senso de não estarem funcionando direito.

Ter conhecimento destas coisas deve nos tornar compassivos — não coniventes.

Embora grande parte dos pensamentos em torno das questões transexuais de hoje seja falho, a dor experimentada por aqueles com disforia de gênero é muito real.

Nós, mais do que quaisquer outros, deveríamos entender o porquê, pois mais do que todas os outros, compreendemos a profundidade do que está errado com este mundo.

Nossas igrejas devem ser lugares onde as pessoas possam se sentir mais seguras para articularem seu próprio senso de não estarem funcionando direito.
  • 2. Esperança Singular
Mas a Bíblia nunca termina com o diagnóstico.

Tal como podemos oferecer uma compreensão singular e excepcionalmente profunda, podemos também apontar as pessoas para uma esperança sólida e singular.

Todos experimentamos a maldição da queda de forma corporal.

Mas a resposta para os problemas do nosso corpo, juntamente com a resposta a qualquer um dos nossos problemas, nunca será encontrada em nós mesmos.

Qualquer que seja o que façamos aos nossos corpos para superar os problemas percebidos, nunca seremos capazes de corrigir o que realmente se encontra por detrás da nossa auto-alienação.

Podemos alterar nossa aparência; podemos corrigir muito daquilo que consideramos estar errado.

Mas nunca encontraremos a verdadeira liberdade que tão profundamente desejamos.

Nada do que possamos fazer aos nossos corpos nos ajudará a nos sentirmos que somos o nosso verdadeiro eu, pelo menos não de forma duradoura.

A resposta para os problemas do nosso corpo nunca será encontrada em nós mesmos.

Não, a única resposta para a nossa experiência de ruína em nossos corpos, é encontrada na ruína máxima do corpo de Cristo.

Ele experimentou a aflição máxima. Seu, era o corpo mais odiado por outros.

E a disforia máxima jamais experimentada foi quando Ele 
"que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós" (2 Coríntios 5:21). 
Isto sim era estar no corpo errado. No entanto, ele passou por tudo isso por nós. 

Ele experimentou a ruína máxima para que nós não tivéssemos que experimentá-la.

O problema com os nossos corpos acaba por ser uma questão com qualquer de nossas partes. 

Elas manifestam a ruína de uma forma que aponta para o ruína dentro de cada um de nós. 

Nos afastamos de Deus, de modo que nada é como deveria ser. 

O ponto de partida para a fé cristã é reconhecer isto. 
"Bem-aventurados os pobres de espírito",
Jesus nos disse (Mt 5:3), e não 
"Bem-aventurados os que se consideram perfeitos."
Se tivermos olhos para ver, qualquer tipo de ruína corporal, poderá nos apontar para o corpo partido de Cristo e através desta ruína, à eventual restauração e cura que vem através dEle.
Receber a Cristo não garante resolução nesta vida para a ruína corporal que experimentamos
Mas nos dá uma esperança segura e confiante de que vamos ter um relacionamento perfeito com nossos corpos no mundo por vir.

Conclusão

"Ainda não se manifestou o que havemos de ser…" (1 João 3:2)
A Bíblia no mostra que ainda há algo para o futuro da humanidade.

Os nossos antepassados espirituais experimentaram — e nós experimentamos — o mundo existente como desastre.

Dominação, opressão e exploração caracterizam o tratamento dado à terra e a convivência entre as pessoas.

Isso também afeta aqueles que não estão em conformidade com as normas (de gênero); contrasta com a esperança de um mundo no qual as pessoas se desenvolvem e se expressam livremente, fortalecendo-se e se respeitando mutuamente.

Respeito


Aqueles e aquelas que não se enquadram nas normas (de gênero) não são doentes, estranhas ou bizarras, mas incentivos — ou seriam desafios? — às mudanças necessárias na Igreja e na sociedade.

Interesse mútuo, respeito e acolhimento são as pedras basilares no caminho rumo a um mundo melhor.
E, se tiver algo mais a fazer, que esteja além da nossa competência, por certo o Espírito Santo fará, pois é dEle, exclusivamente dEle a função de levar-nos ao convencimento acerca do pecado, do juízo e da justiça (João 16:7-11).
  • Por Leonardo S. Silva
  • [Fonte: Coalizão Pelo Evangelho, por Sam Allberry — pastor, apologeta e palestrante. Ele é autor de uma série de livros, incluindo, Is God Anti-Gay? ("Deus é Contra os Gays?", sem edição em português), James For You ("Tiago Para Você", sem edição em português), e Why Bother with Church? ("Por que Se Preocupar Com a Igreja?", sem edição em português. Novos Diálogos. Parte deste texto foi extraído do manual "Criado à imagem de Deus — Transexualidade na Igreja", realizado pelo Grupo Justiça de Gênero da Igreja Evangélica em Hessen e Nassau, Alemanha. A Associação Kreuzweise-Miteinander e a Igreja Evangélica na Alemanha (Evangelische Kirche in Deutschland — EKD) foram responsáveis por promover generosamente a tradução do manual para o português.]
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

ESPECIAL — CONHEÇA A DRª. TATIANA SAMPAIO, CIENTISTA BRASILEIRA, QUE DESCOBRIU A CURA PARA A TETRAPLEGIA

Reprodução da Internet
🚨Tatiana Lobo Coelho de Sampaio: grave bem este nome!
A ciência brasileira volta a oferecer ao mundo um exemplo concreto de como o conhecimento científico pode transformar vidas.

Durante o Carnaval, uma declaração do presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Gabriel David, sobre a influenciadora, a tal de Virgínia Fonseca (à qual eu, graças a Deus, só tenho um conhecimento passivo por nome) recebeu uma curiosa retaliação.

Enquanto o tal de Gabriel classificou a rainha de bateria da Grande Rio como
"...talvez a mulher mais midiaticamente relevante do Brasil...",
internautas — a seleta safra dos que ainda possuem neurônios — 
sugeriram outro nome para o posto: o da pesquisadora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio.

Quem é ela?


Reprodução da Internet
Tatiana é a cabeça por trás das pesquisas sobre a polilaminina  
substância que tem mostrado resultados promissores na recuperação de movimentos após lesões completas na medula 
, e não tem perfis em redes sociais.

Aos 59 anos, a professora de histologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vive uma realidade distante do glamour das telas: sua rotina vem sendo marcada pelo toque incessante de um telefone que não para, trazendo pedidos desesperados de quem busca, nela, a cura para a paralisia.

Mãe de dois filhos biológicos e de uma "filha agregada" — uma ex-aluna órfã do Maranhão, que foi acolhida na família , a pesquisadora ganhou fama a partir de setembro de 2025, quando foram divulgados os primeiros resultados de sua pesquisa com a substância que vem sendo tratada de modo informal (e de certo ponto até equivocado) como a "cura para a paralisia".

Levou tempo...


Reprodução da Internet
Após mais de duas décadas de pesquisa contínua, conduzida com discrição, rigor e compromisso com a ciência, a Dra. Tatiana Sampaio,  alcançou resultados que reacendem a esperança para pacientes com lesão medular grave, incluindo casos de tetraplegia.

Ao longo de mais de 20 anos de investigação sobre a laminina — proteína fundamental da matriz extracelular, responsável por sustentar e organizar as células nos tecidos — a pesquisadora desenvolveu uma proteína derivada da placenta, conhecida como polilaminina, capaz de estimular a reconexão neuronal em medulas espinhais lesionadas.
Com duas patentes registradas e mais de 40 publicações científicas internacionais, o trabalho da Dra. Tatiana representa uma contribuição relevante à neurociência regenerativa.
Os resultados observados até o momento indicam que a polilaminina atua criando um ambiente biológico favorável à regeneração neural, estimulando o crescimento de neurônios e a reconstrução de conexões interrompidas após lesões medulares completas — condição historicamente considerada irreversível pela medicina.

Pelo menos seis pacientes recuperaram movimentos, incluindo indivíduos com tetraplegia severa.

Embora o tratamento ainda esteja em fase experimental, os avanços já provocam discussões importantes no campo da inovação em saúde, tanto do ponto de vista científico quanto das futuras possibilidades terapêuticas e de mercado.

Mais do que um avanço biomédico, a pesquisa simboliza a capacidade da ciência brasileira de gerar impacto direto na vida das pessoas, devolvendo autonomia, dignidade e perspectiva a pacientes e famílias.

Os desafios


Reprodução da internet
Apesar da relevância e importância de sua pesquisa, a Drª. Tatiana Sampaio, alegou que a patente internacional da polilaminina foi perdida devido à interrupção de verbas para pesquisa na universidade entre os anos de 2015 e 2016, durante o governo da ex-presidenta Dilma Rousseff.

De acordo com Tatiana, a concessão da patente nacional levou 18 anos para ser finalizada, ocorrendo apenas em 2025. 

Como o prazo total de validade é de 20 anos, restam somente 2 anos de exclusividade para a cientista no país. Já o registro estrangeiro deixou de existir pela falta de pagamento das taxas obrigatórias, antes custeadas pela universidade.

Mas as datas trazidas durante a entrevista não são as mesmas que aparecem nos registros oficiais.

A patente junto ao World Intellectual Property Organization (WIPO), aparece como
"cessada por expiração antecipada",
o que poderia ter sido motivado pela falta de pagamento junto ao escritório de registro. Esse status é de 5 de março de 2011.

"abandonada após falha em responder a uma ação do escritório".
O abandono foi confirmado após outra potencial falta de pagamento. Esse status é de 5 de agosto de 2014.

Com o corte de verbas, falou a cientista, não havia mais dinheiro para pagar as patentes internacionais.
"Perdemos tudo, ficamos só com a nacional porque eu paguei do meu bolso por 1 ano",
afirmou em entrevista ao canal TV 247 no YouTube (veja a partir de 18:38).

A cientista relatou que chegou a utilizar recursos próprios para tentar manter a proteção do medicamento, mas não conseguiu evitar a perda internacional.

Para ela, o prejuízo afeta o reconhecimento da ciência nacional e de toda a equipe envolvida no estudo por anos.

Por fim, a patente registrada no European Patent Office (EPO) aparece como "retirada", o que também poderia ser motivado pela falta de pagamento do registro. Nesse caso, o status data de 11 de dezembro de 2014.

Lucro Social da Pesquisa


Reprodução da internet
Sob a ótica do Lucro Social, conceito desenvolvido no âmbito do ASMETRO-SI para mensurar o valor público gerado por iniciativas científicas e institucionais, o trabalho da Dra. Tatiana Sampaio representa um caso emblemático de transformação do conhecimento em benefício social concreto.
Os impactos potenciais incluem:
Redução do sofrimento humano e ampliação da qualidade de vida de pacientes com lesão medular.
  • Diminuição de custos assistenciais de longo prazo, associados a internações, reabilitação contínua e cuidados permanentes.

  • Avanço científico nacional em área estratégica da biotecnologia e medicina regenerativa.

  • Fortalecimento da soberania científica brasileira, com produção de tecnologia própria.

  • Geração de valor econômico futuro, com possíveis aplicações clínicas, terapias inovadoras e desenvolvimento de mercado em saúde avançada.

  • Estímulo à inovação e à pesquisa translacional, conectando ciência básica a resultados clínicos reais.
Trata-se, portanto, de um exemplo claro de como o investimento contínuo em ciência, tecnologia e inovação produz retorno social elevado e duradouro — essência do Lucro Social.

Reconhecimento


Até o momento, pelo menos 16 pacientes brasileiros obtiveram na Justiça o direito de receber a aplicação experimental.

Desses, ao menos cinco apresentaram recuperação parcial dos movimentos, um resultado considerado inédito em casos de lesão medular grave.
O primeiro paciente tratado foi Luiz Fernando Mozer, de 37 anos, que ficou tetraplégico após um acidente durante uma apresentação de motocross no Espírito Santo. 
Menos de 48 horas após a aplicação da polilaminina, ele relatou retorno da sensibilidade e conseguiu contrair músculos das coxas e da região anal. 
Outro caso é o de um homem de 35 anos que sofreu uma queda de moto e voltou a apresentar movimentos no pé e sensibilidade nas pernas. 
Já Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, diagnosticado com tetraplegia, conseguiu voltar a andar após o tratamento. 
Também apresentaram melhora Diogo Barros Brollo, de 35 anos, e um jovem de 24 anos que sofreu um acidente em uma cachoeira no Espírito Santo.
Todos os procedimentos foram realizados sob coordenação médica especializada, incluindo o neurocirurgião Bruno Alexandre Côrtes, do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro.

A ciência brasileira segue demonstrando que, quando orientada ao bem público, não apenas amplia fronteiras do conhecimento — ela devolve movimento, esperança e futuro.

Conclusão

Uma cientista fora dos holofotes


Apesar da repercussão mundial da pesquisa, Tatiana Coelho de Sampaio mantém um perfil discreto, longe dos holofotes midiáticos das redes sociais.
"Prefiro a vida real. Viver sempre será minha primeira opção",
declarou ao comentar sua decisão de se manter distante do ambiente digital.

A descoberta da polilaminina é considerada por especialistas uma das maiores inovações da medicina brasileira nas últimas décadas.

Ao devolver movimentos e esperança a pacientes antes condenados à paralisia permanente, a pesquisa coloca o Brasil no centro de um debate científico global sobre regeneração neural.

O avanço da pesquisa, como vimos, já permitiu que pacientes paraplégicos e tetraplégicos recuperassem movimentos, um feito que vem sendo apontado por especialistas e pela comunidade científica como potencial candidato ao Prêmio Nobel de Medicina.
Por certo, é o mínimo que merece com excelentíssima honra ao mérito, essa que sim, tem relevância infinitamente superior a de qualquer uma influenciadora digital, cuja inutilidade só tem importância para sua horda de seguidores débeis mentais e pela mídia de fofocas, que mantém os focos de seus holofotes às vidas fúteis dessas famigeradas subcelebridades.

É preciso, portanto, que mantenhamos o respeito, admiração e reconhecimento à Dra. Tatiana Sampaio e a todos os pesquisadores brasileiros que, muitas vezes longe dos holofotes, dedicam suas vidas à produção de conhecimento e à construção de soluções capazes de transformar realidades humanas.
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

TEOLOGANDO — SHEKINÁH: "A GLÓRIA DE DEUS"? HÁ CONTROVÉRSIAS!

Imagem criada com recursos da IA
Acredito que assim como eu, você já ouviu e entoou esta canção, tanto em seus momentos de cultos pessoais, quanto nos coletivos congregacionais:

'Derrama Tua Shekináh', Fernandinho, faixa do álbum "Faz Chover", ℗2004, Faz Chover Produções
E esta também:
'Shekináh', faixa original do álbum "Em Nome do Senhor", ℗2005 e do EP "Aba Pai",
com a participação de Eli Soares, ℗2019, ambos lançados pela MK Music
Ambas, são, sem dúvida, duas belíssimas canções, além de terem sido hits radiofônicos no circuito mercadológico gospel, tanto que ainda hoje fazem parte das famosas listinhas das equipes de louvores em várias congregações Brasil afora.

E estas não são as únicas canções do cancioneiro gospel contemporâneo que usam a "shekináh" como temática central.

A "doutrina da shekináh"


Além das canções, também é normal ouvir em nossos cultos, congressos, seminários, a palavra "shekináh".

Desde de o início da minha conversão, em 1993, ouço esta palavra na igreja. Pregadores a usam com frequência.

Os ditos "ministros do louvor" têm o hábito de usá-la. E temos também os cânticos conhecidos assim como outros tantos não citados.

Agora pergunto: De onde tiramos a palavra "shekináh"? O que significa esta palavra? Será "shekináh" uma expressão encontrada nas Escrituras?
Começando pela última pergunta, a palavra "shekináh" não é encontrada em nenhum lugar das Escrituras!
Penso que você neste momento pode estar perplexo (e talvez, até mesmo me repreendo).

Mas é o que iremos explicar no texto deste capítulo da nossa série especial "Teologando", portanto, aguce sua curiosidade e leia até o fim..

Origem na Cabala Judaica

Deus como "ela"


Há algum tempo, eu escrevi um texto [se quiser ler, clique no link] no qual eu digo não ter gostado do ovacionado e aclamado livro "A Cabana", que se tornou o livro de cabeceira (quase um substituto da Bíblia) para muitos cristãos, assim como o filme homônimo [se quiser ler, clique no link], ambos, na minha opinião, famigerados e desprezíveis, quando passados pelo crivo teológico.

Pois bem, esse tal livro foi escrito não com base essencial na Bíblia, mas sim com mesclas de conceitos oriundos da Cabala Judaica, que é frontalmente oposto aos pilares que dão base de sustentação à fé cristã.

De acordo com a concepção cabalística e do ramo hassidísmo do judaísmo, a "Shekinah" é uma energia cósmica poderosíssima, que habita no "interior" do Universo e vivifica-o, sendo a sua "alma" ou "espírito".

Shechinah שכינה (também grafado Shekhináh) deriva da palavra shochen שכן, "habitar dentro".

A Shechinah, de acordo com a cultura da Cabala Judaica, é Deus, pois Deus habita dentro. Na cabalística judaica, a Shechinah é descrita como "A Presença Divina".

A palavra "Shechinah" é feminina, e por isso, quando os seguidores da cabala judaica se referem a Deus como Shechinah, estão dizendo "Ela".

Mesmo sendo um "deus ela" eles creem estar se referindo ao mesmo Deus Único, apenas em uma "modalidade diferente", ou seja, é um eles creem em um "deus transgênero".

Para dar base às suas crenças, os cabalísticos judaicos afirmam que não acreditam em "um ser limitado por qualquer forma — certamente não de um corpo que possa ser identificado como masculino ou feminino".
"Mas considere isto: assim que começamos a nos referir a Deus, já comprometemos Sua unicidade. Porque já criamos uma dualidade — existe nós e existe Deus. 
Nessa dualidade, assumimos o papel feminino, de modo que Ele nos chama de Ela e nós O chamamos de Ele. Então fazemos tudo o que podemos para sanar a cisão entre nós e retornar à unidade" (Tzvi Freeman é o autor de "Bringing Heaven Down to Earth" e, mais recentemente, de "Wisdom to Heal the Earth").
Em resumo, na cabala esotérica, "shekináh" é a essência do "Ain Soph" que, emanado, ficou preso ou enroscado em Malkuth, sendo correspondente à Shakti ou Kundalini na tradição esotérica oriental da Yoga.

Segundo o livro cabalístico Zohar, a evolução do homem é o processo em que o pólo feminino do Divino (shekináh), presente potencialmente na criação e no homem (malkuth), se une ao pólo masculino da divindade (kether).

Shekináh na Rosa Cruz


Tal reunião é apresentada na tradição "rosacruz" pelas Núpcias Alquímicas de Christian Rosenkreutz (✩
1378/1484). Segundo a tradição da cabala, a reunião dos dois polos da divindade resulta em uma consciência cósmica ou crística, de união do homem e do divino, resultando no "Homem-Deus ou Cristo".

Tal estado de consciência é equivalente na Yoga, ao Samadhi, a consciência produto de quando Shakti, o polo feminino do divino, presente no Chakra da base Muladhara, se une a Shiva, o polo masculino do divino presente no chakra sahasrara, no topo da cabeça, resultando no Avatar, a encarnação humana do divino, do cósmico.

Na tradição esotérica egípcia, o equivalente é a união entre Ísis e Osíris, resultando em Hórus, o Homem-Deus. Tal união é em muitas tradições, a iluminação, a iniciação.

A Shekináh dos crentes


A maioria dos cristãos, também convencionou traduzir ou entender que o termo "shekináh" é ou se refere a "glória de Deus manifesta".

Porém, eles próprios reconhecem que esta expressão não está na Bíblia. Outros sugerem que a "shekináh" é o equivalente judaico mais próximo do Espírito Santo, o que não parece ser correto.

Afinal, o termo é extra-bíblico, aparecendo nos Targuns e sendo utilizado no Talmude.

Exatamente aqui reside nosso problema. Nós ouvimos os "grandes pregadores" falarem, e aceitamos tudo.

Não procuramos pesquisar, averiguar, perscrutar. Tudo o que é novidade, e é falada por alguém de "peso", nós aceitamos e logo começamos a falar.
Falta em nosso meio, cristão bereanos, chamados por Lucas de "nobres", que analisam a cada dia as Escrituras, para verem se está correto (Atos 17:11).

Notemos que era Paulo que estava pregando! Homem de cultura invulgar, conhecedor de toda lei judaica, e acima de tudo, um dos maiores pregadores que o mundo conheceu.

Ora, se Paulo teve que passar no crivo dos bereanos, o que dizer de nossos pregadores? Serão estes 
— por mais ilustres que sejam, por mais seguidores que tenham  maiores que Paulo?

Não está na Bíblia!


O vocábulo hebraico "shekináh" não aparece na Bíblia. O verbo "shakan", por sua vez, é utilizado em muitos lugares e pode ser traduzido como "habitar, morar ou residir".

Em Êxodo 3:22 e Rute 4:17 o verbo "shaken" é traduzido por "vizinho". Nesse sentido, é estranho enfatizar que o termo seja usado para a habitação de Deus na coluna de fogo e sua glória manifesta no Monte Sinai, no Propiciatório (entre os querubins), no Tabernáculo, no Templo.

Bom, todas essas expressões no hebraico têm outras palavras que a designam. Vejamos quatro exemplos principais:
  • Coluna de Fogo — amud esh
  • Glória de Deus — kabod yahweh
  • Coluna de Nuvem — amud hamud
  • Fumaça — hasan
Entenda: se alguém definir "shekináh" como a manifestação visível da glória de Deus não está descrevendo a "shekináh", mas sim "teofanias", que possuem várias formas e propósitos.
Mas voltando ao assunto da palavra "shekináh", este vocábulo não aparece na Bíblia Judaica [Tanakh] nem no Novo Testamento, sendo uma palavra derivada da raiz hebraica -?-? -?(sh-k-n), cujo significado é "habitar", "fazer morada".
Se perguntarmos a qualquer irmão, o que significa esta palavra, todos dirão: a glória de Deus, presença de Deus. Acontece que, "shekináh" não significa nada disso!
O vocábulo "glória" no hebraico é "kavód" — o peso da glória de Deus.

Então, quando cantamos:
"...Derrama tua "shekináh" aqui...", estamos dizendo: "Derrama a tua habitação aqui."

Soa estranho, não? Pedir para o Eterno derramar a habitação dEle sobre nós? Não consigo entender! Pois Ele já habita em nós, através da pessoa do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19).

Há vários problemas ao redor da temática. Como já visto acima, o termo tem uso esotérico, por exemplo.

Outro problema é o uso judaico do termo "shekináh", ainda que menos do que o parágrafo anterior.

O termo aparece no meio de, pelo menos, um "minyan" de adoradores quando eles oram na congregação, e de dois ou mais judeus quando eles se ocupam no estudo da Torah, ou em um homem quando ele recita o Shema.

Dentro deste conceito da cultura judaica, não relacionado à cabalística judaica, "shekináh" habita no puro, no benevolente, no hospitaleiro e no marido e esposa quando eles vivem em paz e harmonia.

Conclusão


Bom, se "shekináh" representa a presença majestosa de Deus e sua decisão de "habitar" (shakan) entre os homens, podemos aceitá-la, relevá-la como poesia, mas não como doutrina.

Essa expressão foi tomada das passagens que dizem respeito à presença de Deus na qualidade de residente no Tabernáculo terrestre entre o povo de Israel (Êx 5:8; 29:45,46; Números 5:3, 35:34; 1 Reis 6:13; Ezequiel 43:9; Zacarias 2:4).

Teriam os cristãos este discernimento? Portanto, seria irrelevante usá-la visto que a habitação máxima de Deus em nós, hoje, é feita pelo Espírito Santo e não mais por meio das figuras do Antigo Testamento.

Vimos por meio deste singelo estudo que a palavra "shekináh" não está nas Sagradas Escrituras.

Aprendemos também que "shekináh" não significa: glória, presença de Deus.

Ela vem da raiz "shakhan" que significa — habitar, fazer morada.

Esta ideia de "skekináh" aparece somente na literatura rabínica, onde os judeus cabalistas começaram a usá-la a partir do século XIII.

Por fim, o intuito deste texto foi o de nos trazer conhecimento, que, além de não ocupar espaço, de acordo com o próprio Deus, através do profeta Oséias (4:6) — e seguido com nobreza pelos bereanos — nos previne de perecer.

Devemos estar sempre prontos a aprender e não ir além da Escritura.

Foi o que Lutero (✩1483/✟1546) disse para Erasmo (Erasmo de Roterdã [✩1466/✟1536] foi um célebre humanista, teólogo e filósofo holandês, considerado o maior erudito do Renascimento nórdico.):
"A única diferença entre mim [Lutero] e você [Erasmo] é que eu me coloco debaixo da autoridade das Escrituras, e você se coloca acima dela".
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

CANÇÕES ETERNAS CANÇÕES — "EVERYTHING I OWN", BREAD

Nenhum compositor/intérprete do início dos anos 70 combinou facilidade melódica com letras sensíveis e comoventes como David Gates, do Bread.

Um de seus maiores sucessos foi o single "Everything I Own", de 1972. Ela é um clássico da música internacional que muitos interpretam como uma canção de amor, e de fato o é, embora marcada por uma grande perda.

Sobre o que é a música? A quem Gates se referia? E o que o inspirou a escrevê-la? Vamos revisitar todos os detalhes de "Everything I Own", desde sua criação até seu significado, no texto deste artigo, novo capítulo da nossa especial, "Canções Eternas Canções".

Vamos conhecer a banda?


Ícone do soft rock dos anos 1970, a banda Bread foi formada em 1968, na cidade de Los Angeles, Califórnia.

Seus membros fundadores incluíam o talentoso vocalista e guitarrista David Gates, o guitarrista James Griffin, o tecladista Larry Knechtel, o baixista Robb Royer e o baterista Mike Botts.

A proposta do grupo refletia a ideia de um som suave e agradável, alinhado ao estilo musical emergente do soft rock.

Liderada por um compositor já consagrado como David Gates, a banda Bread explorou diversos tipos de pop-rock nos anos 70 — mas, de alguma forma, foram sempre as baladas características de Gates, que levaram a melancolia do soft rock a níveis épicos, que pareceram ficar por mais tempo nos corações e nas paradas de sucesso.

A capacidade da banda de criar baladas românticas e introspectivas, muitas vezes escritas por David Gates, conquistou fãs em todo o mundo.

Outros grandes sucessos desse período incluem as belíssimas "If", "Baby I'm-a Want You" e "Guitar Man" 
   todas as canções chegaram ao topo das paradas e do sucesso comercial.

Com uma mistura de letras emotivas e arranjos suaves, a Bread era constantemente tocada nas estações de rádio e nas paradas musicais.

Os primeiros anos da banda foram marcados pelo lançamento de seu álbum de estreia homônimo, "Bread" (1969), que continha músicas que se tornariam clássicas, como "Dismal Day" e "It Don't Matter to Me".

A voz suave de Gates, aliada às harmonias impecáveis da banda, marcavam o tom melódico que se tornou sua principal característica.

A virada para a década de 1970 marcou o auge da popularidade do Bread, com o lançamento de álbuns que emplacaram a banda no cenário musical. "On the Waters" (1970) e "Manna" (1971) foram álbuns que contribuíram para a ascensão meteórica da banda.

A canção "Make It with You", do álbum "On the Waters", tornou-se um sucesso instantâneo, alcançando o topo das paradas e garantindo ao Bread seu primeiro single número um.

O cansaço das constantes gravações e turnês se instalou, apesar do sucesso da banda; os relacionamentos pessoais começaram a ficar tensos e o grupo separou-se em 1976, reunindo-se algumas vezes ao longo dos anos para turnês.

Em 2005, Griffin e Botts morreram vítimas de câncer, aos 61 anos.

Em agosto de 2009, Knechtel faleceu de ataque cardíaco, aos 69 anos, deixando Gates e Royer como os únicos membros sobreviventes.

Royer continua envolvido com música, inicialmente trabalhando em seu estúdio, Nashfilms, no Tennessee, e Gates optou por se aposentar da música.

Vamos conhecer a história da canção?

"Everything I Own"


  • Uma homenagem ao papai
Muitos ouvintes interpretam "Everything I Own" como uma canção de amor romântico, mas David Gates, vocalista e líder do Bread, escreveu a música como uma homenagem ao seu pai, que faleceu antes de ele alcançar o sucesso.

É comum as pessoas ouvirem "Everything I Own" como uma espécie de testemunho do que alguém faria para estar com a pessoa amada.

Talvez seja por isso que ela tenha se tornado um tema tão recorrente em covers.

No Reino Unido, a música chegou ao primeiro lugar nas vozes do cantor de reggae Ken Boothe e de Boy George, do Culture Club.

No entanto, Gates não tinha o romance em mente quando escreveu a música.

Como nasceu a canção


O pai de Gates havia falecido justamente quando sua carreira musical estava começando.

E, como ele contou ao The Guardian, "Everything I Own" foi sua maneira de homenagear o pai e a poderosa influência que ele exerceu.
"Meu pai faleceu em 1963 e eu queria escrever uma música em sua memória. 
Ele viveu para ver alguns dos meus primeiros passos rumo ao sucesso, mas não os grandes sucessos ou o estrelato com o Bread. 
Como em todas as minhas músicas, a música me guiou e a letra tentou acompanhá-la, mas surgiu muito rapidamente. 
Escrevi a letra — '...Eu daria tudo o que tenho só para te ter de volta...' — para que pudesse ser interpretada como uma canção de amor, mas quando a toquei para minha esposa, ela soube imediatamente que era sobre meu pai. Ela chorou."
Isso dá um novo significado a versos como 
"...You sheltered me from harm / Kept me warm, kept me warm..."
(...Você me protegeu do perigo / Me manteve aquecido, me manteve aquecido...),
que expressam gratidão e reconhecimento pelo cuidado paterno.

O refrão, onde Gates diz que daria tudo o que tem, até mesmo sua vida, para ter o pai de volta, mostra a intensidade da saudade e do amor filial presentes na música.

Qual o significado de "Everything I Own" ("Tudo que eu possuo")"?


Como Gates explicou na citação acima, ele conseguiu manter o conteúdo emocional de "Everything I Own" suficientemente geral para que pudesse se aplicar a todos os tipos de relacionamentos.

Ele não usa meias palavras 
(...Você me deu a vida / Me libertou, me libertou...)
mas também demonstra um pouco de descontração com a linguagem para evitar que as coisas fiquem muito sombrias
("...Você me ensinou a amar / Do que se trata, do que se trata...").
Gates faz um trabalho maravilhoso ao encontrar maneiras únicas de expressar a perda: 
"...Ninguém mais jamais poderia saber / A parte de mim que não consegue deixar ir..." 
Na ponte, qualquer pretensão de que esta seja de alguma forma uma canção sobre um caso de amor ainda em curso cai por terra quando Gates dá conselhos ao seu público sobre dizer às pessoas que as ama enquanto ainda podem: 
"...Você pode perdê-las um dia / Alguém as leva embora / E elas não ouvem as palavras que você anseia dizer..."
Nesse ponto, "Everything I Own" retorna com força total ao refrão, com Gates explicando o que faria para ter o pai de volta.

O fato de a música funcionar tanto como poema de amor quanto como elogio fúnebre é uma prova do que o compositor conseguiu nesta, uma das canções mais impactantes e emotivas do Bread.
A letra também traz um alerta sobre a importância de valorizar as pessoas enquanto ainda estão por perto.
No trecho
"...Is there someone you know / You're loving them so / But taking them all for granted?... 
(...Existe alguém que você conhece / Que você ama tanto / Mas não valoriza como deveria?...)", 
Gates destaca o risco de só percebermos o valor de alguém depois da perda.

Conclusão


Essa mensagem universal, aliada à simplicidade e sinceridade da composição, faz de "Everything I Own" uma reflexão sensível sobre gratidão, perda e a importância dos laços familiares. Por isso ela está aqui, por isso ela é uma canção eterna canção.
  • Por Leonardo Sérgio da Silva
  • [Fonte: Songwhriter (tradução: Leonardo Sérgio da Silva); Letras]
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