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No capítulo 15 do evangelho sob a narrativa do doutor Lucas, encontramos três parábolas que falam sobre perda e resgate: a ovelha perdida (3-7), a moeda perdida (8-10) e o filho pródigo (11-32).
Jesus conta três parábolas que expressavam uma só Verdade. O cenário era uma aula ao ar livre.
Nas três parábolas, Deus busca o que [quem] estava perdido, encontra o que [quem] estava perdido e celebra com efusiva alegria a recuperação do que [de quem] estava perdido.
Cada uma dessas histórias ilustra de maneira poderosa como Deus se empenha em resgatar aqueles que se afastam dEle.
Hoje, neste capítulo da nossa série especial de artigos Bíblia Aberta, vamos nos concentrar na parábola da moeda perdida.
Porque Jesus falava por parábolas?
Enquanto muitos teólogos e biblicistas eruditos esbanjam vocabulários rebuscados e se debruçam em ficar escarafunchando amenidades irrelevantes, no intuito de levantar polêmicas vazias, que ligam o nada ao lugar algum, Jesus, o filho de Deus, veio ao mundo e resolveu ensinar contando simples histórias.
Vamos, com muito cuidado, afirmar que as parábolas de Jesus eram simples metáforas bem formuladas. Entretanto, mesmo sendo simples, elas transmitiam grandes lições espirituais de uma forma compreensível para o público da época.
E ao contrário do que a maioria dos leitores das parábolas definem, nunca foi sobre explicar algo complexo de forma simples, mas aprofundar uma história simples em um ensinamento muitas vezes complexo, reflexivo, e acima de tudo, contendo a verdade do cristianismo em suas diversas aplicações.
Jesus com certeza é um mestre em elaborar parábolas e em expor as mesmas.
Qualquer assunto ou ensinamento, por mais complexo que fosse, seria passível de Jesus transformar em uma simples parábola, de fácil compreensão, que gerasse curiosidade para o seu ouvinte, retendo a sua sabedoria e profundidade sobre o assunto.
Isso é com certeza fascinante! Ao ler e ouvir as parábolas somos atraídos pela simplicidade, porém, mergulhamos em um oceano profundo de verdades que te levam a moldar o seu comportamento a partir dessa reflexão inicialmente simples.
Qualquer assunto ou ensinamento, por mais complexo que fosse, seria passível de Jesus transformar em uma simples parábola, de fácil compreensão, que gerasse curiosidade para o seu ouvinte, retendo a sua sabedoria e profundidade sobre o assunto.
Isso é com certeza fascinante! Ao ler e ouvir as parábolas somos atraídos pela simplicidade, porém, mergulhamos em um oceano profundo de verdades que te levam a moldar o seu comportamento a partir dessa reflexão inicialmente simples.
O duplo propósito das Parábolas
Está claro que os seus ensinamentos através das parábolas tinham um propósito duplo: elas escondiam as verdades dos incrédulos e infiéis, ao passo que revelavam os ensinos às pessoas que tinham ouvidos prontos para ouvir e que eram fiéis.
Como dito anteriormente, essa característica não foi obra do acaso. Mas foi uma estratégia do próprio Jesus Cristo, que adotou esse estilo de ensino para esconder a verdade dos descrentes e dos que queriam apenas gerar ambiguidades em seus ensinamentos, beneficiando a si mesmos, assim como faziam com a interpretação dúbia da lei (respeitadas as especificidades contextuais, nada muito diferente do que vemos hoje em dia).
Como dito anteriormente, essa característica não foi obra do acaso. Mas foi uma estratégia do próprio Jesus Cristo, que adotou esse estilo de ensino para esconder a verdade dos descrentes e dos que queriam apenas gerar ambiguidades em seus ensinamentos, beneficiando a si mesmos, assim como faziam com a interpretação dúbia da lei (respeitadas as especificidades contextuais, nada muito diferente do que vemos hoje em dia).
As parábolas são imensamente profundas e complexas, porém apaixonantes. Elas são aplicáveis em várias situações do nosso cotidiano, e ao lê-las em nossos dias, precisamos extrair das mesmas toda a sabedoria contida.
Para isso, temos a graça de poder contar com o Espírito Santo, que hoje nos ilumina, para entender e absorver dessa revelação que é a Palavra de Deus ministrada a nós por meio das parábolas.
Para isso, temos a graça de poder contar com o Espírito Santo, que hoje nos ilumina, para entender e absorver dessa revelação que é a Palavra de Deus ministrada a nós por meio das parábolas.
A mulher que perdeu sua moeda
A Parábola da Dracma Perdida era parecida com a da ovelha perdida; donos de rebanhos de ovelhas e mulheres trabalhadoras eram situações do cotidiano, algo que obviamente qualquer um deles faria pois uma ovelha rendia lã e uma dracma era o equivalente a um dia de trabalho.
Quem não se reconhece como pecador não vai se reconhecer perdido, e como será achado?
Essa era a lição para os Fariseus: voltem como o filho pródigo que Deus já está esperando e correrá ao nosso encontro primeiro.
Ninguém quer perder algo precioso.Da mesma forma Jesus estava procurando pecadores perdidos.
Quem não se reconhece como pecador não vai se reconhecer perdido, e como será achado?
Essa era a lição para os Fariseus: voltem como o filho pródigo que Deus já está esperando e correrá ao nosso encontro primeiro.
O interessante das 2 primeiras parábolas é que a fala da Graça, semelhantemente Deus enviou a luz que é Jesus para achar dracmas perdidas, pois Ele vê como algo especial, Ele nos ama, e se alegram os céus quando um pecador é salvo.
É como se Jesus tivesse mostrando que os Fariseus tinham seus negócios; ovelhas, lãs, dracmas, salários e trabalhos.
E naquele momento o fato de ter publicanos e pecadores ouvindo Jesus, eram os negócios de Deus, Deus estava trabalhando, salvando.
Vamos à parábola — compreendendo o contexto
A Parábola da Dracma Perdida fala sobre a forma como Deus busca o pecador perdido e se alegra com seu arrependimento.
Nela, Jesus retratou o empenho de uma mulher que, ao perder uma de suas dez dracmas, diligentemente se põe a procurar a dracma perdida.
Dracma é uma moeda grega de prata com valor equivalente a diária de um trabalhador.
Nos tempos de Jesus, as dracmas eram moedas gregas comuns, usadas em várias regiões do Império Romano, incluindo a Judeia.
Perder uma dracma significava uma perda significativa, tanto econômica quanto emocional, especialmente para uma mulher casada, pois as dracmas eram frequentemente parte do dote e das joias matrimoniais.
Perder uma dracma significava uma perda significativa, tanto econômica quanto emocional, especialmente para uma mulher casada, pois as dracmas eram frequentemente parte do dote e das joias matrimoniais.
Portanto, encontrar uma dracma perdida não era apenas recuperar um valor econômico, mas também um pedaço tangível da cultura, história e segurança pessoal.
Todos os publicanos e "pecadores" estavam se reunindo para ouvi-lo.
Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam:
Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam:
"Este homem recebe pecadores e come com eles" (Lc 15:1,2).
Publicanos eram corruptos coletores de impostos, e pecadores eram pessoas imorais, podiam ser prostitutas, leprosos, mancos, cegos, miseráveis, dentre outros.
Os Fariseus religiosos criticaram Jesus e se achavam acima daquelas pessoas. Então Jesus usa estas parábolas para mostrar o que estava acontecendo ali.
Quais lições aprendemos com a Parábola da Dracma Perdida?
Algumas lições merecem destaque:
1. A mulher perdeu algo de valor dentro de casa
Ela perdeu uma moeda de sua coleção. Das dez dracmas, a mulher perdeu uma e a perdeu dentro de casa.
Mais importante do que valores são os relacionamentos. Mais precioso do que bens são as pessoas.
Muitas vezes, por descuido, nós também, perdemos verdadeiros tesouros dentro de casa.
Perdemos a comunicação, perdemos a alegria da comunhão, perdemos o acendrado amor com que devemos amar uns aos outros.
Mais importante do que valores são os relacionamentos. Mais precioso do que bens são as pessoas.
Muitas vezes, por descuido, nós também, perdemos verdadeiros tesouros dentro de casa.
Perdemos a comunicação, perdemos a alegria da comunhão, perdemos o acendrado amor com que devemos amar uns aos outros.
2. A mulher não se conformou com a perda
A mulher poderia ter se conformado com a perda da moeda. Afinal, ela ainda tinha nove delas guardadas em segurança.
Mas, essa mulher não aceitou passivamente a perda. Ela não se conformou com a derrota. Ela não desistiu de recuperar a moeda perdida.
Muitas vezes, nós somos descuidados em guardar os tesouros que temos e quando os perdemos somos vagarosos e até desanimados para procurar o que se perdeu.
Mas, essa mulher não aceitou passivamente a perda. Ela não se conformou com a derrota. Ela não desistiu de recuperar a moeda perdida.
Muitas vezes, nós somos descuidados em guardar os tesouros que temos e quando os perdemos somos vagarosos e até desanimados para procurar o que se perdeu.
Conformamo-nos facilmente com a derrota como o sacerdote Eli. Preferimos desistir do casamento, dos relacionamentos, do que lutar para recuperar o que se perdeu.
3. A mulher acendeu a candeia para procurar o que havia perdido
Era impossível procurar algo perdido sem acender a candeia. Se queremos reencontrar o que perdemos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma acender a candeia.
A candeia é um símbolo da Palavra de Deus (Salmo 119:105; 2 Coríntios 4:3-6).
Precisamos iluminar nossas mentes, nossos corações e nossos relacionamentos pela luz da Palavra se de fato queremos encontrar esses tesouros perdidos dentro da nossa casa.
4. A mulher varreu a casa para procurar o que se havia perdido
A mulher teve coragem de mexer e remover do lugar muita coisa. Ela teve iniciativa e esforço.
Ela enfrentou o desconforto da desinstalação. Ela levantou muita poeira ao varrer cada canto da casa à procura do seu tesouro perdido.
Se queremos a restituição desses tesouros perdidos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma procurá-los diligentemente. Não podemos ser omissos nem acomodados.
Não podemos ter medo de mexer em algumas coisas já sedimentadas. Não podemos ter medo de desconforto.
Há muitos indivíduos que estoicamente desistem de procurar o que se perdeu em sua vida, em seu casamento, em sua família.
Preferem encontrar justificativas para as perdas a investir tempo na busca do que se perdeu.
Não devemos desistir jamais, pois o desconforto da busca não deve nos privar da alegria do encontro.
Ela enfrentou o desconforto da desinstalação. Ela levantou muita poeira ao varrer cada canto da casa à procura do seu tesouro perdido.
Se queremos a restituição desses tesouros perdidos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma procurá-los diligentemente. Não podemos ser omissos nem acomodados.
Não podemos ter medo de mexer em algumas coisas já sedimentadas. Não podemos ter medo de desconforto.
Há muitos indivíduos que estoicamente desistem de procurar o que se perdeu em sua vida, em seu casamento, em sua família.
Preferem encontrar justificativas para as perdas a investir tempo na busca do que se perdeu.
Não devemos desistir jamais, pois o desconforto da busca não deve nos privar da alegria do encontro.
5. A mulher comemorou com grande alegria o encontro daquilo que estava perdido
A mulher perdeu a moeda no recesso do lar, sob as sombras do anonimato, mas ela celebrou o encontro da dracma publicamente sob os auspícios da luz.
Nossas conquistas e bênçãos devem ser conhecidas e proclamadas.
As outras pessoas devem conhecer nossas vitórias e participar das nossas alegrias.
Nossas conquistas e bênçãos devem ser conhecidas e proclamadas.
As outras pessoas devem conhecer nossas vitórias e participar das nossas alegrias.
Há festa no céu quando um pecador se arrepende e quando o perdido é encontrado; também há alegria diante dos homens quando os tesouros que perdemos dentro da nossa casa são encontrados.
É tempo de acendermos a candeia e pegarmos a vassoura. É tempo de procurarmos diligentemente aquilo que perdemos.
É tempo de celebrarmos com os nossos irmãos as vitórias que vêm de Deus e a restituição das bênçãos de outrora!
É tempo de jubilarmos, juntos com os anjos no céu, quando os perdidos são encontrados.
É tempo de acendermos a candeia e pegarmos a vassoura. É tempo de procurarmos diligentemente aquilo que perdemos.
É tempo de celebrarmos com os nossos irmãos as vitórias que vêm de Deus e a restituição das bênçãos de outrora!
É tempo de jubilarmos, juntos com os anjos no céu, quando os perdidos são encontrados.
Você pode estar se perguntando:
"Uai, Léo, se a parábola é sobre a busca por pessoas perdidas na cegueira do pecado, porque você falou aqui sobre perdas em outro entendimento? Não seria isso uma distorção?"Ao que eu respondo: NÃO, de jeito nenhum! Como vimos, a dracma, dentro do contexto geral da parábola, tem também o significado da perda de outros valores intrínsecos à cultura.
E é justamente essa abertura no leque interpretativo (estando, obviamente, em linha reta com o Evangelho), que torna as parábolas contadas por Jesus essencialmente ricas em seu propósito profético.
Conclusão
Jesus comendo com pecadores é Deus salvando, trabalhando, pois Ele sempre trabalha em prol disso, e até hoje.
O contexto primaz da Parábola da Dracma Perdida nos convida a olhar para o exemplo de Jesus.
A Igreja de Cristo deve agir para com os pecadores assim como nosso Senhor agiu.
É triste ver que muitos se denominam cristãos, mas seguem o exemplo dos escribas e fariseus. Eles não demonstram amor pelos perdidos.
Ao invés de evitar os pecadores de seu tempo, Jesus frequentemente estava acompanhado deles, sem, contudo, se tornar um deles (eis o grande desafio para nós...).
Nosso Senhor se assentava à mesa com eles e ativamente os buscava (Lc 19:5 cf. 19:10; Mateus 14:14, 18:12-14; João 4:4s, 10:16).
Jamais deveríamos correr o risco de desprezar àqueles a quem o Senhor busca.
Como Seus seguidores, devemos proclamar que Cristo veio
"buscar e salvar o que se havia perdido" (Lc 19:10).
Muitas pessoas talvez não dariam importância a uma simples dracma perdida.
Mas tal como aquela mulher buscou sua dracma perdida, Deus busca aqueles a quem o mundo despreza, isto porque o valor e o mérito não estão no perdido, mas nAquele que o encontra.
- Por Leonardo Sérgio da Silva
- [Fonte: Estilo Adoração, por Daniel Conegero; Fhop Church, por Gustavo Brendell e Samuel Bernardo]
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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E nem 1% religioso.
