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domingo, 8 de fevereiro de 2026

TODO "AUÊ" SERÁ CASTIGADO?

'...Desculpe o auê, eu não queria magoar você...' (trecho da música 'Desculpe o Auê', da autoria de Rita Lee [✰1947/✞2023] e Roberto de Carvalho — faixa do álbum "Bombom", 1983, Som Livre).
Creio que muitos estão acompanhando a polêmica em torno da canção intitulada "Auê (A Fé Ganhou)", de Marco Telles & Coletivo Candiero. 

Para não ter visto o auê que essa tal música — que, sim, melodicamente a musiquinha é até interessante, de ritmo envolvente, do tipo que a galera mais, digamos, progressista gosta — só estando não apenas navegando, mas habitando, submerso no oceano do Espírito.

Então, o quiproquó gerado por essa música — com o envolvimento de personalidades do mainstream gospel, como o pragmático Marco Feliciano, dentre outros —, me fez lembrar da fala do apóstolo Paulo, registrada em sua carta aos filipenses. Ele foi, como sempre, direto e duro:
"Cuidado com os cães" (3:2).

Jesus: Use-o sem moderação!


Nem todo líder espiritual leva você para Jesus! Alguns usam o nome de Jesus, falam de Jesus, vestem Jesus, postam Jesus… mas não conduzem a Cristo.

Usam Jesus como ferramenta para manipular, controlar e angariar seguidores.

Isso não acontece só dentro da igreja. Acontece na política, nas redes, nos palcos motivacionais. Jesus virou slogan, amuleto, coach motivacional, argumento de autoridade.

É citado para legitimar discursos, justificar projetos pessoais e blindar ambições. O nome é santo, mas a intenção é humana. E quando isso acontece, pessoas são feridas em nome de Deus.

Ficar atento é questão de sobrevivência espiritual. Entenda de uma vez por todas: 
nem toda voz que cita Jesus serve a Jesus. 
E o mais interessante, é que desde a era apostólica isso acontecia, comprove:
"É verdade que alguns pregam Cristo por inveja e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade. 
Estes o fazem por amor, sabendo que aqui me encontro para a defesa do evangelho. 
Aqueles pregam Cristo por ambição egoísta, sem sinceridade, pensando que podem aumentar a minha aflição na prisão. 
Mas que importa? O importante é que, de qualquer forma, seja por motivos falsos, seja por motivos verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro. De fato, continuarei a alegrar‑me" (Filipenses 1:15-18 — NVI, grifos acrescentados).
Observe o fruto, não o discurso. Onde há culto à personalidade, promessas de salvação humana, messias políticos ou ideológicos, ódio ao “outro lado”, medo constante, culpa crônica, dependência emocional e devoção incondicional, Cristo não está no centro.
O evangelho nunca sequestra a consciência. Ele a desperta. Jesus não manipula, não oprime, não constrange pela culpa, não governa pelo medo, não divide pessoas em inimigos, não inflama o ódio, não infla o ego de ninguém.

Ele não usa feridas para controlar, nem a fé para enriquecer, nem o sagrado para dominar. Jesus não constrói impérios pessoais.
Ele forma discípulos livres e conscientes não só dos direitos — espirituais, constituídos a eles na Cruz do Calvário, como os sociais, garantidos pela Constituição —, como, na mesma proporção, dos seus deveres e responsabilidades.

Por isso, cuidado quando Jesus vira isca. Quando Ele é usado para atrair, mas não para transformar. 

Quando é citado, mas não seguido. Quando serve a projetos humanos, e não ao Reino. Jesus não é ferramenta de controle nem escudo para abusos.
Se não conduz à cruz, não vem de Cristo. Se não tem VERDADE COM AMOR, não é Jesus! 
Se não gera arrependimento com graça, não é evangelho. 
Se não produz liberdade, restauração e vida, pode ter o nome de Jesus, mas não tem o coração dEle.
E Paulo continua ecoando para nós hoje, com a mesma urgência: cuidado.

Isto posto, vamos então, especificamente, à música da discórdia.

"Auê (A Fé Ganhou)"

Marco Telles & Coletivo Candiero feat. Ana Heloysa e Filipe da Guia

Pode entrar, eu ouvi
Alagou o olhar
Quando o lustre tá no chão
Onde os meus estão?
Com a folha, eu aprendi como se deve cair
E agora, com as mãos estendidas
Você quer me levantar, diz que aqui é meu lugar
Com minhas roupas, minhas falhas, minhas brigas

Com a folha, eu aprendi como se deve cair
E agora, com as mãos estendidas
Você quer me levantar, diz que aqui é meu lugar
Com minhas roupas, minhas falhas, minhas birras

Auê (auê-auê, auê-ah, auê-auê)
(Auê-ah, auê-auê, auê-ah, auê-auê)

Com a folha, eu aprendi como se deve cair
E agora, com as mãos estendidas
Você quer me levantar e diz que aqui é meu lugar
Com minhas roupas, minhas falhas, minhas birras

Agora que o Zé entrou e todo mundo viu
E todo mundo olhou, e todo mundo riu
Ninguém se acostumou, mas o céu se abriu
Agora que a fé ganhou e a Maria sambou
Sua saia balançou, alguém se incomodou
Com a cor que ela mostrou, mas o céu coloriu 
Agora que o Zé entrou e todo mundo viu
E todo mundo olhou, e todo mundo riu
Ninguém se acostumou, mas o céu se abriu
Agora que a fé ganhou e a Maria sambou
Sua saia balançou, alguém se incomodou
Com a cor que ela mostrou, mas o céu coloriu (mas o céu coloriu)

Auê, dança na ciranda da fé
Que te abriu (que te abriu) as portas
Auê, solta tua criança até
Explodir em glória

Auê, dança na ciranda da fé
Que te abriu as portas
Auê, solta tua criança até
Explodir em glória

Com a folha, eu aprendi como se deve cair
E agora (e agora), e agora (e agora)

Auê, dança na ciranda da fé
Que te abriu as portas
Auê, solta tua criança até
Explodir em glória

Auê (emolêbamemoê-ê-ê)
Dança na ciranda da fé (emolêbamemoê-ê-ê)
Que te abriu, abriu as portas (abriu as portas)
Auê, solta tua criança até
Explodir em (explodir) glória (emalêbamemoê-ê-ê

Um "auê" ou um "aleluia"?

Antes de fazer qualquer consideração sobre essa polêmica, que, na minha opinião, já está ultrapassando a linha limítrofe entre o exagero e a hipocrisia, fiz questão absoluta de ouvir todo o álbum "O Grande Banquete", para basear minha opinião não em achismos, recortes ou réplicas das opiniões alheias. Ser "papagaio de pirata", graças a Deus, não é o meu forte.
Penso que a problemática da tal canção 'Auê...' não está na estética musical ou na brasilidade cultural expressada no projeto. Vejo uma outra questão bem séria e já irei abordá-la.

Particularmente achei a estética linda: a disposição do público em volta do palco num formato arquibancada, com muita alegria, vigor e sinceridade nas expressões de louvor. O povo cantou como quem ama forte.

Os músicos em sinergia com toda expressividade do ambiente. E a musicalidade é linda! Não temos dificuldade com a brasilidade.

Está tão belo, com tantos temperos e camadas que dá dó ver que, terem colocado provocações, obviamente sabendo que a igreja iria polemizar (não acredito que os responsáveis pela produção dessa canção ignorassem — fazendo um trocadilho contextual — o auê que ela causaria), fez-se pouco notado tantos outros valores que o grupo carrega.

E para mim, o problema está aí. A igreja não tem dificuldade com brasilidade. 

Acho que a galera da MPB tem mais resistência com a tendência sonora e estética britânica na cena musical dos louvores das igrejas do que a própria turma do — penso eu, também assaz questionável — "worship".

Não vejo o pessoal do worship afetado pela brasilidade dos irmãos que louvam com forró.

Como ia dizendo, o problema está, ao meu ver, do Coletivo Candiero escolher o caminho da provocação, que, sabidamente daria discórdia e sentimentos facciosos e levaria irmãos a pecar utilizando réguas de julgamentos e ignorância que já estamos vendo na repercussão da polêmica canção 'Auê...'.

Só acho que poderia ser diferente. Marco Telles acertou em cheio na embalagem e conteúdo de "Colossenses e Suas Linhas de Amor" em parceria com FHOP.

Comunicou boa teologia, musicalidade original e congregacional (ao mesmo tempo), estética regionalista, sotaque brazuca com centralidade de Cristo.

Todos olharam para a essência, Cristo, e se deliciaram com a musicalidade e temperos compartilhados pelo Marco.

A análise da letra me levou a algumas perguntas:
  • Com quem eu aprendo a cair?
  • Quem estende a mão para me levantar da queda?
  • Quem é o Zé que entrou e todo mundo viu?
  • Onde o Zé entrou e como entrou?
  • E por que todo mundo riu?
  • Quem é a Maria que sambou e sua saia balançou?
  • Qual a cor que ela mostrou e ninguém se incomodou?
  • Que porta foi aberta pela ciranda da fé?
  • O que é a ciranda da fé?
  • Que criança deve ser solta até explodir em glória?
Quando uma canção que se pretende ser cristã levanta tantas perguntas, alguma coisa está errada.

Não existe nenhuma alusão a Deus, a Jesus ou ao Espírito Santo, nem mesmo indireta. Não existe nenhum elogio ao caráter e à natureza de Deus. 

Não existe absolutamente nada relacionado às obras do Deus Triúno da Bíblia. 

Portanto, a primeira conclusão a que podemos chegar é que não se trata de uma canção de louvor a Deus.

Pelo vocabulário do poeta, me pareceu mais uma canção de entretenimento que revela um sincretismo religioso bastante claro, particularmente ressaltando conceitos dos cultos de matriz africana praticados no Brasil.

Baseado no meu conhecimento bíblico e teológico, além da minha experiência pastoral de décadas, afirmo que esta canção não é absolutamente recomendável num culto cristão.

A música tem causado um auê tremendo!


Mas agora virou um problema, lacração ideológica, sutil tendência esquerdista, segregação, oposição e distanciamento de quem o grupo precisa trazer para perto.

Cristo saiu do centro e a cultura (não me refiro a brasilidade) da lacração a preço da divisão entre irmãos recebeu maior destaque.

Quem produziu sabe no que daria.

Acredito que o alvo foi alcançado, só não sei dizer se Cristo foi glorificado (se é pelos frutos que conhecemos a árvore, acredito poder afirmar que não).

Estourando bolhas


Não quero dar uma de profeta do caos, contudo, esse episódio da música, não deve ser encarado como um fato isolado ou que não mereça a devida atenção, pois sinaliza algo maior. 

Mas precisamos ser honestos. Estamos vivendo um dos momentos mais difíceis da história recente da igreja evangélica brasileira.

Há uma barragem prestes a estourar. E não é surpresa. São anos de má teologia acumulada. 

Um evangelho reduzido, raso, diluído, misturado com legalismo, ideologias e interesses que nunca deveriam ter ocupado o centro.

Uma teologia fast food que é tão saudável quanto uma dieta rica em macarrão instantâneo com molho de salsichas.

O resultado é devastador. E os sinais estão por toda parte.

Qualquer fala vira munição. Tudo é arrancado do contexto, lido por lentes ideológicas e não bíblicas. Igrejas são julgadas superficialmente.

Vídeos são postados com acusações sem qualquer compromisso com a verdade.

O importante é alarmar, lacrar, monetizar, ganhar engajamento, atrair quadrilhões de seguidores, preferencialmente ignorantes úteis, não precisa nem ter neurônios, basta ter agilidade motora na hora dos likes.

Pastores viram inimigos. Todo mundo vira especialista. Rápidos para falar, postar e condenar. Lentíssimos para ouvir, compreender e discernir.

Em vez de buscar reconciliação, praticar a comunicação direta e lidar biblicamente com conflitos, muitos preferem a exposição pública. 

Não para restaurar, mas para parecerem melhores que os outros. Velho farisaísmo com estética digital.

O mais preocupante é que boa parte da massa cristã perdeu a capacidade de pensar biblicamente. Falta critério. Falta filtro. Falta maturidade espiritual para analisar o que está acontecendo à luz das Escrituras, e não dos algoritmos.

Pior do que um país dividido é uma igreja dividida.

O que fazer diante desse cenário?

  • 1. Encontre uma igreja local saudável e viva a fé nela — A vida cristã não foi desenhada para ser vivida no Instagram. É local, comunitária, encarnada. É pertencer, servir, amar, se importar, congregar.
  • 2. Busque profundidade real na sua relação com Cristo  — por meio da Palavra (Colossenses 2:6,7). Saia da superficialidade. Menos influencers. Mais Bíblia.
  • 3. Resgate uma vida de oração   Como disse Spurgeon (✰1934/✞1892), viver sem oração é viver sem Cristo.

Conclusão


Talvez esse momento esteja expondo o que realmente somos. Não para nos destruir, mas para nos confrontar. 

O caminho não será mais barulho, nem mais eventos. 

Será arrependimento, maturidade e retorno ao essencial:
  • Cristo no centro.
  • A Palavra como filtro.
  • A igreja local como lugar de formação.
  • Menos reação.
  • Mais ação.
  • Mais testemunhos (ou seja, vivência do Evangelho puro e simples).
  • Menos discursos.
  • Mais discernimento.
  • Menos palco. 
  • Mais cruz.
Tudo é lícito... Mas nem tudo é conveniente.
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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E nem 1% religioso.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

ESPECIAL — O SACERDÓCIO, À LUZ DA BÍBLIA

"Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou na tenda do Testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores, e brotara renovos, e dera amêndoas" (Números 17:8).
Dentre os princípios fundamentais defendidos pelos reformadores do século XVI, está o "Sacerdócio Universal dos Fiéis" ou "Sacerdócio de Todos os Crentes".

Os outros princípios, dos quais este decorre, são as Escrituras como norma suprema de fé e vida e a salvação pela graça mediante a fé, alicerçada na obra redentora de Jesus Cristo.
A doutrina do sacerdócio universal dos crentes afirma que todos os crentes em Cristo compartilham de seu status sacerdotal; portanto, não há uma classe especial de pessoas que mediam o conhecimento, a presença e o perdão de Cristo para o restante dos crentes, e todos os crentes têm o direito e a autoridade para ler, interpretar e aplicar os ensinamentos das Escrituras.
Mas o fato é que muitos falam sobre o ministério sacerdotal sem, de fato, ter a noção bíblica/teológica do seu significado, que sobre o que iremos abordar no texto deste especial.

O Sacerdócio na Antiga Aliança


Embora o Velho Testamento apresente claramente a noção de um ofício sacerdotal exercido por elementos da tribo de Levi em benefício do povo de Israel, existem passagens que antecipam um entendimento mais amplo dessa função.
"Se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade particular dentre todos os povos… vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa" (Êxodo 19:5,6).
Outro texto relevante é Isaías 61:6:
"Vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus".
No Antigo Testamento, os sacerdotes tinham a responsabilidade de servir como intermediários entre Deus e o povo, oferecendo sacrifícios pelos pecados do povo para que pudessem ser reconciliados com Deus.

Esses sacrifícios eram contínuos, pois, como Hebreus 8 nos ensina, todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados.

O sacerdócio do Antigo Testamento era vital para manter a relação do povo de Israel com Deus.

No entanto, ele era limitado, pois os sacerdotes também eram pecadores e precisavam oferecer sacrifícios por si mesmos.

Além disso, os sacrifícios eram temporários e precisavam ser repetidos constantemente.

Não são palavras, mas procedimento.
"Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza" (1 Timóteo 4:12).
O renovo é a busca constante do Senhor em oração e crescimento na comunhão.

Sem isso, o sacerdote ficará enfraquecido (Salmo 51:17).

Se um sacerdócio não está produzindo frutos, fez-se necessário uma reflexão urgente de quem está ocupando o ofício sagrado.
"Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos" João 15:8 

A vara de Arão — Um sacerdócio aprovado por Deus!

O sacerdócio de Arão, instituído por Deus no Antigo Testamento, estabeleceu a linhagem dos primeiros sumo sacerdotes de Israel, sendo fundamental para a mediação entre Deus e o povo.

Arão foi o primeiro a oficiar o sistema sacrificial, garantindo a santidade no Tabernáculo, a expiação dos pecados e apontando para a intercessão de Jesus Cristo.

O sacerdócio aarônico foi fundamental para estruturar o culto, a obediência e o perdão no Antigo Testamento, estabelecendo a necessidade de intercessão no relacionamento entre a divindade e os israelitas.

Há detalhes que distinguem o sacerdócio aarônico que merecem ser destacados:
  • Arão não escolheu o sacerdócio —mas foi escolhido por Deus;

  • Arão não pediu para ser o porta-voz de Moisés — Deus o ordenou a assistir Moisés;

  • Arão não pediu a confirmação de sua vocação — Deus ordenou que Moisés tivesse essa iniciativa.

  • Resultado: Onze varas permaneceram secas — a de Arão floresceu. Floresceu — ficou diferenciada na aparência; brotou renovos — ficou mais fortificada do que antes; produziu amêndoas - deu frutos, "não ocupou a terra inutilmente".

  • Um ministério aprovado é produtivo — Tudo ao redor pode estar estagnado, parado; mas o servo fiel colherá grandes safras.
O florescimento é o bom testemunho social, familiar e espiritual.

O sacerdócio na Nova Aliança


No Antigo Testamento, como vimos, o sacerdócio era restrito a uma família específica, a de Aarão [Arão], da tribo de Levi, mas com a vinda de Cristo, o sacerdócio foi transformado radicalmente.
No Novo Testamento, todos nós, em Cristo, somos chamados a participar do sacerdócio real, com novas responsabilidades e privilégios (1 Pedro 2:9,10).
Isso significa que os cristãos não dependem dos sacerdotes dentro da igreja para interpretar as Escrituras ou para receber a bênção do perdão de Deus; todos os cristãos são igualmente sacerdotes por meio de Cristo e estão em pé de igualdade diante da cruz.

Embora houvesse um grupo seleto de sacerdotes no Antigo Testamento, que mediavam o conhecimento, a presença e o perdão de Deus para o restante de Israel, Cristo veio e cumpriu o papel sacerdotal por meio de sua vida, morte e ressurreição.

Portanto, Cristo foi o mediador sacerdotal final entre Deus e seu povo, e os cristãos compartilham desse papel por meio dEle.

Jesus, nosso "Sumo Sacerdote", ofereceu-se a si mesmo como sacrifício uma vez por todas, para nos redimir de nossos pecados (Hebreus 4:14-16).

Ao contrário dos sacerdotes do Antigo Testamento, que precisavam oferecer sacrifícios repetidamente, Jesus, com um único sacrifício, cumpriu completamente a obra da redenção.

Agora, os crentes participam do sacerdócio de Cristo. Isso significa que cada cristão, sem exceção, é chamado a ser um sacerdote, oferecendo suas vidas como "sacrifício vivo, santo e agradável a Deus".

Esta é uma mudança radical que democratiza o sacerdócio e nos convida a todos a participar da obra redentora de Cristo.

Como participantes do sacerdócio de Cristo, a Igreja carrega uma grande responsabilidade. Hebreus 7 nos lembra que Cristo vive para interceder por nós. 

Da mesma forma, nós, como sacerdotes no Novo Testamento, somos chamados a interceder uns pelos outros e por aqueles que ainda não conhecem a Deus. 

A intercessão é um aspecto crucial do nosso sacerdócio, refletindo o coração de Cristo que continuamente clama ao Pai em favor de Seu povo.

Além da intercessão, somos chamados a ser um povo que oferece "sacrifícios espirituais agradáveis a Deus" diz Pedro. Isso inclui não apenas a oração e o louvor, mas também o serviço abnegado aos outros, o testemunho fiel do Evangelho, e a vivência de uma vida santa e consagrada a Deus.

A Igreja, como corpo de Cristo, é a extensão do Seu sacerdócio no mundo. Nossa função é dupla: interceder pelos pecadores e levar o Evangelho de salvação a todas as nações. Este é o nosso papel sacerdotal — ser aqueles que, em Cristo, trazem reconciliação entre Deus e os homens.

Além disso, como sacerdotes, somos chamados a ter os mesmos sentimentos e responsabilidades de Cristo para com Seu povo e aqueles que ainda não O conhecem.

Cristo, pelo Seu sacrifício, resgatou a humanidade dos seus pecados e continua a viver para interceder por ela.
🚨Isso não significa que devemos abolir as autoridades pastorais ou ministeriais. 
Embora essas autoridades façam parte da maneira pela qual Deus abençoa sua igreja com instrução na sã doutrina, aqueles que detêm autoridade eclesiástica precisam do restante do corpo da igreja tanto quanto eles.🚨
Da mesma forma, somos chamados a nos identificar com as dores, necessidades e esperanças das pessoas ao nosso redor, apresentando-as a Deus em oração e serviço.

Jesus, Sacerdote real

A Bíblia diz que Jesus é o nosso Sumo Sacerdote. Cristo é o Sumo Sacerdote perfeito e eterno.

Seu sacerdócio não tem origem na ordem levítica, mas pertence a uma ordem superior.

O escritor de Hebreus, por exemplo, aborda diretamente esse tema e destaca a superioridade do sacerdócio de Cristo em sua epístola.

Cristo é superior a Arão e à ordem levítica! O escritor de Hebreus afirma claramente essa condição em sua epístola.

Esse tema está presente na maior parte do conteúdo da Carta aos Hebreus.

A partir de Hb 4:14, o autor neotestamentário começa a fazer sua exposição sobre o sacerdócio de Cristo.

Antes, ele já havia mostrado a superioridade do Senhor em relação a Moisés e Josué.

Moisés é o servo fiel, mas Cristo é o Filho fiel. Josué conduziu o povo à conquista de um repouso terreno e temporário, mas Cristo conduz seu povo a um repouso celestial e definitivo (Hb 3-4).

Então no final do capítulo 4, o escritor bíblico indica pela primeira vez em sua carta o sacerdócio de Cristo (14-16).

Como mensageiro de Deus, Cristo é superior a Moisés e a Josué, e como Sumo Sacerdote, Ele é superior a Arão e à ordem levítica (Hb 4:14; 5:10).

Como ele era contemporâneo de Abraão, obviamente ele não pertencia a sua linhagem, portanto, ele não fazia parte do povo judeu.

Mesmo assim, a Bíblia diz que ele era sacerdote de El Elyon, isto é, do Deus Altíssimo, e seu sacerdócio era tão legitimo que o próprio Abraão pagou dizimo a ele e foi abençoado por ele (Gênesis 14).

Para tanto, ele recorre à figura veterotestamentária de Melquisedeque.

Dessa forma, ele faz exposição mostrando que Cristo é Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.

Isso faz com que muita gente fique em dúvida sobre o que é a "ordem de Melquisedeque" e qual o seu significado.

Quem foi Melquisedeque?

Para entendermos isso, primeiramente precisamos entender que Melquisedeque foi um rei que viveu no tempo do patriarca Abraão.

Melquisedeque. Um nome que aparece poucas vezes nas Escrituras Sagradas, porém, carrega um significado profundo e intrigante.

Mas afinal, quem foi Melquisedeque na Bíblia?

Melquisedeque é uma figura histórica e misteriosa que aparece na narrativa bíblica no livro de Gênesis.

Como ele é mencionado sem maiores informações, diferentes interpretações já surgiram sobre sua pessoa.

Já foi dito que ele era um anjo; uma aparição do próprio Cristo; uma manifestação visível do Espírito Santo; e até mesmo Enoque, aquele que foi arrebatado ao céu.

Todas essas sugestões são meras especulações que não encontram fundamento bíblico. Saiba mais sobre quem foi Melquisedeque.

A Bíblia simplesmente diz que Melquisedeque era um rei-sacerdote de uma cidade chamada Salém.

Seu nome, Melquisedeque, significa "rei de justiça".

Já o nome de sua cidade, Salém, significa "paz". É bem possível que Salém era o nome primitivo de Jerusalém.

O escritor de Hebreus utiliza inclusive esses significados para falar sobre como Melquisedeque foi um tipo de Cristo.

Seu nome, combinado ao nome de sua cidade, transmitem o sentido de "rei de justiça e de paz".

Obviamente essa é uma designação muito apropriada para alguém tipifica o Messias.

Melquisedeque não era qualquer sacerdote. A Bíblia diz que ele era sacerdote de El Elyon, isto é, ele era sacerdote do Deus Altíssimo.

Mas Melquisedeque viveu numa época em que o sacerdócio hebreu ainda não havia sido instituído. Isso significa que ele não pertencia à ordem levítica.

Na verdade ele foi contemporâneo de Abraão, o grande patriarca de quem se originou as tribos de Israel.

Abraão, quando o encontrou, pagou dizimo a Melquisedeque, e foi abençoado por Ele (Hb 7:4-10).

Portanto, ao se referir a Melquisedeque, o Salmo 110 está apontando para um sacerdócio que é diferente do sacerdócio levítico, um sacerdócio que combina as funções de rei e sacerdote.

Este é um sacerdócio eterno, não baseado na linhagem física, mas estabelecido pelo próprio juramento de Deus.

O salmista Davi escreveu sobre a maravilhosa promessa de um sacerdote real como Melquisedeque (Sl 110:4).

Portanto, ao se referir a Melquisedeque, o Salmo 110 está apontando para um sacerdócio que é diferente do sacerdócio levítico, um sacerdócio que combina as funções de rei e sacerdote.

Este é um sacerdócio eterno, não baseado na linhagem física, mas estabelecido pelo próprio juramento de Deus.

Tudo isso mostra a importância, autoridade e superioridade de Melquisedeque.

Por isso os escritores bíblicos falam de seu sacerdócio como prefigurando uma ordem superior, cumprida finalmente em Cristo. 

O sacerdócio na igreja medieval


O sacerdócio na Igreja medieval era a espinha dorsal da sociedade, agindo como mediador essencial entre Deus e os fiéis, com grande poder espiritual e influência social.

Os padres administravam os sete sacramentos, lideravam o culto e, frequentemente, eram os únicos instruídos em comunidades paroquiais, embora muitos fossem pouco instruídos antes de reformas tardias.

Segundo a visão da época, os clérigos eram "aqueles que oram" (oratores), responsáveis pela salvação das almas em uma estrutura social dividida entre quem guerreava e quem trabalhava.

O grande poder gerou crises, como a Questão das Investiduras (conflito sobre quem nomearia os bispos: o Papa ou os Reis) e problemas de corrupção, como a venda de cargos eclesiásticos (simonia).

Isso levou a reformas importantes, como a de Cluny e as mudanças impostas pelo Papa Gregório VII, que consolidaram o celibato e a autonomia da Igreja.

Em contraste com as crenças da igreja medieval, a doutrina protestante do sacerdócio universal dos crentes sustenta que não existe mais uma classe sacerdotal dentro do povo de Deus, mas que todos os crentes compartilham do status sacerdotal de Cristo em virtude de sua união com Ele.

Implicações


O fato de todos os crentes serem sacerdotes significa que não apenas os ministros, mas também o fiel comum, têm o direito e a autoridade para ler, interpretar e aplicar os ensinamentos da Bíblia. Uma casta de sacerdotes não possui esse direito.

Não precisamos mais depositar nossa fé implícita nos ensinamentos do magistério da igreja (o braço oficial de ensino da igreja), mas, como os bereanos nos dias do apóstolo Paulo, podemos aprender imediatamente com a palavra de Deus e a instrução do Espírito Santo (Atos 17:11).

Portanto, toda pessoa que está unida a Cristo participa do seu ofício sacerdotal, mas essa grande bênção não significa que devamos rejeitar a autoridade, a função e o ofício de ministro.

Somos, de fato, uma nação santa e um reino de sacerdotes. Cristo concede esse santo ofício a todos os cristãos por meio do derramamento do Espírito.

Mas, além dessa bênção, Cristo também deu dons à igreja:
"E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado" (Efésios 4:11,12).
Sacerdócio universal
TODOS somos sacerdotes (e sacerdotisas)

Imagem gerada com recurso da IA
Os pastores e mestres da igreja são sacerdotes como o restante do corpo de Cristo, mas o Espírito Santo os capacita de maneira singular para que possam equipar a igreja para o seu próprio crescimento na graça e na proclamação do evangelho.

Esses pastores e mestres não pertencem a uma ordem superior do ser, como na compreensão medieval. Em vez disso, são uma parte do corpo de Cristo, não maiores do que qualquer outra parte, mas necessários mesmo assim.
O pastor não pode dizer à pessoa no banco:
"Não preciso de você porque o Espírito me capacitou a ser pastor".
Por outro lado, a pessoa no banco não pode dizer ao pastor:
"Não preciso de você porque sou sacerdote em Cristo".
Deus, em sua soberania, organizou o corpo de Cristo de tal maneira que cada parte, embora diferente em função e dons, necessita de todas as outras partes (1 Coríntios 12:4-26).

Os pastores e mestres da igreja são sacerdotes como o restante do corpo de Cristo, mas o Espírito Santo os capacita de maneira singular para que possam equipar a igreja para o seu próprio crescimento na graça e na proclamação do evangelho.

Esses pastores e mestres não pertencem a uma ordem superior de existência, como na compreensão medieval. Em vez disso, são uma parte do corpo de Cristo, não maiores do que qualquer outra parte, mas necessários mesmo assim.

Conclusão

O sacerdócio de todos os cristãos é tanto uma responsabilidade quanto um privilégio, um serviço tanto quanto uma posição.

Deus fez-nos um corpo, um "bolo" (imagem favorita de Lutero). Nossa unidade e igualdade em Cristo é demonstrada por nosso amor mútuo e nosso cuidado uns pelos outros.
O fato de que somos todos sacerdotes e reis significa que cada um de nós, cristãos, pode ir perante Deus e interceder pelo outro. 
Tudo isso implica que ninguém pode ser um cristão sozinho. Assim como não podemos nascer de nós mesmos, ou batizar a nós mesmos, da mesma forma não podemos servir a Deus sozinhos.

Aqui, abordamos outra grande definição da igreja apresentada por Lutero: communio sanctorum , uma comunidade de santos.

Mas quem são os santos? Não são supercristãos que foram elevados à glória celeste, em cujos "méritos" podemos conseguir ajuda nos caminhos da vida. Todos os que creem em Cristo são santos.

Quando desejar fazer alguma coisa pelos santos, volte sua atenção para os vivos, não para os mortos.

O santo vivo é seu próximo, o nu, o faminto, o sedento, o pobre que tem esposa e filhos e sofre humilhações. Dirija sua ajuda a eles, comece seu trabalho aqui.

Uma comunidade de intercessores, um sacerdócio de amigos que se ajudam, uma família em que as cargas são compartilhadas e suportadas mutuamente — essa é a communio sanctorum.

Alegrem-se porque, por causa da sua união com Cristo, vocês participam de tudo o que Ele é e faz.

Nesse caso, o seu ofício de sumo sacerdote significa que vocês também são sacerdotes santos e reais.
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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E nem 1% religioso.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

📔BÍBLIA ABERTA📖 — CULTO/CAMPANHA DE LIBERTAÇÃO: FATO OU FAKE?

"Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. (...) Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres..." (João 8:36; 15:3).
Neste capítulo da nossa série especial de artigos, Bíblia Aberta, vamos não apenas enfiar a mão, mas entrar nus dentro de um verdadeiro vespeiro.
Sofrimento, abandono, doença, fome, violência, dependência de drogas, mortes são uma realidade nas notícias diárias.

O avanço das ciências da saúde e da medicina, as políticas de prevenção de doenças somadas a projetos com recursos bem aplicados têm melhorado as condições de vida, o que é evidenciado com o aumento da longevidade e diminuição da taxa de mortalidade infantil.

Mas o problema do mal — incluindo as doenças e enfermidades — é mais complexo.

Sua erradicação não depende somente de planos eficientes mais localizados: o mal em grande parte subsiste num sistema perverso de dominação que mantém os pobres reféns dos ricos e poderosos.

É necessário converter também os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse na sociedade de hoje, para que aconteça uma libertação integral do ser humano.

Por causa do mal disseminado em estruturas injustas, muitos inocentes padecem.

As consequências são as variadas formas de sofrimento do povo, que se pergunta:
"O que fizemos de errado para merecer isso?" 
E quando não veem saída, é comum as pessoas assim se expressarem: 
"Só por Deus mesmo para sair dessa situação".
Na Bíblia, a história do Jó paciente reflete o conformismo nas palavras:
"Recebemos de Deus os bens, não deveríamos receber também os males?" (Jó 2:10).
Jó é figura de tantas vítimas de hoje, que não têm a quem recorrer.

Muitos se refugiam na religião, esperando uma cura miraculosa, buscam Jesus milagreiro e exorcista.

Outros buscam explicação da origem do mal num princípio negativo, que compete com as forças do bem.

Com isso, a responsabilidade do mal é descarregada sobre demônios ou espíritos do mal.

O povo sofredor é uma grande parcela da sociedade doente que clama por socorro, saúde, libertação. Cura e libertação são temas correlatos.

Cura e libertação dentro do contexto bíblico


No contexto bíblico, ser curado significa o pleno restabelecimento da pessoa, resgate de sua dignidade de ser humano, superação dos males, reintegração na comunidade e no serviço a ela.

É algo que transcende a vida presente e a projeta na vida eterna. Inspirados no cuidado de Jesus com os doentes e endemoninhados, os cristãos encontram o sentido profundo para a atenção aos doentes e à superação dos males.

A Bíblia é muita clara ao mostrar que Cristo levou sobre si toda maldição da lei e que o pecado legou à humanidade, e que agora, para os que estão unidos a Cristo mediante a fé, não há mais nenhuma condenação ou maldição:
Portanto, embora a intenção seja boa, na maioria dos casos, é um grande engano fazer campanhas de quebra de maldição familiar, financeira, ministerial etc.

E se...


Alguém pode apresentar o seguinte contra-argumento:
"mas tais campanhas visam abençoar e libertar pessoas que não são crentes e que ainda estão sob maldições".
Porém, isso é outro engano, pois a Bíblia mostra claramente que é quando alguém se converte a fé em Cristo que toda maldição é quebrada de sua vida, não havendo mais necessidade alguma de campanha disso ou daquilo outro para libertá-lá de algum mal espiritual.
Na verdade, tais campanhas, representam uma ofensa a obra redentora de Cristo, pois agem como se a obra de Cristo na cruz tivesse sido insuficiente e fosse carente de algum complemento da nossa parte.

A coletividade é algo presente na igreja de Cristo, a maioria das coisas que fazemos é no âmbito coletivo. Isso de certo modo é muito bom, o Senhor trabalha na união dos irmãos e deseja que todos nós sejamos "um".

A utilização de campanhas e correntes é um método de fazer com que o coletivo se una no mesmo propósito.

Não vemos problema no método de campanhas, mas no conteúdo e na intenção da campanha. Podemos fazer uma campanha de estudo da Palavra, uma campanha de renúncia, uma campanha do arrependimento, uma campanha de santidade, uma campanha do perdão, uma campanha da comunhão..., por exemplos.

Creio que isso seria muito bom. Podemos [e devemos] fazer campanhas de oração, isso estimula e incentiva o cristão a ter momentos de consagração ao Senhor (Embora todos nós devêssemos fazer isso sem que houvesse a necessidade de uma campanha).

Mas de modo geral, não há problema em fazer campanhas ou correntes de oração, jejum, consagração, estudo bíblico e etc.

Onde reside o problema então?


Temos dois problemas fundamentais: O conteúdo doutrinário da campanha e a intenção/motivação para se fazer a campanha.

Infelizmente, nestas igrejas que vivem de campanhas, não vemos nenhuma campanha do tipo:
"Grande Campanha do Genuíno Arrependimento", venha se arrepender dos seus pecados!
Geralmente as campanhas são de outro teor. Campanha da vitória, campanha da prosperidade, campanha do "desencapecatamento", a queda das muralhas, campanha da conquista, campanha da cura, da unção, do milagre (às vezes do milagre urgente...), etc.

Cremos que o(a) caro(a) leitor(a) já se deparou com algo parecido e sabe que o que estou relatando a mais pura verdade.

Vemos que as campanhas não estão voltadas à consagração do crente, muito menos de ajudar o cristão a se transformar na pessoa que o Senhor deseja que ele seja.

A verdade é que as campanhas são feitas para suprir as necessidades pessoais e individuais dos participantes. O principal foco é solucionar diversos problemas da vida da pessoa, como casamento, finanças, enfermidade, etc.

Dois outros problemas que vejo nessas campanhas de quebra de maldição:
  • 1. O estúpido negacionismo da ciência — Elas espiritualizam coisas que podem e precisam ser tratadas através das ciências médicas (um meio da graça de Deus para aliviar nossos sofrimentos físicos e psicológicos);
  • 2. A espetacularização do diabo — Elas transferem para o diabo coisas que têm mais a ver com a responsabilidade moral do ser humano e decisões que ele precisa tomar para que sua situação mude, dando ao inimigo um protagonismo que ele nunca teve e que nunca terá. Nesses cultos, o "diabo" dá entrevistas, dá show performático, faz gracinhas de tudo quanto é tipo, atraindo para si todas as atenções e todos os holofotes: é câmera, luz e ação!
O culto acaba mudando de sentido. O culto foi feito para entregarmos adoração a Deus, mas os homens estão fazendo cultos para que Deus entregue bênçãos à eles. Ou seja, não vou no culto entregar minha adoração, vou para buscar minha benção.

O primeiro a prometer bênçãos desde que fosse cultuado foi satanás (Mateus 4:8–11).

Por isso as igrejas que vivem de campanhas estão lotadas, e muitas vezes, as igrejas bíblicas estão mais vazias.

Na verdade estas pessoas que frequentam essas campanhas não estão atrás de Deus, mas da benção de Deus.

Não estão preocupadas com a face do Senhor, mas com suas mãos. Devemos buscar o Deus da benção, não somente a benção de Deus.

Problema doutrinário


Como já dito, um dos maiores problemas são as doutrinas pregadas nestas campanhas. Os textos são tirados de contexto sem nenhum escrúpulo.

Qualquer texto que falar sobre portas, já quer dizer portas abertas para prosperidade, qualquer texto que disser sobre chaves, já serão utilizados para falar das chaves da vitória.

Temos que entender que muitos textos não são universais, mas individuais e únicos da época em foram vivenciados.

Os exemplos mais clássicos de distorção bíblica são os textos de Josué (nas muralhas de Jericó e nas terras que ele conquistaria pisando com seu pé). 

Algumas pessoas tem usado as "sete voltas" para obter tudo o que desejam, como um ritual místico de "aquisição de bens de forma espiritual".

Gente! Lemos isso uma vez na Bíblia e foi de forma específica para Josué numa batalha direcionada pelo Senhor, em nenhum outro texto das Escrituras vemos isso se repetindo.

Mostrando que não foi um relato "normativo", mas apenas "descritivo", para que pudéssemos olhar o poder do Senhor e ver que ele estava guiando Josué em todo o tempo.

Como também já foi dito, o problema não está em fazer uma campanha, mas no resultado que os líderes querem alcançar com as mesmas.

A maioria das campanhas estão atreladas com entregas financeiras. Nestas igrejas é usado o termo "sacrifício".

Vemos nas religiões pagãs que esta prática é muito comum. Por exemplo, para que um(a) líder religioso(a), nas vertentes de raízes africanas (conhecido(a) como "Pai/Mãe de Santo") possa fazer um trabalho de macumba, é pedido um valor, um sacrifício.

Não só pelo líder, mas também pela entidade espiritual, a entidade que vai receber as oferendas também pede o que deseja receber, geralmente pinga, charuto, animais em sacrifícios e até mesmo corpos humanos.

Parece que algumas igrejas querem usar a mesma prática da macumba nas campanhas, pois o que é oferecido ao cristão é uma espécie de "barganha" com Deus.

Exemplo: Você tem que sacrificar ao Senhor alguma coisa pra que ele possa te dar o que você deseja!

A Graça de Deus é anulada com estas condutas, pois querem pagar aquilo que o Senhor fez gratuitamente.

Na verdade, a intenção de muitos é a arrecadação financeira e não que o povo seja abençoado.

Como já foi dito no tópico anterior, sobre símbolos proféticos, geralmente estes símbolos estão atrelados a valores financeiros.

A pessoa tem que comprar os objetos e assim o mesmo se torna um produto de comércio dentro dos templos.

Pergunte a estas pessoas quanto custa uma "arca da aliança", pergunte quanto custa um pingente, um Mezuzá, um tijolinho...

Você vai se espantar ao ver que milhares de reais são depositados em símbolos proféticos, que acabam se tornando patuás, amuletos nas casas de muitos cristãos.
As campanhas viraram comércio de produtos, se tornaram estratégias para arrecadação financeira. 
Deus, por certo, cobrará contas de todos estes líderes que fazem do evangelho uma forma de enriquecimento ilícito e usam as ovelhas do Senhor como fonte de lucro!

Conclusão


Enfim, tais campanhas não passam de estratégia de lideranças para atrair as pessoas e assim melhorar as arrecadações de sua igreja-negócio.

Esses líderes religiosos, mesmo não tendo boa formação bíblica e teológica, findam alcançando algum êxito por causa da linguagem piedosa que usam e por se dirigir a um público-alvo mais dado ao misticismo e a credulidade barata e que, quase sempre, se acha em alguma situação de desespero ou refém a uma fé supersticiosa (um público ainda muito grande no Brasil, tanto por razões históricas e culturais, bem como econômicas e sociais).
  • [Fonte: Teologar; Os Cinco Solas, original por Geraldo José Ferreira]
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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

TEOLOGANDO — A DOUTRINA DA SOBERANIA DE DEUS

“'...eu sei que o Senhor é grande e que o nosso Deus está acima de todos os deuses'.” (Salmo 135:5).
Quando iniciei os estudos para o meu bacharelado em Teologia, recebi a indicação de um livro fabulo, “Deus é Soberano”,
Editora Fiel, 184 páginas, 2022
do teólogo inglês Arthur W. Pink (✰
1856/✞1952).

Nele, de forma magnífica, o autor desenvolve o tema da importante, indispensável e necessária... — entretanto, infelizmente, pouco ensinada — Doutrina da Soberania de Deus, que é também o tema deste capítulo da nossa série especial de artigos, "Teologando". 

Esse livro exerceu um grande impacto na minha vida e na maneira como passei a entender a soberania de Deus.

Qual a importância da Doutrina da Soberania de Deus?


'Nenhum Deus Como Tu' | Nívea Soares, faixa do álbum "Rio Ao Vivo" ℗2007
Ela é importante, porque trata-se de uma doutrina que se estende a todas as áreas da nossa vida. 

Para algumas pessoas, o mundo funciona como uma máquina obedecendo algumas leis da natureza, sem qualquer interferência de Deus.

Esse é o ensino do deísmo, termo que descreve a crença em um Deus ausente, que criou o mundo, estabeleceu suas leis e saiu de cena.

Nada tão longe da verdade bíblica. Dizer que Deus é soberano significa dizer que ele é supremo e tem autoridade sobre todas as coisas.

Ele é o governante supremo e nada acontece sem a sua vontade.

A doutrina da Soberania de Deus na vida do cristão


'Tu És Soberano' | Novo Som, faixa do álbum "Passaporte" ℗1992
A soberania de Deus é uma doutrina que traz enorme consolo para o crente.

Principalmente em situações desesperadoras quando nos deparamos com nossa finitude e limitações.

Ela também gera e nutre em nós outra importante doutrina: a da Dependência de Deus.

E mais, não há qualquer contradição entre soberania de Deus e responsabilidade humana.

Quanto mais conhecemos o que significa dizer que Deus é soberano, mais oramos, mais evangelizamos, mais descansamos e mais confiamos em sua sábia e providente direção.

É impressionante como às vezes nos esquecemos de que Deus controla todas as coisas — fato é que, mesmo no meio evangélico, há muitos que sequer acreditam que Deus tenha e/ou esteja mesmo no controle de tudo.

Quase sempre estamos ansiosos e perdemos o sono por problemas ou sentimentos. Esquecemos que o Senhor criou tudo e a Ele tudo pertence.

Quando somos desafiados a crer na soberania de Deus


'Nosso Deus é Soberano' Banda Universos, faixa do álbum "Clássicos Por Banda Universos" ℗2021
Alguma vez você já se perguntou: 
"Será que Deus realmente tem as coisas em Suas mãos, ou talvez a minha vida esteja escorregando para fora do controle?"
Não? Eu já!

Reconheci e a Cristo como meu Senhor e Salvador aos 28 anos, logo concluí que se eu simplesmente fizesse coisas certas o suficiente, a minha vida cristã seria uma subida constante em direção à maturidade.

Numerosos contratempos, falhas e quedas mais tarde, ainda acreditava que Deus estava no controle e tinha um propósito em tudo.

Mas quando minha vida pessoal, ministerial, relacionamentos e vida espiritual entraram numa série caótica de becos sem saída, confesso, eu não tive tanta certeza.

Talvez eu estivesse enganado. Em vez de Deus estar no controle, talvez o curso da minha vida não tivesse nenhum propósito real, afinal das contas.

Talvez os meus erros tivessem sido mais do que Deus poderia manejar. Elucubrações, divagações...

Não temos todos olhado para as nossas vidas por vezes e pensado: 
"O que pode ser feito nessa bagunça?"
Externamente, pelo menos, a vida às vezes parece sombria e caótica. Muitas vezes parecia assim para as pessoas na Bíblia.

Pense em José sentando na prisão injustamente, Davi fugindo de um rei assassino Saul, ou Ezequias enfrentando o exército assírio esmagador fora dos portões de Jerusalém. Como as coisas se tornaram tão ruins assim? Ou o plano de Deus ainda estava no lugar, ou Ele tinha saído de férias?

O dilema de Habacuque


'Ainda Que a Figueira' | Fernandinho, faixa do álbum "Uma Nova História" ℗2009 
O livro de Habacuque, embora com apenas três capítulos, mostra um profeta decepcionado e angustiado com toda a injustiça e idolatria daquela época. 

Habacuque estava vivendo um momento de grandes iniquidades, quando clamou ao Senhor:
"Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: violência! e não salvarás? 
Por que razão me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? 
Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio. 
Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida". 
(Habacuque 1:2-4).
A ideia que Habacuque passa nesse texto é a de que parece que Deus perdeu o controle das coisas, e que Ele não tem mais o domínio sobre nada.

Naquela ocasião havia muita violência, injustiça e nenhuma mudança acontecia. 
  • Qualquer semelhança com o que vivemos não é mera coincidência.
Assim também acontece nos dias de hoje.

Já no meio do ano, vemos pessoas cansadas, com medo, em pânico e sem querer sair do lugar. 

Muitos ficam calados, se sentem desmotivados e ficam de braços cruzados, pois não veem os resultados acontecerem.

Mas, tenho algo para te falar: Deus ainda está no controle! Nada NUNCA sai do controle d'Ele. 

Por mais que achemos que não tem jeito, que não vai ter resultado positivo ou que não terá a tão esperada melhora, o Senhor pode mudar tudo em instantes.
"O Senhor dos Exército jurou: certamente, como planejei, assim acontecerá, e, como pensei, assim será" (Isaías 14:24).
No entanto, mesmo com o agir de Deus, precisamos nos comprometer a nos levantar do lugar para mudar a situação.

Acomodar e reclamar, em nada vai adiantar. Deus pode mudar tudo, mas Ele faz em razão da nossa oração, pois ela a arma mais poderosa nesse mundo injusto que vivemos.

Deus continua assentado em Seu trono sempiterno, no controle de tudo e de todos, e essa é a nossa única esperança.

Soberania eterna e imutável


'Soberano Deus (Awesome God)' | Soraya Mores, faixa do álbum "A Presença de Deus — Adoração Ao Vivo" ℗2009
Os escritores do Novo Testamento nos asseguram de que nosso Pai celestial tem definitivamente tudo sob controle em nossas vidas.

Paulo escreveu que os crentes em Cristo foram 
"...predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade..." (Efésios 1:11).
Em outras palavras, Deus tem um plano e nada vai desfazer o Seu plano, como um todo, nem a nós individualmente.

O apóstolo reconheceu que a vida neste mundo decaído é uma bagunça frustrante (Romanos 8:20-23), mas diz que podemos ter a certeza de que Deus está usando até os menores detalhes e acontecimentos mais insignificantes para fazer Suas boas intenções em nossas vidas.

Esse propósito é que nos tornemos semelhantes a Jesus (Rm 8:28,29).

As coisas parecem caóticas olhando do lado de fora, no entanto, Deus está trabalhando por trás dos bastidores em nossas vidas para o Seu propósito eterno. 

E Ele irá realizar para a Sua glória (Ef 1:12). Até mesmo os nossos erros, embora sejam muitos, não vão frustrar o Seu plano. 
"Aquele que os chama é fiel, e fará isso" (1 Tessalonicenses 5:24, ênfase adicionada).
Como José, talvez podemos finalmente compreender nessa vida por que Deus permite que as coisas aconteçam como elas acontecem (Gênesis 50:20).

Ou, como muitos dos santos do Antigo Testamento, talvez nunca possamos juntar as peças deste lado do céu (Hebreus 15:35-40). Mas tudo bem. Nós não somos os artífices de tapeçaria. Deus é.

Neste momento vemos apenas a parte de trás do tapete em nossas vidas: um emaranhado desordenado de fios.

Quando somos tentados a duvidar de que uma bela imagem está realmente sendo criada do outro lado, aqui estão algumas coisas que podemos fazer.

Mas, se não compreendemos o poder absoluto e total de Deus sobre todas as coisas, como poderemos aprender a descansar n'Ele?

Se não entendermos a sabedoria do Pai, não conseguiremos entregar as nossas ansiedades, problemas e preocupações, que ocupam tanto o nosso coração.

Por isso, quanto mais próximos estivermos dessa compreensão, mais seguros e confiantes viveremos no Senhor.

Precisamos crer que para Deus nada é impossível. Veja o que relata o Evangelho [segundo a narrativa] de Mateus:
“Jesus olhou para eles e respondeu: para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis” (19:26).
A graça e o amor de Deus são coisas tão extraordinárias que nos constrangem.

O Senhor tem absoluta clareza sobre a nossa jornada, e por esse motivo Ele prepara sempre o melhor para nós. O tempo d'Ele nunca falha.

O que fazer?


'Awesome God' Michael W. Smith, faixa do álbum "Worship" ℗2009
  • Em primeiro lugar — permanecer na Palavra de Deus. Quando as coisas realmente ficarem ruins, inunde-se com a Palavra de Deus. É a única maneira de ver as coisas de forma consistente a partir da perspectiva de Deus, em vez de vê-las a partir de nossa perspectiva terrena.
  • Em segundo lugar — não tente ver a bola de cristal. Não tente descobrir tudo. Nós não somos bons nisso, de qualquer maneira. Além disso, quando tentamos dar sentido ao que parece não tê-lo, estamos optando por confiar no que vemos, em vez de confiar em Deus que não podemos ver. Aceite que não somos capazes de compreender as complexidades de um universo vasto.
  • Em terceiro lugar — confie em nosso Pai celestial. Confie que Ele é soberano, e de fato tem tudo sob controle. E confie que Ele é bom, que o Seu coração está cheio de amor por nós, e Ele está tecendo “uma glória eterna que pesa mais do que todos” para nós (2 Coríntios 4:17).

Conclusão



"Solta o Cabo da Nau [Hino 467 da Harpa Cristã]" | COMAADEG BAND  DrumCast #62
Diante disso, meu desejo é que possamos confiar no Senhor, em Seu poder e sabedoria.

Ele nos capacitará para vencermos todas as batalhas em dias difíceis.

Vamos nos manter firmes na graça e na vontade de Deus, sempre alertas e vigilantes contra toda a cilada do inimigo.

Vamos avançar e entender que nada acontece na força do nosso braço, mas sim na vontade plena do Senhor!
"Teus, ó Senhor, são a grandeza, o poder, a glória, a majestade e o esplendor, pois tudo o que há nos céus e na terra é Teu. Teu, ó Senhor, é o Reino; tu estás acima de tudo" (1 Coríntios 29:11).
[Fonte: IPB, por Gildásio Jesus Barbosa dos Reis | Ministério Razão de Viver | 
Revista Renascer, por Pr. João Queiros]
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