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Há 30 anos, os Mamonas Assassinas lançavam seu único e inesquecível álbum homônimo.
A banda era formada por Júlio Rasec (teclado e vocais), Samuel Reoli (baixo e vocais), Dinho (vocal), Sérgio Reoli (bateria e vocais) e Bento Hinoto (guitarra e vocais).
A banda era formada por Júlio Rasec (teclado e vocais), Samuel Reoli (baixo e vocais), Dinho (vocal), Sérgio Reoli (bateria e vocais) e Bento Hinoto (guitarra e vocais).
É sobre este disco icônico e emblemático, que falaremos neste capítulo da nossa série especial de artigos, Gramofone.
Da utopia à realidade
Em 23 de junho de 1995, chegava às lojas o disco que mudaria para sempre a história do rock nacional: "Mamonas Assassinas".
Trinta anos depois, a gente celebra o legado explosivo, irreverente e absolutamente único dessa banda que conquistou o Brasil em tempo recorde.
Trinta anos depois, a gente celebra o legado explosivo, irreverente e absolutamente único dessa banda que conquistou o Brasil em tempo recorde.
Salada mista
Com uma mistura irreverente de rock, pop, sertanejo, pagode, heavy metal e música portuguesa, tudo embalado por muito bom humor e letras recheadas de duplo sentido , o grupo rapidamente conquistou o país.
O disco vendeu impressionantes mais de três milhões de cópias, um fato histórico no mercado musical e transformou Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio em fenômenos instantâneos.
Faixas como 'Pelados em Santos' — hit que virou a referência da banda —, 'Robocop Gay', 'Vira-Vira', 'Sabão Crá-Crá' e 'Uma Arlinda Mulher' não apenas dominaram as paradas de sucesso, mas também se tornaram parte da cultura pop brasileira, atravessando gerações.
Viraram hinos de uma geração e ainda hoje arrancam risos e nostalgia quando são tocadas.
Viraram hinos de uma geração e ainda hoje arrancam risos e nostalgia quando são tocadas.
Após o lançamento do disco, os Mamonas Assassinas saíram em turnê pelo Brasil.
Além disso, o grupo se apresentou em diversos programas de televisão da época e sempre atraíram atenção da audiência.
Além disso, o grupo se apresentou em diversos programas de televisão da época e sempre atraíram atenção da audiência.
Mais do que um sucesso, um marco
Inicialmente, os integrantes queriam fazer um disco com metade de músicas sérias e o restante o rock engraçado, mas o produtor Rick Bonadio achou melhor seguir com o LP todo com canções humorísticas.
Os Mamonas gravaram uma demo, com as músicas 'Pelados em Santos', 'Robocop Gay', 'Vira-Vira' e 'Jumento Celestino'.
Mais do que sucesso comercial, os Mamonas Assassinas desafiaram padrões com sua ousadia criativa e carisma absurdo.
O álbum, produzido por Rick Bonadio, foi gravado em apenas duas semanas e lançado pela EMI com recepção estrondosa.
E muito se enganou quem torceu o nariz, pensando se tratar de um experimento amadorístico, pois, os músicos da banda eram extremamente proficionais:
- Bento Hinoto era um músico técnico com fortes referências de heavy metal,
- Samuel e Sérgio Reoli garantiam uma cozinha sólida, e
- Júlio Rasec adicionava texturas complexas, demonstrando alta capacidade instrumental.
O álbum apresenta guitarras pesadas e bem timbradas, uma bateria enérgica e arranjos bem estruturados que misturavam punk rock, forró, música mexicana e brega com grande precisão técnica.
A mistura de estilos, que poderia soar caótica, foi produzida de forma coesa, resultando em um som limpo, porém enérgico, o que contribuiu para o sucesso meteórico do grupo.
O disco é frequentemente descrito como uma "primeira qualidade" técnica, escondida atrás de letras humorísticas, mas que se sustenta pela competência musical dos integrantes.
Impacto
O impacto cultural provocado pelos meninos de Guarulhos foi avassalador, conquistando um público enorme.
Aliás, além de muito grande, esse público era variado, já que crianças, adolescentes e adultos se tornaram fãs daqueles cinco rapazes irreverentes.
Todo mundo dava um jeito de comprar o álbum, seja em LP, seja em CD ou em K7.
Além de vender como água e tocar em todas as rádios possíveis, o grupo era uma atração disputada pelos programas de auditório transmitidos pelas emissoras de TV, que na época, batiam recordes de audiência.
Se hoje parece algo impensável, há 25 anos, as famílias se reuniam na frente do televisor para ver cinco caras fantasiados cantando músicas polêmicas como 'Robocop Gay' e agitando uma plateia ensandecida.
Fenômeno meteórico
Conforme dito no início do texto, o álbum fez com que a banda se tornasse um fenômeno.
O disco vendia milhares de cópias por dia, a banda fazia shows em todos os lugares do Brasil e conquistava a todos com simpatia e irreverência.
Em questão de tempo, os Mamonas se tornariam o maior nome da história do rock nacional, ao menos na popularidade, que crescia de maneira assustadora.
Os Mamonas não foram apenas uma banda de humor ácido e afiado.
Foram um símbolo de irreverência, criatividade e liberdade artística nos anos 1990, rompendo padrões e trazendo leveza em tempos difíceis.
Infelizmente, menos de um ano após o lançamento, a história do grupo foi interrompida de forma trágica: em 2 de março de 1996, um acidente aéreo vitimou todos os integrantes e a tripulação do Learjet 25
(Estavam a bordo, além da banda, o ajudante de palco da banda, Isaac Souto, o segurança do grupo, Sérgio Saturnino Porto, e o piloto e copiloto da aeronave, Jorge Germano Martins e Alberto Yoshiumi Takeda. Ninguém sobreviveu.),
quando, na madrugada, ao retornar daquele que viria a ser o último show da banda, realizado no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, a aeronave se chocou contra a Serra da Cantareira, em São Paulo.
Ainda assim, o legado permanece vivo nas músicas, nos fãs e na memória afetiva de milhões de brasileiros.
Conclusão
Mesmo com a carreira interrompida tragicamente no auge, os Mamonas Assassinas deixaram um legado que transcende o tempo.
O disco é amplamente reconhecido não apenas pelo humor e letras satíricas, mas também por sua alta qualidade técnica e produção musical refinada.
Três décadas depois, o som do grupo segue vivo, tanto nas playlists quanto na memória afetiva de quem viveu aquela explosão cultural nos anos 90.
Hoje é dia de dar play no disco e agradecer por esse meteoro musical que marcou o país para sempre.
Até hoje, o álbum é ouvido por muitas pessoas, algumas que nem eram nascidas na época do acidente.
Quem era fã, ouve e se divide entre a saudade, o saudosismo e uma dúvida: e se os Mamonas tivessem continuado, onde a banda estaria atualmente.
Quem era fã, ouve e se divide entre a saudade, o saudosismo e uma dúvida: e se os Mamonas tivessem continuado, onde a banda estaria atualmente.
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