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O capítulo 4 do Evangelho de Jesus, sob a narrativa de Seu discípulo e futuro apóstolo João é um dos textos mais ricos do Novo Testamento, pois quebra tabus sociais e apresenta revelações profundas sobre a identidade de Jesus e a natureza da fé.
O capítulo ensina sobre adoração verdadeira em espírito e verdade, evangelismo e a missão universal de Jesus.
Ele é dividido principalmente em dois grandes momentos: o encontro com a mulher samaritana e a cura do filho de um oficial.
No texto deste capítulo da nossa série especial de artigos, "Bíblia Aberta", iremos nos ater à primeira parte.
No texto deste capítulo da nossa série especial de artigos, "Bíblia Aberta", iremos nos ater à primeira parte.
Válido salientar que:
- Não entraremos em imbróglios teológicos especulativos e teóricos sobre a vida pregressa da mulher samaritana.
- Não iremos nos aprofundar no(s) conceito(s) teórico(s) sobre adoração.
Dito isto, prossigamos.
Jesus e a mulher Samaritana:
Relendo uma amada história
O capítulo que relata a história de Jesus encontrando a mulher Samaritana junto ao poço de Jacó, em João 4, começa definindo o cenário para o que acontecerá mais tarde em Samaria e está firmado no que aconteceu na Judeia no tempo em que já se desenvolvia o Evangelho.
A popularidade crescente de Jesus resultou em um significativo número de seguidores.
A popularidade crescente de Jesus resultou em um significativo número de seguidores.
- Contexto cultural
Seus discípulos realizaram um antigo ritual Judaico de lavagem cerimonial com água, assim como fez João Batista e seus discípulos.
O ritual representava a confissão dos pecados das pessoas e seu reconhecimento da necessidade do poder purificador do perdão de Deus.
Quando ficou claro para Jesus que as multidões estavam se tornando maiores, mas especialmente quando soube que muitos fariseus estavam alarmados, ele decidiu que era hora de ir para a Galileia para continuar seu ministério (versículos 1-3).
O ritual representava a confissão dos pecados das pessoas e seu reconhecimento da necessidade do poder purificador do perdão de Deus.
Quando ficou claro para Jesus que as multidões estavam se tornando maiores, mas especialmente quando soube que muitos fariseus estavam alarmados, ele decidiu que era hora de ir para a Galileia para continuar seu ministério (versículos 1-3).
- Geografia
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O texto simplesmente diz que Jesus
"...teve de passar por Samaria..." (v. 4).
Talvez, neste momento uma curta aula de geografia seja útil.
As terras Samaritanas ficavam entre as terras da Judéia e da Galileia.
O caminho contornando Samaria levava o dobro do tempo, ao invés dos três dias necessários indo direto da Galileia a Jerusalém, porque evitando Samaria era preciso atravessar o rio Jordão duas vezes para seguir um caminho a leste do rio.
O caminho através de Samaria era mais perigoso, porque eram comuns os ânimos se exaltarem entre Samaritanos e Judeus (Ant. 20,118; Guerra 2.232).
Não nos é dita a razão pela qual Jesus e seus discípulos precisavam passar por Samaria.
João simplesmente diz que Jesus
As terras Samaritanas ficavam entre as terras da Judéia e da Galileia.
O caminho contornando Samaria levava o dobro do tempo, ao invés dos três dias necessários indo direto da Galileia a Jerusalém, porque evitando Samaria era preciso atravessar o rio Jordão duas vezes para seguir um caminho a leste do rio.
O caminho através de Samaria era mais perigoso, porque eram comuns os ânimos se exaltarem entre Samaritanos e Judeus (Ant. 20,118; Guerra 2.232).
Não nos é dita a razão pela qual Jesus e seus discípulos precisavam passar por Samaria.
João simplesmente diz que Jesus
"...tinha que ir...",
implicando que para Jesus isto não era comum.
Talvez Jesus precisasse chegar à Galileia relativamente rápido.
Mas o texto não nos dá nenhuma indicação de que ele tinha um convite pendente para um evento na Galilea para o qual ele estava atrasado.
Ele saiu quando sentiu a iminência de um confronto com os fariseus sobre a sua popularidade entre os Israelitas.
Isto estava associado à compreensão de Jesus que o tempo para tal confronto ainda não tinha chegado.
Talvez Jesus precisasse chegar à Galileia relativamente rápido.
Mas o texto não nos dá nenhuma indicação de que ele tinha um convite pendente para um evento na Galilea para o qual ele estava atrasado.
Ele saiu quando sentiu a iminência de um confronto com os fariseus sobre a sua popularidade entre os Israelitas.
Isto estava associado à compreensão de Jesus que o tempo para tal confronto ainda não tinha chegado.
📖Na mente de Jesus, o confronto com a liderança religiosa da Judéia, (e não se enganem sobre isso, os principais fariseus eram parte integrante de tal liderança) neste momento era prematuro e que muito precisava ser feito antes de ir para a cruz e beber do cálice da ira de Deus, em nome da antiga aliança com o povo e as nações do mundo.📖A maneira como Jesus via os Samaritanos e seu próprio ministério entre eles pode nos surpreender à medida que continuamos a examinar esta história.
- Conceito profético
Sabemos que os movimentos e as atividades de Jesus foram todas feitas de acordo com a vontade e a liderança do Pai.
Ele só fez o que viu o Pai fazer (Jo 5:19). Sendo este o caso, podemos estar certos de que a jornada de Jesus através de Samaria, neste momento foi dirigida por seu Pai e assim, também, foi a sua conversa com a mulher Samaritana.
Ele só fez o que viu o Pai fazer (Jo 5:19). Sendo este o caso, podemos estar certos de que a jornada de Jesus através de Samaria, neste momento foi dirigida por seu Pai e assim, também, foi a sua conversa com a mulher Samaritana.
📖A surpreendente jornada de Jesus através de território hostil e herético tem um significado além de qualquer explicação superficial.
Em um sentido muito real, desde o momento que Seu filho real foi eternamente concebido na mente de Deus, o plano insondável de Deus e sua missão, era ligar em uma unidade redentora toda a sua amada criação.
Jesus foi enviado para produzir a paz entre Deus e as pessoas, bem como entre as pessoas e os povos.
A realização desse grande propósito começou com um encontro desagradável entre Jesus e aqueles que praticamente moravam ao lado — os Samaritanos.📖
O Encontro
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Ao descrever o encontro, João faz várias observações interessantes que têm grandes implicações para o nosso entendimento dos versículos 5-6:
"Então ele veio a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado a seu filho José. O poço de Jacó estava lá, e Jesus, cansado como estava da viagem, sentou-se ao lado do poço. Era cerca da hora sexta".
Primeiro — João menciona a cidade Samaritana chamada Sicar.
Não está claro se Sicar era uma vila muito perto de Siquém ou a própria Siquém.
O texto simplesmente chama a nossa atenção para um local perto da terra que Jacó deu a seu filho José.
Se não era o mesmo lugar, foi certamente na mesma vizinhança, no sopé do Monte Gerizim.
Embora isso seja interessante e mostre que João era realmente um morador do local, conhecer a geografia detalhada da antiga Palestina Romana, não é menos importante, e talvez ainda mais importante, uma vez que o autor do Evangelho chama a atenção do leitor para a presença de uma testemunha silenciosa para este encontro — os ossos de José. Isto é como o livro de Josué fala sobre o evento:
Não está claro se Sicar era uma vila muito perto de Siquém ou a própria Siquém.
O texto simplesmente chama a nossa atenção para um local perto da terra que Jacó deu a seu filho José.
Se não era o mesmo lugar, foi certamente na mesma vizinhança, no sopé do Monte Gerizim.
Embora isso seja interessante e mostre que João era realmente um morador do local, conhecer a geografia detalhada da antiga Palestina Romana, não é menos importante, e talvez ainda mais importante, uma vez que o autor do Evangelho chama a atenção do leitor para a presença de uma testemunha silenciosa para este encontro — os ossos de José. Isto é como o livro de Josué fala sobre o evento:
"Agora, eles enterraram os ossos de José, que os filhos de Israel trouxeram do Egito, em Siquém, no pedaço de terra que Jacó havia comprado dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro, e se tornaram a herança dos filhos de José" (Js 24:32).
A razão para esta referência a José, no versículo 5 só se tornará clara quando vemos que a mulher Samaritana sofreu em sua vida de forma semelhante a José.
Se esta interpretação da história é correta, que assim como na vida de José, o sofrimento inexplicável que passou teve a finalidade de levar a salvação a Israel, do mesmo modo o sofrimento na vida da mulher Samaritana levou à salvação dos Samaritanos Israelitas naquela localidade (4:22).
Se esta interpretação da história é correta, que assim como na vida de José, o sofrimento inexplicável que passou teve a finalidade de levar a salvação a Israel, do mesmo modo o sofrimento na vida da mulher Samaritana levou à salvação dos Samaritanos Israelitas naquela localidade (4:22).
João continua:
A referência à hora sexta (cerca de 12h00) tem sido interpretada como se ela estivesse evitando a multidão de outras mulheres da cidade tirando água.
A hora sexta bíblica era supostamente o pior momento possível do dia para se deixar a moradia e se aventurar no calor escaldante.
Ou seja, em compreensão dessa suposição, que tem sim sua plausibilidade, embora não possa ser considerada uma afirmação bíblica, por não haver nenhuma referência a isso no texto em questão, se alguém for tirar água, neste horário, poderíamos concluir apropriadamente que estava tentando evitar as pessoas.
"Ali ficava o poço de Jacó, e Jesus, cansado como estava da viagem, sentou-se ao lado do poço. Era quase a hora sexta" (v. 6).
A hora sexta
Tradicionalmente se assume que a mulher Samaritana era uma mulher de má fama.A referência à hora sexta (cerca de 12h00) tem sido interpretada como se ela estivesse evitando a multidão de outras mulheres da cidade tirando água.
A hora sexta bíblica era supostamente o pior momento possível do dia para se deixar a moradia e se aventurar no calor escaldante.
Ou seja, em compreensão dessa suposição, que tem sim sua plausibilidade, embora não possa ser considerada uma afirmação bíblica, por não haver nenhuma referência a isso no texto em questão, se alguém for tirar água, neste horário, poderíamos concluir apropriadamente que estava tentando evitar as pessoas.
Vamos, no entanto, sugerir uma outra possibilidade. A teoria popular a vê como uma mulher particularmente pecadora que havia caído em pecado sexual e, portanto, foi chamada por Jesus a prestar contas sobre os vários maridos em sua vida.
Jesus disse a ela, como a teoria popular diz, que Ele sabia que ela anteriormente teve cinco maridos e que atualmente ela estava vivendo amasiada com seu "namorado", sem os limites do casamento e que ela não estava apta para "jogar jogos espirituais" com Ele!
Deste ponto de vista, a razão pela qual ela evitou a multidão é precisamente por causa de sua reputação de compromissos familiares de curta duração.
Jesus disse a ela, como a teoria popular diz, que Ele sabia que ela anteriormente teve cinco maridos e que atualmente ela estava vivendo amasiada com seu "namorado", sem os limites do casamento e que ela não estava apta para "jogar jogos espirituais" com Ele!
Deste ponto de vista, a razão pela qual ela evitou a multidão é precisamente por causa de sua reputação de compromissos familiares de curta duração.
Pois bem, 12h00 ainda não é o pior horário para andar no sol. Se fosse 15h00 (hora nona) a teoria tradicional faria um pouco mais de sentido.
Além disso, não fica claro se isso ocorreu durante o verão, o que poderia tornar o tempo em Samaria irrelevante nos dois horários.
Em segundo lugar, é possível que estejamos dando muita importância a sua ida para tirar água em "um momento incomum"?
Nós todos, por vezes, não fazemos coisas normais em horários incomuns?
Isso não significa necessariamente que estejamos escondendo alguma coisa de alguém.
Em terceiro lugar, vemos que as filhas do sacerdote de Midiã foram dar água aos seus animais por volta da mesma hora do dia, quando as pessoas supostamente não vão aos poços (Êxodo 2:15-19).
Além disso, não fica claro se isso ocorreu durante o verão, o que poderia tornar o tempo em Samaria irrelevante nos dois horários.
Em segundo lugar, é possível que estejamos dando muita importância a sua ida para tirar água em "um momento incomum"?
Nós todos, por vezes, não fazemos coisas normais em horários incomuns?
Isso não significa necessariamente que estejamos escondendo alguma coisa de alguém.
Em terceiro lugar, vemos que as filhas do sacerdote de Midiã foram dar água aos seus animais por volta da mesma hora do dia, quando as pessoas supostamente não vão aos poços (Êxodo 2:15-19).
O que aprendemos?
📖A primeira vez em que li toda a Bíblia, no Novo Testamento, essa foi uma das passagens que mais me impactaram e que me fizeram entender e compreender toda a obra redentora de Cristo Jesus na cruz do calvário. Em inúmeros pontos, me identifiquei em essência com essa Samaritana sem nome.📖Quando lemos essa história, nós não podemos ajudar mas, podemos perguntar como é possível, em uma sociedade conservadora como a samaritana, que uma mulher com tal histórico ruim, apoiasse os valores da comunidade e tivesse motivado toda a aldeia a largar tudo e ir com ela ver Jesus, um profeta Judeu "herege para os samaritanos".
A lógica padrão seria como segue. Ela tinha levado uma vida tão sem Deus que, quando outros ouviram de sua excitação e do encontro de um novo interesse espiritual eles se admiraram e foram ver Jesus por si mesmos.
Esta interpretação, ainda que possível, parece improvável para muitos que parecem compreender enfoques teológicos muito mais tarde nessa história antiga, que tinha o seu próprio ambiente histórico.
Estamos convencidos de que ler a história de uma maneira nova é mais lógico e cria menos problemas de interpretação do que a visão comumente aceita.
📖É um erro pensar que a principal razão para a antipatia Judaica em relação aos Samaritanos era racial.
O Judaísmo sempre teve uma forte tradição de conversões dos Gentios, onde os Gentios convertidos se tornaram Judeus de pleno direito e eram aceitos pela comunidade.
Não é o DNA não Judeu que foi responsável pela antipatia Judaica.
A relação conflituosa foi em grande parte de natureza religiosa.
O componente político de rivalidade também não deve ser negligenciado quando se considera as razões para o relacionamento negativo entre Samaritanos e Judeus.
Por exemplo, quando Alexandre o Grande (☆356 a.C./✞323 a.C) passou pela região, foi relatado que ele pagou tributo ao Deus de Israel, no Templo do Monte Gerizim e não no Monte Sião.📖
O problema aqui não era simplesmente que Jesus era Judeu e ela uma Samaritana; seus povos, seus pais e avós, eram inimigos ferrenhos em áreas religiosas e políticas.
Ambos os povos consideravam o outro como impostores.
Jesus não se considerou maior que a mulher por ser homem. Muito menos por ser judeu.
Ele sabia tudo que passava dentro do coração daquela mulher. Ele tinha consciência de que essa mulher precisava conversar e desabafar com alguém.
Somos inferiores a Deus e não merecemos nem ser lembrados por Ele, mas Deus não nos ignora nem despreza, como também Jesus não desprezou essa mulher, por mais Samaritana que ela fosse.
Que possamos ser acolhidos e acolhidas no amor de Deus e fazer com que todas as pessoas também sejam acolhidas!
Ele sabia tudo que passava dentro do coração daquela mulher. Ele tinha consciência de que essa mulher precisava conversar e desabafar com alguém.
Somos inferiores a Deus e não merecemos nem ser lembrados por Ele, mas Deus não nos ignora nem despreza, como também Jesus não desprezou essa mulher, por mais Samaritana que ela fosse.
Que possamos ser acolhidos e acolhidas no amor de Deus e fazer com que todas as pessoas também sejam acolhidas!
Aplicações práticas
Pontos Chave do Estudo de João 4:
- O Encontro Necessário (vv. 1-9) — Jesus para em Samaria para descansar junto ao poço de Jacó e inicia uma conversa com uma mulher local.
Esse diálogo é revolucionário por vários motivos, como a quebra de preconceitos cultural, social e religioso.
- A Água Viva (vv. 10-15) — Jesus contrasta a água física (poço de Jacó) com a "água viva" que Ele oferece, que satisfaz permanentemente a sede espiritual e jorra para a vida eterna.
- A Revelação do Messias (vv. 25,26) — Jesus declara abertamente ser o Messias, algo que Ele muitas vezes ocultava na Galileia.
- Evangelismo e Colheita (vv. 27-42) — Jesus ensina que "um semeia e outro colhe", motivando os discípulos para a missão. Impactada pela revelação de Jesus sobre sua vida e por ele se identificar como o Messias, a mulher deixa seu cântaro (ou seja, deixa o seu passado) e corre para anunciar Jesus aos seus vizinhos, levando a cidade a crer em Jesus como o Salvador do mundo, o Messias prometido.
Resumo da mensagem
João 4 nos ensina que Jesus conhece nossa história, oferece cura para nossa sede espiritual e exige de nós uma fé que descansa em Sua palavra, independentemente de barreiras sociais ou geográficas.
- A Seara está Madura — Jesus ensina aos discípulos que sua "comida" é fazer a vontade do Pai e que há urgência na missão, pois as pessoas já estão prontas para ouvir o Evangelho.
- Salvação para Todos — Muitos samaritanos creram em Jesus pelo testemunho daquela mulher, mostrando que a graça de Deus alcança a todos, independentemente de passado ou origem.
Conclusão
'A Samaritana', Sérgio Lopes feat. Fernanda Brum —
faixa original do álbum "A Fé",lançado em 1999, pela Line Records.
faixa original do álbum "A Fé",lançado em 1999, pela Line Records.
Nos tribunais democráticos seguimos o princípio "inocente até prova em contrário."
Em certo sentido, estamos declarando aqui para o tribunal de nossos leitores que acreditamos que temos apresentado provas suficientes para mostrar "a presença de uma dúvida razoável."
Estamos argumentando que as acusações de "imoralidade e não buscar a verdade espiritual" contra a mulher Samaritana devem ser descartadas.
Os motivos são a falta de provas e a presença de outros cenários prováveis que poderiam explicar a interação entre ela e Jesus de uma forma mais satisfatória.
Argumentamos que esta história deve servir como um exemplo e uma chamada para reconsiderar a mensagem das Sagradas Escrituras em seus contextos históricos e com maior disposição para pensar fora das tradições (ou seja, fora da caixinha religiosa) aceitas que podem, em última análise, não ter nada que as apoie adequadamente.
No início do texto dissemos que não estamos apresentando um caso hermético. Nós, contudo, sugerimos uma alternativa possível para a interpretação usual.
Acreditamos que a nossa alternativa é aquela mais responsável. Nossas reivindicações são, portanto, modestas, mas permanecem desafiadoras.
Foi Mark Twain (☆1835/✞1910) que disse:
Em certo sentido, estamos declarando aqui para o tribunal de nossos leitores que acreditamos que temos apresentado provas suficientes para mostrar "a presença de uma dúvida razoável."
Estamos argumentando que as acusações de "imoralidade e não buscar a verdade espiritual" contra a mulher Samaritana devem ser descartadas.
Os motivos são a falta de provas e a presença de outros cenários prováveis que poderiam explicar a interação entre ela e Jesus de uma forma mais satisfatória.
Argumentamos que esta história deve servir como um exemplo e uma chamada para reconsiderar a mensagem das Sagradas Escrituras em seus contextos históricos e com maior disposição para pensar fora das tradições (ou seja, fora da caixinha religiosa) aceitas que podem, em última análise, não ter nada que as apoie adequadamente.
No início do texto dissemos que não estamos apresentando um caso hermético. Nós, contudo, sugerimos uma alternativa possível para a interpretação usual.
Acreditamos que a nossa alternativa é aquela mais responsável. Nossas reivindicações são, portanto, modestas, mas permanecem desafiadoras.
Foi Mark Twain (☆1835/✞1910) que disse:
"A lealdade a uma opinião petrificada nunca quebrou uma corrente ou livrou uma alma humana."
- Por Leonardo Sérgio da Silva
- [Fonte: por Israel Institute of Biblical Studies, por Eli Lizorkin-Eyzenberg, Ph.D. em Teologia Judaica; Instituto Ivoti]
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
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E nem 1% religioso.



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