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sábado, 11 de abril de 2015

JESUS E O FENÔMENO ACÚSTICO

Enseada do Semeador

Jesus nos orientou a que examinássemos as Escrituras. O que significa “examinar”? Examinar consiste em ponderar, observar ou analisar atentamente, minuciosamente. Ou seja, não é apenas dar uma espiadinha, simplesmente ler. Examinar significa aprofundar para se por em prática. E a ação ou efeito de observar, de praticar com fidelidade alguma coisa; execução, cumprimento do que prescreve uma regra, uma lei (= observância).

Infelizmente grande número de crentes desobedecem ao Mestre em mais esse ponto, pois, nas pouquíssimas vezes em que pegam a Bíblia para ler o fazem “dinamicamente”, sem se atentarem com a importância dos detalhes, das minúcias que podem interferir essencialmente na interpretação do texto que estiverem lendo. 

Quantas vezes já lemos ou ouvimos pregações sobre a famosa e célebre parábola do semeador? Inúmeras, creio eu. Entretanto, quantas vezes paramos para fazer uma análise mais criteriosa dessa passagem? Você já se perguntou como foi possível que Jesus, sem poder contar com o suporte tecnológico da engenharia sonora, se fazer ouvir por uma incontável multidão (sempre que a Bíblia define uma multidão, é porque não seria possível enumerar precisamente o número de pessoas no evento), estando dentro de um barquinho ao mar? “Foi o Espírito Santo” ou “foi milagre” dirão os “espirituais”. Sim, digo eu, mas dadas as devidas proporções. É sobre isso que trato nesse artigo.

Enseada do Semeador


Localizada a meio caminho entre as cidades de Cafarnaum (Israel) e Taba (Egito), a Enseada do Semeador, na costa norte do Mar da Galileia, foi o cenário dessa importantíssima passagem bíblica.

Como consta em Mateus 13:1-23, Marcos 4:1-20 e Lucas 8:4-15, Jesus reunia milhares de pessoas à beira do Mar da Galileia. Uma vez, como a quantidade de fieis era surpreendente (cerca de 7 mil), o Messias teve que entrar em um pequeno barco e ir até certo ponto água adentro, afastando-se da praia. Do barco, tal tribuna improvisada, falou à multidão ao redor, que ia da praia até a colina acima, bem distante. Ali, além de outras histórias, ele contou a famosa Parábola do Semeador, na qual fala das sementes que brotam conforme o solo em que caem, como a Palavra de Deus se faz agir conforme a pessoa que a recebe.

Mas os céticos perguntariam: como pôde um homem ficar em um barquinho no meio da água e falar a uma multidão, fazendo-se ouvir muito bem por todos, em uma época em que a rudimentar tecnologia ainda não permitia equipamentos de amplificação de som?

Concha acústica


Uma concha acústica é um equipamento indispensável para a realização de concertos de música clássica nas salas de espetáculos. É um equipamento cênico que tem a dimensão total da área de cena e que se monta e desmonta no palco sempre que necessário.

Em sua inteligência, Jesus utilizou-se de um fenômeno acústico. A enseada na qual se encontrava, em forma de ferradura, tinha o formato de um anfiteatro natural em conjunto com a côncava colina à sua frente. O relevo arredondado da área permite que o som da voz, mesmo dita da praia ou da água a um volume normal, sem a pessoa gritar, seja ouvido lá em cima da colina, onde a concha acústica natural termina.

Fenômeno acústico


Em 1976, o ilustre pesquisador norte-americano B. Cobbey Crisler publicou um artigo na revista científica “Biblical Archaeologist” (Arqueólogo Bíblico) com a comprovação técnica do fenômeno acústico. Seus estudos concluem que de 5 mil a 7 mil pessoas poderiam estar da beira d’água até o cimo do morro ouvindo perfeitamente as palavras proferidas por alguém lá de baixo, em claro e bom som. Os testes foram feitos em várias posições na área, com sucesso. 

Não foi milagre, foi sabedoria

Ou seja, Jesus em sua infinita sabedoria, usou de técnica da engenharia sonora que engenheiros de som só aprendem nas fileiras acadêmicas como estratégia para se fazer ouvir pela multidão à qual ministrava. Não tem nada a ver com espiritualizar simplesmente. O Espírito Santo orientou a Jesus para que Ele usasse essa estratégia natural que o beneficiou e o fez vencer com determinação o desafio de que lhe cumpria de pregar as boas novas do Evangelho.

Até hoje...


O fenômeno atrai turistas e fieis de várias regiões do mundo. Hoje em dia, há ruídos da modernidade por perto, como automóveis, aeronaves e mesmo o som natural de ventos fortes, que podem atrapalhar a percepção do som. Mas, em dias mais calmos, quem falar perto da linha d’água será ouvido com muita clareza por quem estiver em qualquer ponto do aclive da colina em frente. Há até uma dica de alguns guias de turismo, em tom de brincadeira, aos visitantes: para não terem nenhuma conversa que contenha confidências por ali, pois muitos ouvirão, mesmo sem querer, seus segredos.

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