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quinta-feira, 23 de abril de 2015

OS 7 "MISTÉRIOS" DA BÍBLIA - 5) A LEI FOI ABOLIDA?

Desde que apóstolo Paulo começou suas viagens missionárias essa questão divide as opiniões dentro da Igreja. É fato que algo foi abolido por Cristo na cruz, como propõe o próprio apóstolo dos gentios. Das 613 ordenanças entregues a Moisés no Monte Sinai, algumas reafirmações de leis já existentes, várias não são mais seguidas pelos cristãos modernos. Com exceção das comunidades judaico-messiânicas, que têm seus próprios motivos, ninguém mais pratica a circuncisão ou durante o mês de setembro acampa no lado de fora de sua casa para celebrar a Festa das Cabanas. Entretanto, é impensável que alguma igreja aceite que seus membros adorem outros deuses ou matem. Afinal, o que vale ainda nos dias atuais?

Legalismo X Liberalismo


Primeiro é preciso esclarecer o que é essa tal “lei”. O termo mais comum em hebraico para designá-la é torá e em grego nomos, mas tanto pode se referir ao conteúdo total do Antigo Testamento, literalmente “a Lei e os Profetas”, quanto aos cinco primeiros livros bíblicos, o Pentateuco - os livros escritos por Moisés -, aos Dez Mandamentos, à vontade revelada de Deus, a preceitos civis de Israel ou cerimoniais, como os sacrifícios oferecidos pelos sacerdotes como ofertas ou pelo perdão dos pecados da nação.

Os preceitos abolidos consistiriam essencialmente em cerimônias, como os sacrifícios. Esse cerimonialismo foi usado por Deus para apontar a figura de Cristo. Mas os preceitos morais, como os Dez Mandamentos, continuam válidos para o povo de Deus, como Jesus mesmo garantiu ao repreender aqueles que violavam os mandamentos, por menor que fossem. A salvação é pela graça, mas para uma vida de obediência. Há, no segmento cristão, os Adventistas do Sétimo Dia que faz parte de uma corrente que defende a validade do decálogo, inclusive a guarda do sábado como dia de adoração a Deus, para os cristãos.

Os Adventistas e a Lei


Os adventistas do sétimo dia já usaram através dos tempos os seguintes títulos: Igreja Cristã Adventista (1855); Adventistas do Sétimo dia (1860); União da Vida e Advento (1864);Igreja de Deus Adventista (1866); Igrejas de Deus Jesus Cristo Adventistas (1921); Igreja Adventista Reformada; Igreja Adventista da Promessa; Igreja Adventista do sétimo dia ( Atual). Existem outros grupos como Igreja Adventista da Promessa, Igreja Adventista do pacto, etc, porém o mais importante é a Igreja Adventista do Sétimo dia, conhecida como Sabatista ou Sabatismo.

As revelações de Helen White tiveram muito que com a formação das doutrinas dos adventistas, e seus escritos prolíficos contribuíram grandemente para a expansão da Igreja. Ela e seu esposo disseminaram amplamente seus ensinos proféticos e doutrinários por meio de revistas e livros. Embora a Igreja adventista afirme que a Bíblia é sua autoridade doutrinária, ainda crê que Deus inspirou Helen White em sua interpretação das Escrituras e em seus conselhos, conforme se encontram em seus livros. 

Os adventistas creem que tais obras não só foram inspiradas por Deus, mas que estão no mesmo nível da Bíblia, que citam apenas para comprovar o que ensinam, buscando versículos ou passagens isoladas. O livro "O grande conflito" é considerado a obra prima da Sra. White e recomendam-no largamente. Tal livro já foi editado em mais de 30 línguas com uma vendagem superior a dois milhões de exemplares. Entre outras obras, as mais importantes são: "Vida de Jesus, Patriarcas e Profetas, Veredas de Cristo, O desejado de Todas as Nações"

A principal característica doutrinária dos adventistas é a ênfase à Lei e a guarda sábado. Suas doutrinas mais conflitantes são: a expiação incompleta (Jesus ainda estaria cumprido a obra expiatória), o bode expiatório (ensinam que o bode emissário [ou bode para azazel] de Levíticos 16:22,26 simboliza Satanás, sendo assim, nossos pecados foram lançados sobre Satanás), o sono da alma (ensinam que as almas dos justos dormem até a ressurreição e o juízo final; este "sono da alma" é um estado de silêncio, inatividade e inteira inconsciência), a aniquilação de Satanás e dos ímpios (ensinam que Satanás seus demônios, e todos os maus serão aniquilados, completamente destruídos; a Sra. White diz que a teoria do castigo eterno é "uma das doutrinas falsas que constituem o vinho das abominações da Babilônia), a observância obrigatória do sábado (ensinam que os cristãos devem observar o sábado como o dia de repouso, e não o domingo; creem que os que guardam o domingo aceitarão a "marca da besta"; a senhora White ensina que a observância do Sábado é o selo de Deus; o selo do Anticristo será o oposto a isto, ou seja, a observância do Domingo) e outras proibições legais, como comer carnes, por exemplo.

Tá, mas e a Lei?


No consenso geral da teologia, discutir a graça divina é essencial, ois muita gente confunde salvação com obediência à lei. Ninguém é justificado pelas obras da lei. No Antigo Testamento, a lei fazia parte do arcabouço salvífico da religião de Israel, junto do sistema sacrificial. Jesus dá início ao processo de desmistificação do papel da lei na salvação e Paulo leva essa compreensão a seu ponto mais alto. Ora, a salvação surge dá fé que a pessoa manifesta em Cristo. Para alcançá-la deve-se crer e receber de graça e com arrependimento o dom de Deus.

Uma questão de fé


A graça não exime o cristão de suas responsabilidades, mas muda sua vida. A obediência ética sem amor é imposição cruel. Firma-se um relacionamento com Deus a partir da conversão, no qual, essa obediência acontece na forma de novidade de vida, porque a graça da salvação alcançou o indivíduo.

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