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sábado, 21 de fevereiro de 2015

"COMIGO É NA BASE DO BEIJO..."

O título desse artigo é parte do refrão de uma das músicas de Ivete Sangalo, a "musa do axé", que foi hit em um dos carnavais passados e que expressa a realidade do que acontece com grande parte dos foliões que se jogam na folia durante o período do reinado de momo. A outra "musa do axé", Cláudia Leitte, também musicalizou a prática e emplacou outro hit de verão, cujo refrão diz, "...Eu quero mais é beijar na boca..." Pois é, beijar na boca é muito bom, né? 

A folia passa e deixa suas consequências, seus resultados que, em casos específicos não são nada glamourosos, por isso, não sai na capa das revistas e nem nos sites de fofocas das celebridades, mas que estão nos registros ambulatoriais das Unidades de Saúde.

Beijar e pular Carnaval são quase sinônimos para algumas pessoas. Se você se identificou com essa afirmativa, deve ficar de olhos bem abertos para os primeiros sintomas de uma doença que muitas vezes passa despercebida, a mononucleose infecciosa, também conhecida como doença do beijo. 

Nessa época do ano, os casos da doença provocada pelo vírus Epstein-Barr aumentam consideravelmente, principalmente entre o público de 15 a 25 anos. A principal via de transmissão do vírus é a saliva, por meio do beijo ou do compartilhamento de copos e garrafas. 

“O Carnaval no Brasil é uma época em que as pessoas se beijam muito, por isso as chances de ter a doença são bem maiores. Isso é mais comum ainda entre os jovens, que é o pessoal que está beijando mais”, destaca a médica patologista clínica Luisane Vieira, diretora técnica do Laboratório Geraldo Lustosa. 

Os primeiros sintomas incluem febre, cansaço, dor de garganta e ínguas no pescoço, mas também podem ocorrer dores de cabeça, musculares, tosses e náuseas. Em alguns casos, a fadiga dura vários dias após a resolução do quadro. Os sinais se manifestam de quatro a seis semanas após a contaminação. 

Por causa dos sintomas muito parecidos com os de outras doenças, é preciso ficar atento para não confundir a mononucleose com uma faringite ou gripe, alerta a médica. “Pode ser diagnosticada por engano como uma faringite provocada por bactéria e, com o uso de antibióticos, começam a aparecer manchas vermelhas pelo corpo”, esclarece. 

No entanto, não é preciso alarde. A doença normalmente não traz complicações e também não exige tratamento com medicamentos. “O vírus é muito comum. A maioria das pessoas tem contato com ele uma época ou outra da vida. A maior parte delas não desenvolve os sintomas da doença e outras raramente terão uma coisa mais grave”, aponta Luisane. 

Quadros graves


Mesmo pouco frequentes, complicações da mononucleose infecciosa existem. Uma delas é o aumento do baço. Quando isso ocorre, é necessário manter repouso, devido ao risco de ruptura do órgão. O baço aumenta tanto de tamanho que pode ser apalpado abaixo das costelas, à esquerda do abdômen. 

O acometimento do fígado também pode ocorrer, levando a um quadro de hepatite. Outra complicação menos comum é a paralisia facial.


Via Jornal Hoje em Dia

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