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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

QUEM DISSE QUE CRENTE NÃO É SUPERSTICIOSO?







"… em tudo vos vejo um tanto supersticiosos" (Atos 17:22). 
A história da humanidade está repleta de relatos relacionados à superstição. Medo de gato preto, não passar debaixo de escadas, botar a imagem de Santo Antônio de ponta-cabeça no copo d'água, dentre tantas outras, são histórias que permeiam a vida de todos nós.

As superstições são tão antigas quanto a humanidade. Estão presentes na história e associadas aos rituais pagãos, em que as pessoas louvavam a natureza. Quem nunca ouviu falar de uma delas, não é mesmo? Há séculos convivemos com esses costumes, muitas vezes, sem saber como nasceram.

Algumas dessas práticas são tão presentes em nosso cotidiano que as multiplicamos automaticamente em nossas vidas.

Há outros relatos de que a roupa branca utilizada por muitos, no Réveillon, é influência de tribos africanas que vieram para o Brasil no período da escravidão, cor que traduziria paz e purificação. Bater na madeira é um hábito milenar dos pagãos, pois acreditam que as árvores seriam a moradia dos deuses, batiam na madeira como forma de espantar os maus espíritos que rondavam, chamando o poder das divindades.

Afinal, o que é superstição?


O termo "superstição" vem do latim "superstitione" e se origina no que acreditamos a partir do conhecimento popular. Trata-se de uma crendice sem base na razão ou conhecimento, ou ainda, algo muito relacionado ao comportamento supersticioso e mágico, ligado à maior ou menor "sorte" em determinada situação.

Desde a antiguidade, os povos eram cheios de crenças ligadas aos aspectos mágicos, identificando situações que dariam ou não sorte àqueles que seguissem determinadas práticas.

Em síntese, superstição é uma crença errada, uma falsa ideia a respeito do sobrenatural ou um sentimento religioso excessivo ou errôneo que muitas vezes arrasta as pessoas ignorantes à prática de atos indevidos e absurdos. Como o Brasil é um país muito supersticioso, graças a religiões populares (como catolicismo e as de raízes africanas, como a umbanda e o candomblé), às vezes vemos alguns ditos cristãos que mantêm resquícios do tempo em que eram dominados pelo misticismo.

Como se originam as superstições


Muitas superstições nascem de hábitos do passado que fazem sentido e que cuja razão se perdeu ao longo do tempo, multiplicando uma situação inexistente que, muitas vezes, vem do modo fácil e tranquilo: usar a roupa da sorte, a bebida especial, a planta de tal tipo. A superstição responde à nossa necessidade de segurança

O cristão e as superstições


As palavras do verso com o qual abro este texto são do apóstolo Paulo e foram ditas em seu célebre discurso realizado no Areógrafo, em Atenas, na Grécia antiga. A despeito de estas palavras terem sido dirigidas aos atenienses, veremos neste artigo que elas também valem para muitos cristãos, ou melhor dizendo, crentes, da atualidade (e aqui  não vou nem citar os inúmeros sincretismos religiosos tão comuns às denominações pentecostais e neopentecostais, praticadas em série, sob o "manto" das campanhas).

"Arruda e sal afastam maus espíritos" 


Há igrejas pseudoevangélicas que têm adotado a arruda e o sal grosso para supostamente fazerem com que males, doenças e enfermidades fiquem bem distantes dos seus fiéis. Com isso, os líderes desses movimentos pretensamente cristãos, além de "afastarem" os maus espíritos, atraem os incautos e bons ofertantes…

"Carne de porco no réveillon traz prosperidade" 


Pois é… tem crente que só come pernil (de porco) na virada do ano. Por quê? Porque existe uma superstição de que, como esse animal fuça para frente, garante prosperidade o ano todo, ao contrário do peru, que cisca para trás. Pode uma coisa dessas?!

"Orelha arde quando alguém fala mal de nós" 


Há uma crendice no Brasil, não levada tão a sério como antigamente, de que, se uma pessoa sentir a sua orelha arder, é porque alguém está falando mal dela. E é comum ouvir gracejos do tipo, entre os evangélicos: 
"Sua orelha deve ter queimado bastante ontem, pois falamos bastante de você".

"Passar a virada do ano de branco dá sorte" 


Tenho observado que, no culto de passagem de ano, muitos irmãos aparecem vestidos de branco - inclusive, certa famosa denominação aqui de Belo Horizonte, em sua programação especial de final de ano, exibe em sua rede de televisão, um "culto(?)" onde todas as celebridades gospel se apresentam vestidas de branco dos pés à cabeça, em sintonia com o cenário também todo decorado de branco (só para o evento, já que essa tal igreja recentemente pintou todas as paredes de preto).

Você sabia que esse hábito é inspirado em religiões de origem africana? É verdade que o branco simboliza pureza e paz. Mas a mencionada superstição está ligada, sobretudo, aos cultos afro-brasileiros, como umbanda e candomblé.
  • Escrevi sobre esse tema ➫ aqui.

"É bom começar o dia com o pé direito" 


Há alguns anos, visitei a casa de Santos Dumont, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Fiquei maravilhado com as suas invenções. E admirei-me mais ainda com as suas superstições! Para se ter uma ideia, a escada de acesso à sua casa tem apenas um pedaço de madeira do lado direito, no primeiro degrau. Para quê? Para obrigar o visitante a iniciar a subida com o pé direito! Mas já ouvi crente dizer assim: 
"Hoje, levantei cedo, orei, li a Bíblia… Comecei o dia com o pé direito"!

"Dá azar encontrar-se com um gato preto"


Essa crença e outras a respeito dos gatos vieram da Europa.
Diz-se que eles não amam os seus donos, e sim a casa em que vivem. Por isso, numa mudança, é preciso levar o pequeno felino dentro de um saco para que não saiba para onde está indo. Acredita-se, ainda, que o diabo toma a forma de um gato preto. Parece incrível, mas já ouvi irmãos dizendo que o seu dia não estava bom porque, pela manhã, cruzaram com um gato preto!

"Número 13 dá azar"


Brasileiros famosos, como Roberto Carlos - este, aliás, é considerado, me permitam o trocadilho, o "rei das superstições - e Zagallo, tratam o número 13 de maneira diferente. O cantor passa longe do tal número, enquanto o ex-técnico da Seleção Brasileira afirma que lhe dá sorte. 

Aliás, Zagallo, após vencer a Copa América, em 2004, contra a Argentina, declarou: 
"Argentina vice tem treze letras". 
Em 2006, um maldoso argentino replicou: 
"Brasil sem hexa também tem treze letras".
Bem, quando olhamos para a Bíblia - sem nenhum misticismo ou numerologia -, vemos que esse número é bastante significativo. Basta observar que o Apóstolo Jesus (Hebreus 3:1) e os seus discípulos formam um grupo de treze apóstolos, e que Jericó foi rodeada treze vezes pelos israelitas: uma volta por dia, durante seis dias, e sete voltas no sétimo dia (Josué 6:3,4). Ademais, os livros de Neemias, 2 Coríntios e Hebreus têm treze capítulos. E a bênção apostólica está registrada em 2 Coríntios 13:13.

Conclusão

Não acredite em superstição


O que chamamos de comportamento supersticioso nem sempre é comprovado e, muitas vezes, é lendário, ou seja, de tanto se acreditar que algo dá azar ou sorte, a tradição deu àquele número, objeto ou situação um caráter de favorecimento e crença.

E você? Já parou para pensar naquilo que cultiva e acredita? Será que tem dado mais valor às superstições do que à sua vida de cristão? Fica uma reflexão para revermos como cada um de nós assume medos, crenças e crendices que tantas vezes mobilizam nossas vidas.

Que Deus nos ajude a abandonarmos as más influências da vida velha. Afinal, 
"...se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Co 5:17).
  • Escrevi sobre esse tema ➫ aqui.
[Fonte: Missão Vivos, por Ciro Sanches Zibordi; Rede Canção Nova, por Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica pela USP – Universidade de São Paulo, atuando nas cidade de São Paulo e Cachoeira Paulista. Neuropsicóloga e Psicóloga Organizacional]

A Deus toda glória.
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