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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

ESPECIAL - "CHE" GUEVARA: MITO? ÍCONE? MÁRTIR? HERÓI?



"Che" Guevara foi um revolucionário que ajudou a instaurar um novo regime político – unipartidário e socialista – em Cuba, que dura até hoje.

Meio século após sua morte, aquela imagem do rosto mais conhecido da Cuba comunista – Ernesto "Che" Guevara – reivindica um lugar especial nas casas e nos peitos de estudantes e candidatos a revolucionários mundo afora.

A foto marcante do guerrilheiro, usando uma boina adornada por uma estrela, garantiu seu status de lenda como herói popular internacional e símbolo de rebelião.

"Che" Guevara, Fidel Castro e os tentáculos do comunismo

Como "Che" Guevara e Fidel tomaram o poder em Cuba?


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A Revolução Cubana foi um dos episódios mais marcantes do século 20. Junto com Raúl Castro, irmão de Fidel, eles lideraram uma guerra de guerrilhas, que contou com uma força decisiva da população civil. 
"O movimento teve apoio de estudantes universitários e camponeses que se opunham ao governo ditatorial de Fulgêncio Batista"
diz o historiador americano Franklin Knight, da Universidade Johns Hopkins.

A guerrilha nasceu quando Batista, um ditador brutal e corrupto, cancelou as eleições marcadas para junho de 1952. Fidel, então um dos candidatos, começou a organizar uma força rebelde para depor o governo. Acompanhado de 160 homens, ele atacou um quartel militar em 26 de julho de 1953, na esperança de provocar um levante popular. A iniciativa foi um fracasso: Fidel foi capturado e acabou condenado a 15 anos de prisão.
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Libertado por uma anistia a presos políticos, ele se exilou no México, onde conheceu o médico argentino Ernesto "Che" Guevara. Convencido de que uma revolução por métodos violentos representava a única forma de combater a miséria na América Latina, "Che" se concentrou na estratégia militar da revolução, enquanto Fidel tratou de fundar o Movimento 26 de Julho, organização política que iria aglutinar os dissidentes cubanos no esforço para derrotar Fulgêncio Batista
Quem foi Fulgencio Batista, o ditador deposto por Fidel Castro?
Com cerca de 80 combatentes, a guerrilha voltou a Cuba em 1956 para tomar o poder.

A história que desconstrói um mito


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Nascido na classe média e médico graduado, "Che" largou tudo para lutar contra o que considerava "regimes opressores". Vamos conhecer em 10 tempos a história do ícone de muitos estudantes (cuja maioria não conhece, diga-se de passagem) que se identificam como "revolucionários".
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  • 1. Diário de motocicleta - Ernesto Guevara de la Serna nasceu em 1928 na Argentina, onde cresceu. Em 1951, deu um tempo na faculdade de medicina e montou numa moto Harley-Davidson para viajar pela América Latina por oito meses com o amigo Alberto Granaldo, também médico. Eles desceram a costa atlântica argentina, atravessaram os Andes até o Chile e depois foram para o norte. Esse período da vida de "Che" foi retratado no longa "Diário de Motocicleta" (2004), dirigido pelo brasileiro Walter Salles e protagonizado por Gael García Bernal (como Guevara) e Rodrigo de la Serna (como Granaldo).
  • 2. Nasce um idealista - No Peru, a dupla conheceu o dr. Hugo Pesce, médico membro do Partido Comunista, que cuidava de uma colônia de leprosos. "Che" sonhava em ser médico para curar doenças que afetavam os pobres. Depois da viagem, decidiu que o melhor jeito de ajudar era combater os responsáveis pelas injustiças políticas que contribuíam para a proliferação da pobreza.
  • 3. Primeiros conflitos - Após concluir os estudos na Argentina, foi à Guatemala, onde o presidente havia sido deposto por um golpe arquitetado pela CIA. Já com o apelido de "Che", se firmou como revolucionário e oposicionista dos EUA e chegou a participar de grupos de combate ao governo. Conheceu também sua primeira esposa, Hilda Gadea, e fugiu com ela para a Cidade do México.
  • 4. A parceria com Fidel - No México, conheceu Fidel Castro e seu irmão Raúl e ingressou no Movimento 26 de Julho, que planejava tomar o poder em Cuba, então sob a ditadura de Fulgêncio Batista. Em 1956, 82 guerrilheiros navegaram do México até lá, mas foram atacados na costa – a maioria morreu. "Che" se feriu, mas sobreviveu e seguiu com o grupo para as montanhas de Sierra Maestra.
  • 5. "Herói" cubano - O grupo cresceu e iniciou a Revolução Cubana, realizando ataques entre 1956 e 1958. Em 1959, tomaram Santa Clara e Santiago de Cuba. Batista fugiu, permitindo a tomada de Havana sem confrontos. Che ocupou diversos cargos no governo e viajou o mundo como embaixador de Cuba. Ele também casou de novo e teve quatro filhos.
  • 6. Crise dos mísseis - Com a Crise dos Mísseis, em 1965, "Che" deixou os cargos burocráticos e voltou a organizar células revolucionárias em outros países. Algumas fontes apontam divergências entre "Che" e Fidel nessa época, mas uma das filhas de Guevara diz serem apenas boatos de origem norte-americana para desacreditar a figura de seu pai. "Che" ficou sumido por vários meses
  • 7. Da África aos EUA - Em 1965, foi revelado que "Che" estava no Congo, onde liderou guerrilheiros que tentaram derrubar o ditador Joseph Mobutu. Com o fracasso da empreitada, ele voltou para Cuba na clandestinidade e arquitetou o plano de criar um foco de guerrilha na Bolívia, onde entrou disfarçado em 1966. O país vivia a ditadura do general René Barrientos, apoiado pelos EUA.
  • 8. A execução na Bolívia - Os EUA forneceram ao Exército boliviano armas e treinamento para ações de contraguerrilha. Um destacamento de 2 mil homens atacou o grupo de "Che", que foi ferido por um tiro e capturado. No dia 9 de outubro de 1967, após interrogatório, Guevara, aos 39 anos, foi morto com uma rajada de fuzil pelo tenente Mario Terán.
  • 9. Restos mortais - Após sua morte, as mãos de "Che" foram cortadas e enviadas pelo Exército boliviano à CIA para que sua identidade pudesse ser confirmada com a análise das impressões digitais. O local de seu corpo só foi descoberto 30 anos depois. Ele estava enterrado em uma vala no meio da selva boliviana, próxima do aeroporto de Vallagrande.
  • 10. Os crimes - Segundo documentos, "Che" teria se envolvido em 144 mortes e teria sido responsável pela prisão irregular de 30 mil pessoas.

Hipócrita controvérsia

O anticapitalista celebrado pelo capitalismo


Produtos com a imagem icônica de Che - considerada pelo Maryland Institute of Art a imagem mais famosa...
Falando em moralmente monstruoso, a imagem icônica foi massivamente reproduzida em camisetas, canecas, bonés, relógios, biquínis e outros produtos da sociedade capitalista odiada por Guevara.

Não esqueçamos do que ele jurou: 
"Mais uma vez fui capaz de me convencer de como são criminosos os polvos capitalistas. Em uma foto de nosso querido e saudoso camarada Stalin, jurei não descansar enquanto esses polvos capitalistas não forem destruídos".

O poder do dinheiro

7 coisas que você deveria saber sobre Che Guevara antes de vestir aquelaGuevara on a 3 pesos Cuban
Apesar de ter sonhado com uma sociedade em que o dinheiro fosse abolido, até hoje Guevara aparece cortando cana em uma cédula que circula. Ele ainda é considerado um herói nacional no país por promover trabalho voluntário, ajudando na construção de casas e na colheita da cana-de-açúcar.

Uma figura chave


The statue of Guevara, unveiled in his hometown of Rosario, Argentina, in 2008 was made from 75,000 melted...
Em Rosário, cidade argentina onde ele nasceu, Guevara é homenageado com uma estátua de bronze de 12m de altura, construída com 75 000 chaves doadas de todo o mundo e derretidas para a confecção do monumento. Erguida no 50º aniversário de sua morte, a estátua foi alvo do seguinte comentário do The Wall Street Journal: 
"'Che' Guevara finalmente ganha mais que uma reles camiseta".

Conclusão


Para muitos, "Che" é um mártir, um herói que se opôs a ditadores e aos EUA e lutou por sociedades mais justas em países como Guatemala, Congo e Bolívia. Para outros, foi um guerrilheiro obcecado por violência que usou de métodos polêmicos – como perseguir e matar opositores – para atingir seus objetivos. 

De qualquer forma, é uma figura histórica importante e um ícone cultural em todo o mundo, chegando a ser venerado como santo em algumas partes da Bolívia. Seu nome e seu rosto viraram símbolos de rebeldia, sendo usados até hoje em camisetas, pôsteres, músicas e até games. 

O bom senso me impede de ver em alguém com um currículo desses a figura de um herói.

[Fonte: Superinteressante; Livros: "Che Guevara, Uma Biografia", de Jon Lee Anderson; "De Moto pela América do Sul – Diário de Viagem", de Ernesto Guevara; "Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX", de Francisco Carlos Teixeira da Silva; "Guia Politicamente Incorreto da América Latina", de Leandro Narloch e Duda Teixeira e "A Vida em Vermelho", de Jorge Castañeda. Documentário "Chevolution"; Huffpost, por Sara C. Nelson]

A Deus toda glória.
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