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terça-feira, 2 de julho de 2019

A MÍDIA MANIPULADORA E SUAS VÍTIMAS: EU, VOCÊ...NÓS!


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Mídia vem do inglês media, que representa vulgarmente todas aquelas plataformas, impressas ou digitais (jornais,  revistas, internet, televisão), que são usados para a comunicação de massa. O termo estabelece o processo de transmissão da informação levando em conta essa mídia sendo aquilo que media (por isso o nome – sentido etimológico) a relação entre o emissor e seus receptores. 

Análise crítica e criteriosa


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Uma análise crítica pode ser extensa e complexa. Porém, quanto mais extensa e complexa fosse, mais discutida e discutível seria… 

Não há, na verdade, uma "chave" para um texto que se quer "crítico". O que se pretende, no caso de uma análise crítica, é uma abordagem a um tema, onde se apresente um conjunto bem estruturado de opiniões fundamentadas. Deve-se procurar explorar todas as questões e ideias principais levantadas pelo objeto da análise. 

Vá por partes: depois de ler/ver/ouvir o objeto da sua análise, interprete-o para si próprio; divida o objeto da análise em partes temáticas; dê um título a cada uma delas; relacione as ideias principais, expressas em cada parte; pense no assunto sobre o qual recai a sua análise; leia alguma bibliografia e tome nota das referências; tome nota do que lhe for ocorrendo a respeito do que consulta; redija um texto onde esteja patente a divisão que fez, com a respectiva justificação. Não se deve esquecer de dar um cunho pessoal ao que escreve. A sua opinião é fundamental. 

Não se esqueça também de como deve escrever. O texto (ou a mensagem proferida) deve ser coeso e coerente. Estes são, de um modo geral, os procedimentos que deve ter em consideração na redação de uma "análise crítica". Este deve ser o procedimento tomado mediante uma informação e/ou comunicação recebida. Mas, em pleno advento da era tecnológica, o enorme número, fonte e meio de informação, faz com que a mesma chegue tão rápido que não nos dá a oportunidade e o tempo necessários para processá-la, digeri-la. Assim, corremos o risco não só da absorção de algo mentalmente indigesto e contaminado por conceitos e ideologias nefastas, quanto de nos tornar os propagadores das mesmas através de compartilhamentos irresponsáveis.

Ou seja, essa "ponte" pode ser compreendida como ferramenta essencial para o controle e a manipulação daqueles que recebem as mensagens. Porém, vale ressaltar que o receptor tem a intencionalidade em suas mãos, isto é, o poder de decidir sua posição em relação aos temas abordados.

Como se classifica a mídia?


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De acordo com o alemão Harry Pross (☆1923-2010), a mídia pode ser classificada em três ramos: a primária, a secundária e a terciária:
  • A primeira delas é o corpo, uma das mais ricas e complexas. Essa mídia se estabelece através da relação humana, isto é, quando duas pessoas se encontram e trocam informações. Assim, ocorre um processo de comunicação por meio de relações, conexões e linguagens. 
  • Já a secundária remete a todos aqueles aparatos que ampliam o grau de conteúdo e comunicação. Essa mídia nasceu da necessidade de representação do ser humano na sociedade, e pode ser compreendida como extensão dos sentidos do homem. A escrita, por exemplo, é uma representação da fala. A roupa, o silicone e os músculos camuflados são atributos que agregam ao self do individuo e, consequentemente, amplificam a sua comunicação. 
  • Por fim, a mídia terciária é aquela que estende a secundária, e, por meio do som e da imagem, faz com que a mensagem chegue cada vez mais rápida e eficiente. Exemplo disso é a televisão que, segundo a maioria dos pensadores, ainda é o maior aparato de manipulação da sociedade.

Os fatos X os argumentos


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O fato é que é sabido que a mídia exerce sobre a massa um nefasto poder de alienação e manipulação.

É uma das funções das mídias televisivas informar a sociedade, expor ideias, se ater aos fatos e formar opinião, com o intuito de auxiliar na formação de cidadãos conscientes e críticos, além de instigar no desenvolvimento político e cultural da sociedade, entretanto, a nossa mídia televisiva se atém a meras especulações e desserviços a sociedade.

No ano de 1997, o filme "O Quarto Poder" (EUA),  retratou bem o poder que a mídia exerce sobre a sociedade e até onde ela é capaz de chegar para aumentar a sua audiência.

Este filme não retratou uma ficção, apenas realçou a realidade das grandes emissoras de televisão e o seu poder em manipular as informações de forma a tirar proveito financeiro e/ou político, além de visar o próprio crescimento, deixando de lado o seu papel fidedigno em informar, denunciar, apurar fatos e transmiti-los de forma imparcial (cito ainda o excelente filme "O Show de Truman" - EUA, 1998 -, especificamente, para o caso da moda atual dos tais ditos reality shows e seu papel no processo da manipulação midiática).

Esta mídia é formadora de opinião, assim sendo, Gallo em seu livro Ética e Cidadania publicado pela editora Papirus em 2003 é enfático ao afirmar que a criação e o desenvolvimento dos meios de comunicação cada vez mais potentes tem contribuído tanto para alienação quanto para dominação e perpetuação de seu poder.

A mídia inventa novos estilos de vida e causa inversões de valores (vide a famigerada imposição da chamada ideologia de gênero) e para se perpetuar neste poder, ela não mede esforços a ponto de jogar toda uma sociedade contra uma classe qualquer, como o caso de uma novela que joga seus telespectadores contra os professores (só para citar um exemplo dessa manipulação que tem a forma bizarra de um polvo alienígena com proporções gigantescas e seus incontáveis tentáculos).

A manipulação é tão gritante que a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) repudiou de 
"forma veemente a tentativa de manipulação da opinião pública brasileira contra a imagem dos/as professores/as".

Ontem, hoje, amanhã... sempre?

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Não é a primeira vez que novelas manipulam opiniões com inversão de valores e banalização da moral.

De acordo com a CNTE, uma determinada emissora (ainda um dos maiores conglomerados no segmento de comunicação televisa do Brasil) precisa destruir o modelo público de educação que já é falho e apoiar a nova Base Nacional Comum Curricular – BNCC do Ensino Médio para que ela possa efetivar a educação como mercadoria, assim elevar anda mais seus lucros e manter cada vez mais o povo alienado.

Apesar de todo este poder que a mídia exerce sobre o seu povo, a educação de qualidade será um agente neutralizador deste, visto que será pela educação que transformaremos o ser ignóbil em um cidadão crítico e protagônico, de forma que estes possam ter o discernimento em perceber o quão são podres e coniventes com a miséria e aviltamento da população, pois Pedro Demo em seu livro "Saber Pensar", publicado pela Cortez em 2000 é enfático ao esclarecer que ignorância é o centro da miséria, e assim sendo, a população brasileira está quase toda formada por verdadeiros miseráveis.

Conclusão

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Em suma, é claro que o jornalismo, como um todo, se sustenta na base do poder e interesses privados de certas elites do mundo. Não é estranho que essa mídia apoie temas e noticias banais, como vemos atualmente. A mídia, em companhia do plano político e econômico, procura ganhar e padronizar seu publico. Assim, ela acaba vendendo (ou melhor, impondo) sua ideia, e, mais do que isso, disseminado-a para o resto da sociedade. 

O que precisa ser feito é achar os meandros do problema e descobrir dentro desta situação prejudicada, caminhos que possam melhorar esse cenário. Uma solução – utópica, é claro – seria a reformulação dos programas de televisão e o conteúdo da internet. Os grandes meios de comunicação deveriam dar cada vez mais espaço para temas relacionados à política. Porém, analisando o cenário atual, percebemos que isso certamente não vai acontecer. Portanto, o que resta ao povo é educar as próximas gerações, para que essa manipulação não se torne algo rotineiro daqui alguns anos.

Como dizia Rousseau, são os soberanos que fazem os miseráveis, e infelizmente estes soberanos contam com este quarto poder para a efetivação de seus intentos.

[Fonte: Revista Gestão Universitária, por Wolmer Ricardo Tavares – Mestre em Educação e Sociedade, Escritor, Palestrante, Articulista, Colunista, Docente, Consultor de Projetos Educacionais e Gestão do Conhecimento na Educação – www.wolmer.pro.br; Bem Bolado; Ciberdúvidas da Língua Portuguesa]

A Deus toda glória. 
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E nem 1% religioso. 

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