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sábado, 26 de setembro de 2015

A FÉ 'DE' JESUS

“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus ea fé de Jesus” — Apocalipse 14:12. [Em algumas traduções consta 'a fé em Jesus', mas a tradução literal do original no grego é 'a fé de Jesus']. O que significa ter fé em Jesus e a fé de Jesus?

A fé 'em' Jesus


A gente sente um mau cheiro ou um perfume naturalmente! Assim também uma pessoa pode nos inspirar medo ou confiança [fé]. Se você conhecer alguém honesto, justo, bondoso, inteligente, poderoso, etc, certamente você confiará nele, não porque necessariamente queira, mas porque é natural: ele lhe inspira confiança, quer você queira, quer não! 

Alguém pode querer se arriscar; por exemplo, emprestando a alguém que nunca viu antes e do qual não tem nenhuma referência...; mas isso não seria ter confiança no desconhecido. Apenas seria escolher correr o risco, pois a confiança sempre vem da outra pessoa para a gente, e nunca o contrário.

Se alguém conhecer a Deus confiará nEle, não por se esforçar, mas porque dEle emana confiança; a gente sente que pode confiar nEle plenamente, isto é, pode ter fé incondicional nEle. Assim lemos: “A fé vem pela pregação [pelo ouvir] e a pregação pela palavra de Cristo” — Romanos 10:17.

“Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um” — Rm 12:3. Ele nos inspira perfeita confiança e, assim, temos fé em Jesus, fé em Deus. É confiança na Sua capacidade de salvar-nos ampla, completa e totalmente!

A fé 'de' Jesus


Sabemos que Jesus, quando esteve entre nós, não Se valeu, em benefício próprio, de poder algum que não nos seja abundantemente facultado. Visto que Ele falou: 'Lázaro, vem para fora' ou, ao mar, 'aquieta-te', e essas coisas aconteceram, perguntamos: Como? Por que aconteceu? Qual foi o poder causador? Jesus tinha certeza absoluta de que tais fatos aconteceriam, tão logo Ele tivesse pronunciado as palavras. Estava Ele, porventura, falando as Suas próprias palavras — como homem — ou estava Ele, por ventura, fazendo uso de Seu poder divino, inerente à Sua Divindade?

Não e não! Se Ele tivesse feito uso de Sua Divindade, teria deixado de ser um exemplo para nós. No entanto, havia a Divindade do Pai que poderia ser invocada por Ele. Como assim? Ele afirmou: “...a palavra que estais ouvindo não é Minha, mas do Pai, que Me enviou”  — João 14:24. “As coisas, pois, que Eu falo,como o Pai Mo tem dito, assim falo”  — 12:50. “As palavras que Eu vos digo não as digo por Mim mesmo; mas o Pai que permanece em Mim, faz as Suas obras.”  — 14.:0). Através do que?

As Palavras, que Jesus falava, eram as Palavras de Deus Pai, que havia prometido: ‘Suscitar-lhes-ei um Profeta ... em cuja boca porei as Minhas Palavras.’  — Deuteronômio 18:18! E Cristo tinha fé absoluta no poder criador daquelas Palavras. Ele cria que a Palavra do Pai:

  • Tinha poder para ressuscitar mortos!
  • Tinha poder para acalmar o mar!
  • Tinha poder para curar a lepra! 
  • Tinha poder para curar cegueiras!
  • Tinha poder para libertar, etc!

Ele tinha fé incondicional no poder da Palavra de Deus, e por essa razão também enfrentava todas as tentações com um ’Está Escrito’. Mateus 4:1-11. Eis o que é a fé ‘de’ Jesus! Essa fé, como os músculos, precisa ser exercitada, cultivada. Aprender a cultivar essa fé é mais urgente e mais essencial do que qualquer outro conhecimento ao nosso alcance. Concentre nisso seu empenho. Precisamos fé dessa qualidade.

O que faz em nós ’a fé de Jesus’?


A ’fé de Jesus’ cria obediência, ’gera para a liberdade’ do pecado, produz vitória sobre o mal; porém há também um outro tipo de fé, a ’fé falsa’, que gera para a escravidão do pecado, gera desobediência — Gálatas 4:1-31.  “Crês tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios creem e tremem”  — Tiago 2.19). Até os demônios sabem e creem que as doutrinas e os relatos bíblicos são a pura verdade. Podemos dizer então que há a ‘fé dos demônios’. Nós, porém, estamos em busca da ‘fé de Jesus’, ou seja, a fé do tipo e qualidade da dEle.

Exercer a ’fé de Jesus’ significa estar sob a Nova Aliança: ’Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes [apreciardes] a Minha aliança, então, sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é Minha; vós Me sereis reino de sacerdotes e nação santa’  — Êxodo 19:5-6.

Enquanto que exercer a ’fé dos demônios’ significa estar na Antiga Aliança: ’Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos’ — Êxodo 24:7; 19:8). Os israelitas pretendiam construir um caráter cristão, sem fé no poder criador da Palavra de Deus, citada no momento da tentação. Não os imitemos nesse equívoco.

Quando o crente tem a 'fé de Jesus', recebe o dom dos dons: o Espírito Santo: “O Espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as Palavras que Eu vos tenho dito são espírito [natureza de santidade] e são vida [essência de Cristo]”. (João 6.63)

Quando o crente tem e exerce a 'fé de Jesus', o Espírito Santo escreve a lei de Deus em suas decisões, palavras, ações, hábitos e caráter!

“Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as Minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo. E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos Me conhecerão, desde o menor deles até ao maior”  — Hebreus 8:10-11.

Quando o crente tem e exerce a 'fé de Jesus', 'vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do Senhor arvorará contra ele a Sua bandeira'  — Isaías 59:19. O Espírito Santo lembra-nos uma passagem bíblica, a qual  — se citada por nós com fé  — criará a vitória em nós e para nós.

Assim, quando o crente tem e exerce a 'fé de Jesus', leva 'cativo todo pensamento à obediência a Cristo' — 2 Coríntios 10:3-5. Quando os crentes têm e exercem a 'fé de Jesus', são 'manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus'  — 2 Co 3:3-4.

Quando o crente tem e exerce a 'fé de Jesus', cumpre-se nele a seguinte promessa: 'Respondeu Jesus: Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra [citando-a no momento da tentação]; e Meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada'  — João 14:23. Ao citar a Palavra de Deus, no momento da tentação, recebe-se o Salvador no coração.

Então, quando o crente tem e exerce a 'fé de Jesus', cumpre-se nele também a seguinte promessa: '...Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim. Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei [pretendendo cumpri-la sem citar a Palavra], segue-se que morreu Cristo em vão'  — Gl 2:20-21.

Viver a mensagem da 'Justiça de Cristo pela fé no poder criador da Palavra' não é só teoria! É a real vida da fé! É Jesus vivendo no crente, mediante Sua Palavra, revelando Seu ‘bom perfume’ (2 Co 2.15) nos motivos, nas palavras, atitudes, hábitos e caráter do crente. Esse deixa de ser carta de Satanás e passa a ser carta de Cristo, lida e apreciada por todos com quem ele entrar em contato.

Se a Palavra – em determinado assunto – diz ’assim’, e as minhas ações, os meus hábitos estão dizendo ’assado’, o que teria eu? A ’fé de Jesus’ ou a ’fé de Satanás’? “Aquele que pratica [vive sob o domínio d]o pecado procede do diabo...” (1 Jo 3:8).

Como temos visto, um dos motivos de Jesus vir à Terra, foi o de, mediante Sua Palavra, nos dar poder para obedecer: “E sei que o Seu mandamento é a vida eterna” — Jo 12:50. “Outra razão ainda temos nós para incessantemente dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a Palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e, sim, como, em verdade é, a Palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes”  — 1 Tessalonicenses 2:13.

Alguém poderia questionar: 'Não seria mesmo possível fazer uma boa ação, sem o apoio do poder da Palavra de Deus, citada na tentação?' Bem, seria possível fazer uma ‘boa’ ação externa, no nível do natural... mas o motivo não seria bom, o que a tornaria má, pois a nossa natureza pecaminosa é uma ‘má árvore’, e NUNCA poderá produzir ‘bons frutos’. A Palavra é uma ‘boa árvore’, e APENAS ela pode produzir ‘bons frutos’.

Sem Cristo, sem que seja a Palavra a agir em nós, os nossos motivos, invariavelmente, estarão SEMPRE manchados pelo egoísmo. SEMPRE seriam interesseiros; Sem Ele é-nos impossível visar a glória de Deus: ‘Sem Mim, nada ['nada' aqui está impreterivelmente ligado ao contexto do Reino de Deus, ou seja, ao que seja em obediência à vontade dEle e não se refere à atividades naturais] podeis fazer’  — Jo 15:5. Então, é melhor não tentar a reinvenção da roda. A saída está, pois, em cultivar a ‘fé de Jesus’.

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