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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O HIV E A AIDS NA COSMOVISÃO DO CRISTIANISMO



Não são poucos os indícios de que, outrora causadoras de pânico, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), hoje, parecem já não assustar. Grande sinal disso é que o uso de preservativos, principal forma de evitar essas infecções, torna-se cada vez menos popular: mais da metade da população sexualmente ativa admite não usar camisinha, mesmo que 95% reconheçam sua eficácia. 

Como consequência, a transmissão de hepatite B na população brasileira cresceu 74% desde 2004, e a transmissão de HIV na faixa de 15 a 19 anos aumentou 53% na última década e cresce assustadoramente o número de pessoas contaminadas com sífilis. Os infectologistas concluem que perdemos o medo das DSTs. A AIDS, por exemplo, passou de uma doença que levava à morte muito rapidamente para uma doença crônica, tratável. Os jovens de hoje não chegaram a ver seus ídolos morrendo por causa dela. E, apesar das mais de três décadas de convivência com o vírus HIV (já são quase quatro décadas), a desinformação e o preconceito ainda são sólidas barreiras que atravessam o tratamento dessa doença. 

Não é nenhuma novidade falar sobre este assunto. Como diz a expressão popular, muitos "chovem no molhado" quando se aventuram falar sobre este tema. Mas, não é menos verdade que, por mais batido que esteja falar sobre a AIDS, ela ainda é alvo de olhares atentos dos que pertencem ao movimento pró-preconceito. E, nos círculos cristãos, o assunto ainda é tratado com uma distância absurda. É um dos temas que muitas igrejas jogam nos porões eclesiásticos e deixam, comendo poeira. 

Se você ainda não percebeu, o "efeito mordaça" está muito presente no meio desta parcela da sociedade promíscua que abate cada vez mais a liberdade de expressão. É interessante perceber que eles reclamam de preconceito, mas combatem preconceito com preconceito. E tem mais: preconceito é a palavra da moda! Qualquer opinião contrária ou crítica é agora chamada de preconceito. Não se pode ter mais um conceito definido e próprio. Não se pode ter mais senso crítico. Tudo que contrarie a opinião da massa é preconceito! 

Mas, preconceito não é o nosso tema neste artigo. Queremos falar para cristãos, para pessoas que vivem dentro da prática cristã primitiva, oriunda dos apóstolos que, por sua vez, vêm de Cristo. 

Descendo mastros ideológicos e hasteando o estandarte da conscientização 


AIDS é um assunto ainda atual, ainda presente, ainda fazendo vítimas. Segundo a BBC Brasil
"Aids causa maioria das mortes de mulheres entre 15 e 49 anos, diz ONU". 
De acordo com a Unaids, em dezembro de 2008, 33,4 milhões de pessoas viviam com o HIV no mundo todo. Deste total, 15,7 milhões, quase metade, eram mulheres. 
"A informação a respeito de saúde sexual e reprodutiva para mulheres e adolescentes com o vírus HIV ainda é limitada", 
afirmou Suksma Ratri, integrante da Rede Feminina Positiva da Indonésia e que participou do lançamento da Unaids. 

Alvo de grande temor e preocupação, a AIDS ainda assusta homens e mulheres, jovens e adolescentes. Mas teria o cristão a necessidade de temer a AIDS? 


Diversos pontos de vista precisam ser abordados para que tenhamos um ensaio de resposta adequado. Nos propomos a ver algumas. 

1. Tipos de contaminação

Contaminação por objetos compartilhados 

O uso de drogas se mostrou uma perigosa forma de transmissão e contágio. A injeção na veia, um dos modos pelos quais algumas drogas são utilizadas, revelou-se um veiculo fulminante da doença. A palavra DROGAS é genérica, por isso, cabe um esclarecimento. 

Em sentido amplo, ela compreende substâncias que podem ir desde a nicotina do cigarro e o álcool de certas bebidas até o canabinol da maconha, a morfina e o LSD, passando inclusive por comprimidos contra a gripe e outros remédios corriqueiros (aliás, drogaria é um sinônimo de farmácia). 

Qualquer tipo de dependência à drogas, por qualquer motivo que seja (desde o mais comum que é obter de maneira artificial sensações em principio agradáveis, física ou mentalmente), cria-se inevitavelmente uma relação de dependência entre o usuário e o produto. As consequências tendem a ser fatais: perda de contato com a realidade, doenças, loucura e morte. 

Entre os entorpecentes, alguns como a cocaína, a heroína e a morfina podem ser consumidos sob a forma de injeção intravenosa, isto é, na veia. Desse modo, facilita-se a absorção da substância pelo organismo. Uma vez no sangue, a droga atinge rapidamente o cérebro, proporcionando em menos tempo os efeitos desejados pelo usuário. 

Os casos de contaminação por uso de drogas injetáveis têm aumento em alguns grupos da população, demonstrando que as seringas descartáveis não têm sido devidamente utilizadas. Através dessa via, o vírus se transmitiu para um número grande de usuários ou consumidores eventuais de tóxicos. Hoje, à medida que há uma maior conscientização das pessoas pela contaminação sexual, amplia-se o uso de drogas por meio de seringas, o que tem se mostrado um dos modos mais comuns de contaminação. 

Contaminação sexual 


Um grande número de pessoas está exposta à contaminação por meio da relação sexual. Mas é preciso analisar com cuidado a ligação entre Aids e sexo para evitar conclusões apressadas e enganosas. 

O HIV já foi encontrado em diversas substâncias liquidas produzidas pelo corpo humano. Alguns exemplos são o sangue, a saliva, as lágrimas e o leite produzido pela mulher que amamenta um filho. Incluem-se nesses casos também o esperma e as secreções vaginais. 

Dessa forma, os dois parceiros do ato sexual trocam entre si substâncias que servem de veículo para o vírus. Essa troca acontece em lugares particularmente sensíveis do corpo humano. 

Se um dos integrantes estiver contaminado, são enormes as probabilidades de que transmissão da doença para o outro. Mas é importante sublinhar: o HIV não pode aparecer do nada em nenhum desses parceiros. 

Um outro importante aspecto é que há portadores do vírus em que a doença ainda não se manifestou e dificilmente as pessoas se submetem a testes anti-HIV periodicamente. 

O fato é que quanto mais parceiros, mais probabilidades de um contato com o HIV. 

Por isso a promiscuidade é um dos fatores de risco na aquisição do vírus pela via sexual. Ela facilita também a propagação de outras doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorréia e a sífilis. O organismo enfraquecido fica então naturalmente mais vulnerável à Aids. 

Numa relação entre um homem e uma mulher, qualquer um dos dois pode ser infectado, entretanto, o risco parece superior para as mulheres mais do que para os homens. Isso porque o vírus está presente em maior quantidade no esperma do que nas secreções vaginais. 

Ainda que menos protuberante, mas há indicações de que a Aids pode ser transmitida também através do sexo oral. O contato das mucosas da boca que são um tecido sensível com as secreções do órgão genital tornando possível que a contaminação ocorra. 

Contaminação por meios diversos 


A higiene é uma importante ferramenta de prevenção. Algumas atitudes podem promover a ausência de higiene e a presença de modos de propagação do HIV. 

Quando relacionada ao sangue, a manipulação de instrumentos de metal, que furam ou cortam, pode ocasionar o contágio. Isso vale para instrumentos de dentistas, de manicures, lâminas de barbear, agulhas de tatuagem ou de acupuntura, etc. 

Quando for doar ou receber transfusão de sangue certificar-se de que o sangue tenha sido previamente testado para detectar o vírus da Aids, bem como dos instrumentos (agulhas e afins). É fato que esses cuidados hoje são bem mais altos que quando no início da epidemia da doença, na década de 1980. De qualquer modo, até hoje são pouquíssimos os casos de profissionais de saúde que se infectaram e não existem registros de contaminação de qualquer pessoa através dos instrumentos mencionados. 

Como o sangue é o veiculo preferencial do HIV, as transfusões tornaram-se também uma forma relativamente comum de contágio, antes do desenvolvimento dos testes anti-Aids. Os hemofílicos acabaram se incluindo nos antes chamados de "grupos de risco", pois quem sofre de hemofilia deve se submeter a frequentes transfusões através da hemodiálise. 

Há tempos não se usa mais a classificação de grupos de riscos e sim de comportamentos de riscos. 

Do mesmo modo, o transplante de órgãos do corpo humano pode ocasionar a contaminação, se o doador estiver infectado. Nesse caso, é necessário um processo de triagem, através dos testes de prevenção. 

É possível também que ocorra a chamada transmissão vertical, isto é, da mãe contaminada para o feto ou o recém-nascido. Isso pode acontecer de três maneiras: 
  1. no primeiro trimestre da gravidez; 
  2. através da placenta que envolve o feto; 
  3. no contato direto com o sangue materno durante o parto; ou pelo leite materno. 
Filhos de mães portadoras do vírus da Aids poderão ser contaminados desde a gestação. 

Agora que compreendemos alguns dos principais meios de transmissão do HIV, podemos nos centralizar na relação da Igreja com a AIDS. 

A AIDS na cosmovisão do cristianismo 


Ainda que não haja nenhuma menção direta ou específica sobre HIV ou AIDS, encontramos vários princípios bíblicos que nos orientam sobre a posição e o comportamento da Igreja quanto à doença. 

Nos tempos bíblicos, desde o mais antigo até nossos dias, podemos notar que Deus, por meio de sua Palavra, seus profetas e instrumentos por Ele utilizados para fazer conhecida a sua vontade, desejou proteger seus filhos das mazelas deste mundo. Dentre estas mazelas estavam presentes problemáticas de ordem moral e higiênicas. Vejamos alguns princípios que devem ser conhecidos pelos cristãos para que haja um entendimento global e norteador sobre estes aspectos. 

Primeiro princípio 

  • A Realidade do Pecado Universal e Suas Consequências 

Em Gênesis 3, Adão e Eva quiseram desobedecer a Deus e não seguir suas ordens com respeito a funcionalidade do Seu jardim do Éden. Isto prejudicou as relações dos seres humanos com Deus, consigo próprios, com os outros e com a Criação. As consequências do pecado são o sofrimento e a morte. 

Portanto, como uma realidade universal, a presença do pecado se faz em todas as coisas criadas, tornando-as sujeitas a seu poder e influência. 

Dentro do campo das "mazelas" oriundas do pecado, estão englobadas as doenças, que passaram a existir quando pecado entrou no mundo. Assim como a morte, as doenças são consequências do pecado. A morte é o destino para o qual todos os agentes do pecado trabalham por cativar e conduzir. A AIDS, como doença, também é consequência do pecado e, portanto, NÃO É uma punição de Deus para indivíduos particulares. 

Infelizmente, muitos membros de igreja ainda possuem esta crença incorreta de que o HIV seja a punição de Deus para a maneira como algumas pessoas vivem. Há os que cometem o absurdo de não só crerem como de afirmarem que ela é uma punição de Deus contra os homossexuais. Não existe descalabro maior. Sabe o que é isso? PRECONCEITO! Repito, PRECONCEITO, pois muitos acreditam que a homossexualidade é uma classe de pecado superior. Não existe isso. A Bíblia classifica pecado como pecado. É óbvio que cada pecado irá gerar consequências de acordo com sua semente, mas TODOS OS PECADOS SÃO PASSÍVEIS DE MORTE NA MESMA PROPORÇÃO (Romanos 5:12; 6:23a). 

O HIV afeta-nos a todos de uma forma ou de outra, e, até certo ponto, todos nós corremos risco de contraí-lo. Isso porque vivemos numa sociedade caída. Por exemplo, a pobreza pode forçar as pessoas a se colocarem em maior risco de infecção. O conflito pode aumentar a probabilidade de contração do HIV através do estupro ou das transfusões de sangue. O status baixo da mulher em algumas sociedades pode fazer com que elas sejam exploradas sexualmente. A própria natureza decaída do homem, em sua promiscuidade, sujeita-o a tal realidade. 
  • NÃO HÁ ABSOLUTAMENTE NINGUÉM QUE ESTEJA BLINDADO CONTRA A POSSIBILIDADE DE INFECÇÃO PELO VÍRUS HIV! 

Segundo princípio 

Uma Nova Natureza Avessa ao Pecado 

Na Epístola de Paulo aos Romanos, encontramos um compêndio da Gênese da Antropologia Bíblica. Nele, o Apóstolo nos informa sobre a realidade humana decaída: 
"...pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,..." (3:23, grifo e ênfase acrescentados). 
Todos, sem distinção (v. 22), estão debaixo do poder e influência do pecado. 

Tal informação é tão fortemente capaz de aniquilar a esperança de qualquer homem ou mulher, pois não há, nesta perícope, qualquer condição para salvação. Mas, ainda bem que a perícope tem continuidade! Continua afirmando o autor sagrado que 
"...sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus..." (v. 24, grifo acrescentado). 
É a graça de Deus, em Cristo Jesus, que nos traz este elemento tão vital para nossa esperança, a salvação. 

Esta salvação é portadora de características que passam a se fazer presentes na vida daquele que, por ela, é agraciado. Uma dessas características é uma nova natureza, contrária a anterior e capaz de resistir as influências do pecado. Mas, você pode se perguntar, "mas e a força, o poder do pecado?" — A Graça inefável de Deus não anula somente a influência, mas também o poder do pecado sobre nós. Isso, o Apóstolo dos gentios afirma, na mesma epístola aos Romanos no capítulo 6, versículo 14: 
"Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça" (grifo e ênfase acrescentado). 
Mas, você ainda pode se perguntar: — "Então, porque tantos cristãos ainda pecam"? — Isso, porque o sacrifício salvífico de Jesus, na graça eterna de Deus, nos reconcilia com Ele e nos coloca diante da responsabilidade que outrora foi de Adão, a responsabilidade de obediência aos princípios e estatutos de Deus. 

Santidade, obediência, mortificação da carne, orar, andar no Espírito, vigiar, crescer espiritualmente, servir ao Senhor, são características desta salvação imerecida. Estas são "obrigações" pessoais, individuais e intransferíveis. O problema reside aí: muitos vezes queremos transferir aos outros (inclusive, por mais paradoxal que possa ser, ao próprio Deus) algo que cabe a cada um de nós fazer. 

O Apóstolo Paulo ainda afirma: 
"...uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça" (Rm 6:18); 
"Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" (22,23, grifos e ênfase acrescentados). 
Em Tessalonicenses, Paulo afirma: 
"...porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação" (1 Ts 4:7). 
O crente que anda na santificação de sua vida, andando no Espírito e não satisfazendo a vontade da carne (Gálatas 5:16), não deve temer o pecado e suas influências. Não há como, de forma voluntária e consciente, um cristão fiel conviver com a probabilidade de contrair HIV pela promiscuidade, fornicação, adultério ou drogas. 

Tanto no Novo como no Velho Testamento encontramos a ordem divina para sermos "santos" como Deus é santo (Levíticos 20:7; 1 Pedro 1:16). É esta nova natureza, contrária e avessa ao pecado que pode vencê-lo em todas as suas formas. Pois, 
"...se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Coríntios 5:17). 

Terceiro princípio 

Limites Impostos por Deus Para Nossa Proteção 

Grande parte da transmissão do HIV no mundo ocorre como resultado das relações sexuais fora do plano de Deus. Embora algumas pessoas saibam que as relações sexuais fora do casamento sejam contra os valores de Deus, há outras que não estão cientes das diretrizes de Deus para o comportamento sexual. Muitas vezes, o sexo é um assunto tabu dentro das igrejas. Os líderes das igrejas possuem a função de ensinar o plano de Deus para o sexo. 

A fornicação, um dos grandes problemas existentes dentro das igrejas, é tratado, hoje, como um mal necessário. Influenciados pelo secularismo e seus modismos, o cristão atual é muito flexível às pressões e padrões da sociedade vigente. Muitos passaram a acreditar que não é mais possível viver um cristianismo integral e "totalmente" bíblico. Outros cederam a crenças ecumênicas com os modelos que outrora eram tidos como pecados inquestionáveis. 

A fornicação tem sido uma das grandes responsáveis por casamentos às pressas, uniões matrimoniais realizadas pelos motivos errados, tentam consertar erros com erros. Jovens meninas acreditam que para se manter a virgindade é só preservar seu órgão sexual da penetração, enquanto que fazem todo o resto (conjunto) de carícias e outras coisas comuns a prática de intimidade sexual de um casal. E o mais improvável hoje acontece: líderes religiosos com visibilidade vão para as mídias sociais e dizem absurdos tais como ser conveniente a prática sexual fora do casamento (analise minhas palavras: não estou falando em LICITUDE, estou falando em CONVENIÊNCIA - 1 Co 6:12,13). 

São consciências cauterizadas pelo pecado que foi flexibilizado para o nosso tempo. Jovens meninos são conduzidos a pornografia, incentivados a prática de masturbações e uso de artifícios que os conduzem ao orgasmo, sem que tenham contato com o sexo oposto, crendo que assim se mantêm castos. 

A fornicação leva o cristão ao desinteresse pelas bênçãos do matrimônio, pela beleza da união abençoada por Deus. Gera pessoas isoladas, individualização, a sensação de autossuficiência (não preciso do outro!), ao utilitarismo (o outro só me serve para o alcance do objetivo). 

Nos tempos bíblicos jovens moças eram apedrejadas por causa da impureza da fornicação. Tal ato era considerado como prostituição (Deuteronômio 22:20,21). Em Atos 15:20,29, Lucas afirma acerca da necessidade de se "abster" de coisas concernentes ao mal, ao pecado, e dentre tais coisas ele inclui a prostituição. A imoralidade é citada como reprovável em 1 Coríntios 5 e digna de ser expulsa do meio da Igreja. Fornicação é uma imoralidade. E os que cometem "imoralidades sexuais" estão presentes no texto de Apocalipse 21:8, como diz: — 
"Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte". 
Na Bíblia NVI, o termo "impuros" é traduzido como "os que cometem imoralidade sexual". Na NTLH, aparece como "imorais". E no grego, o termo é "kai pornoi, kai farmakoi"

Em Romanos 1:18-27, A Bíblia diz que a ira divina recai sobre a "impiedade e perversão", coisas que nosso tempo aprendeu a chamar de opção de sexualidade, formas de amar, liberdade de ação. Deus criou o sexo para ser uma bênção, no tempo certo que é o tempo de Deus. Este tempo, segundo 1 Coríntios 7 é após o casamento. 

O/a cristão/ã que vence as tentações da flexibilidade e facilidades do secularismo, e mantém-se casto para seu matrimônio, não precisa temer HIV ou qualquer outra doença de cunho sexual. Estará "limpo" para sua/seu amada/o. 

Quarto princípio 

A Relação do Cristão com a Doença

É muito triste percebermos que o passar dos tempos promoveu uma distorção muito impertinente para a visão do cristão. Crenças bíblicas que deveriam ser dogmas inalteráveis para o cristão, foram flexibilizadas e, até mesmo, tidas como ultrapassadas; enquanto que outras crendices antibíblicas, passaram a receber status de dogmas e de guia para nossas vidas, e que são imperfeitas e promovedoras de sectarismo cristão. 

O exemplo deixado pelo Filho do Altíssimo é incomparável! É certo que devemos tomar cuidado com as doenças contagiosas, mas este fato não é uma isenção para não se ter compaixão pelo próximo. Em Lucas 8:42-48, temos um exemplo disso. Desde a época do Antigo Testamento, acreditava-se que as mulheres eram impuras durante o seu sangramento mensal. Como resultado, elas ficavam longe do templo durante este período. De acordo com a lei de Moisés (Lv 15), se Jesus fosse tocado por uma mulher que estivesse sangrando, ele ficaria impuro. A mulher com fluxo de sangue, não apenas foi recebida por Jesus como também foi curada. Ele não a expulsou em nome de uma lei qualquer, mas a acolheu. 

A crença cristã, deve ser igual a de seu Inspirador, Cristo. Acolhimento, amor, compaixão, são alguns dentre outros sentimentos que Jesus Cristo nos ensinou para ter com o próximo. Em sua parábola sobre o "bom samaritano" (Lc 10:30-37), Jesus aplica o mesmo ensinamento. Se um moribundo, à beira da estrada, tocasse ou fosse tocado por uma pessoas, se acreditava que esse ficaria impuro também. Jesus aplica, através da figura do Samaritano os mesmos princípios que aplicou com a mulher com fluxo de sangue. E ao fim desta parábola, Jesus disse: — 
"Vai e procede tu de igual modo". 

A Resposta da Igreja à AIDS 


Amor, misericórdia, oração, compaixão, acolhimento e orientação são algumas das respostas que o portador do vírus HIV deve encontrar dentro de nossas igrejas. Discriminação é uma palavra que tem sido usada como alvo do combate da sociedade, mas que pela Igreja, isso não deveria ser nenhuma novidade. A Igreja de Cristo não discrimina! 

Como alguém que foi e ainda é alvo da discriminação social, a Igreja sabe muito bem o que isso significa. Temos nossos conceitos imutáveis (ou, ao menos deveriam ser!), mas não discriminamos (ou, ao menos não deveríamos, mas...). 

Em muitos lugares, as igrejas mobilizam e fazem contribuições positivas para com a ação contra a epidemia da AIDS. Entretanto, diminui a cada dia a capacidade das igrejas que desejam ajudar às pessoas portadoras do HIV ou doentes em decorrência da AIDS (há uma enorme diferença clínico-biológica e física entre o portador do vírus HIV e o doente em decorrência da AIDS, lembrando ainda que o termo "aidético" foi abolido da nomenclatura médica, por ser carregado de preconceito e discriminação) porque seus membros estão adoecendo. As igrejas deveriam estar fazendo algo de positivo para responder ao HIV e à AIDS, de acordo com o mandamento de Jesus 
"Amarás ao próximo como a ti mesmo" (Lc 10:27).

Conclusão


Uma boa liderança na igreja é essencial. O que os líderes das igrejas dizem e fazem pode ter um impacto importante sobre as pessoas que frequentam as suas igrejas e as pessoas da comunidade local. É bom envolver os líderes das igrejas, porque:

■ os líderes são reconhecidos pela comunidade,
■ os líderes podem oferecer incentivo aos membros da igreja,
■eles frequentemente têm vínculos com outras igrejas, organizações e pessoas em posição de responsabilidade na comunidade e vínculos com redes em âmbito nacional,
■ como são responsáveis por pregar sermões nos domingos, eles têm um papel importante no ensino sobre questões relacionadas com o HIV e a AIDS. 

Há muitas maneiras através das quais as igrejas podem alcançar as suas comunidades: 

■ Educando as pessoas sobre o HIV – sobre a sua existência, como ele se propaga, como diminuir o risco de infecção, como cuidar de pessoas com HIV e AIDS e da comunidade afetada; 
■ Oferecendo esperança em Jesus para os que vivem com HIV e AIDS; 
■ Oferecendo apoio e amor às pessoas que vivem com HIV e AIDS ou são afetadas por eles; 
■ Oferecendo ajuda prática às famílias com membros doentes; 
■ Promovendo a reconciliação entre a comunidade e os familiares que têm dificuldade em pedir ou dar perdão pelo comportamento pecaminoso que resultou na infecção do HIV; 
■Assegurando que as pessoas que vivem com HIV e AIDS sejam bem-recebidas ao frequentarem a igreja e atividades comunitárias, inclusive não as impedindo de maneira alguma o exercício ministerial, seja ele qual for, inclusive o de liderança; 
■ Assegurando que haja alguém para cuidar dos órfãos; 
■ Tomando-se medidas para diminuir o estigma e a discriminação; 
■ Defendendo os direitos das pessoas que vivem com HIV e AIDS; 
■ Desafiando as normas culturais prejudiciais para o status das mulheres; 
■Oferecendo treinamento sobre como desenvolver relações fortes de respeito, solidariedade e amor. 

Como cristão protestante, reformado e consciente que sou, acredito que a mensagem de Jesus Cristo sempre foi e sempre será o remédio para a cura da maior doença que entrou no mundo, o pecado. Temos o poder, por meio da pregação da Palavra, para curar preventivamente e efetivamente; curar o que ainda não está enfermo e o que já está enfermo. 

Todos nós éramos perdidos, mas Cristo nos resgatou! Isso é possível por meio de sua graça testificada na Bíblia e na vida de todo crente sincero. Acredito que o crente não deve ter medo da AIDS, a AIDS é que deve ter medo do crente. 
  • Escrevi mais sobe esse assunto ➫ aqui (e certamente voltarei a escrever mais, estou fazendo minha parte).
A Deus toda glória. 
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E nem 1% religioso.

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