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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

FAZER O BEM, UMA TERAPIA ACESSÍVEL A TODOS, MAS DO INTERESSE DE POUCOS


"Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos. 
Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: 'Minha é a vingança; eu retribuirei', diz o Senhor. Pelo contrário: 'Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. 
Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele'. Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem" (Romanos 12:17-21, grifos meus). 
"A riqueza, não se mede pelos bens que se possui, mas sim pelo bem que se faz!" (Miguel de Cervantes, ☆1547/✟1616)
A parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37) destaca a verdade de que compaixão, sensibilidade e cuidado são fatores intrínsecos à vida cristã. Diz o texto que um homem está indo de Jerusalém para Jericó. É atacado por alguns salteadores. Roubam seu dinheiro, batem nele e o deixam à beira do caminho, "meio morto". Enquanto permanece caído, três homens passam por esse mesmo caminho. A atitude de cada um pode ser vista como prova do grau de sua compaixão.

Dos três, dois deles passaram de largo. Tanto o sacerdote como o levita - representantes dos religiosos - não pararam nem se envolveram com a situação. Deixaram-no como estava. Todavia, o bom samaritano parou, cuidou dos ferimentos da vítima. Levou o homem para uma hospedaria e cuidou dele, v. 34. Além disso, comprometeu-se em pagar tudo que fosse preciso quando voltasse, vv. 34, 35.

Essa parábola tem tudo a ver com o contexto cristão ou pastoral, porque pastorear consiste em cuidar, arrebanhar, estar pronto a buscar e curar a ovelha desgarrada. Esse texto bíblico apresenta o quadro de três homens que, dentro do processo da alegoria, tipifica três tipos de "ministérios" cristãos : ministério casual, v. 31; ministério indiferente, v. 32; ministério diferenciado, v. 33.

A terapia de fazer o bem

No divã da consciência


Acredito, verdadeiramente, que a frase acima do romancista, dramaturgo e poeta castelhano, Miguel de Cervantes, é não só uma simples frase, mas um princípio e um valor que devemos levar em consideração todos os dias de nossa vida. Digo isso, pois, infelizmente, o mundo está cada vez mais carente de ações que beneficiem aqueles que estão ao nosso redor, independentemente se os conhecemos ou não.

Somos diariamente bombardeados por notícias que nos informam que a violência, não só em nosso país, mas ao redor de todo o mundo, não para de crescer, o que se tornou uma preocupação constante para nós, que só queremos viver em paz ao lado daqueles que amamos.

O princípio do altruísmo


É por isso que, neste sentido, acredito que o nosso papel para lutar contra este grande problema e para vencer, em definitivo, este enorme desafio é nos colocarmos à disposição do outro, procurando entender como podemos fazer o bem a ele, como podemos ajudá-lo a tornar a sua caminhada um pouco mais tranquila e em paz, para que assim, tenhamos a oportunidade de conviver em harmonia uns com os outros e tornar o mundo um lugar cada vez melhor para nós e para as gerações futuras viverem.

O policial e o mendigo


Quem lê o título acima pode pensar que estamos falando de alguma fábula famosa, que vendeu milhões de cópias, mas não. Trata-se apenas de uma cena dos tempos atuais. Vamos apresentar nossos personagens: o primeiro é Stanley Nelson, de 62 anos, que mora nas ruas de Detroit, cidade da costa leste dos Estados Unidos. Recentemente, ele ganhou um kit de higiene. Como no parque onde estava não havia água corrente, ele decidiu usar a lâmina descartável e utilizar a água de uma poça na calçada para fazer a barba.

Nosso outro personagem é o policial Jeremy Thomas (foto). Quando passava pelo local, ele avistou o homem em uma situação difícil e resolveu se aproximar. 
"Ele tinha creme de barbear nas mãos, no casaco, no rosto e nos olhos. Então eu fui até lá e disse: 'com licença, senhor', mas ele logo disse: 'eu vou embora, vou embora'. E eu respondi: 'não, você precisa de ajuda'"
lembra.
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Depois de convencer Nelson de que não precisava ir embora, Thomas o ajudou a fazer a barba. A história dos dois ficou conhecida, pois, ao sair de um jogo de beisebol, um casal que passava por ali registrou a cena e postou as fotos nas redes sociais. A notícia ganhou repercussão rapidamente.
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Nelson (foto) relatou como foi importante o gesto do policial: 
"foi lindo o que ele fez, e Deus o abençoará por fazer isso por mim, porque ele não precisava fazê-lo. Eu realmente aprecio isso, porque, você sabe, estou passando por problemas e me sinto mal comigo mesmo, sabe? Mas eu vou ficar bem"
disse.

Cada personagem desse fato é importante: quem deu o kit de higiene, o policial que ajudou Nelson a fazer a barba e o casal que divulgou as fotos.

O simples fato de ser ajudado por todos eles retirou o manto de invisibilidade que encobria Nelson, que se sentiu valorizado porque alguém se importou com ele. Pode parecer pouco, mas, certamente, o bem pode ser transformador para pessoas que estão na mesma condição de Nelson, ajudá-las a dar um passo adiante e buscar uma mudança em suas vidas. Tenha certeza que fazer o bem, sem olhar a quem, pode fazer muita diferença para todos. Afinal, quem ensinou isso, foi o Senhor de toda a razão: Marcos 12:30,31.


O motorista e o morador de rua


Após receber um copo de água e um abraço, o morador de rua sentiu-se à vontade para reclinar sua cabeça no colo do Sr. Orlando. (Foto: Facebook / Cleberson Santos)
Após receber um copo de água e um abraço, o morador de rua sentiu-se à vontade para reclinar sua cabeça no colo do Sr. Orlando. (Foto: Facebook / Cleberson Santos)

Na noite última segunda-feira (4), uma publicação passou a chamar a atenção e emocionar as redes sociais, devido à comovente cena que registrou. Nas imagens, um senhor de idade acolhe um morador de rua no primeiro banco, dentro do templo de uma igreja, durante um culto.

O nome do homem que está comovendo a internet com sua atitude cheia de solidariedade e simplicidade é Orlando Baptista, membro da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, no Parque Três Marias, em Taubaté (SP).

A cena foi registrada e relatada por Cleberson Santos, outro membro da igreja, que explicou a situação em sua postagem no Facebook, que já passa de 2.600 compartilhamentos, além de ser copiada por diversos perfis e páginas.

"Hoje dia 04/11/19 foi culto de ensino na igreja Evangélica Assembléia de Deus no Três Marias Taubaté-SP. Aí entrou esse jovem morador de rua que está deitado no banco. Eles estava bem agitado. Fiquei olhando para ver se ele não iria aprontar", explicou Cleberson.

Porém, segundo o autor do relato, apesar de toda tensão causada pelo morador de rua, que surpreendeu as pessoas dentro do templo, Sr. Orlando reagiu de uma forma muito tranquila e acalmou o rapaz, pegando um copo de água e lhe oferecendo um abraço.

"Quando ele foi em direção do Sr Orlando Baptista que com seu jeito acolhedor já pegou um pouco de água para o jovem e o abraçou. O jovem se acalmou e deitou em seu colo no banco", contou.

Cleberson aproveitou a publicação para parabenizar Orlando Baptista por sua atitude acolhedora.

"Parabéns Sr Orlando por este ato generoso!!! O mundo precisa de pessoas assim como o Sr."
escreveu o homem.

O autor da postagem ainda fez uma observação, chamando a atenção para a diferença notável entre as atitudes dele mesmo e do Sr. Orlando.
O autor da postagem ainda fez uma observação, chamando a atenção para a diferença notável entre as atitudes dele mesmo e do Sr. Orlando.
"Veja a diferença entre duas atitudes. A minha e a do Sr Orlando. Enquanto eu olhava e julgava o irmão Orlando (Bom samaritano) acolhia"
disse Cleberson, assegurando que Orlando sequer percebeu que havia alguém registrando a cena.
"Independente de placa de igreja e religião, esse é um exemplo a ser seguido"
finalizou Cleberson. 

A importância de fazer o bem 


Quando falo em fazer o bem, estou falando sobre aquilo que o título deste artigo tem a nos dizer e ensinar, que é fazer verdadeiramente o bem, sem olhar, analisar ou ficar escolhendo para quem nossas ações de benfeitoria serão direcionadas. Digo isso, pois é muito mais fácil ajudar somente aqueles que conhecemos, que fazem parte do nosso ciclo de convivência, porém, é preciso lembrar, que existe uma infinidade de outras pessoas, que também precisam de nós, do melhor que temos a lhes oferecer, para que usufruam de uma vida mais digna e plenamente realizada.

Neste sentido, fazer o bem a quem quer que seja é importante, pois todo o universo ao nosso redor se beneficia disso, uma vez que, através de nossas boas ações, estamos fazendo a nossa parte para contribuir com um mundo de igualdade, em que todos tenham as mesmas oportunidades e sintam-se felizes e realizados com a vida que levam. Além disso, mesmo que indireta e inconscientemente, acabamos nos tornando exemplos para os demais, uma vez que aqueles que nos observam sempre fazendo coisas boas para quem quer que seja, acabam por também se sentirem inspirados a fazerem o mesmo, o que faz com isso se torne verdadeiramente uma corrente do bem por todos os ambientes pelos quais transitamos.

Plantando sementes


Como eu disse nos parágrafos iniciais, quando escolhemos fazer o bem sem olhar a quem, estamos também escolhendo construir um mundo cada vez melhor para as gerações que estão por vir. Isso porque estes jovens que vêm por aí têm o direito de viver com paz, igualdade, em um mundo em que todos se respeitem, que se ajudem mutuamente, e que preservem também o meio ambiente, fator de extrema importância para uma existência saudável e harmonioso, entre todos os seres humanos e a natureza.

Por fim, porém não menos importante, cultivar o hábito de fazer o bem é essencial, pois traz benefícios, não só para quem está sendo beneficiado por nossas ações, mas também para nós mesmos. Daqui para frente, passe a se observar todas as vezes que fizer algo de bom para alguém. Tenho certeza que você será tomado por uma enorme sensação de bem-estar, que vai te deixar satisfeito, feliz e pleno por ter se permitido ir além e contribuído para tornar o mundo de alguém muito melhor.

Lembre-se das palavras de Machado de Assis (1839/1908)
"A gratidão de quem recebe um benefício é bem menor que o prazer daquele de quem o faz…"

Como fazer o bem sempre?


Após compreendermos a importância de se fazer o bem diariamente em nossas vidas, não só para as pessoas ao nosso redor, mas também para nós mesmos, é chegado o momento de saber como colocar em prática boas ações e tornarmos o mundo um lugar melhor para se viver. Confira:

Trate todos ao seu redor bem  


É preciso ter em mente que, independentemente dos comportamentos e atitudes das pessoas ao nosso redor, devemos tratá-las bem, conforme gostaríamos de ser tratados em todos os locais por onde passamos (Mateus 7:12). Acredito que este seja o primeiro passo para fazer o bem sem olhar a quem, pois quando tratamos as pessoas bem, mesmo que elas não nos tratem da mesma maneira, ficamos em paz com a gente mesmo, com a nossa consciência, pois sabemos que estamos fazendo a nossa parte para que haja mais paz na convivência uns com os outros.

Eu sei que às vezes pode ser mais difícil relevar certas atitudes, principalmente quando são comportamentos rudes e desproporcionais, entretanto é fundamental fazer este exercício, não à tentação de devolver na mesma moeda e continuar tratando a todos bem, para que assim a sua ação seja exemplo para os demais.

Torne-se voluntário


Fazer o bem sem olhar a quem também tem a ver com escolher uma causa na qual você pode ser instrumento para ajudar aqueles que mais necessitam.

E quando falo em ajudar, não estou falando apenas de contribuição financeira, estou falando em se tornar voluntário para conversar com idosos, brincar ou ensinar algo à crianças carentes, fazer doações de roupas e quaisquer tipos de materiais para mulheres vítimas de violência, visitar ou adotar animais abandonados, contribuir com o que você souber fazer em alguma Organização Não Governamental (ONG), enfim, opções não faltam, basta estar com o coração e a mente abertos para doar o que você tem de mais precioso, que é o seu tempo.

Suspenda todo tipo de julgamento


Este é um dos princípios mais importantes. Para que possamos ajudar as pessoas a saírem do ponto em que se encontram e chegarem a seus estados desejados, em um curto espaço de tempo, precisamos suspender todo e qualquer tipo de julgamento, pois estaremos diante das mais variadas histórias de vida.

Sendo assim, a minha dica para que você seja bondoso, não só com as pessoas ao redor, mas também com você mesmo, é suspender os julgamentos que surgirem em sua mente, quando estiver diante de quem quer que seja. Digo que esta é uma forma extraordinária de fazer o bem, pois quando não julgamos estamos aceitando o indivíduo que está diante de nós exatamente como ele é, respeitando suas mais diversas particularidades, o seu jeito de ser, agir e pensar.

Suspender todo e qualquer tipo de julgamento é uma excelente maneira de fazer o bem sem olhar a quem, pois uma das coisas que nos deixam verdadeiramente plenos e felizes é sermos aceitos como somos pelas pessoas que nos rodeiam, algo que tem sido cada vez mais difícil de encontrar nos dias atuais.

Ouça na essência


Ouvir na essência também é um comportamento também raro de se ver atualmente nas pessoas. Isso porque todos estão mais preocupados em emitir suas opiniões e impor suas ideias, que não abrem espaço para ouvir, verdadeiramente, o que o outro tem a dizer.

Diante disso, sempre que puder empreste seus ouvidos àqueles que precisam, pois, muitas vezes, o que as pessoas necessitam não é de conselhos e opiniões, mas sim de um ouvido amigo, que esteja atento a tudo que está sendo dito e que acolha as palavras do outro com amor e solidariedade.

Este é o verdadeiro exercício de ouvir na essência, que também se trata de um princípio do cristão, e que faz tão bem, tanto a quem é ouvido, quanto a quem está ouvindo.

Não espere nada em troca


Augusto Branco (pseudônimo do poeta brasileiro Nazareno Vieira de Souza) já diz
"Não é preciso motivo para fazer o bem, só é preciso fazê-lo!"
Isso quer dizer que fazer o bem deve, efetivamente e na prática, ser uma premissa norteadora da vida de todo e qualquer ser humano, que este não deve ficar esperando motivos ou praticar ações de bondade apenas para receber algo em troca.

Como o título do artigo diz, é necessário verdadeiramente fazer o bem, sem pensar se vai ou não receber alguma coisa como gesto de gratidão pelo ato de benfeitoria. É preciso ser bom o tempo todo, de forma genuína, pois o mundo está precisando cada vez mais de pessoas assim e cada vez menos de pessoas individualistas, egoístas que só pensam em si mesmas e só fazem algo pelo outro, pensando em se beneficiar no final das contas.

Lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer, que indivíduos assim já existem aos montes. O que precisamos é ser - e/ou, em termos bíblicos, fazer - realmente a diferença que queremos ver no mundo.

Conclusão

O contexto histórico da parábola do bom samaritano


Os judeus do Sul sentiram na pele aquilo que haviam passado os "irmãos" do Norte. Depois vieram as diversas tentativas de retorno para a terra da promessa. A volta do exílio e o processo de reconstrução foram muito complicados, pois havia resistência tanto de judeus como de samaritanos quanto à fixação novamente na terra. É com base nessa história que se entendem os diversos atritos e agressões que se sucederam.

Nos tempos de Herodes, houve um grande crescimento econômico, à custa de um alto preço social. Muitas terras de judeus foram expropriadas no Norte, o que gerou uma massa de desempregados urbanos no Sul, com consequentes distúrbios sociais inseridos em um contexto propício para a disseminação da insegurança social.

É nesse contexto de injustiça social, de opressão econômica, política e religiosa que o episódio-parábola do Bom Samaritano ganha eloquência e precisa ser entendido. Na narrativa do Bom Samaritano - que é uma pre-figura do próprio Jesus Cristo em relação à humanidade pecadora - vemos a tríade amor-compaixão-misericórdia como um princípio básico para o seguimento de Jesus Cristo e do seu Evangelho, projeto de vida para todos a partir dos oprimidos. E é também nesse cenário tão atual que todos nós temos a oportunidade de fazer o bem, sermos os "bons samaritanos" do nosso contexto. E aí, aceita o desafio?

[Fonte: Guia-me]

A Deus, toda glória. 
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