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terça-feira, 13 de outubro de 2015

INTERNET: BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO? EIS A QUESTÃO!

Você é uma daquelas pessoas que publicam toda ação que realiza em seu dia nas redes sociais? Faz postagens sobre cada passo ou divulga muitas imagens pessoais? Um ciberviciado (nome dado aos viciados em internet)? Talvez sua resposta seja não, mas certamente você conhece alguém que costuma expor a vida inteira (ou quase) na internet, muitas vezes até de forma ingênua. Publicar tudo o que acontece na sua rotina pode trazer prejuízos para o relacionamento, o trabalho e a integridade física. Isso porque atualmente existem cada vez mais bandidos especializados em criar dossiês por meio de páginas dos usuários nas redes sociais. Pessoas mal-intencionadas conseguem saber os lugares que você costuma frequentar, seus planos para o fim de semana, dados sobre sua família, entre outras informações que colocam sua segurança em risco.

Os riscos da superexposição nas mídias sociais


Não é de hoje que o excesso de exposição na internet envolve crianças, jovens e adolescentes. Em 2010, por exemplo, uma quadrilha sequestrou uma jovem de 19 anos em Ilha Comprida, no litoral sul paulista, depois de observar fotos, veículos pessoais, passeios que fazia e outros sinais que indicavam sua condição financeira. Tudo serviu de informação para os bandidos que planejaram o crime. 

Um caso parecido aconteceu em junho de 2014, quando um menino de 9 anos, filho de um casal de empresários de Ilhota, em Santa Catarina, também foi sequestrado. A história repercutiu na imprensa quando um dos criminosos admitiu publicamente a facilidade de saber da rotina da criança por meio do seu perfil no Facebook. Apesar da pouca idade, ele mantinha uma página em seu nome, que mostrava desde a escola onde estudava até imagens dos bens que a família possuía.

E o que dizer dos inúmeros e recorrentes casos de pessoas que são vítimas de exploradores sexuais (há, inclusive, casos com finais trágicos).

Com casos desse tipo acontecendo o tempo todo, por que muitos continuam se expondo nas redes sociais como se colocassem suas vidas em um outdoor? E como saber o limite dessa exposição? Não há uma fórmula, mas os especialista afirmam que o limite é o mesmo da vida real. Ou seja, todos os valores que orientam uma pessoa devem ser levados para o universo digital. Por exemplo, se você não conta detalhes da sua vida pessoal para um estranho, por que fazer isso na internet, sendo que alguém que você nunca viu vai acabar lendo? É algo sobre o que ponderar.

O que motiva esse comportamento?


Durante a navegação na internet, o usuário fica em um processo de imersão, como se estivesse em um sonho. Com isso, acaba expressando desejos que na vida pessoal pensaria muitas vezes antes de demonstrar. Psicólogos destacam que não há pesquisas científicas que indiquem as características de quem se expõe demais na internet, mas é possível observar que a maioria aprendeu a se relacionar com o mundo de forma virtual. Segundo eles, contudo, a intenção dessa pessoa não é buscar a problematização de sua vida, o autoconhecimento, mas a confirmação de suas convicções e ser objeto do olhar alheio.

Os especialistas dizem ainda que falar de si próprio gera um prazer equivalente ao de se alimentar, ganhar dinheiro, dormir ou se relacionar sexualmente. Segundo eles, em uma conversa formal, as pessoas falam de si cerca de 30% do tempo, enquanto nas redes sociais este índice sobe para 90%, com possibilidade de um feedback imediato. Isso gera inconscientemente uma sensação de prazer instantâneo, mas não sustentável.

Para os especialistas, a vida virtual é diferente da real. Nas redes sociais não importa quem você é e o que faz, mas o que representa para o mundo com suas postagens. Por isso, quem se expõe em excesso não leva em conta o quanto isso pode lhe prejudicar mais do que quem não age dessa forma. Ele acha que as consequências serão para todos, mas, na verdade, serão proporcionais à sua exposição.

Relacionamento afetado


O abuso de publicações na internet também pode prejudicar relacionamentos. Há estudos que mostram que o ciúme é o principal motivo dos desentendimentos, seguido de atualização de status, compartilhamento de fotos, buscas do perfil do ex-companheiro, exposição da vida íntima e ostentação dos bens. A Pedagogia ressalta que é importante que o casal chegue a um consenso quanto ao uso das redes sociais. Quando for publicar fotos, o outro sempre deve ser consultado. Não fazer postagens que envergonhem o companheiro, declarações sobre momentos íntimos e discussões que tiveram são alguns critérios a serem observados.

Problemas no âmbito profissional


Atualmente, recrutadores de empresas fazem uso das redes sociais para contratar ou dispensar os serviços de determinados candidatos. As empresas responsávei por recrutação de candidatos á vagas nas empresas, costumam acessar os perfis dos inscritos para fazer uma análise do tipo de vida que a pessoa leva, uma vez que é sabido por todos a mania "viral" da superexposição. Até possíveis demissões podem acontecer em razão das postagens. Os coaches [O Coach é o profissional especializado no processo de Coaching. Pode ser considerado um treinador que assessora o cliente (Coachee), levando-o a refletir, chegar a conclusões, definir ações e, principalmente, agir em direção a seus objetivos, metas e desejos.] informam que não se deve usar as redes para criticar, reclamar ou fazer comentários abusivos relacionados ao trabalho. Eles dizem que é válido lembrar-se de que esse ato é permanente e cheio de riscos, por isso, é preciso uma dose extra de atenção.

Uso com moderação


É importante pensar se o seu comportamento virtual está sendo igual ao da vida particular e se o que pretende divulgar é de fato aquilo que gostaria que as pessoas soubessem sobre você. Aquilo que divulgamos nunca desaparecerá por completo da internet e até quem não conhecemos verá nossas publicações. Isso não significa que a partir de agora você deve ter um comportamento censurado na internet. Pelo contrário, é preciso prezar pela liberdade individual, mas estar consciente de que sua exposição pode trazer também malefícios. A pessoa não deve ser culpada por essa exposição, mas, como as consequências são pessoais, podem ser evitadas para não serem prejudiciais.

Portanto, evite postar imagens e publicações que indiquem sinais particulares de sua vida pessoal e de sua família. Revise também sua privacidade na rede social, alterando a configuração para que apenas amigos acessem a sua página. Claro que isso não é suficiente e é preciso que você filtre tudo o que deseja compartilhar. Mas ao ter bem definido o que pode se tornar público e o que deve ser restrito à intimidade você irá usar as redes sociais com equilíbrio e não como se sua vida fosse um reality show.

Os riscos nos relacionamentos


Não é necessário olhar muito para os lados para perceber o quanto a era digital tem afetado o relacionamento entre as pessoas. Há quem chegue em casa e mal olhe para os membros da família, pensando em ir direto checar o que há de mais importante na internet.

A tecnologia tem conectado as pessoas que estão distantes, mas afastado as que estão bem próximas. Isso contribui para o “esfriamento” do relacionamento familiar. O problema é tão grave que existem filhos dando bronca nos pais que não conseguem deixar o celular desligado, como mostrou uma pesquisa feita pela revista infantil norte-americana Highlights. O estudo identificou que 62% das crianças entre 6 e 12 anos reclamam que os pais ficam distraídos demais para ouvi-los e que um dos responsáveis por isso é o celular: em 28% das queixas, pais e mães estavam tão entretidos com o aparelho que mal prestavam atenção nos filhos.

Se ficar diante da tela do computador faz com que muitas pessoas se esqueçam até dos seus compromissos pessoais, o que dizer do seu relacionamento com Deus quando a internet é usada de forma indiscriminada e sem limites?

Muitos deixam de ir a alguns eventos da igreja para ficar no computador. Se tivesse que classificá-la como um risco à fé em uma escala de 0 a 10, daria 10. Temos que vigiar bastante, pois a internet sabe bem seduzir aqueles que estão descompromissados diante da tela.

Esfriamento espiritual


Muitas pessoas têm exagerado no uso da internet, pois colocam os celulares e computadores à frente da sua vida pessoal, familiar e, principalmente, espiritual. A internet é muito útil, mas que precisa ser usada com sabedoria. Ela pode se tornar um vício como qualquer outra droga. Obviamente, quando isso acontece, a primeira coisa a ser abandonada é a comunhão com Deus, o que traz consequências tristes para a vida da pessoa. 

Às vezes, você faz orações pedindo a Deus para que Ele supra suas necessidades, mas, depois que você fala com Ele, corre para a internet e deixa de ouvir o que Ele tem a lhe dizer por meio da Sua Palavra. Como Ele irá lhe dar a direção que tanto pede se você estiver com a mente ocupada? Para manter o equilíbrio, a pessoa tem que estar vigilante o tempo todo e colocar disciplina no uso da internet, como algo que possa acrescentar e não consumir sua vida e suas energias. 

Reflitamos: será que não nos dedicamos demais aos comentários e às postagens de amigos nas redes sociais? Será que não damos mais prioridade às mensagens dos grupos do WhatsApp quando poderia realizar atividades que nos aproximem mais de Deus e que fortaleçam nossos relacionamentos pessoais?

Conclusão


É preciso, portanto, que estabeleçamos limites. Não deixemos que o uso indiscriminado da internet interfira na nossa convivência e, principalmente, na comunhão com Deus. Cada pessoa deve analisar quanto tempo do seu dia se rende à tecnologia e com qual objetivo. Deve pensar o que isso tem acrescentado à sua vida como um todo e principalmente à vida espiritual. Portanto, a internet pode ser uma bênção ou uma maldição. Tudo dependerá do uso que fazemos dela.

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