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🚨Tatiana Lobo Coelho de Sampaio: grave bem este nome!A ciência brasileira volta a oferecer ao mundo um exemplo concreto de como o conhecimento científico pode transformar vidas.
Durante o Carnaval, uma declaração do presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Gabriel David, sobre a influenciadora, a tal de Virgínia Fonseca (à qual eu, graças a Deus, só tenho um conhecimento passivo por nome) recebeu uma curiosa retaliação.
Enquanto o tal de Gabriel classificou a rainha de bateria da Grande Rio como
"...talvez a mulher mais midiaticamente relevante do Brasil...",internautas — a seleta safra dos que ainda possuem neurônios — sugeriram outro nome para o posto: o da pesquisadora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio.
Quem é ela?
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substância que tem mostrado resultados promissores na recuperação de movimentos após lesões completas na medula—, e não tem perfis em redes sociais.
Aos 59 anos, a professora de histologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vive uma realidade distante do glamour das telas: sua rotina vem sendo marcada pelo toque incessante de um telefone que não para, trazendo pedidos desesperados de quem busca, nela, a cura para a paralisia.
Mãe de dois filhos biológicos e de uma "filha agregada" — uma ex-aluna órfã do Maranhão, que foi acolhida na família —, a pesquisadora ganhou fama a partir de setembro de 2025, quando foram divulgados os primeiros resultados de sua pesquisa com a substância que vem sendo tratada de modo informal (e de certo ponto até equivocado) como a "cura para a paralisia".
Levou tempo...
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Ao longo de mais de 20 anos de investigação sobre a laminina — proteína fundamental da matriz extracelular, responsável por sustentar e organizar as células nos tecidos — a pesquisadora desenvolveu uma proteína derivada da placenta, conhecida como polilaminina, capaz de estimular a reconexão neuronal em medulas espinhais lesionadas.
Com duas patentes registradas e mais de 40 publicações científicas internacionais, o trabalho da Dra. Tatiana representa uma contribuição relevante à neurociência regenerativa.
Os resultados observados até o momento indicam que a polilaminina atua criando um ambiente biológico favorável à regeneração neural, estimulando o crescimento de neurônios e a reconstrução de conexões interrompidas após lesões medulares completas — condição historicamente considerada irreversível pela medicina.
Pelo menos seis pacientes recuperaram movimentos, incluindo indivíduos com tetraplegia severa.
Embora o tratamento ainda esteja em fase experimental, os avanços já provocam discussões importantes no campo da inovação em saúde, tanto do ponto de vista científico quanto das futuras possibilidades terapêuticas e de mercado.
Embora o tratamento ainda esteja em fase experimental, os avanços já provocam discussões importantes no campo da inovação em saúde, tanto do ponto de vista científico quanto das futuras possibilidades terapêuticas e de mercado.
Mais do que um avanço biomédico, a pesquisa simboliza a capacidade da ciência brasileira de gerar impacto direto na vida das pessoas, devolvendo autonomia, dignidade e perspectiva a pacientes e famílias.
Os desafios
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De acordo com Tatiana, a concessão da patente nacional levou 18 anos para ser finalizada, ocorrendo apenas em 2025.
Como o prazo total de validade é de 20 anos, restam somente 2 anos de exclusividade para a cientista no país. Já o registro estrangeiro deixou de existir pela falta de pagamento das taxas obrigatórias, antes custeadas pela universidade.
Mas as datas trazidas durante a entrevista não são as mesmas que aparecem nos registros oficiais.
A patente junto ao World Intellectual Property Organization (WIPO), aparece como
A patente junto ao World Intellectual Property Organization (WIPO), aparece como
"cessada por expiração antecipada",o que poderia ter sido motivado pela falta de pagamento junto ao escritório de registro. Esse status é de 5 de março de 2011.
No United States Patent and Trademark Office (USPTO), a patente aparece como
"abandonada após falha em responder a uma ação do escritório".O abandono foi confirmado após outra potencial falta de pagamento. Esse status é de 5 de agosto de 2014.
Com o corte de verbas, falou a cientista, não havia mais dinheiro para pagar as patentes internacionais.
"Perdemos tudo, ficamos só com a nacional porque eu paguei do meu bolso por 1 ano",
afirmou em entrevista ao canal TV 247 no YouTube (veja a partir de 18:38).
A cientista relatou que chegou a utilizar recursos próprios para tentar manter a proteção do medicamento, mas não conseguiu evitar a perda internacional.
Para ela, o prejuízo afeta o reconhecimento da ciência nacional e de toda a equipe envolvida no estudo por anos.
Por fim, a patente registrada no European Patent Office (EPO) aparece como "retirada", o que também poderia ser motivado pela falta de pagamento do registro. Nesse caso, o status data de 11 de dezembro de 2014.
Lucro Social da Pesquisa
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Sob a ótica do Lucro Social, conceito desenvolvido no âmbito do ASMETRO-SI para mensurar o valor público gerado por iniciativas científicas e institucionais, o trabalho da Dra. Tatiana Sampaio representa um caso emblemático de transformação do conhecimento em benefício social concreto.
Os impactos potenciais incluem:
Redução do sofrimento humano e ampliação da qualidade de vida de pacientes com lesão medular.
- Diminuição de custos assistenciais de longo prazo, associados a internações, reabilitação contínua e cuidados permanentes.
- Avanço científico nacional em área estratégica da biotecnologia e medicina regenerativa.
- Fortalecimento da soberania científica brasileira, com produção de tecnologia própria.
- Geração de valor econômico futuro, com possíveis aplicações clínicas, terapias inovadoras e desenvolvimento de mercado em saúde avançada.
- Estímulo à inovação e à pesquisa translacional, conectando ciência básica a resultados clínicos reais.
Reconhecimento
Até o momento, pelo menos 16 pacientes brasileiros obtiveram na Justiça o direito de receber a aplicação experimental.
Desses, ao menos cinco apresentaram recuperação parcial dos movimentos, um resultado considerado inédito em casos de lesão medular grave.
Desses, ao menos cinco apresentaram recuperação parcial dos movimentos, um resultado considerado inédito em casos de lesão medular grave.
O primeiro paciente tratado foi Luiz Fernando Mozer, de 37 anos, que ficou tetraplégico após um acidente durante uma apresentação de motocross no Espírito Santo.
Menos de 48 horas após a aplicação da polilaminina, ele relatou retorno da sensibilidade e conseguiu contrair músculos das coxas e da região anal.
Outro caso é o de um homem de 35 anos que sofreu uma queda de moto e voltou a apresentar movimentos no pé e sensibilidade nas pernas.
Já Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, diagnosticado com tetraplegia, conseguiu voltar a andar após o tratamento.
Também apresentaram melhora Diogo Barros Brollo, de 35 anos, e um jovem de 24 anos que sofreu um acidente em uma cachoeira no Espírito Santo.
Todos os procedimentos foram realizados sob coordenação médica especializada, incluindo o neurocirurgião Bruno Alexandre Côrtes, do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro.
A ciência brasileira segue demonstrando que, quando orientada ao bem público, não apenas amplia fronteiras do conhecimento — ela devolve movimento, esperança e futuro.
A ciência brasileira segue demonstrando que, quando orientada ao bem público, não apenas amplia fronteiras do conhecimento — ela devolve movimento, esperança e futuro.
Conclusão
Uma cientista fora dos holofotes
Apesar da repercussão mundial da pesquisa, Tatiana Coelho de Sampaio mantém um perfil discreto, longe dos holofotes midiáticos das redes sociais.
"Prefiro a vida real. Viver sempre será minha primeira opção",declarou ao comentar sua decisão de se manter distante do ambiente digital.
A descoberta da polilaminina é considerada por especialistas uma das maiores inovações da medicina brasileira nas últimas décadas.
Ao devolver movimentos e esperança a pacientes antes condenados à paralisia permanente, a pesquisa coloca o Brasil no centro de um debate científico global sobre regeneração neural.
Ao devolver movimentos e esperança a pacientes antes condenados à paralisia permanente, a pesquisa coloca o Brasil no centro de um debate científico global sobre regeneração neural.
O avanço da pesquisa, como vimos, já permitiu que pacientes paraplégicos e tetraplégicos recuperassem movimentos, um feito que vem sendo apontado por especialistas e pela comunidade científica como potencial candidato ao Prêmio Nobel de Medicina.
É preciso, portanto, que mantenhamos o respeito, admiração e reconhecimento à Dra. Tatiana Sampaio e a todos os pesquisadores brasileiros que, muitas vezes longe dos holofotes, dedicam suas vidas à produção de conhecimento e à construção de soluções capazes de transformar realidades humanas.
Por certo, é o mínimo que merece com excelentíssima honra ao mérito, essa que sim, tem relevância infinitamente superior a de qualquer uma influenciadora digital, cuja inutilidade só tem importância para sua horda de seguidores débeis mentais e pela mídia de fofocas, que mantém os focos de seus holofotes às vidas fúteis dessas famigeradas subcelebridades.
É preciso, portanto, que mantenhamos o respeito, admiração e reconhecimento à Dra. Tatiana Sampaio e a todos os pesquisadores brasileiros que, muitas vezes longe dos holofotes, dedicam suas vidas à produção de conhecimento e à construção de soluções capazes de transformar realidades humanas.
- Por Leonardo Sérgio da Silva
- [Fonte: Asmetro SI; BBC News Brasil; Diário do Comércio | Mix Conteúdos Digitais; InfoMoney]
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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E nem 1% religioso.

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