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terça-feira, 25 de novembro de 2014

McIGREJA FELIZ


Sinais dos tempos? Em 2012, um líder de estudos da Bíblia de Nova Jersey  foi proibido pelo gerente de uma unidade da franquia de fast food norte americana, McDonald's, do exercício de "seu ministério" nas dependências da lanchonete. Ele foi impedido de ensinar o Evangelho a um pequeno grupo de sem-tetos e pessoas dependentes de drogas. À época, ao ser questionado, o gerente da loja disse que outras clientes de outras religiões - os muçulmanos, por exemplo - poderiam se sentir ofendidos e isto afastaria os tais clientes. Quando aconteceu o fato foi bastante divulgado por órgãos de imprensa voltados ao público cristão, mas foi praticamente ignorado pela chamada "imprensa secular". Mas, se a igreja não pode ir ao McDonald's, então, porque o McDonald's não vai à igreja?

O projeto denominado McMass quer abrir franquia da McDonald's dentro de igrejas para atrair novos fiéis e impedir que os atuais se afastem. A Lux Dei Design, uma entidade norte-americana dedicada à pregação cristã, criou o Projeto McMass para obter US$ 1 milhão de modo que possa abrir franquia da McDonald's dentro de igrejas com o propósito de atrair novos fiéis e impedir que os atuais continuem se afastando dos cultos e outras atividades religiosas.

A coleta do dinheiro está se dando por intermédio do Indegogo, um site de financiamento coletivo. A campanha de arrecadação tem camisetas e bonés com uma cruz dentro de um logotipo da McDonald's. A entidade acredita que o hambúrguer e as batatas fritas podem salvar as igrejas que se encontram em dificuldade financeira por causa do distanciamento dos fiéis. A sua proposta é “renovar” as igrejas. 

Um estudo recente mostrou que o número dos sem Igreja está crescendo rapidamente nos Estados Unidos. Eles já representam 38% da população. O site do Projeto McMass estima que, anualmente, cerca de 3 milhões de americanos abandonem as Igrejas, e muitas delas têm de fechar. 

Para os formuladores do projeto, a parceira entre Igrejas e McDonald's tem potencial para dar certo porque, primeiro, os templos estão localizados em pontos de grande movimentação nas comunidades e, segundo, a rede de fast food já atrai todos os dias 70 milhões de consumidores. 

Prevista para terminar no dia 16 de janeiro de 2015, a campanha arrecadou até hoje menos de U$ 100. Não é a primeira iniciativa desse tipo que tenta salvar igrejas da fuga de fiéis. Já houve quem se dispusesse a instalar lojas de café nos templos.

Em outubro de 2014, um grupo tentou organizar visitas a templos que se tornaram históricos por causa de sua arquitetura. Muitos desses templos estão vazios.

Olha a que ponto chegou o declínio da igreja nos Estados Unidos, que já foram considerados um celeiro evangelístico, tendo, inclusive, enviado muitos missionários para evangelizar no Brasil. Nas décadas de 1970, 1980 e 1990, os tele evangelistas americanos eram verdadeiras celebridades internacionais. Nomes como os de Rex Humbard (1919-2007), Jimmy Swaggart, Morris Cerullo e (ainda em atividade) Billy Graham e Benny Hinn, eram consagrados no mundo inteiro (não só por causa da pregação do Evangelho, mas também por causa do envolvimento em escândalos e pelo acúmulo de verdadeiros impérios financeiros). Agora hoje, terem que lançar das guloseimas calóricas e nada saudáveis do McDonald's para atrair fiéis? Acho bom colocarmos as nossas barbas de molho...

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