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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

ESPECIAL — MAIS UM NATAL E DE NOVO A ENFADONHA E BOLORENTA POLÊMICA: O CRISTÃO DEVE OU NÃO COMEMORAR?

"Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. 
Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. 
E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus" (Romanos 14:5,6).
Embora o Natal seja uma manifestação religiosa, em que os cristãos celebram o nascimento de Jesus, a data se transformou mesmo em uma festa com características consumistas e isso não é uma crítica, é um fato: é a época do ano mais esperada pelo comércio.

No entanto, suas origens remontam às mais antigas crenças da humanidade, como as comemorações do império romano pelo solstício de inverno no hemisfério norte.

O Natal e suas conotações pagãs


A chamada Saturnália era uma festa pagã em homenagem ao deus romano Saturno, o deus da agricultura, e durava sete dias, tendo início em 17 de dezembro.

Era marcada por muita música, banquetes, danças, jogos, brincadeiras e troca de presentes.

Ninguém precisava trabalhar, e aos escravos era concedido o direito de participar de tudo — uma liberdade temporária.

Somente no século 4, quando o Ocidente se tornou cristão, é que o Imperador Constantino uniu o culto pagão ao cristão, transformando a Saturnália em uma comemoração ao nascimento de Jesus. Estabeleceu o dia 25 de dezembro para isso.

Noel ou Cristo?


Quanto ao Papai Noel, o antropólogo francês Claude Lévi-Stauss (✰1908/✞2009), afirmou ser muito confusa a sua origem, a começar pelos nomes que lhes são dados: São Nicolau, Santa Claus, Papai Natal…

Para ele, a figura do Papai Noel que conhecemos é uma invenção da modernidade, assim como a crença de que mora no polo Norte e anda num trenó puxado por renas.

Em sua pesquisa sobre o Natal, Lévi-Strauss faz uma analogia entre a figura de Papai Noel com a de alguns mitos, como o dos índios do sudoeste dos Estados Unidos, a Kachina — espírito que encarna divindades ancestrais, que voltam periodicamente para punir ou presentear as crianças, dependendo do comportamento delas durante o ano.

São pessoas da própria aldeia que, fantasiadas e mascaradas, se transformam nas Kachinas.

Outra origem do Papai Noel estaria relacionada às comemorações dos reis do Natal, oriundos dos reis da Saturnália romana; ou ao Julebok escandinavo, um demônio chifrudo do mundo subterrâneo que presenteia as crianças; ou ainda a São Nicolau, que fez o milagre de ressuscitar três meninos que haviam sido mortos por um açougueiro que pretendia vender suas carnes.

O tal bom velhinho de roupas vermelhas e faces rechonchudas só foi criado no século 19, nos Estados Unidos.

Dizem também que foi o poeta Clement Clark Moore (✰1779/✞1863), estadunidense de tradição protestante, quem o criou.

Em um poema escrito em 1822, ele falou da figura do velhinho com um saco de presentes nas costas, como sendo o Papai Noel.

Mas e a árvore de Natal? Esta remonta ao fato de que a árvore é um símbolo importante para quase todas as religiões, inclusive as mais antigas.

No entanto, as primeiras árvores decoradas de que se tem notícia surgiram na Alemanha do século 16, época da reforma religiosa.
Foi o próprio Martinho Lutero (✰1483/✞1546) quem incentivou esse costume, portanto trata-se de uma tradição igualmente adotada pelos protestantes.
Isso posto, vamos analisar: afinal, é biblicamente proibido ou não ao cristão comemorar o Natal?

O que diz a Bíblia sobre o Natal?

Sendo bem objetivo: NADA! Isso mesmo, a Bíblia não diz absolutamente NADA especificamente sobre o Natal.
A Bíblia não ordena nem proíbe que os cristãos celebrem o natal, o dia do seu nascimento, aniversário de casamento, dia da fundação de sua empresa, dia de ordenação pastoral, etc.
E nem adianta "espremer" os textos bíblicos em busca de uma explicação, digamos, "santa".
Não há dias sagrados para a igreja de Cristo celebrar. 
O natal não era uma festividade comemorada pelos apóstolos ou destacada no Novo Testamento.

Foi por volta do século V que foi institucionalizada. E é claro que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro. Mas que nasceu, nasceu e, seja em que data for, é isso o que interessa!

Mas, deixe de enrolação, sr. Leonardo, afinal:

O cristão pode ou não celebrar o natal?

Entendo que celebrar o natal não é uma questão, necessariamente, de ética ou teologia bíblica, mas encaixa dentro daquilo que nossa liberdade cristã nos autoriza a decidir.
Uns não querem celebrar. Sem problema, não celebre. Outros querem celebrar, celebrem!

Mas com atenção a certos princípios e valores bíblicos.

E quem celebra o natal não xingue quem não celebra e vice-versa.

Vá cada um cuidar de si, pois, as contas que serão dadas a Deus, são individuais, pessoais e intransferíveis:

A partir do texto de Romanos com o qual abrimos este artigo, podemos concluir que um servo de Deus pode legitimamente separar qualquer dia para fazer uma celebração de gratidão e honra ao Senhor, inclusive o natal, considerando que o propósito deve ser o de 1 Coríntios 10:31:
"...quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus."
  • "Natal"?
O natal pode ser apenas uma festividade pagã, inclusive para pessoas que se dizem cristãs e frequentam igrejas presbiterianas (que têm, como tradição, comemorem o natal com tudo o que têm direito: desde as decorações como as liturgias, tais como as cantatas natalinas, por exemplo) e outras igrejas denominadas cristãs.

Tudo gira em torno do consumismo, das tradições vazias, do corre-corre sem sentido, de reuniões de famílias para bebedice e glutonaria, troca de presentes e muito queixume.

Às vezes, tem alegria, amizade, mas nada, absolutamente nada sobre Jesus Cristo nosso Senhor.

Alguns cristãos paganizaram tanto o natal que se não tiverem uma "ceia" do dia 24 para 25, acham que não teve natal ou foi tudo mixuruca.

Pode ter a reunião no dia 24 ou fazer em outro dia.

Não devemos permitir que estas coisas, manipuladas pelo comércio, nos atrapalhem de apreciar o verdadeiro sentido do natal.
  • Sim, Natal! Por que não?
Essa ocasião deve e pode ser uma rica oportunidade, aproveitada para adorar a Cristo e testemunhar do evangelho de Cristo.

A temporada natalina deve nos lembrar das grandes verdades bíblicas sobre a encarnação, crucificação, ressurreição, glorificação e volta gloriosa de Cristo.

Precisamos repetir de geração em geração, o grande amor de Deus por nós revelado em Cristo Jesus.

Devemos recordar seu nascimento, mas nunca ficarmos presos à mensagem do tal "menino Jesus".

O Natal também pode e deve ser um tempo para adoração e louvor reverente e jubiloso.

Os pastores de Belém glorificaram e louvaram a Deus pelo nascimento de Jesus, o Cristo.

Eles se alegram pois havia nascido o Salvador, Cristo o Senhor. O bebê na manjedoura era o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

Ele cresceu. Morreu na cruz pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa Salvação.

Está exaltado acima de todo nome e voltará outra vez aqui para resgatar sua igreja. Devemos adorá-lo com amor, reverência, exultação e grande alegria.

Conclusão


No natal devemos expandir nossa generosidade.

O natal sempre lembra o amor generoso de nosso Pai.
"Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito..." (João 3:16). 
Nossas expressões de generosidade devem sair do âmbito do egoísmo familiar e pessoal e transpor muros que nos separam de outras pessoas.

Devemos expressar nossa gratidão e amor a Cristo sendo generosos e abençoadores.

Aproveitemos estas oportunidades de natal para evangelização e missões.

Na época de natal, pessoas estão um pouco mais abertas para a mensagem do Evangelho.

Apesar de muitos comemorem seu natal sem Cristo, aproveitemos esta abertura e testemunhemos o evangelho de Cristo, nosso Salvador e Senhor.
Embora os opositores do natal — aqueles que gostam de ficar perdendo tempo em imbróglios inúteis em suas essências e dispensáveis em seus propósitos — não queiram, sim, a festividade de Natal oferece uma maravilhosa oportunidade de comunhão, de confraternização e reunir a família, orar em família e pelos amigos, convidar para os cultos e pregar o evangelho.
Aproveitemos as festividades de natal, reunamos a família para glorificar a Cristo, falemos de Cristo e convidemos às pessoas para se entregarem pela fé a Jesus Cristo, nosso amado Salvador. Simples assim!
No mais, um Feliz Natal e um Novo Ano repleto das bênçãos do Senhor, que não apenas o ano seja novo, mas também que haja em cada um a novidade de vida em Cristo Jesus, que sejamos todos cheios do Espírito Santo, com a unção que nos torna frutíferos ao Reino de Deus, em nome de Jesus, amem!
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
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E nem 1% religioso.

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