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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

INDUÇÃO EMOCIONAL ATRAVÉS DA MÚSICA: ESTRATÉGIA OU MANIPULAÇÃO?

Vou ser bem sincero: não suporto mais o período chamado de louvor e adoração, na liturgia do culto de certas igrejas.

Primeiro pela teologia rasa nas letras da maioria das músicas entoadas.

A impressão que fica, é que os tais "ministros de louvor", ao invés de orarem ao Senhor, buscando direção sobre os cânticos que deverão ser entoados (afinal, a princípio, o louvor e a adoração é para Ele, logo, ninguém melhor do que Ele para saber o que quer ouvir), eles vão é pesquisar quais são os hits gospel do momento, para montarem aquelas famigeradas listinhas.

Segundo que são músicas teologicamente risíveis, composições musicais rasas, melodicamente enfadonhas e em que o foco das letras recai sobre o ser humano, suas necessidades, conquistas e sentimentos, em vez de focar exclusivamente na natureza ou na glória de Deus.

É muita parafernália tecnológica, muita técnica, muita performance e nenhuma unção.

Essas músicas horríveis, medonhas, pavorosas mais parecem mantras hindus, trilha de relaxamento para sessão de yoga e têm refrões que se repetem infinitamente. Suas principais características são:
  • Foco no "Eu" — As letras costumam ser centradas nas vitórias, na superação de problemas pessoais ou na exaltação do indivíduo perante seus "inimigos".
  • Deus como Coadjuvante — Deus é frequentemente apresentado como um "gênio da lâmpada", um garantidor de bênçãos materiais ou alguém servil, que trabalha para satisfazer os desejos e o bem-estar do fiel. 
  • Teologia da Prosperidade — Muitas vezes está associado a canções que enfatizam o sucesso financeiro, a saúde física e o triunfo terreno como sinais de fé.
  • Linguagem de Autoajuda — O conteúdo aproxima-se de discursos motivacionais, massageador de egos, visando elevar a autoestima do ouvinte em vez de promover a adoração ou o arrependimento.
  • Repetição Temática (Modismos) — A impressão que fica é que essa gente não tem absolutamente nenhuma criatividade (o que prova não ser o Espírito Santo a fonte de inspiração), pois, há temas que viralizam como fake news. Cito o exemplo de algo ocorrido num passado recente com o caso da "chuva".

Adoração ou manipulação?


Estarão esses tais "ministros de louvor" manipulando as pessoas que os assistem, que cantam e ouvem? Estarão usando a música para gerar uma resposta emocional na multidão?

A resposta curta e enfática é sim, estão. A música de adoração pode comover e manipular emoções, e até mesmo moldar crenças.

A adoração coletiva é neurológica e fisiológica. O teólogo alemão Martinho Lutero (✰1483/✞1546) insistia no fato de que a capacidade de comover e manipular fazia da música um dom divino singular. 
"Depois da Palavra de Deus",
escreveu Lutero,
"somente a música merece ser exaltada como senhora e governanta dos sentimentos do coração humano. […] Até o Espírito Santo honra a música como uma ferramenta de trabalho."
Compositores e líderes de adoração usam mudanças de ritmo e de dinâmica, modulação e instrumentação variada para deixar a música de adoração contemporânea envolvente, imersiva e, sim, emocionalmente comovente.
Como adoradores, podemos sentir isso.

Músicas com longos interlúdios lentamente constroem uma expectativa rumo a um refrão familiar. Ou a banda sai para que as vozes cantem, quando o refrão toca. 

Além disso, as próprias letras podem ser uma deixa para nosso comportamento 
('...I’ll stand with arms high and heart abandoned...' ['...Ficarei em pé com os braços levantados e o coração abandonado...'] — Trecho da música "The Stand", Hillsong United]).

Adoração pop


Existem questões válidas e interessantes sobre as particularidades que dão repercussão à música de adoração contemporânea — convenções emprestadas de canções de amor "seculares" (ou seja, não sacras) e de baladas pop ou associações com a estética de shows de rock de artistas "messiânicos", como U2 e Coldplay, feitos em arenas gigantes com milhares de pessoas, por exemplo.

Mas as preocupações atuais sobre o poder manipulador da música de adoração parecem ter menos a ver com estilo e gosto musical do que com as pessoas e as instituições envolvidas na produção e na execução dela.

Então, talvez a pergunta que  deveria ser feita não é se a música gospel da atualidade é manipuladora, mas se os responsáveis pelo contexto da adoração, são mordomos  — acho o termo "mordomo" (1 Coríntios 4:1,2; 1 Pedro 4:10), mais apropriado ao contexto do que "ministro" — e líderes confiáveis daquela experiência.

A adoração coletiva nos convida a nos abrirmos à direção espiritual e emocional. Essa abertura parece vulnerável, e de fato é.

E à medida que a adoração se torna uma produção maior em igrejas e eventos denominacionais — como esses festivais de música gospel que têm acontecido em ginásios esportivos —, um coro crescente — do qual faz parte este que vos escreve — tem questionado se nossas emoções estão em boas mãos.
"Essa é a parte complicada sobre as emoções. [Na adoração com música] algo acontece dentro de você que é voluntário e involuntário ao mesmo tempo",
disse a etnomusicóloga ("Etnomusicólogo" é o acadêmico que estuda a música em seus contextos cultural, social, histórico e sobre seus fenômenos psíquicos), Monique Ingalls, que dirige programas de pós-graduação e pesquisa em música sacra, na Baylor University, em Wako, no Texas, EUA.

Adoração em espírito e verdade


Os adoradores têm participação; eles decidem o quanto se abrem à direção das emoções.

Mesmo exemplos extremos de propaganda musical requerem receptividade por parte do ouvinte.

A propaganda musical é mais eficaz quando a música é usada para aumentar a devoção — para edificar nossa fé — e não para mudar ou alterar crenças.

Contudo, uma vez que haja confiança e aceitação, uma manipulação emocional perigosa e exploradora é possível.
"A manipulação emocional em um culto de adoração é como um pastor que conduz as pessoas a certos pastos sem saber o porquê",
escreveu Zac Hicks, autor de "The Worship Pastor —
A Call to Ministry for Worship Leaders and Teams" (editora Zondervan, 215 páginas, 2016 — sem tradução no português), sobre a questão da "manipulação versus pastoreio".
"A manipulação, na melhor das hipóteses, é um 'pastoreio sem propósito' ou um 'pastoreio parcial'"
escreveu Hicks.
"Uma pessoa-ovelha que desperta da névoa da manipulação geralmente exclama primeiro: 'Espere aí, por que estou aqui?'"

Manifestações emocionais X o mover do Espírito Santo


Em vez de um líder de adoração ver a resposta emocional da multidão — mãos levantadas, olhos fechados ou lágrimas (dentre outras) — como um sinal de sucesso, Hicks argumentou que um pastor sério usará o que ele chama de "contornos emocionais do evangelho" ("a glória de Deus", "a gravidade do pecado" e "a grandeza da graça") para moldar a adoração musical e evitar a manipulação.
Mas quando os genuínos adoradores suspeitam que a atenção aos contornos do evangelho foi substituída por outras influências, a confiança começa a se desgastar.
  • 1. O líder de louvor à frente da igreja parece estar mais preocupado em cultivar uma imagem em particular do que em servir em um papel pastoral?
  • 2. Os momentos emocionais muito intensos parecem se tornar aberturas para levantar dinheiro?
Os adoradores temem a manipulação quando têm motivos para duvidar das intenções de um líder ou de uma instituição.
"É fácil confundir manipulação emocional com um mover de Deus, certo?"
disse a jornalista e autora Kelsey McKinney, no documentário de 2022 "Hillsong: A Megachurch Exposed ("Hillsong — O Escândalo Por Trás da Megaigreja", Discoverey+)": 
"Você está chorando porque o Senhor está operando algum tipo de intervenção em sua vida ou está chorando porque a estrutura de acordes foi feita para fazer você chorar?"
A suspeita de que uma estrutura de acordes possa ser "feita para fazer você chorar" é uma simplificação exagerada da relação entre música e emoção.

A música não atua simplesmente sobre o ouvinte; há uma dialética entre indivíduo e música pela qual cada parte influencia e reage à outra.
Mas o medo de ser levado a perceber uma música cuidadosamente elaborada como um encontro espiritual é compreensível, quando parece que pessoas poderosas, que estão no comando de megaigrejas, estão usando música impactante para cultivar lealdade e devoção — não apenas a Deus, mas também à marca delas.
Escândalos como os que atormentaram a Hillsong nos últimos anos, bem como sinais de que a música de adoração contemporânea está cada vez mais moldada por interesses financeiros estão alimentando o ceticismo.

Uma parcela crescente da música de adoração tocada nas igrejas vem de um pequeno mas poderoso grupo de compositores e intérpretes que a maioria de nós nunca verá pessoalmente.

Quando se trata de pastoreio emocional, Ingalls vê a confiança e a autenticidade como primordiais — duas coisas difíceis de manter em um relacionamento entre fãs e celebridades.
"Acho que o medo da manipulação, a pergunta 'Posso confiar nessa pessoa?' está totalmente envolvida no debate da autenticidade",
disse Ingalls.

Fenômeno antigo


Mas as preocupações com a manipulação emocional são muito anteriores à Hillsong e aos mega-artistas de adoração dos últimos 20 anos.

Uma capa da revista Christianity Today de 1977, intitulada "A música deve manipular nossa adoração?", questionava novas expressões marcadas por 
"uma batida forte e um tom emocional alto",
de bandas de "rock gospel" com ritmo musical acelerado.

Os estilos musicais mudaram, mas a condução oferecida continua relevante para hoje:
Se a igreja evangélica deve responder com maturidade aos padrões de expressão musical em rápida mudança, precisamos de "ministros de louvor" treinados e preocupados, que possam nos guiar para além das armadilhas tanto do esteticismo (a adoração da beleza) quanto do hedonismo (a adoração do prazer).
Precisamos de músicos que sejam primeiramente mordomos.

Eles devem entender as necessidades espirituais, emocionais e estéticas das pessoas comuns e ajudar a liderar uma igreja em sua busca pela verdadeira Palavra e por uma expressão criativa, autêntica e plena de sua fé. 

Este tipo de ministério está mais preocupado em treinar participantes do que em entreter espectadores.

Meio imperfeito, pastores imperfeitos


O teólogo britânico C. S. Lewis (✰1898/✞1963), embora não fosse músico, professava a crença de que a música poderia ser 
"uma preparação ou mesmo um meio para encontrar Deus"
fazendo a ressalva de que poderia facilmente se transformar em distração ou ídolo.

O musicólogo John MacInnis observou que a exposição de Lewis à música de Beethoven (✰1770/✞1827) e de Wagner (✰1813/✞1883) foi um portal espiritual.

Lewis considerava momentos musicais transcendentes em sua vida como sinais, e olharia em retrospectiva, após sua conversão ao cristianismo, e os veria como encontros que lhe moveram o coração e a mente em direção a Deus.

Mas Lewis reconhecia a imperfeição da música como modo de adoração ou meditação devocional. 
"O efeito emocional da música pode ser não apenas uma distração (para algumas pessoas, em alguns momentos), mas uma ilusão: por exemplo, ao sentir certas emoções na igreja, eles as confundem com emoções espirituais, quando podem ser totalmente naturais."
Lewis não entendia sua reação ao ciclo do Anel de Wagner como adoração, mas sentia que ele o levou a alguma forma de transcendência, a um encontro sublime e avassalador.

Buscar o equilíbrio elimina o risco dos extremos


Ao falar sobre o culto — tanto no contexto pessoal, quanto no coletivo —, o apóstolo Paulo acenou para importância do equilíbrio, ao dizer que ele deve ser racional (Romanos 12:1,2).

Os ouvintes impressionados com o espetáculo visual e sonoro de um show da Taylor Swift, da Lady Gaga ou da Madonna podem sentir uma euforia que, de fato, supera o escopo usual de suas emoções.

A música e seus contextos podem nos levar ao ápice de nossas capacidades emocionais. 

Podemos ficar impressionados com sua beleza ou seu poder, com a mídia visual que a acompanha, com uma lembrança que só ela pode ativar com precisão e potência.

Como Lewis, talvez todos possamos nos beneficiar ao nos deixarmos dominar pela música fora do santuário, de vez em quando. 

Pode ser que entender nossa capacidade de sermos tocados pela música nos ajude a transitar pela nossa abertura emocional na adoração.

Conclusão

A exata atuação da música sobre as emoções é algo inescrutável, mesmo com as novas pesquisas neurológicas que exploram ainda mais os efeitos da música no cérebro.

Por trás do medo de sermos manipulados emocionalmente, para a maioria de nós, existe um medo de estarmos sendo coagidos a fazer ou a crer. 

Tememos que nossas emoções estejam apenas respondendo à música, e não ao Espírito Santo; tememos que aquilo que percebemos como um encontro espiritual seja falso, fabricado por músicos habilidosos, uma equipe de produção e um refrão bem escrito.

A transparência pode ser um antídoto. Para músicos e líderes de adoração, pode ser útil simplesmente serem mais abertos sobre as maneiras como programam música ou sobre qual pode ser o propósito de uma seleção musical específica. 

Um líder pode prefaciar uma música meditativa com letra comovente, encorajando a congregação a refletir sobre uma passagem das Escrituras. 

O simples fato de reconhecer o peso emocional do momento indica autoconsciência e cuidado por parte do líder.

Ingalls sugere avaliar as experiências emocionais de adoração musical em uma igreja ou em ministério específico pela observação do fruto dessa adoração fora do ambiente eclesiástico. 
"Quando estivermos avaliando as emoções na adoração, podemos perguntar: 'O que os adoradores que têm essas intensas experiências emocionais estão fazendo lá fora?'"
Se aceitarmos que nossos momentos comoventes, às vezes lacrimosos, em uma congregação que louva são quase sempre causados por uma espécie de cooperação entre Deus em nós e a música ao redor de nós, podemos ficar de olho no trabalho de nossos pastores contemplando o pasto em que nos encontramos do outro lado.
"O que está sendo feito no solo"
Ingalls sugere que perguntemos —
"para trazer a paz de Deus a este mundo? Para restaurar relacionamentos quebrados com Deus, com os outros e com a terra?"
Fica a dica para nossa reflexão.

  • Indicação

Imperdível documentário da Discovery+, disponível em várias plataformas de streaming.

[Fonte: Christianity Today, por Kelsey Kramer McGinnis é correspondente de música de adoração da CT. Ela é musicóloga, educadora e escritora, e pesquisa música em comunidades cristãs.]

Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

domingo, 28 de dezembro de 2025

NÓS + NOSSAS ESCOLHAS = CONSEQUÊNCIAS: BOAS OU MÁS 🤷🏿‍♂️

Imagem criada com recursos da IA
Nós somos feitos das escolhas que fazemos. Não sei ao certo quantas vezes já ouvi essa frase na vida, mas a verdade é que por muito tempo ela me pareceu apenas mais um clichê.

Eu pensava, se nem tudo eu posso escolher, e se tantas coisas acontecem na minha vida não por minha escolha ou vontade, a tal frase então parecia não ter muito sentido.

Entretanto, não há como negar que ao longo da vida passamos por diversos momentos em que nos vemos confrontados a fazer uma escolha.

Tomar uma decisão sobre aspectos importantes e que poderão modificar o rumo das coisas.

Escolhas que podem ser pessoais, profissionais, familiares. Mas, porque às vezes é tão difícil decidir?

A importância das nossas escolhas


A importância das nossas escolhas reside no fato de que elas moldam nosso futuro, definem quem somos e determinam a qualidade de vida que teremos, nos tornando protagonistas da própria história e responsáveis pelas consequências, sejam elas positivas ou negativas.

Cada decisão, das pequenas às grandes, constrói nossa realidade, influencia o bem-estar e revela nossos valores, sendo essencial para o desenvolvimento pessoal, o alcance de objetivos e a construção de uma vida com mais sentido e propósito.

São inúmeros dilemas que surgem ao longo de uma vida, tais como: qual profissão escolher, casamento, ter filhos, viajar, trabalhar, mudar de trabalho, sair da casa dos pais, divorciar, voltar para a casa dos pais, casar de novo, abrir seu próprio negócio…

A dificuldade de decidir está diretamente relacionada com a importância e com o possível impacto que a mesma poderá ter na vida de uma pessoa. São situações que geram dúvidas e incertezas. 

Como decidir sobre algo tão importante? Mas, e se não for a melhor decisão? E se eu me arrepender?

"Deixa a vida me levar,

Vida leva eu..."


Escolher, necessariamente, requer abrir mão de alguma coisa, na expectativa de ganhar outra. Não temos como saber qual é a melhor opção. 

Não há um manual que nos garanta o que dará certo ou não no futuro. Essa incerteza, por vezes, é motivo de angústia e ansiedade.

O trecho de uma famosa música brasileira diz
"Deixa a vida me levar, vida leva eu…" (Zeca Pagodinho)
e ilustra bem o que significa não decidir sobre a sua vida. 

Deixar a vida nos levar significa que não quisemos tomar nenhuma decisão sobre ela, que preferimos que o acaso o fizesse. 

Isso gera a falsa ideia de que assim não sofreremos com as consequências das escolhas "erradas" e promove uma diminuição da ansiedade.

Porém, trata-se apenas de uma ilusão temporária, já que a nossa vida é o resultado direto dessas escolhas. 

O contrário pode acontecer, ou seja, isso pode ser motivo de brigas e rompimentos, uma vez que o indeciso pode culpar o outro pelo seu fracasso, sem se dar conta que o verdadeiro culpado foi ele mesmo por ter delegado decisões importantes à outra pessoa.

Seja responsável por sua vida!


A vida é repleta de riscos! Não temos como ter certeza se nossas escolhas serão as mais adequadas. 

Precisamos nos conhecer melhor para buscar algo que nos deixe realmente feliz. 

Para isso é importante nos responsabilizar pelos nossos atos e decisões e não permitir que outros os façam por nós.

Nossas escolhas têm o poder de moldar não apenas o presente, mas também o futuro. 

Uma decisão mal pensada pode levar a consequências indesejadas, tanto a curto quanto a longo prazo, escolhas impulsivas podem gerar arrependimentos duradouros e até mesmo danos irreparáveis.

Dessa maneira será possível trilhar nossos caminhos de uma forma mais honesta com nós mesmos.

Escolher é uma atitude de autoconfiança e autoconhecimento. Pode ser que não dê certo, é verdade! 

Mas, pelo menos tentamos fazer aquilo que acreditávamos. É através dos acertos e erros que podemos tentar fazer de novo, de outra forma. É isso que constrói a história de cada um de nós.

O conceito de escolhas e consequências é o princípio fundamental da causalidade aplicado ao comportamento humano.

No dia a dia, ele se manifesta em três níveis principais:
  • 1. Responsabilidade e Autonomia — Toda escolha gera um desdobramento, seja ele positivo ou negativo. Reconhecer isso é a base da maturidade.
  • 2. O Custo de Oportunidade — Na economia e na vida, escolher algo significa, obrigatoriamente, abrir mão de outra coisa.
  • 3. A Irreversibilidade do Tempo — Enquanto algumas escolhas podem ser corrigidas, o tempo gasto nelas não volta.

Por que as escolhas são importantes?

  • Protagonismo e Autonomia — Ao escolher, você deixa de ser refém das circunstâncias e assume o controle da sua vida, tornando-se o autor da sua jornada.
  • Construção do Futuro — As decisões de hoje são as sementes do amanhã, direcionando o caminho para o sucesso, a felicidade ou os desafios.
  • Desenvolvimento Pessoal — Escolhas conscientes desenvolvem o caráter, a responsabilidade e a capacidade de agir em prol do bem-estar individual e coletivo.
  • Impacto na Felicidade e Bem-Estar — Escolhas alinhadas com seus valores e propósito aumentam significativamente os níveis de felicidade e satisfação, enquanto escolhas impulsivas podem levar a arrependimentos.
  • Consequências e Aprendizado — Toda escolha gera consequências, sejam elas boas (brilho nos olhos, crescimento) ou ruins (obstáculos), oferecendo aprendizado para decisões futuras.
  • Transformação e Propósito — Através de escolhas éticas e conscientes, é possível construir uma vida com mais sentido, promovendo uma sociedade mais justa e um planeta mais saudável.

Como fazer boas escolhas?

  • Autoconsciência — Entenda suas motivações e como emoções (medo, raiva) podem influenciar suas decisões.
  • Reflexão — Avalie as opções, pesquise, consulte pessoas de confiança e considere os possíveis resultados antes de decidir.
  • Consciência do Contexto — Entenda a influência do ambiente e das normas sociais em suas escolhas.
  • Foco no Longo Prazo — Diferencie a satisfação momentânea do bem-estar duradouro, buscando o "brilho perpetuado".
  • Responsabilidade — Entenda que sua liberdade está entrelaçada com a do outro, e suas escolhas impactam a coletividade.
Ou seja, as pessoas — principalmente os jovens —, com raríssima exceção, vivem como se não houvesse um amanhã. São irresponsáveis e arrogantes ("não vai dar nada pra mim").

É preciso que aprendam que, para tomar melhores decisões, há que se questionar:
"Eu estou disposto a lidar com a pior consequência possível desta escolha?"
Se a resposta for não, a escolha deve ser reavaliada.

Conclusão


Decisões impulsivas são aquelas feitas sem a devida reflexão, geralmente motivadas por emoções como raiva, comodidade, medo ou entusiasmo. 

Embora seja normal sentir-se tentado a agir impulsivamente, especialmente em situações de alta pressão, é fundamental lembrar que tais decisões podem ter consequências negativas. 

Esse ciclo pode ser difícil de quebrar, especialmente se as consequências das decisões passadas estiverem constantemente afetando o presente.

Para evitar decisões impensadas, é essencial desenvolver a autoconsciência, isso significa estar atento à próprias motivações e intenções, e como eles podem influenciar as escolhas. 

Ao reconhecer quando estamos prestes a agir por impulso, podemos dar um passo atrás, respirar e reavaliar tudo com clareza.

Dedique seu tempo para pesquisa, estudo, consulta com pessoas de confiança, e considere cada possível resultado. 

Essa preparação pode fazer toda a diferença entre uma decisão que leva ao sucesso e uma que resulta em fracasso. 

Cada escolha tem o potencial de influenciar profundamente nosso futuro, e é nossa responsabilidade garantir que esse impacto seja positivo.

Escolher com sabedoria é plantar as sementes do futuro que  desejamos colher.

Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

ESQUERDISMO/MARXISMO E CRISTIANISMO: QUANDO OS OPOSTOS NÃO SE ATRAEM

Há 2 séculos nascia, na antiga Prússia, o filósofo Karl Marx (☆1818/✟1883), cultuado como um deus pela esquerda e considerado o idealizador do que se conhece hoje como marxismo.

Marx foi autor de duas obras muito conhecidas, "O Manifesto Comunista" (1848) e "O Capital" (1867-1894), as "bíblias" da doutrina esquerdista e que dão sustentação teórica para suas ideias.

Sei que muitos de meus irmãos em Cristo que flertam com ideias marxistas, muitas vezes fazem isso por ingenuidade ou idealismo — o caso dos mais jovens.

Tal inocência é resultado da omissão da Igreja em falar sobre política e se posicionar.

Uma visão pietista fez o cristianismo recuar na esfera pública e o marxismo foi ganhando o espaço que encontrou vazio.

Quando nossos jovens vão para as universidades, os professores marxistas fazem de tudo para convertê-los a sua cosmovisão.

Não são neutros. Logo, a Igreja deveria abandonar a postura da neutralidade e denunciar a inconsistência desta religião idólatra concorrente da Fé Cristã.

Introjeção do conhecimento: este é o propósito deste artigo ao trazer à pauta este tema tão comum em nossos dias.

O marxismo e a Economia


Historicamente, Karl Marx teorizou sobre a Economia (na famosa e já citada obra "O Capital") e advogou a ideia de que o progresso da sociedade se dá essencialmente por meio da luta de classes e que há sempre a figura de quem domina e quem é dominado nesse contexto.

Sem dúvida nenhuma, tal constatação deve-se a uma combinação de temas que tocam a emancipação do homem, teorias aparentemente verdadeiras e acessíveis a pessoas não especialistas, escritas em linguagem simples e difundidas por pessoas influentes, principalmente professores universitários.

Os temas de Marx tocam vários campos do conhecimento além da Economia. 

Um apanhado exemplar é o primeiro capítulo de "O Capital", intitulado 'A Mercadoria', em que abre sua maior obra com quatro pilares do seu pensamento:
  • diz que a unidade básica do mercado (a mercadoria) é, na verdade, a concretização das relações sociais injustas do capitalismo;
  • diz que o valor de uma mercadoria é definido pelo trabalho; 
  • afirma que o trabalho foi explorado e subordinado pelo capital a ponto de reduzir o homem à condição de coisa e argumenta que o mundo religioso é somente um reflexo do que é o mundo real.
Junte-se a essas afirmações a primeira frase do primeiro capítulo do "Manifesto do Partido Comunista" ('a história de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes', pela qual diz que tal luta teria sido o motor de desenvolvimento das sociedades), a 11ª tese sobre Feuerbach ('os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo'), sua previsão de que o desenvolvimento do proletariado explodiria em uma revolução aberta e o proletariado estabeleceria sua dominação pela derrubada violenta da burguesia.

Estas e outras tantas frases formam um conjunto de ideias que culpam as condições injustas da sociedade pela desigualdade entre as pessoas, além de ser praticamente uma convocação às pessoas para que lutem unidas contra o capitalismo.

Classicismo


A luta de classes é um dos grandes temas de Marx e, também, um dos que mais dano causou à humanidade.

Por meio dele, alega que o desenvolvimento da humanidade teria acontecido graças à briga infindável entre quem tem dinheiro (dominadores) e quem tem força de trabalho (dominados) e ao crescimento das forças produtivas.

A aparente veracidade dessa alegação separa as pessoas em dois grupos opostos, mediadas por um ódio crescente à medida que a vida se torna mais difícil.

O tom de justiça e de emancipação da obra de Marx continua encantando gente em muitos lugares, especialmente em países cujas populações ainda possuem baixa escolaridade, como os da América Latina e do antigo bloco soviético.

O marxismo e a Política


Na verdade, se em algum momento Marx chegou a esboçar uma teoria da sociedade ou da Economia, foi com intuito político.

A já referida 11ª tese contra Feuerbach sintetiza esse pensamento mostrando que, para ele, a finalidade do conhecimento é fazer revolução.

Política (e, portanto, poder) era a intenção de Marx, expressa em cada um de seus escritos, transferindo aos leitores seus objetivos.

Não foi imediatamente, por exemplo, que esquerdas políticas se apropriaram das ideias do alemão.

Aliás, demorou algum tempo para isso acontecer, mas, ao primeiro sinal de simbiose, eles se tornaram portadores mais que adequados para sua difusão, a ponto de, hoje, esquerdas políticas e marxismo serem indissociáveis.

Humanismo


Mas o êxito de Marx também deve ser entendido pela perspectiva do humanismo, que já alcançava níveis impressionantes no século XIX e ao qual se alinhavam os outros dois pais da escola da dúvida: Friedrich Nietzsche (☆1844/1900 — filósofo alemão) e Sigmund Freud (1856/1939 — médico austríaco e o "pai da psicanálise").

Os três falaram de assuntos bem diferentes, mas compartilhavam da premissa de o homem ser o centro da vida e dos valores.

O humanismo se tornou prevalente em cada campo do conhecimento. Auxiliado pelo relativismo (que alega não haver certo nem errado, somente opções culturais), desviou os olhos da humanidade do Deus Criador para o homem, colocou o conhecimento de Deus como algo folclórico ou como pertencente a um período de ignorância da humanidade. Estranhamente, este pensamento "pegou" e se tornou normal.

Materialismo


O materialismo de Marx também foi recepcionado por outros campos, além da Economia. Materialismo é o ramo do conhecimento que diz que as coisas é que criam as ideias, não o contrário.

O pensamento de Marx passou por uma fase de materialismo dialético e por outra chamada materialismo histórico, cuja distinção aqui importa menos do que as suas consequências.

Seu resultado mais profundo é levar as pessoas a acharem que real é somente aquilo que é material. Nesse sentido, as ideias nunca seriam reais.

Admitida esta ideia, passa-se a entender que todas as ideias derivam do dinheiro que uma pessoa possui —
 o que não é verdade, mas foi exatamente o que o materialismo de Marx causou.

Viciou o pensamento a julgar a veracidade das coisas pela sua textura, eliminando a condição de admitir a realidade de uma ideia.

Isso é reduzir a vida a somente uma de suas dimensões.

O marxismo e a Religião


A aversão de Marx pela religião (de modo geral), e pelo cristianismo (de modo particular), se dá pelo fato de ser um obstáculo à implementação de sua utopia.

Por isso, usou de dois artifícios intelectuais para ridicularizá-la.

O primeiro foi dizer que a religião era algo inventado pelos ricos para aliviar o sofrimento causado pelo capitalismo sobre os pobres.

Em segundo lugar, foi alegar que essas ideias eram falsa consciência imposta pela classe dominante para defender e perpetuar a propriedade privada.

É no primeiro sentido que Marx via a religião como fuga das responsabilidades.

Marx tinha uma maneira ruim de tratar seu leitor: ao passo que, por um lado, queria "abrir seus olhos" para a "verdade" dizendo que a religião era uma armadilha da classe dominante, acusava o proletário de ser um iludido, na pior acepção do termo, provocando-o a abandonar a fé.

Assim Marx tratava a classe pela qual ele desejava realizar a revolução.

O marxismo e o Cristianismo

Cristianismo e marxismo são duas coisas opostas entre si, impossíveis de serem conciliadas. As diferenças começam pela criação:
  • a Bíblia mostra que Deus é o Criador do homem, ao passo que, para Marx, foi o homem quem construiu a ideia de Deus.
  • Para Deus, o ser humano é a menina dos Seus olhos, a luz do mundo e o sal da terra, reparador de brechas e restaurador de veredas, membro da geração eleita, do sacerdócio real, da nação santa, do povo adquirido, testemunha do Senhor, enquanto que, para Marx, o homem é o autor da revolução contra o capitalismo.
  • De acordo com a Palavra de Deus, os pensamentos geram as ações, o que é o perfeito e oposto ao que Marx diz.
  • O mandamento de Deus é amar os inimigos; o de Marx é destruí-lo.
  • Deus diz que todos os males foram causados pelo pecado; Marx diz que o que causa o mal são as estruturas injustas da sociedade.
  • Deus explica as ações humanas de acordo com a obediência dos homens à Sua Palavra; Marx explica as ações pelo dinheiro e pelo poder.
O interesse dos dois é completamente oposto: o cristianismo se interessa pela salvação do ser humano da condição de pecado, prega o Evangelho, anuncia a volta de Jesus, chama atenção para Deus como a pessoa mais importante da nossa vida, deseja viver na Cidade Santa com Cristo e os salvos e baseia sua vida na Palavra de Deus.

O marxismo se interessa pelo poder, em tomá-lo das mãos da burguesia e passá-lo para os proletários; seu maior desejo é uma sociedade sem classes neste mundo e baseia sua vida pela vontade. Como poderiam ser compatíveis?

Conclusão


Diante do que foi explanado, não hesito em afirmar que o marxismo é, como diria Schaeffer, uma heresia cristã; e como tal não pode ser abraçada por quem ama o Evangelho e se pauta no princípio do Sola Scriptura ["Como Viveremos?", Cultura Cristã. Tradução: Gabriele Greggersen.].

Na verdade, toda a ideologia acaba sendo idólatra, pois tem o humanismo por fundamento e deifica algum elemento da criação, depositando nele a salvação. Koyzis salienta:
'Assim, cada uma das ideologias tem base numa soteriologia específica, isto é, numa teoria elaborada que promete aos seres humanos o livramento de algum mal fundamental visto como a fonte de uma ampla gama de problemas humanos, entre os quais a tirania, a opressão, a anarquia, a pobreza e assim por diante' ["Visões e Ilusões Políticas". Vida Nova. Tradução: Lucas G. Freire.].
Logo, nenhum cristão deve se identificar com ideologia X ou Y e a ela jurar lealdade.

É muito comum ver pessoas dizerem em redes sociais que o "capitalismo é de Deus". Claro que não!

O liberalismo do início da Revolução Industrial produziu muitas injustiças e feriu a dignidade humana em muitos aspectos.

Mas Deus sempre levanta seus profetas para denunciar aquilo que está em desacordo com seus princípios e levanta homens dispostos para trabalhar no socorro dos necessitados.

O cerne do marxismo é avesso ao cristianismo, como registra o relatório extraído de Pattaya 
"Os marxistas estão plenamente convencidos de seu ateísmo e, consequentemente, uma boa parte de seu pensamento está destinada a erigir-se em antítese do cristianismo".
Que esta ressalva não seja esquecida e que o marxismo não seja sintetizado com o ethos bíblico.
A antítese deve prevalecer, pois a fé que se mistura com uma cosmovisão que lhe seja concorrente acabará por transformá-la num corpo heterodoxo que mina a pureza da doutrina e compromete a edificação da igreja.

Indicação literária


  • "Marxismo Cristianismo e Outros Temas"
  • José Victor Pedroso Chagas 
  • Editora Bentivegna, 1978 
  • 204 páginas
[Fonte: Adaptado por Leonardo Sérgio da Silva, do Original por Thadeu de Jesus e Silva Filho — Doutor (2004), Mestre (2000) e Bacharel (1997) em Sociologia. Citado Cruciforme, por Thiago Oliveira, graduado em História e especialista em Ciência Política, ambos pela Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso). Mestrando em Estudos Teológicos pelo Mints-Recife.]

Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
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E nem 1% religioso.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

🎼CANÇÕES ETERNAS CANÇÕES🎼 — "ALVO MAIS QUE A NEVE"

O belíssimo hino "Alvo Mais Que a Neve" é da autoria do compositor metodista Eden Latta (☆1839/✟1915), que o compôs em 1881.

Sua versão em português é de Henry Maxwell Wright (☆1849/✟1931), cujas iniciais aparecem na Harpa Cristã, hino de número 39.

É um dos hinos preferidos para celebração da Ceia nas igrejas evangélicas.

A história desse clássico e tradicional hino do cancioneiro cristão, é mais um capítulo da nossa série especial de artigos, "Canções Eternas Canções".

Sobre o autor

Nascido em Haw Patch, Indiana, Eden Reeder Latta era filho de um pastor metodista, de acordo com sua biografia no Hymnary.org, um banco de dados online hospedado pelo Instituto Calvino de Adoração Cristã e Biblioteca Etérea de Clássicos Cristãos da Calvin College.

Durante a Guerra Civil Americana, Eden pregou para a Igreja Metodista de Manchester, em Iowa, e outras congregações (possivelmente como um pregador itinerante preenchendo púlpitos vazios).

No estado de Iowa, ele ensinou nas escolas públicas de Manchester e, posteriormente, em Colesburg.

Ele se mudou para Guttenberg na década de 1890 e continuou compondo para vários músicos importantes no meio cristão.
Ele escreveu mais de 1.600 canções e hinos em sua vida.
Falando sobre o talento do compositor original, o jovem escritor Silas Daniel, em sua obra "A História dos Hinos que Amamos", CPAD, assim o descreve:
"Sua principal característica, aliás, era prezar por uma poesia de qualidade, o que para ele significava que, além de ter um imprescindível conteúdo bíblico, ela precisava ser bela. 
Ademais, para ele, hinos que continham ao mesmo tempo um conteúdo bíblico e uma melodia inspirada equivaliam a 'sermões maravilhosos'" (pág. 280).

Letra


'Alvo Mais Que a Neve' — Renascer Praise, faixa do álbum "RP XII — Apostólico", 2005, Gospel Records

  • Inspiração Bíblica
A frase "alvo mais que a neve" vem de Isaías 1:18:
"Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã".
  • Significado e Mensagem
Diferente de muitos hinos que nascem de tragédias pessoais, este surgiu de um pedido direto do músico Henry Southwick Perkins, que solicitou a Latta uma letra baseada em textos bíblicos específicos.

Além disso, a música enfatiza o sofrimento de Jesus, descrito como
'...quão espinhosa a coroa...'
e
'...quão profundas as chagas...'.
Essas imagens evocam a paixão de Cristo e o imenso amor demonstrado por Ele ao suportar tais dores pela salvação da humanidade.

A letra também sugere que esse sacrifício é acessível a todos, independentemente de sua condição, ao afirmar que há pureza
'...para o mais pobre pecador...'.
Assim, "Alvo Mais Que a Neve" não apenas celebra a redenção, mas também a universalidade da graça divina, disponível a todos que a buscam.

Polêmica inútil e lacração ideológica


Há mais de 140 anos, o hino "Alvo Mais Que a Neve" vem sendo entoado por igrejas ao redor do mundo, já tendo sido gravada por vários cantores brasileiros, como Mattos Nascimento, Fernandinho, e
Cassiane, dentre outros.

Recentemente, porém, uma polêmica criada pelo cantor e pastor Kléber Lucas, assumido militante da esquerda, surgiu em torno da canção sobre uma suposta mensagem racista que a letra carrega.

Entretanto, como visto acima, a música, foi composta por um autor de Iowa, estado que desempenhou um papel significativo durante a Guerra Civil Americana, marcada pela disputa pelo fim da escravidão nos Estados Unidos.
  • Purificação
A neve na letra, simboliza pureza e limpeza, e o hino declara que o sacrifício de Jesus pode tornar o pecador mais puro do que a própria neve.

O hino utiliza a metáfora da neve para simbolizar a redenção e purificação total dos pecados através do sacrifício de Jesus.

O título original — "Blessed Be The Fountain" — faz referência direta à "fonte aberta" mencionada em Zacarias 13:1, que purifica a iniquidade:
"Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi, e para os habitantes de Jerusalém, para purificação do pecado e da imundícia."
  • Redenção
Reflete o clamor por perdão e a crença na capacidade do sangue de Cristo de restaurar completamente o ser humano.
  • Sofrimento de Cristo
Menciona a coroa de espinhos e chagas, ressaltando o preço pago por Jesus e a profundidade do amor divino.

Enfim, essa história esdrúxula de racismo, na verdade, é fruto do delírio insano de Kléber Lucas, como consequência de sua controversa e equivocada militância política.

Conclusão

Embora a canção tenha surgido em um período de Guerra Civil nos EUA, sua mensagem é universal de esperança e transformação, não tendo cunho partidário ou racista, como Kléber Lucas e seus pares tentaram, sem sucesso, distorcer.

De fato, quando cantamos e refletimos na letra desse hino (mesmo em sua versão adaptada para o português, mas vale conferir a letra original), percebemos a beleza da poesia aliada à fidelidade da teologia bíblica.

O hino "Alvo Mais Que a Neve", que muito longe está de promover ou endossar qualquer pauta racista (como de forma idiotizada interpretam os "doutores" do progressismo em nossos dias), em verdade exalta a fonte de sangue remidor que foi aberta no Calvário em favor de toda humanidade; sangue puro e santo de Jesus que é poderoso não só para nos perdoar as ofensas que cometemos, mas também nos purificar de toda sujeira espiritual.

A teologia e a linguagem do hino estão biblicamente respaldadas por passagens como Salmos 51:7; Isaías 1:16,18; Zacarias 13:1 e 1 João 1:7,9.

Medite nessas passagens com seu coração dilatado e depois entoe ao Senhor, essa belíssima canção, eterna canção.


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

📖BÍBLIA ABERTA📖 — ENTENDENDO HEBREUS 12:15 — O QUE É A "RAIZ DE AMARGURA"?

Você já se deparou com a amargura ou com alguma pessoa que conviva com ela?

Em geral, a amargura pode ser identificada por comportamentos rudes ou comentários e murmurações diante de qualquer situação.

Contudo qual é a raiz dela? É o que veremos no texto deste artigo, mais um capítulo da nossa série especial, "Bíblia Aberta".

O que diz a Bíblia

Raiz de amargura é uma expressão que aparece na Epístola aos Hebreus para se referir a um comportamento perigoso e extremamente prejudicial à Igreja.
Apesar de ser uma expressão muito comum entre os cristãos, muitos possuem um entendimento completamente equivocado sobre o que é raiz de amargura.

Válido lembrar que muitas pessoas têm facilidade para querer o perdão e a compreensão de Deus e dos outros, mas costumam ser rígidas com outras pessoas, como se elas não merecessem tolerância.

Pessoas muito justas e que têm dificuldade de relevar a falta dos outros, principalmente diante de pensamentos diferentes, passam a não ter paz com todos e, ante a situações ou descontentamentos, se tornam amargas.

Conhecendo o contexto bíblico


O texto mais conhecidos mais conhecido onde aparece a expressão "raiz de amargura" está registrado em Hebreus 12:15, onde lemos:
"Tendo cuidado de que ninguém seja faltoso, e se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem".
Nem todos sabem, mas ao escrever essa frase, o escritor do livro de Hebreus estava de citando outro texto presente no Antigo Testamento.

Na verdade o autor dessa epístola era um profundo conhecedor do Antigo Testamento, e fez uso exaustivo dele em toda sua carta.

Seus destinatários eram crentes judeus da Diáspora, isto é, que viviam fora da Palestina, e estes também conheciam bem as Escrituras através de sua tradução grega, a Septuaginta.

Assim, o texto citado pelo autor, e que obviamente foi compreendido pelos seus leitores, encontra-se no livro de Deuteronômio, onde Deus, através de Moisés, exortou ao povo de Israel que não houvesse entre eles
"nenhuma raiz que produza esse veneno amargo".
"Para que entre vós não haja homem, nem mulher, nem família, nem tribo, cujo coração hoje se desvie do Senhor nosso Deus, para que vá servir aos deuses destas nações; para que entre vós não haja raiz que dê veneno amargo" (Deuteronômio 29:18).
Entre os versículos 14 e 17, o autor, como um pastor preocupado com a situação de suas ovelhas, escreveu aos seus leitores sobre como viver uma vida que agrada a Deus. Ele fez isso dizendo o que deve ser feito, isto é,
"seguir a paz com todos e a santificação" (Hb 12:14),
bem como o que não se deve fazer, nesse caso, negligenciar o cuidado mútuo uns para com os outros, pois essa falha representa um perigo muito grande, já que pessoas faltosas separam-se da graça de Deus e contaminam, como raízes amargas e venenosas, a comunidade cristã, trazendo consequentemente grande perturbação.

É por isso que ele aconselhou que os cristãos cuidassem uns dos outros, estando atentos para que 
"ninguém se prive da graça de Deus".

Como o sofrimento é um tema que está sendo tratado nesse capítulo, o escritor está aconselhando os cristãos a estarem alertas sobre como os demais estão lidando com seus problemas e sofrimentos, para que seja possível identificar alguém esteja ficando para trás, sendo faltoso, e, consequentemente, separando-se da graça de Deus.

Compreendendo o contexto


É possível que as pessoas que o autor estivesse em mente quando escreveu esse texto fossem aquelas que diante das calamidades se revoltavam contra Deus, que se esqueciam de todas as bênçãos que já lhes foram dadas, que rejeitavam a verdade a qual foram instruídas, que negavam a fé que um dia disseram professar, que mostravam não desfrutar da verdadeira paz e, obviamente, falhavam no processo da santificação, e, ainda por cima, na sua loucura e perversidade, acreditavam estar em segurança.

É esse tipo de pessoa que se enquadra na figura da raiz de amargura. Em outras palavras, a raiz de amargura é aquela pessoa que se privou da graça de Deus, ou seja, a amargura produzida por essa raiz não é o ressentimento ou a mágoa, mas é o pecado da incredulidade e do desprezo com as coisas de Deus.

A raiz de amargura expressa o estado de rebelião das pessoas que mesmo com seus corações mergulhados na perversidade se iludem com uma falsa segurança quando buscam refugio longe de Deus.

É por isso que a raiz de amargura é tão perigosa, pois ela causa problemas dentro da comunidade cristã, gerando perturbação e podendo contaminar outras pessoas.

Com seu comportamento corrompido, e suas palavras amargas, tais pessoas se esforçar para privar os cristãos da santidade.

Aplicando a Palavra


Pessoas que são rígidas tendem a querer levar a vida sem nenhuma flexibilidade, mas ignoram que, na prática, há questões que são imprevisíveis e que as pessoas estão sujeitas a erro.

Esse desequilíbrio entre o mundo idealizado por elas e a realidade vivida pode gerar amargura, tristeza e descontentamento.

Ainda que esse desgosto tenha surgido por algo pequeno, ele pode levar a resultados desastrosos para a vida espiritual caso não seja eliminado logo.

A amargura impede que a pessoa seja salva e a leva até o inferno, pois cega os seus olhos e impede que ela possa ouvir a Deus, deixando-a como vítima em uma total escuridão.

Salientemos que Deus sabe de todas as coisas e, por isso, não há necessidade de querer mudar coisas, pessoas ou situações, pois Ele fará o que tem de ser feito.

Assim, a pessoa que olha para Ele aprende a desconsiderar e a relevar muitas situações.

Lamentavelmente, muitas pessoas não conseguem ter essa postura e se tornam murmuradoras e desagradáveis.

Você já conversou com alguém que só reclamava e enxergava tudo com maus olhos? Essa pessoa, provavelmente, está com o interior contaminado pela amargura e, por isso, se tornou maquiavélica em tudo o que diz e sente.

Para sair da amargura, a pessoa precisa reconhecer o que realmente está em seu interior, se arrepender, se confessar e nascer de Deus.

Muitas vezes você não se tornou uma pessoa má, porém as raízes de amargura têm crescido dentro de você.

Então, corte-as, limpe-se de todos os pensamentos e sentimentos e procure estar bem com todos, pois é a sua eternidade que está em jogo.

Conclusão


A raiz de amargura é um veneno contagiante, que serve de canal para que o pecado se espalhe entre o povo como erva daninha.

A raiz de amargura transmite o mau testemunho e o escândalo, e ridiculariza a fidelidade a Deus, assim como fez Esaú, que por um prato de ensopado desprezou sua herança como primogênito e, consequentemente, a bênção de Deus, banalizando as promessas da aliança feitas a Abraão e Isaque.

É por isso que o escritor aos hebreus o chamou de profano (Hb 12:16).

Diante disso, podemos dizer que é fundamental que os cristãos saibam realmente o que é raiz de amargura, para que ao ser identificada, rapidamente ela seja arrancada, evitando assim que seu veneno contamine outros e seu gosto amargo se espalhe.

[Fonte: Esse artigo é uma livre adaptação. O texto original pode ser lido em Estilo Adoração]

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domingo, 21 de dezembro de 2025

🧠PAPO DE PSICANALISTA 🛋️ — CONHECENDO A IMPORTÂNCIA DO EQUILÍBRIO EMOCIONAL

No capítulo anterior da nossa série especial de artigos, Papo de Psicanalista, abordamos o tema do equilíbrio em um contexto geral.

Neste capítulo, iremos focar especificamente sobre as questões inerentes ao equilíbrio emocional. Espero que você curta a leitura deste conteúdo.

Conceito

O que é o equilíbrio emocional?

O equilíbrio emocional é a capacidade de manter o foco e o controle mental em meio aos desafios e mudanças que acontecem em todas as áreas da vida. 
Com ele, é possível encarar os problemas e buscar realizar desejos de forma mais madura e consciente.
Trata-se de um fator essencial para a tomada de decisões e para conduzir a vida em meio a erros e acertos, sem sucumbir aos primeiros obstáculos, mas também sem proporcionar grandes euforias ambiciosas.

O equilíbrio emocional está relacionado à forma de lidar com imprevistos sem perder a racionalidade e, principalmente, preservar a calma e a saúde mental.

Porém, há algumas crenças limitantes que podem desajustar essa balança e causar sofrimento.

O equilíbrio emocional está relacionado com a forma dos seres humanos cuidarem mais de si no dia a dia.

Alguns até utilizam do pensamento de interagir com as pessoas de forma harmoniosa, elegante e segura.

Outro ponto a se destacar também nessa lógica é ter sempre em mente que esse equilíbrio é o que fará nós seres humanos termos o autocontrole.

Essa dinâmica quando não é observada costuma ser desencadeada a perda de equilíbrio de modo automático e quando não tomamos consciência sobre nossas emoções, estamos deixando que elas assumam o comando da mente em momentos estressantes.
  • Por que ter equilíbrio emocional é importante?
Tudo na vida também está em conjunto com a nossa forma de domínio dos próprios pensamentos.

Pessoas equilibradas emocionalmente conseguem alterar padrões de conduta nocivos, como as reações impulsivas após receber uma crítica.

É também sabido que o mundo contemporâneo é bastante agitado e que os níveis de ansiedade e estresse estão cada vez mais evidentes na vida das pessoas.

Mas é importante salientar que a busca pelo bem-estar é necessária nesse "admirável mundo novo" que a sociedade está.
  • Na vida pessoal
De acordo com pesquisas feitas no mundo, é destacado que pessoas felizes tendem a cuidar mais de si mesmas — o que se reflete na prática de exercícios, cuidado com a alimentação e boas noites de sono.

O estudo também traz evidências para comprovar que a felicidade e o equilíbrio emocional têm influência positiva no sistema imunológico e cardiovascular, influência nos hormônios, diminui inflamações e aumenta o processo de cicatrização.
  • No trabalho
Buscar todos os dias por uma qualidade melhor de vida é o primeiro passo para envelhecer bem e com mais saúde.

Quando falamos em equilíbrio emocional no trabalho é importante destacar que a qualidade de vida não é ter mais dinheiro no bolso do que o vizinho ao lado, é ter em mente que novas práticas vão te salvar de uma eventual adversidade.

Resultados do desequilíbrio emocional


Entre os problemas causados pelo desequilíbrio, estão a angústia, a incerteza, a ansiedade, a tensão, a culpa, o medo, entre outros descompassos.

Por isso, para se tornar um ser humano autônomo e feliz, é tão importante manter o controle.

Quando falamos em equilíbrio emocional é estar relacionado com o bem-estar das pessoas em qualquer época do ano.

É importante destacar que ao cuidarmos mais da nossa saúde é também um ato de amor, algo bastante falado atualmente em sites e revistas de comportamento.

Outro fator que precisa ser observado é buscar ajuda para avaliar o grau de desequilíbrio.

O autoconhecimento permite que nós seres humanos façamos uma leitura diária de nossos pensamentos e comportamentos dentro ou fora de nossas casas.

Portanto cuide-se mais! Ame-se mais! A pessoa mais importante de sua vida é você! Você e não os outros é o protagonista na e da sua história.

O que pode causar desequilíbrio?


O desequilíbrio emocional só aparece na ausência de equilíbrio. Ou seja, quando agimos no automático, com impulsividade e obedecendo às emoções.

Agir sem pensar para um determinado fato poderá causar esse desequilíbrio.

É importante que todos os dias façamos práticas mais proveitosas em relação a nós mesmos para que assim possamos viver bem ambientados com a nossa sociedade e até mesmo em comunhão aos amigos e familiares.

Sete dicas de como atingir o equilíbrio emocional


Na missão de ajudá-lo a alcançar o equilíbrio emocional, reunimos algumas dicas simples que trazem grandes resultados.

  • 1] Respeite suas vontades — É natural querer agradar outras pessoas, como os filhos, os pais, o marido, a mulher ou algum amigo, mas não é aceitável se esquecer de você. Para conseguir realizar seus sonhos, um dos principais fatores é respeitar suas vontades e desejos. Permita-se querer e realizar. Além disso, faça coisas que proporcionem prazer, pois esse é o melhor antídoto para a depressão e a ansiedade.

  • 2] Livre-se do que é negativo — Tão importante quanto buscar ações positivas é pegar distância das negativas. Tudo que gera sentimentos negativos, principalmente situações em que você mesmo se obriga a estar, traz desequilíbrio. Portanto, não se autocondene, não se obrigue a ser aceito e adorado por todos, não se culpe por pequenos prazeres e se afaste do que traz um mal-estar desnecessário.

  • 3] Entenda seus limites — Algumas pessoas passam a falsa impressão de que dão conta de tudo e outras se frustram por não conseguir alcançar isso. Entenda que é humanamente impossível ser perfeito, feliz e bem-sucedido em todas as áreas da vida. Portanto, tanto as cobranças externas quanto as internas devem ser avaliadas com essa margem. Quando os imites passam a ser respeitados, a aceitação e a autoconfiança acontecem dentro de você.
  • 4] Organize seus compromissos — Nem todas as situações são favoráveis e nem todas as tarefas do dia a dia são agradáveis, mas elas precisam ser cumpridas. Diante das responsabilidades, é necessário manter a organização, ter disciplina, estabelecer prioridades e determinar uma agenda própria para cumprir seus compromissos e ainda ter tempo para você. Caso contrário, abrirá espaço para a frustração.

  • 5] Faça exercícios físicos — Os exercícios físicos fazem bem para o corpo, pois relaxam a musculatura que fica tensa com os problemas diários. Eles também ajudam na eliminação das toxinas liberadas no corpo estressado, colaboram com a socialização e liberam substâncias químicas que proporcionam a sensação de prazer. Enfim, corpo e mente ganham muito com isso.
  • 6] Aprenda a pedir ajuda — Não é fácil lidar sozinho com as aflições e não há problema em admitir isso. Dividir dúvidas, incertezas e inseguranças é bom não somente para desabafar, mas também para sentir o apoio de outras pessoas e , juntos, buscarem soluções. Essa pessoa pode ser um familiar, um amigo ou mesmo um profissional da Psicologia, que, certamente, vai ajudar você a compreender melhor cada emoção.
  • 7] Mantenha o foco na felicidade — Não se prive da companhia de quem lhe faz bem. Ter amigos e familiares por perto e cultivar o carinho e a atenção são ações muito importantes. Essas pessoas estão ao seu lado nos momentos de dificuldade, ajudando a suportar problemas, dando forças para superar adversidades e impulsionando para realizar seus sonhos. Portanto, não deixe que os afazeres do dia a dia afastem você dos seus momentos de cumplicidade e de felicidade. Esse é seu maior compromisso.
Colocando essas ideias em prática, é possível desenvolver o equilíbrio emocional e, assim, ter mais discernimento sobre o que realmente importa. Portanto, cultive esses hábitos, trabalhe suas emoções e foque no seu bem-estar.

O que fazer para atingir o equilíbrio emocional


Busque um passo de cada vez para até mesmo não entrar num “looping” eterno de ansiedade.

É notório que mudanças, momentos difíceis e cheios de estresse são grandes causas para o desequilíbrio emocional.

Pois, em horas como essas, é muito fácil que o medo, raiva e tristeza tomem conta das formas de pensamentos e ações no dia a dia.

A melhor dica é sempre parar, pensar com clareza, respirar e fazer uma autoavaliação de si para o decorrer dos dias.

Conhecendo a si próprio e tendo em vista trabalhar o seu autoconhecimento, você poderá alcançar o equilíbrio emocional de maneira mais assertiva, desenvolvendo as suas habilidades diante das adversidades da vida e identificando as situações que te desestabilizam e comprometem o seu bem-estar emocional.

Conclusão


Na psicanálise, o conceito de equilíbrio emocional não é visto como a ausência de problemas ou o controle absoluto dos sentimentos, mas sim como a capacidade de integrar e processar conflitos internos de forma consciente.

Diferente de abordagens que buscam o controle comportamental imediato na psicanálise, o equilíbrio emocional é uma jornada de autoconhecimento e integração, onde a pessoa se torna mais consciente de seus processos internos, permitindo respostas mais equilibradas e uma vida mais plena, em vez de apenas controlar sintomas.

Assim, compreendemos que estar equilibrado emocionalmente é ter consciência das causas profundas dos seus conflitos para poder agir com mais liberdade e maturidade, em vez de ser apenas um "refém" de impulsos inconscientes.
Você que chegou até ao final deste artigo, nossa recomendação é que, se achar necessário, procure ajuda de profissional em psicanálise e/ou psicologia, pois, sem legislar em causa própria, posso te garantir que a terapia pode muito em seus efeitos.

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