Total de visualizações de página

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

CELULAR "NO DIVÃ"

Nunca se olhou tanto para baixo. Na fila, no parque, na escola, no trabalho, no museu, no ônibus e, perigosamente, no carro, as pessoas parecem só ter um interesse: a tela do smartphone. A ponto de, nos Estados Unidos, um estudo do Pew Research Center ter apontado que 46% da população diz não conseguir viver sem seu celular com acesso à internet.

[R]Evolução(?)


Com o advento da Terceira Revolução Industrial ocorrida na década de 70, a tecnologia avançou de forma colossal em diversos âmbitos a ponto deste período receber também a nomenclatura de Revolução tecno-científica-informacional.

Desde então a tecnologia passou a progressivamente se inserir no cotidiano da população, que não estava habituada com o contato de aparelhos tecnológicos tão inovadores, uma vez que no convívio com tais aparatos, estes transformaram completamente o modo de vida de todos, ao proporcionar mais praticidade na realização de diversas funções essenciais, como a comunicação por exemplo, que consequentemente ampliou as conexões de maneira extraordinária. 
                      Resultado de imagem para Imagem de orelhão de discoResultado de imagem para Imagem de orelhão
                  Resultado de imagem para Imagem de orelhão de discoResultado de imagem para Imagem de orelhão de cartão telefônico
Você ainda se lembra deles?
Onde antes era necessário deslocar-se até o telefone público – o orelhão  mais próximo para comunicar-se com uma agência para então sua ligação ser transferida ao seu destinatário, atualmente é quase instantânea a interação, com a capacidade inclusive de poder olhar para o interlocutor mesmo que ambos não estejam no mesmo lugar, sendo que tal ato pode ser realizado com habitantes de outros continentes, algo jamais imaginado pelos nossos antepassados. 

Salvo que o exemplo do telefone público é pertinente para quem pertence a classe baixa da sociedade, pois somente aqueles com poder aquisitivo alto teriam o privilégio de possuir um telefone, e posteriormente os primeiros modelos de celular, na sua residência, um padrão rompido recentemente pois muitos com condições financeiras baixas possuem smartphones, tablets entre outros dispositivos, até com uma sofisticação considerável, semelhante com a dos que são da elite da sociedade. 

E as tecnologias estão impenetradas nas várias classes sociais de modo que são consideradas fundamentais para quem se utiliza delas, cujo uso é na maioria das vezes diário e de muitas horas de duração. 

"Amor, I Love You"


Resultado de imagem para imagem de pessoa namorando celular
E graças ao uso constante destes aparelhos, alguns criam vínculos emocionais fortíssimos, no caso dos smartphones que estão sendo abordados neste artigo, parcela considerável dos que usufruem possuem laços estreitos com seus celulares – que há tempos quase já não são mais usados para o fim ao que se propunham: fazer e receber ligações – , já que nestes estão armazenadas fotos, trabalhos, conversas, músicas que de certa forma "definem' o usuário.

Perdê-los seria para o mesmo como a perda da própria vida, em sua concepção. Além de que se sentiriam isolados, já que como mencionado anteriormente, basicamente tudo está conectado, desde pessoas a serviços. E como para parte considerável a única via de conexão são os smartphones, não tê-los implica num "exílio social".

Bandido ou herói?


Resultado de imagem para Imagem de desenho de celular com dúvida
Como vimos, o celular facilita nossa vida de várias maneiras, mas muitas pessoas acabam criando uma relação intensa com o aparelho a ponto de não conseguirem desgrudar dele para nada. 

Contudo há riscos quando se age assim. No ano passado, uma adolescente de 14 anos morreu no Cazaquistão em virtude da explosão de seu celular. Ela dormia com o aparelho debaixo do travesseiro. 

Em 2018, no Brasil, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), entidade que organiza e desenvolve conceitos de segurança em serviços com eletricidade, foram registrados 41 acidentes envolvendo carregadores e 23 pessoas morreram.

Para o diretor-executivo da Abracopel, o engenheiro Edson Martinho, de 55 anos, muitos deixam o celular carregando enquanto estão dormindo. 
"É uma prática bastante comum. Se você deixar o celular próximo e o sistema falhar, ele vai explodir. Deixá-lo debaixo do travesseiro também é perigoso, pois há troca de calor com o aparelho. Como a bateria é um composto químico, ela vira uma bomba"
adverte, em entrevista ao jornal Folha Universal.

Martinho esclarece que o celular pode apresentar dois problemas perigosos: 
"a pessoa pode receber um choque elétrico ao manusear o aparelho quando o carregador estiver conectado à tomada e ocorrer uma sobrecarga e explosão por causa do armazenamento de energia na bateria ou se ela não for original. 
Os carregadores não originais não têm um dispositivo de transbordamento de energia que para de alimentar a bateria quando ela está carregada. O excesso de energia se transforma em aquecimento, o que pode gerar uma explosão"
explica.

Para evitar esses problemas, Martinho aconselha o uso de carregadores e baterias originais. 
"Recomendo atenção com eventuais quedas do aparelho que podem causar danos estruturais e também cuidado com a exposição dele ao sol. 
O aparelho tolera uma faixa de temperatura e, quando exposto ao calor, essa temperatura se eleva e pode haver problemas. A exposição à água também é perigosa. O celular tem componentes eletrônicos que não combinam com a água"
esclarece.

CONCLUSÃO


Resultado de imagem para Imagem de desenho de celular com dúvida
Não é fácil se distanciar das tecnologias que se tornam essenciais no meio social. Assim, como se torna crucial o uso correto para não ocorrer consequências negativas no futuro. A resposta está na conscientização das pessoas que necessitam da utilização dos celulares, ou apenas possuem esses aparelhos em sua rotina. 
Resultado de imagem para Imagem de dia sem celular
A desintoxicação digital é indicada quando o sujeito se revela viciado nestes aparatos tecnológicos, a ponto de levar a crises de abstinência ou violência nas vítimas. Os dependentes chegam a passar mais de 12 horas por dia online, e quando se distanciam apresentam distúrbios caracterizados pelo medo, de não está com o celular na mão ou não está conectado, o caso refere-se a Nomofobia, patologia já citada em artigo anteriormente escrito por mim (veja aqui). 

É aconselhável uma seletividade ao consumir tais recursos, como implantar um certo horário indicando qual momento de ficar offline, longe dos aparelhos tecnológicos. Praticar mais esportes, se torna um ótimo meio de estar distraído sem prejudicar a saúde, assim como ajuda a reduzir o nível de ansiedade. 

Ao mesmo tempo é possível citar a meditação, ou outros métodos para acalmar e possuir um afastamento dos agentes causadores de muitos problemas físicos, psicológicos e mentais. O maior problema é que o uso abusivo dos smartphones ainda é socialmente aceito, a sociedade não enxerga como uma ação inconveniente. Não é como alguém ser vista dirigindo alcoolizada. 

A atividade de digitar uma mensagem, falar ao celular nas ruas, ou em lugares próprios para a socialização é dita como uma situação comum e pertinente. Por esses motivos, a diagnosticação de pessoas com ansiedade, depressão ou problemas físicos causados por estes aparelhos aumenta cada dia mais. É necessário estar atento, pois na maioria das vezes, o vício se percebe quando se encontra no último estágio.

A Deus toda glória. 
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blog https://circuitogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização diária dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade. 
E nem 1% religioso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário