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sábado, 24 de outubro de 2026

DIRETO AO PONTO — CHE GUEVARA: HERÓI?🤔

Crédito: reprodução Guia do Estudante
É comum na Universidade (principalmente, embora não especificamente, as públicas) vermos alunos com camisas de Che Guevara.

Muitos gays e negros vestindo com orgulho a imagem de um homem que fuzilou gays e negros em campos de trabalho forçado em Cuba.

A ideologia os faz tão cegos que não percebem que se estivessem sob o governo de Che seriam mortos, perseguidos e escravizados.

É comum em tais Universidades haver comemorações em homenagem a Che Guevara. Celebram o aniversário da revolução cubana.

É assustador. Afinal, como podem ter como herói um homem que, em 1964, foi à ONU e disse que ele e seu grupo fuzilavam mesmo e continuariam fuzilando?
"Nossa luta é uma luta até a morte",
afirmou, mostrando ao mundo que era um assassino frio e sem remorso.

Neste capítulo da nossa série especial de artigos, vamos conhecer, sem romantizar, um pouco da história (aquela parte que não contam nos celeiros acadêmicos) dessa figura, a quem, para muitos, é um herói.

Ernesto "Che" Guevara de la Serna


Crédito: reprodução IMDb
Médico argentino, comandante guerrilheiro e ideólogo marxista — foi executado sumariamente aos 39 anos de idade por forças militares bolivianas treinadas pelos Estados Unidos na aldeia de La Higuera, em 9 de outubro de 1967, após liderar uma fracassada insurreição armada no interior da Bolívia.

Sua trajetória uniu a transição política da América Latina da metade do século XX à consolidação do regime socialista em Cuba (1959), transformando-se em um dos arquétipos mais polarizados da história moderna: ora reverenciado como mártir humanitário da emancipação anti-imperialista, ora condenado como líder implacável e executor de expurgos políticos.

Da Juventude de Classe Média à Radicalização nas Estradas da América do Sul


Crédito: reprodução Wikipédia
Nascido em Rosário, na Argentina, em 14 de junho de 1928, Ernesto Guevara cresceu em uma família de classe média com inclinações políticas de esquerda moderada e literárias.

Diagnosticado com asma severa na infância, desenvolveu hábitos de leitura voraz e concluiu a faculdade de Medicina pela Universidade de Buenos Aires em 1953.

O ponto de virada em sua cosmovisão ocorreu durante as expedições motociclísticas e viagens prolongadas pelo continente sul-americano entre 1951 e 1954.

O contato direto com a miséria endêmica, a exploração laboral nas minas e as disparidades sociais radicalizou sua perspectiva intelectual.
Este período foi o ponto central no roteiro do premiado filme-documentário "Diários de Motocicleta" (2004), dirigido pelo brasileiro Walter Salles, protagonizado por Gael Garcia Bernal e baseado no livro autobiográfico homônimo.
Em seguida, na Cidade do México, conheceu o revolucionário exilado Fidel Castro (✩1926/✞2016) e o núcleo do Movimento 26 de Julho.

Imersão marxista


Conforme documentado pelo historiador Jon Lee Anderson em sua obra biográfica canônica "Che Guevara: A Revolutionary Life", a imersão de Guevara no marxismo consolidou-se não por dogmatismo acadêmico abstrato, mas pela convicção de que apenas a ruptura armada violenta e a derrubada das estruturas capitalistas alinhadas aos Estados Unidos poderiam sanar as assimetrias estruturais latino-americanas.

A Revolução Cubana, Gestão Estatal e a Prática do Poder



Crédito: reprodução BBC 
Guevara integrou o contingente inicial de 82 combatentes que aportaram em Cuba a bordo do iate Granma em dezembro de 1956.

Como comandante do Exército Rebelde na Sierra Maestra, destacou-se pela disciplina férrea e por sua atuação tática na decisiva Batalha de Santa Clara em dezembro de 1958, que culminou na queda da ditadura de Fulgêncio Batista (✩1901/✞1973).

Com a vitória revolucionária em 1 de janeiro de 1959, assumiu cargos de alta proeminência no novo Estado cubano: foi presidente do Banco Nacional, ministro da Indústria e diretor de planejamento.

Nesse período, liderou campanhas de alfabetização e reformas agrárias, mas também supervisionou a consolidação repressiva do novo regime.

Pesquisadores e biógrafos apontam que, na qualidade de comandante da prisão da Fortaleza de La Cabaña nos primeiros meses de 1959, Guevara ordenou e avalizou julgamentos sumários e fuzilamentos de opositores políticos, policiais e antigos colaboradores do regime deposto.

Para seus defensores, tais atos eram medidas severas e necessárias de defesa revolucionária em meio a um estado de guerra iminente; para seus críticos, configuravam violações sistemáticas de direitos humanos e execuções sem garantias processuais legítimas.

O Fracasso na África, a Morte na Bolívia e a Gênese do Ícone Global



Crédito: reprodução Getty Images
Descontente com os rumos burocráticos do bloco soviético e convicto da necessidade de exportar a luta armada para o "Terceiro Mundo", Guevara renunciou aos cargos oficiais em 1965.

Empreendeu uma tentativa frustrada de insurreição no Congo (África) e, posteriormente, infiltrou-se clandestinamente na Bolívia em 1966 para liderar o Exército de Libertação Nacional.

Isolado politicamente, sem apoio expressivo do campesinato local e acuado por operações de contraguerrilha do exército boliviano coordenadas com assessoria de inteligência dos Estados Unidos, o foco guerrilheiro foi neutralizado.

Ferido em combate na Quebrada del Yuro, Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967 e executado no dia seguinte.

Conclusão

Como se luta contra a opressão, sendo opressor?


Crédito: reprodução Escritas.org
Che Guevara perseguiu, matou inocentes, e hoje tem brasileiros que o homenageiam.

Gays desavisados o tem como ídolo, mas não sabem que ele disse, ao enviar gays para os campos de trabalho forçado que
"o trabalho os fará homens".
O que me assusta é que imitamos quem admiramos, e a Universidade está criando revolucionários como Guevara.
Pessoas que idolatram um assassino e homofóbico que, para tornar seu país aquilo que ele queria, não tolerava opositores e queria eliminá-los da face da terra, não podem dizer de forma coerente que são a favor da democracia, nem se chamarem de tolerantes.
A difusão da fotografia Guerrillero Heroico, capturada pelo célebre fotógrafo cubano Alberto Korda (✩1928/✞2005), e a publicação póstuma de seus diários transformaram sua figura física em um ícone pop global de contracultura e rebeldia.

Enquanto cientistas políticos e historiadores continuam a debater os impactos econômicos de suas políticas industriais e o balanço ético de seus métodos de combate, a figura de Che Guevara permanece cristalizada no imaginário coletivo como a síntese máxima da intransigência ideológica e da militância armada do século XX.
🚨Nota importante: o texto que produzi é original e reproduz parcialmente uma das fontes consultadas¹.

As demais referências foram utilizadas como adendo teórico para fundamentar as análises em seus respectivos prismas.

Este artigo foi escrito como reflexão crítica e autoral. As fontes fundamentam as informações factuais do artigo; a interpretação final é uma análise narrativa, não uma citação dessas publicações.
[Referências e Fontes Consultadas:  ¹Boletim da Liberdade, original por Maria Clara Martins Rodrigues. ANDERSON, Jon Lee. Che Guevara: A Revolutionary Life. New York: Grove Press, 1997. (Obra biográfica de referência baseada em amplos arquivos desclassificados e entrevistas com testemunhas oculares). Disponível em análises acadêmicas conexas na Encyclopaedia Britannica - Che Guevara. GUEVARA, Ernesto Che. The Bolivian Diary / The Motorcycle Diaries. Textos e documentos compilados no Marxists Internet Archive - Che Guevara Library. JHA, Nishikant. Che Guevara — A Biography. Pesquisa acadêmica sobre o impacto cultural e político das revoluções latino-americanas. Disponível em repositórios universitários Dr. Nishikant Jha Papers. XU, Joyce. Man, Myth, and Icon: The Life and Legacy of Che Guevara. University of Colorado Denver (CLAS). Disponível em
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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E nem 1% religioso.

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