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sábado, 3 de outubro de 2026

ΑΩ TEOLOGANDO ΑΩ — DOUTRINA E COSTUMES

Crédito: imagem produzida com recursos da IA

Onde termina a tradição e começa a doutrina cristã


A distinção entre doutrina, tradição e costumes acompanha a história do cristianismo e ajuda a compreender por que práticas culturais de determinadas igrejas não possuem necessariamente o mesmo peso das doutrinas fundamentais da fé.

Saber diferenciar entre princípios doutrinários e práticas culturais é, portanto, um tema recorrente no cristianismo e ajuda a compreender por que diferentes igrejas adotam comportamentos distintos sem necessariamente professarem doutrinas diferentes.

É este o tema complexo que iremos analisar neste capítulo da nossa série especial de artigos Teologando.

Entre a fé e a tradição

Doutrina e costumes: duas dimensões diferentes da prática cristã


Doutrina e costumes não são conceitos equivalentes dentro da tradição cristã.
Enquanto a doutrina trata das verdades de fé que uma comunidade reconhece como fundamentais a partir das Escrituras e de sua interpretação teológica, os costumes estão relacionados às formas históricas, culturais e comunitárias pelas quais determinados grupos expressam sua fé.
A diferença aparece em diferentes tradições cristãs e se tornou especialmente relevante no Brasil em debates sobre vestuário, comportamento, culto e padrões de conduta.

E essa diferença entre doutrina e costumes continua sendo um dos temas mais relevantes para compreender a diversidade existente entre as igrejas cristãs. 

No Brasil, especialmente entre comunidades evangélicas pentecostais, regras relacionadas a vestuário, aparência, entretenimento, comportamento e liturgia frequentemente foram apresentadas como marcas de identidade religiosa.


Uma distinção necessária


A diferença entre doutrina e costume pode ser resumida em três perguntas: qual é a origem da norma, qual autoridade ela possui e qual é o seu alcance?

Uma doutrina pretende expressar uma verdade fundamental da fé. Um costume normalmente representa uma maneira particular de vivenciar ou organizar essa fé.

A primeira busca definir o que a comunidade crê. O segundo está mais relacionado a como aquela comunidade pratica aquilo em que crê.

Essa distinção não elimina as tradições. Ela permite compreendê-las dentro de seu contexto.

No cristianismo contemporâneo, marcado pela multiplicação de denominações e pela circulação de diferentes interpretações bíblicas, separar doutrina de costume continua sendo uma questão relevante para compreender tanto a diversidade das igrejas quanto os limites entre convicção teológica, tradição histórica e prática cultural.

A questão central, porém, é saber se determinada prática constitui uma doutrina bíblica ou apenas um costume desenvolvido por uma comunidade ao longo de sua história.

  • Doutrina

A doutrina está relacionada ao conteúdo da fé — Ela procura sistematizar aquilo que uma tradição cristã entende que as Escrituras ensinam sobre Deus, Cristo, salvação, pecado, Igreja, Espírito Santo, ressurreição e outros temas fundamentais.

O teólogo norte-americano Wayne Grudem define doutrina, em sua obra Bible Doctrine (não foi lançado no Brasil), como aquilo que “a Bíblia inteira ensina hoje” sobre determinado assunto. Para ele, a teologia sistemática reúne e organiza esse ensinamento em temas específicos.
Essa definição estabelece uma diferença importante. Uma doutrina não é simplesmente uma regra criada por uma igreja. Ela pretende apresentar uma compreensão teológica de determinado ensino bíblico.

  • Costumes 

Costumes são práticas desenvolvidas por comunidades religiosas em determinado contexto histórico e cultural — Podem envolver roupas, cabelos, adornos, formas de culto, instrumentos musicais, formas de saudação, alimentação, entretenimento e outros comportamentos.

Um costume pode possuir grande importância para uma comunidade. Isso não significa, porém, que tenha automaticamente o mesmo status de uma doutrina.

A própria história do cristianismo demonstra que diferentes comunidades desenvolveram formas distintas de expressar a mesma fé.
  • Há igrejas que utilizam liturgias altamente estruturadas.
  • Outras adotam cultos espontâneos.
  • Algumas utilizam determinados instrumentos musicais.
  • Outras preservam formas tradicionais de canto.
  • Há diferenças de vestuário, arquitetura, calendário litúrgico e organização comunitária.
Essas diferenças não significam, necessariamente, divergência sobre as doutrinas centrais do cristianismo.

O que caracteriza uma doutrina  e os costumes?


A história do pentecostalismo brasileiro oferece um exemplo significativo. Estudos sobre as Assembleias de Deus mostram que os chamados “usos e costumes” funcionaram durante décadas como elementos de identidade e diferenciação comunitária.

Pesquisas acadêmicas também registram mudanças nesses padrões ao longo do tempo, acompanhando transformações sociais e diferentes interpretações bíblicas. 

Uma regra antiga não se torna automaticamente doutrina


Um dos principais pontos de tensão surge quando um costume tradicional passa a ser tratado como se tivesse a mesma autoridade de uma doutrina bíblica.

O problema não está necessariamente na existência do costume. Uma comunidade pode estabelecer práticas para preservar sua identidade, disciplina ou compreensão de santidade.

A questão está na natureza da regra e na autoridade que lhe é atribuída.

Materiais ligados à tradição assembleiana chegaram a formular essa distinção de maneira bastante objetiva: a doutrina teria caráter divino e geral, enquanto o costume seria humano e condicionado ao contexto.

A mesma literatura ressalta que bons costumes podem decorrer de princípios doutrinários, mas não devem ser confundidos com eles.
 

O contexto histórico também importa


Costumes religiosos não surgem no vazio.

Eles são influenciados pelo período histórico, pela cultura local, pela interpretação dos textos bíblicos e pelas circunstâncias sociais de cada comunidade.

Por isso, uma prática considerada indispensável em determinado momento pode posteriormente ser modificada.

A pesquisa histórica sobre os usos e costumes das Assembleias de Deus no Brasil registra justamente esse processo. Determinadas normas passaram por questionamentos e alterações à medida que novas interpretações e transformações sociais chegaram às comunidades. 

Esse fenômeno não significa, por si só, mudança da doutrina fundamental da denominação.

E a Bíblia?


A Bíblia também registra o conflito entre mandamento e tradição

O Novo Testamento apresenta um dos principais textos para essa discussão em Marcos 7.

Jesus entra em confronto com determinados grupos religiosos por causa da relação entre mandamentos de Deus e tradições humanas. O problema apresentado no texto não é simplesmente a existência da tradição.

A questão está na possibilidade de uma tradição humana ocupar posição superior ou entrar em conflito com o mandamento divino.

O episódio tornou-se historicamente importante para a teologia cristã porque estabelece uma pergunta permanente: qual é a autoridade final para determinar aquilo que deve ser crido e praticado?

O teólogo britânico John Stott (☆1921/✞2011) desenvolveu essa questão dentro da tradição evangélica.
Ao tratar da autoridade das Escrituras, afirmou que credos, confissões e tradições podem exercer função importante, mas não possuem, para a tradição protestante, a mesma autoridade infalível atribuída às Escrituras.
Para Stott, as tradições eclesiásticas devem permanecer subordinadas à Palavra de Deus.

Tradição não significa necessariamente erro


A discussão, entretanto, não pode ser reduzida à oposição entre Bíblia e tradição.

O biblista batista brasileiro Luiz Sayão, no estudo Contextualização e Tradição na Igreja Pós-moderna, observa que o cristianismo é uma "religião" histórica e que a própria palavra “tradição” possui lugar importante na experiência cristã.

Sayão destaca que o termo grego parádosis, normalmente traduzido como “tradição”, aparece no Novo Testamento tanto em sentido positivo quanto negativo.

Em 2 Tessalonicenses 2:15, Paulo orienta os cristãos a permanecerem firmes nas tradições que receberam. Em 2 Ts 3:6, o apóstolo também utiliza o conceito para designar o ensino recebido da comunidade apostólica.

Isso significa que, biblicamente, tradição não é sinônimo automático de erro.

O problema está no conteúdo da tradição, em sua origem e na autoridade que recebe.

Sayão observa que o cristianismo desenvolveu sua própria tradição desde os primeiros tempos e que esse processo contribuiu posteriormente para a formação daquilo que seria chamado de ortodoxia doutrinária.

Os primeiros séculos e a formação doutrinária


A distinção entre doutrina e costume também precisa ser analisada historicamente.

Durante os primeiros séculos, as comunidades cristãs precisaram formular respostas para controvérsias sobre a identidade de Jesus Cristo, a Trindade, a salvação e outros temas fundamentais.

Credos e concílios passaram a desempenhar papel importante nesse processo.

O Concílio de Niceia, em 325, por exemplo, ocorreu no contexto das controvérsias sobre a relação entre o Pai e o Filho. 

O resultado foi a formulação de uma declaração cristológica que se tornou fundamental para grande parte do cristianismo histórico.

Posteriormente, o Concílio de Constantinopla, em 381, ampliou a formulação relacionada à fé trinitária.

Esses acontecimentos demonstram que doutrina não surgiu simplesmente como um conjunto de regras de comportamento.

A formação doutrinária esteve ligada, sobretudo, à necessidade de definir e preservar conteúdos considerados essenciais da fé cristã.

A Reforma Protestante e a autoridade das Escrituras


No século XVI, a Reforma Protestante recolocou a autoridade das Escrituras no centro do debate teológico.

Os reformadores não rejeitaram toda tradição cristã. Eles também utilizaram credos antigos, autores patrísticos e formulações teológicas anteriores.

O ponto central era a autoridade dessas tradições.

A tradição protestante clássica desenvolveu o princípio conhecido como Sola Scriptura, segundo o qual a Escritura ocupa posição normativa para a fé e a prática.

O teólogo John Stott explicou essa relação afirmando que credos, confissões e tradições podem funcionar como referências secundárias, enquanto a Escritura permanece como autoridade normativa.

Essa distinção ajuda a compreender por que uma tradição histórica pode ser respeitada sem necessariamente ser transformada em mandamento bíblico.

O caso brasileiro e os “usos e costumes”


No Brasil, a discussão ganhou contornos particularmente visíveis entre as igrejas pentecostais.

As Assembleias de Deus, como já dito, introduzidas no país no início do século XX por Daniel Berg e Gunnar Vingren, desenvolveram padrões de comportamento associados à ideia de separação do mundo.

Pesquisas acadêmicas mostram que esses padrões incluíram regras relacionadas a vestuário, adornos, maquiagem, cabelos, entretenimento e comportamento social.

Estudo publicado pela revista UNITAS registra que os usos e costumes fizeram parte da construção da identidade assembleiana e que muitos desses padrões sofreram mudanças ao longo do tempo.

Outro estudo histórico, produzido por André Dioney Fonseca, identifica debates e tentativas de normatização dos usos e costumes nas convenções gerais das Assembleias de Deus entre 1930 e 1980.

O processo demonstra que determinadas práticas não permaneceram imutáveis.

Quando o costume passa a ser chamado de doutrina


É nesse ponto que a diferença entre os dois conceitos se torna mais delicada.

Uma comunidade pode estabelecer determinado comportamento como padrão interno. Isso pertence ao campo da disciplina e da identidade comunitária.

A dificuldade aparece quando uma norma local passa a ser apresentada como se fosse uma exigência universal das Escrituras.

Pesquisas sobre as Assembleias de Deus brasileiras mostram justamente essa transformação histórica.

Práticas inicialmente tratadas como padrões de comportamento foram, em determinados contextos, descritas como parte da própria “doutrina dos usos e costumes”.

A dissertação de Cláudio José da Silva, defendida na PUC Goiás em 2003, investigou esse fenômeno e registrou o processo de questionamento e transformação desses padrões dentro do movimento assembleiano.

O estudo mostra que fatores internos, como novas interpretações bíblicas, e externos, como mudanças no campo religioso, contribuíram para a revisão dessas práticas.

O exemplo de 1 Coríntios 11


Outro ponto relevante aparece em 1 Coríntios 11, especialmente na discussão sobre cobertura da cabeça, comportamento no culto e costumes sociais.

O comentário bíblico do renomado teólogo, missionário e escritor norte-americano  Russell Shedd (1929/✞2016) observa que Paulo utiliza o conceito de “tradições” para designar instruções cristãs transmitidas oralmente ou por escrito.

O texto demonstra que determinadas práticas comunitárias precisam ser compreendidas dentro de seu contexto.

Questões relacionadas à aparência, honra social, autoridade e comportamento público estavam inseridas em uma realidade cultural específica da igreja de Corinto.

A interpretação do texto exige, portanto, atenção ao contexto histórico e social, e não apenas à reprodução automática de uma prática.

A questão da liberdade cristã


O Novo Testamento também apresenta situações em que cristãos discordavam sobre práticas que não constituíam o centro da fé.

Em Romanos 14, Paulo trata de questões relacionadas a alimentos e dias considerados especiais.

Em 1 Coríntios 8, discute a questão dos alimentos sacrificados aos ídolos.

Em ambos os casos, aparece uma preocupação com a consciência, a liberdade cristã e o cuidado com o outro.

Esses textos contribuíram para o desenvolvimento histórico da ideia de que nem todas as questões comportamentais possuem o mesmo nível de autoridade ou importância.

Isso não significa relativizar a ética cristã. Significa reconhecer que o Novo Testamento distingue questões centrais da fé de determinadas práticas e disputas comunitárias.

Doutrina define crenças; costume expressa formas de vivê-las


Uma maneira objetiva de estabelecer a diferença é observar sua finalidade.

A doutrina procura responder:
O que a Igreja crê?
O costume procura responder:
Como determinada comunidade expressa sua fé em determinado contexto?
Essa distinção não significa que costumes sejam desnecessários.

Eles podem contribuir para disciplina, identidade, memória histórica e organização comunitária.

Também podem expressar princípios éticos considerados importantes por determinada igreja.

O ponto fundamental é não atribuir automaticamente a uma prática cultural a mesma autoridade de uma doutrina fundamental.

Uma distinção que atravessa séculos


A discussão entre doutrina e costumes não começou nas igrejas contemporâneas.

Ela acompanha a história do cristianismo desde seus primeiros séculos.

O cristianismo preservou ensinamentos recebidos das primeiras comunidades, formulou credos, desenvolveu liturgias e criou diferentes tradições culturais.

Ao mesmo tempo, diferentes movimentos cristãos questionaram práticas herdadas quando entenderam que elas não correspondiam adequadamente às Escrituras.

O resultado foi uma história marcada simultaneamente por continuidade e mudança.

O já citado estudo de Luiz Sayão sintetiza essa tensão ao observar que o cristianismo preserva suas origens, mas também rompe com determinadas tradições religiosas estabelecidas.

A busca pelo equilíbrio

O critério histórico e bíblico


A diferença entre doutrina e costume pode, portanto, ser investigada por alguns critérios.

É necessário perguntar qual é a origem da prática. Também é preciso verificar se existe fundamento bíblico direto ou se ela resulta de uma interpretação aplicada a determinado contexto.

Outro aspecto é sua abrangência.

Uma doutrina cristã pretende apresentar uma verdade de fé. Um costume normalmente possui caráter comunitário, histórico ou cultural.

Também é necessário observar se a própria comunidade considera aquela prática essencial ou se ela pode ser modificada sem alteração de suas doutrinas fundamentais.

Jesus e a tradição religiosa


Como já visto, o próprio Novo Testamento registra debates de Jesus com autoridades religiosas sobre a relação entre mandamentos divinos e tradições humanas.

Outro princípio aparece em Colossenses 2:20-23, quando Paulo aborda regras humanas relacionadas a práticas religiosas. O apóstolo distingue aquilo que possui aparência de sabedoria daquilo que efetivamente produz transformação espiritual.

Portanto, válido enfatizar, nem todo costume é irrelevante. A distinção também não significa que costumes sejam inúteis.

Eles podem exercer funções importantes na vida comunitária. Podem preservar identidade, disciplina, memória histórica e formas coletivas de expressão da fé.

O próprio cristianismo possui diferentes tradições litúrgicas e culturais. Católicos, ortodoxos, anglicanos, luteranos, presbiterianos, batistas e pentecostais, por exemplo, apresentam diferentes formas de culto e organização comunitária.

Diferenças externas, entretanto, não permitem concluir automaticamente que exista diferença doutrinária em todos os aspectos.

O risco da confusão


Quando doutrina e costume são colocados no mesmo nível, uma prática cultural pode receber autoridade que originalmente não possuía.

Isso pode transformar uma preferência denominacional em critério de espiritualidade.

O movimento contrário também merece atenção. A tentativa de eliminar todos os costumes não significa necessariamente retorno à pureza doutrinária. Toda comunidade desenvolve formas culturais de expressão.

O desafio teológico consiste, portanto, em identificar a origem, a finalidade e o grau de autoridade de cada prática.

Conclusão


A história do cristianismo demonstra que doutrina, tradição e costume são conceitos relacionados, mas não equivalentes.

A doutrina procura sistematizar o conteúdo da fé. A tradição transmite ensinamentos e práticas ao longo das gerações.

O costume expressa comportamentos desenvolvidos por comunidades dentro de contextos históricos e culturais específicos.

Confundir essas categorias pode transformar práticas locais em supostos mandamentos universais.

Separá-las, por outro lado, permite compreender melhor a história das igrejas e a diversidade existente dentro do cristianismo.

A investigação teológica, nesse campo, não consiste apenas em perguntar se determinado comportamento é antigo ou moderno.

A pergunta fundamental é outra: qual é sua origem, qual é sua autoridade e qual é seu fundamento bíblico?
É nessa distinção que se encontra uma das principais chaves para compreender a relação entre Escritura, doutrina, tradição e costumes na história cristã.
🚨Observação importante: o texto que produzi é original e não reproduz as fontes consultadas.

As publicações foram utilizadas como referencial teórico para fundamentar as análises em seus respectivos prismas.
  • Por Leonardo Sérgio da Silva
  • [Referências bibliográficas e fontes teológicas e bíblicas: SAYÃO, Luiz Alberto Teixeira. Contextualização e Tradição na Igreja Pós-moderna. Vox Scripturae — Revista Teológica Internacional, v. 11, n. 2, 2003, p. 67–79. O estudo analisa historicamente o conceito de tradição cristã, sua relação com o Novo Testamento e os desafios da contextualização. ResearchGate GRUDEM, Wayne. Bible Doctrine: Essential Teachings of the Christian Faith. O autor apresenta a doutrina como aquilo que a totalidade das Escrituras ensina sobre determinado assunto e organiza a teologia cristã em categorias doutrinárias. Wayne Grudem. STOTT, John. The Authority of the Bible. InterVarsity Press, 1974. A obra apresenta a autoridade das Escrituras como fundamento da fé e prática cristãs. InterVarsity Press. STOTT, John. Exposição sobre autoridade bíblica e cultura no contexto do Movimento de Lausanne. Stott diferencia Escritura, credos, confissões e tradições e sustenta que tradições eclesiásticas devem ser avaliadas à luz das Escrituras. Lausanne Movement. SHEDD, Russell P. Comentários bíblicos sobre 1 Coríntios 11. A tradição é analisada no contexto das instruções cristãs transmitidas às primeiras comunidades. Nepe Brasil. NICODEMUS LOPES, Augustus. Materiais e exposições sobre autoridade das Escrituras, tradição e costumes. Em conteúdo publicado em seu canal oficial, Nicodemus distingue a autoridade da Escritura de tradições, costumes e outras construções humanas. Telegram. Fontes históricas e acadêmicas sobre usos e costumes: PANCIERI, Ana Claudia Gobetti. “Os usos e costumes nas Assembleias de Deus do Brasil”. UNITAS – Revista Eletrônica de Teologia e Ciências das Religiões, v. 5, n. 1, 2017. O estudo apresenta um levantamento histórico dos usos e costumes assembleianos. Revista FUV. SOUZA, Everson de Oliveira. “Usos e costumes e a origem da Assembleia de Deus e de seus usos e costumes”. UNITAS, v. 5, n. 2, 2017. O trabalho investiga a origem e as mudanças históricas dos usos e costumes no movimento assembleiano. Revista FUV. FONSECA, André Dioney. “São Cristóvão e Santo André: os debates sobre a normatização dos usos e costumes nas convenções gerais das Assembleias de Deus no Brasil (1930–1980)”. Sacrilegens. O estudo examina as tentativas históricas de regulamentação dos usos e costumes. Portal de Periódicos UFJF. SILVA, Cláudio José da. A doutrina dos usos e costumes da Assembleia de Deus. Dissertação de Mestrado em Ciências da Religião, PUC Goiás, 2003. A pesquisa analisa as transformações dos padrões de comportamento assembleianos e os debates sobre sua natureza doutrinária. Tede PUC Goiás. ROIZ, Diogo da Silva; FONSECA, André Dioney. “‘Década da colheita’: uma reflexão sobre as ações doutrinárias na Igreja Assembleia de Deus na década de 1990”. Revista de História Regional. O artigo contextualiza as mudanças doutrinárias e os usos e costumes no cenário assembleiano da década de 1990. revistas.uepg.br]
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