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Como a Aliança conecta o Gênesis ao Apocalipse
A história humana é frequentemente lida como um emaranhado de eventos caóticos.
No entanto, a teologia bíblica revela uma narrativa unificada.
Existe um fio condutor que amarra o Antigo e o Novo Testamento: a Aliança de Deus com a humanidade.
O que começou no jardim do Éden encontra sua consumação na Jerusalém Celestial.
No entanto, a teologia bíblica revela uma narrativa unificada.
Existe um fio condutor que amarra o Antigo e o Novo Testamento: a Aliança de Deus com a humanidade.
O que começou no jardim do Éden encontra sua consumação na Jerusalém Celestial.
A Promessa no Antigo Testamento
A exegese do Antigo Testamento mostra que o plano de resgate começou imediatamente após a queda do homem.
No livro de Gênesis, Deus não abandona a criação à própria sorte. Ele estabelece o chamado protoevangelho — a primeira promessa de um redentor.
Ao longo dos séculos, essa promessa se desdobrou em alianças com
- Noé — Aliança Noaica (Gn 9:8-17),
- Abraão — Aliança Abraâmica (Gn 12:1-3),
- Moisés — Aliança Mosaica (Êxodo 24) e
- Davi — Aliança Davídica (2 Samuel 7:12-16).
O profeta Jeremias antecipou que o sistema de sacrifícios temporários da Lei seria substituído por algo definitivo e interior.
O Novo Testamento não anula o Antigo (conforme creem, afirmam e, pior, ensinam alguns "teólogos" formados em algum lugar fora da estratosfera terrestre), mas o cumpre.Os evangelhos e as epístolas demonstram que Jesus Cristo é o ápice da estrutura pactual iniciada no Gênesis.
O sacrifício de Jesus na cruz atua como a ratificação de sangue da Nova Aliança profetizada por Jeremias.
O próprio Cristo deixou isso claro durante a Última Ceia, ao instituir o sacramento que os cristãos celebram até hoje.
O autor da Epístola aos Hebreus aprofunda essa exegese.
Ele argumenta que o antigo sistema era apenas uma sombra da realidade que viria em Jesus. Cristo assume o papel de mediador superior.
A análise exegética das Escrituras Sagradas confirma a coerência do texto bíblico.
O Antigo Testamento lança as bases, aponta as falhas humanas e gera a expectativa de um Salvador.
O Novo Testamento apresenta esse Salvador e explica o alcance universal de sua obra.
O Antigo Testamento lança as bases, aponta as falhas humanas e gera a expectativa de um Salvador.
O Novo Testamento apresenta esse Salvador e explica o alcance universal de sua obra.
A Bíblia, portanto, não é uma coleção de mitos isolados. Ela funciona como uma grande reportagem histórica e espiritual sobre a fidelidade de Deus em cumprir sua palavra do início ao fim dos tempos.
- Por Leonardo Sérgio da Silva
- [Fonte: Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento; Teologia Brasileira; Papiron; Igreja Batista Sião]
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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