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domingo, 8 de junho de 2025

TRIBUTO — DR. MYLES MUNROE (☆1854/✞2014)

Inicio aqui outra série temática especial de artigos. Esta série não é uma novidade aqui no meu blogue. 
Ela tinha um outro nome, Personagens Religiosas e consiste numa biografia sobre pessoas que têm relevância no contexto histórico religioso.
  • O que continua — nessa retomada da série continuarei falando não só de personalidades evangélicas, mas também de outras vertentes religiosas.
  • O que muda — o titulo da série. Tributo torna a série mais expositiva e menos segmentada.

Porque tibuto?

O que é um tributo a uma pessoa?


Em português, "tributo" pode ter significados distintos, dependendo do contexto. 
  • Homenagem:
No sentido de prestar reconhecimento e respeito a alguém, seja vivo ou falecido. 

Pode ser uma homenagem pública, como um discurso ou um evento, ou uma homenagem mais informal, como um gesto de admiração. 

Um tributo a uma pessoa é, essencialmente, uma forma de honrar, homenagear ou reverenciar alguém, geralmente por seus feitos, contribuições ou características notáveis. 

Pode manifestar-se de diversas formas, desde eventos públicos, como cerimónias de homenagem e a atribuição de títulos honorários, até homenagens mais íntimas, como a dedicação de um trabalho criativo ou a criação de uma fundação em seu nome.

Para dar início a série o nome escolhido é

Myles Munroe:

Mais que um nome, um legado



Mundialmente conhecido pelos seus muitos talentos, o Dr. Myles Munroe foi um pastor, palestrante motivacional, autor, conferencista, consultor governamental, conselheiro e homem de negócios. 

Ele abordou temas polêmicos, que afetam todos os aspectos do desenvolvimento humano, social e espiritual.

O Dr. Myles Munroe foi fundador e presidente do Bahamas Faith Ministries International, uma ampla rede de ministérios com sede em Nassau, Bahamas e CEO da Associação Internacional de Líderes do Terceiro Mundo (ITWLA) e do Instituto Internacional de Desenvolvimento em Liderança.

Foi bacharel em Educação, Belas Artes e Teologia pela Universidade Oral Roberts, com mestrado em Artes e Administração pela Universidade de Tulsa e Doutor honoris causa pela Universidade Oral Roberts.

Sua contribuição


Autor de best-sellers e palestrante motivacional internacional das Bahamas. 

O Dr. Munroe escreveu cerca de sessenta livros, sendo quarenta e nove são best-sellers

O Dr. Munroe foi um requisitado palestrante motivacional global, visitando mais de cento e trinta países. 

Munroe também causou seu maior impacto no mundo como coach de negócios para empresas da Fortune 500, ensinando os princípios de liderança sob uma perspectiva bíblica. 

Sua história



Nascido em 1954, Munroe cresceu em uma das cidades mais pobres das Bahamas. 

Munroe morava com seus pais e 10 irmãos em uma casa de dois quartos. 

Nos primeiros anos, Munroe e seus irmãos dormiam no chão entre ratos e baratas. 

Aos treze anos, ele leu os quatro livros do Evangelho do Novo Testamento, ou seja, Mateus, Marcos, João e Lucas, e começou a questionar se Deus era preconceituoso. 

Naquela época, as Bahamas eram uma colônia britânica do Reino Unido e, embora a população fosse majoritariamente negra, todo o poder e influência econômica estavam nas mãos da minoria branca, composta principalmente por cidadãos do Reino Unido. 

Aos quatorze anos, Munroe memorizou os livros do Novo Testamento, o que o ajudou a ter uma nova perspectiva de vida, de que nada era impossível.

Munroe recontou a história de que, aos quatorze anos, descobriu quem era depois que um professor, chamado Sr. Robertson, do Reino Unido, o chamou de "macaco preto". 

De fato, Munroe acrescentou que o referido professor o insultou, dizendo que ele era "retardado" e que "negros não conseguem aprender coisas sofisticadas". 

Sentindo-se humilhado e desumano, Munroe foi para casa e contou à sua mãe sobre os insultos. Imediatamente, ela pegou uma Bíblia e o instruiu a ler Efésios 3:20, que diz:
"Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera".
Esse novo pensamento mudou a vida de Munroe para melhor e ele começou a prosperar. 

Depois de perceber que o poder não estava em seu professor, mas sim dentro dele, Munroe se educou e se formou como o melhor da escola. 

Munroe frequentou a universidade e obteve três títulos de bacharel, um mestrado e cinco doutorados, concedidos por cinco universidades diferentes.

Há um final grandioso, redentor e emocionante para o encontro com o Professor, o Sr. Robertson. 

Munroe contou que certa vez, quando visitou a Inglaterra para facilitar uma conferência de treinamento de liderança, e em uma sessão de autógrafos no hotel, conheceu o Sr. Robertson, que queria que ele autografasse dois de seus livros que havia comprado. 

O Sr. Robertson, que já era muito velho, apresentou-se a Munroe e pediu desculpas pela maneira como o tratara como aluno. Munroe disse que respondeu a ele com estas palavras: 
"Sr. Robertson, nunca mais subestime um ser humano."
Ambos os cavalheiros se abraçaram e se beijaram. 

O final deste triste episódio inicial demonstrou várias lições de vida, incluindo um espírito redentor, o poder do perdão e que, sendo bem-sucedido, você pode silenciar seus críticos.

O ministério do Dr. Munroe baseava-se principalmente na visão de que todos nascem com um propósito e dons a serem usados ​​para o bem da humanidade. 
"A maior tragédia da vida não é a morte", 
escreveu ele, 
"mas uma vida sem propósito".
Ele também enfatizou o Reino de Deus e destacou que toda a Bíblia, incluindo a mensagem de Jesus, gira em torno do Reino de Deus e não de uma religião.

Conclusão

O Dr. Myles Munroe e sua esposa Ruth Munroe, juntamente com outras oito pessoas, morreu tragicamente em um acidente de avião em 9 de novembro de 2014. O casal deixou dois filhos, Charissa e Myles Munrue Jr.

A ascensão do Dr. Munroe à fama foi incrível e é uma história verdadeiramente inspiradora para pessoas comuns imitarem ou aspirarem a ser.

Sua história de vida resume o ditado que diz que as pessoas não devem permitir que sua hereditariedade determine seu destino.

Em outras palavras, não importa o quanto a humanidade tente reprimi-la, ela não terá sucesso porque a promoção vem de Deus.

A história de Munroe dá esperança e insentivo a todos nós que viemos de origens humildes.
Dr. Myles Monroe ministrando no Brasil, um ano antes de sua morte, na sede da
Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADEVEC), do pastor Silas Malafaia

Bibliografia


Dr. Munroe foi autor e coautor de vários livros e guias de estudo bíblico, além de palestrante em gravações motivacionais e de estudo bíblico.

Além disso, foi editor colaborador de várias edições da Bíblia, incluindo The Believer's Topical Bible, The African Cultural Heritage Topical Bible, e redator colaborador da Charisma Life Christian Magazine e Ministries Today. Myles Munroe sobre Relacionamento:
  • Passe
  • Adiante; Princípios do Reino: Preparando-se para a Experiência e Expansão do Reino;
  • Redescobrindo o Reino;
  • A Pessoa Mais Importante da Terra;
  • Compreendendo o Seu Potencial;
  • Esperando e Namorando;
  • O Espírito de Liderança;
  • Os Princípios e o Poder da Visão;
  • Compreendendo o Propósito e o Poder da Oração; 
  • Compreendendo o Propósito e o Poder das Mulheres;
  • Compreendendo o Propósito e o Poder dos Homens;
  • A Grande Ideia de Deus;
  • Superando a Crise;
  • Princípios e Benefícios da Mudança;
  • Liberando o Seu Potencial;
  • Propósito e Poder do Amor e do Casamento.

Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização diária dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

sábado, 7 de junho de 2025

🧠PAPO DE PSICANALISTA🧠 — O QUE HÁ POR TRÁS DA FEBRE DOS BEBÊS REBORN?

Imagem: Canva
Dou início aqui, a mais uma série especial de artigos. Nesta série, irei trazer assuntos gerais em exposição sob o viés especificamente psicanalítico. 
No primeiro capítulo, trago uma exposição sobre o fenômeno em relação aos tais bebês reborn, que, mesmo não sendo uma novidade, tomou mais visibilidade por causa — e não podia ser diferente — de influenciadores digitais.
A vida em sua maior plenitude sempre fez o maior sentido para todo mundo. Mesmo com desilusões e problemas à parte, viver é a melhor coisa do mundo, pois participamos das transformações diárias do planeta e da própria história da humanidade.

Claro, uma grande parte da população mundial sobrevive ou vive como verdadeiros zumbis, seja pelo excesso de trabalho que não lhe dá tempo para ver ao seu redor, nem que sejam as coisas mais simples do mundo, como uma flor que desabrocha ou um pássaro que passa a sua frente, ou pela constante alienação submetida pelas diversas telas que estão à nossa disposição desde as primeiras horas da manhã até as altas horas da madrugada. 

Sem falarmos da miséria absoluta, da fome, na invisibilidade ou de outros fatores que chocam a sociedade nos dias de hoje ao redor do planeta.

​Mas nesta mesma sociedade desenfreada em que vivemos com mudanças diárias de tecnologias, pensamentos, política, economia, redes sociais, costumes, manias, neuroses, loucuras e tantos outros que vão surgindo, vale a pena pensar um pouco sobre o que acontece ao nosso redor, nas telas da televisão, ou na insegurança psicológica que a sociedade moderna vive.

Nos últimos anos, os chamados bebês reborn — bonecos hiper-realistas que imitam recém-nascidos em mínimos detalhes — se tornaram objeto de fascínio, colecionismo e também de controvérsia.

Embora para muitos sejam apenas obras de arte ou itens colecionáveis, para outras pessoas, esses bonecos assumem um papel afetivo profundo, muitas vezes preenchendo vazios emocionais.

Isto porque, além de apenas "colecionar" esses brinquedos, muitas pessoas Brasil afora têm demonstrado um hábito peculiar: cuidam dessas bonecas como se fossem filhos reais.

As situações são as mais variadas: pessoas trocando fraldas, levando os bebês para passear, educando-os e até fazendo "partos reborn".

Tem ainda quem chegue ao extremo de levar esses brinquedos ao pediatra. Houve um caso em São Paulo, que uma mulher deu o maior piti em um posto de saúde, porque o médico se recusou a atender o boneco dela.

O que são bebês reborn?


Os bebês reborn são bonecos confeccionados artesanalmente com materiais como vinil ou silicone, cuidadosamente pintados, com cabelos implantados fio a fio e detalhes que simulam veias, manchas e expressões reais de um bebê.

O realismo é tal que, à distância, muitos são indistinguíveis de uma criança de verdade.

Além de artistas e colecionadores, há um público crescente que os utiliza como forma de afeto, companhia ou até como substitutos simbólicos de filhos perdidos.

Redes sociais, de novo elas


Nas últimas semanas, as redes sociais têm sido tomadas por um único assunto: os bebês reborn, bonecas hiper-realistas, com corpos articulados e feições quase humanas.

O que há por trás dessa febre?


Bebê reborn não é novidade no mercado. Eles se popularizaram mundialmente nos anos 1990, a partir de sua criação nos Estados Unidos.

Desde então, eles são comercializados no mundo todo e muitos colecionadores começaram a se mostrar nas redes sociais, principalmente na época da pandemia de Covid-19. 

Com o mercado aquecido pela febre e pela polêmica que gira em torno dela, é grande a oferta de bonecos e de serviços que envolvem o mundo reborn.

Mas foi, recentemente, no Brasil que eles ganharam muito destaque nas redes sociais e na mídia em geral, com influenciadoras postando suas rotinas de cuidados com o boneco, como trocar fraldas e colocar para dormir.

A partir daí, apareceram colecionadoras reivindicando atendimento médico para seus "bebês", pediatras comunicando que não atendem bebê reborn e uma série de outras situações que gerou polêmica e debates.

No Rio de Janeiro, a Câmara Municipal aprovou, em 8 de maio, o projeto de lei que institui o "Dia da Cegonha Reborn". O PL foi vetado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD).

Diante dessa crescente popularidade — potencializada por influencers e subcelebridades midiáticas, em suas famigeradas redes sociais, insanas caçadoras de curtidas, likes e visualições —, muitos acabam se perguntando até que ponto isso deixa de ser um hobby exótico e passa a se tornar algum fenômeno psíquico.

Esse fenômeno tem despertado debates importantes sobre saúde mental, vínculos emocionais e estratégias de enfrentamento do sofrimento psíquico.

A relação com um bebê reborn é, muitas vezes, uma forma simbólica de cuidar de si mesma — de partes frágeis, feridas ou não elaboradas da própria história emocional.

Freud explica?


Sob a ótica da psicanálise, o uso dessas bonecas pode ativar mecanismos como projeção, identificação e tentativas inconscientes de reparar experiências de perda ou abandono.

O que um bebê reborn nos mostra é que o desejo de amar e de ser amado encontra caminhos complexos e, por vezes, silenciosos.

Cabe a nós reconhecer que, mesmo nos vínculos com o inanimado, há algo pulsando: um pedido de acolhimento.

Não fosse o bastante, os brinquedos podem acabar se tornando um "espelho" dos próprios desejos, medos ou traumas não simbolizados.

O problema aparece quando o vínculo com o bebê reborn passa a substituir as relações humanas.

Quando há um apego excessivo, pode ser sinal de sofrimento psíquico, isolamento afetivo e dificuldade de lidar com a realidade emocional.

O lado emocional

  • Companhia e luto
Algumas pessoas criam vínculos profundos com os bebês reborn, atribuindo a eles nomes, roupinhas, rotinas e cuidados diários.

Em certos casos, esse vínculo tem um papel terapêutico: mulheres que passaram por perdas gestacionais, mães enlutadas ou pessoas com quadros depressivos relatam encontrar conforto emocional no cuidado com o boneco.

O reborn, nesses contextos, funciona como uma figura transicional, semelhante ao que acontece com objetos afetivos na infância, como os paninhos ou bichos de pelúcia.

No entanto, o uso dos bebês reborn como substituto simbólico pode, em algumas situações, apontar para questões não elaboradas emocionalmente.

Em vez de processar o luto, a perda ou o vazio, a pessoa pode buscar no boneco uma fuga da dor real.

Embora essa função simbólica possa ser momentaneamente útil, psicólogos e psiquiatras alertam para o risco de perpetuar um estado de negação ou de impedir o avanço de processos saudáveis de elaboração emocional.

A controvérsia

  • Filas, consultas médicas e o uso de serviços destinados a bebês reais
Um dos pontos mais polêmicos envolvendo os bebês reborn é a atitude de algumas pessoas que os levam a consultas pediátricas fictícias ou os utilizam para obter prioridade em filas destinadas a mães com crianças de colo.

Essas ações geram forte reação pública, levantando debates éticos e legais. Muitos consideram um abuso da boa-fé e um uso indevido de direitos garantidos por lei a mães e bebês reais.

Já outras pessoas alegam que o boneco representa um vínculo afetivo legítimo e que o cuidado simbólico com ele também merece respeito.

Contudo, quando o uso dos reborns ultrapassa o âmbito privado e passa a interferir em serviços públicos ou em políticas de atendimento prioritário, surgem questionamentos importantes.

Há o risco de banalização de direitos e de prejudicar quem realmente necessita de prioridade — como mães em situação de vulnerabilidade ou bebês com necessidades médicas reais.

O desafio, nesse caso, é reconhecer o valor simbólico desses objetos para quem os utiliza, sem que isso comprometa o bom funcionamento de espaços coletivos e direitos sociais fundamentais.

Esse debate reforça a necessidade de mais diálogo entre o campo da saúde mental e as esferas sociais e jurídicas, para que se compreenda a complexidade do fenômeno sem recorrer a julgamentos simplistas ou estigmatizantes.

A polêmica

  • Saúde mental e patologização
A linha entre uma prática afetiva inofensiva e um indicativo de sofrimento psíquico é tênue.

Nem todo vínculo com bebês reborn indica um transtorno; no entanto, quando o boneco passa a ocupar o lugar de um relacionamento humano real ou impede a pessoa de enfrentar questões emocionais importantes, o uso pode ser um sinal de alerta.

O debate se intensifica nas redes sociais, onde vídeos de pessoas tratando os bebês reborn como filhos reais — dando mamadeira, passeando com carrinho ou levando ao pediatra fictício — geram tanto empatia quanto julgamentos.

Enquanto algumas pessoas enxergam essa prática como uma forma legítima de lidar com a dor, outras a consideram um sinal de desequilíbrio emocional.

A patologização desses vínculos, no entanto, exige cuidado: o que pode parecer estranho aos olhos de muitos pode ser, para o sujeito, uma estratégia de enfrentamento que precisa ser compreendida e respeitada.

Estabelecer limites e considerar riscos


Em entrevista ao Portal iG, a psicóloga Angelita Traldi, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, afirma que a rotina com os bebês reborn pode ser uma brincadeira saudável para algumas pessoas, especialmente aquelas que o fazem como uma forma de expressão criativa ou terapêutica.
Reprodução 
"Mas, como qualquer atividade, é importante estabelecer limites e considerar os possíveis riscos. 
A brincadeira pode passar do aceitável quando interfere com as relações reais. 
Se a pessoa começa a priorizar o relacionamento com o boneco sobre as relações com pessoas reais, pode ser um sinal de que a brincadeira está passando do aceitável".
Angelita Traldi aponta como ponto problemático da brincadeira com o bebê reborn quando ela afeta a saúde mental e social.
"Se a pessoa começa a experimentar sintomas de ansiedade, depressão ou outros problemas de saúde mental relacionados à brincadeira, é importante buscar ajuda".
Ainda segundo a psicóloga, outro sinal de alerta que denota a necessidade de a pessoa receber ajuda de um especialista é quando há perda de contato com a realidade.
"A pessoa começa a acreditar que o boneco é real ou a tratá-lo como se fosse uma pessoa real de forma excessiva. 
E também se a pessoa começa a priorizar o relacionamento com o boneco sobre as relações com pessoas reais, isso pode ser um sinal de que a brincadeira está passando do aceitável".

Uso terapêutico


Para muitos colecionadores, essas bonecas são itens de valor emocional, representando uma conexão especial com a infância ou com a ideia de maternidade.

Mas algumas pessoas utilizam as bonecas reborn como parte de terapias para lidar com a perda ou a solidão.

A psicóloga Angelita Traldi destaca o uso positivo do bebê reborn como ferramenta terapêutica.
"A terapia com bebês reborn pode ser aplicada em vários contextos, como, por exemplo, a terapia para lidar com o luto. 
Nesse caso, ele pode ajudar as mães que perderam um filho a lidar com o luto e a processar suas emoções".
Um trabalho apresentado no 10º Congresso Internacional de Envelhecimento Humano, em 2023, mostrou que a terapia com bonecos hiper-realistas pode auxiliar idosos com Alzheimer.

A pesquisa comprovou a contribuição desta terapia para a recuperação da capacidade emocional dos idosos submetidos à intervenção e manuseio das bonecas. Há desenvolvimento de afeição, socialização e sentimento de utilidade que resgatam a memória afetiva dos pacientes.
"Nesse caso, a terapia com o boneco reborn pode ser usada para estimular a memória e a emoção em pessoas com Alzheimer".
Para além da utilização terapêutica, os especialistas concordam que a linha entre o significado lúdico e o transtorno psicológico é tênue e requer atenção.

Conclusão

Reflexões finais


Apesar de, em alguns casos, parecer algo comum, os cuidados excessivos com os bebês reborns podem se tornar um motivo de alerta.

A febre dos bebês reborns é um fenômeno complexo, que envolve arte, memória, afeto, perda e saúde mental.

Mais do que julgar, é necessário compreender os significados subjetivos que esses bonecos assumem para cada indivíduo.

Em alguns casos, o acompanhamento psicológico pode ajudar a esclarecer se esse vínculo está promovendo alívio emocional ou mascarando dores profundas.

O mais importante é garantir que cada pessoa tenha espaço para expressar suas emoções de maneira saudável e, quando necessário, buscar apoio profissional para isso.

Em resumo, a psicanálise considera a febre dos bebês reborn como uma manifestação de diversos fatores, que podem variar de pessoa para pessoa, e ressalta a importância de compreender a motivação por trás desse comportamento para evitar riscos à saúde mental e social.

[Fonte: NeuroConhecimento, original por Alex Ribeiro — Com formação em Psicologia pela Faculdade Ciências da Vida e Especialização em Neuropsicologia pela PUC Minas, possui uma sólida experiência abrangendo diversas áreas, como Neuropsicologia, Psicologia Clínica, Psicologia em Saúde, Psicologia Social e Saúde Mental. Portal 6, original por Thiago Alonso; Jornal Bom Dia, original por Carlos da Silveira, Jornalista e Historiador. Portal Ig]

Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

AUMENTA O NÚMERO DE EVANGÉLICOS NO BRASIL, MAS, HÁ ALGO PARA SE COMEMORAR?

Em 40 anos, os evangélicos deixaram de ser um mero traço estatístico no panorama demográfico brasileiro e, agora, caminham para se tornar a comunidade religiosa majoritária no país.

É o que indica o mais recente estudo do Data-Makers, do grupo HSR Specialist Researchers, especializado em pesquisas de mercado para negócios.

De acordo com as projeções feitas com base nos dados do último Censo e em outros indicadores, a expectativa é de que os evangélicos já serão 35% dos brasileiros em 2026.

Análise estatística


Apesar da população de evangélicos no Brasil ter atingido o maior patamar histórico, com 26,9% da população, o crescimento do número de pessoas protestantes foi menor que o esperado, perdendo ritmo no país.

A proporção de evangélicos no Brasil chegou a 26,9% da população em 2022. As informações são do Censo Demográfico 2022, que foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (6).

Em 1991, esse percentual era de 9,0%, o que indica que a parcela de evangélicos no país praticamente triplicou em 30 anos.

Em relação ao Censo anterior, realizado em 2010, o avanço foi de 5,2 pontos percentuais. Naquele ano os evangélicos somavam 21,6% da população com 10 anos ou mais.

Em números absolutos, são 47,4 milhões de pessoas que se declaram evangélicas. A tendência de crescimento já havia sido observada no Censo de 2010, quando os evangélicos representavam 21,6% da população.

Perfil religioso populacional


O IBGE traçou o perfil religioso da população a partir de uma amostra de residente no país com perguntas como 
"Qual a sua religião ou culto?",
destinadas a pessoas com 10 anos ou mais, e 
"Qual a sua crença, ritual indígena ou religião?", 
aplicadas apenas em terras e setores censitários indígenas.

Depois disso, os dados são agrupados por grandes grupos:
  • Católico Apostólico Romano;
  • evangélicas; 
  • umbanda e candomblé;
  • espírita;
  • não tenho religião; e outros.
Foram ouvidos 10% das residências do país, algo em torno de 7,8 milhões de lares.

Indicativos censitários

Reproduçao Gazeta do Povo
O Censo indica que o país segue com maioria de católicos. No entanto, a quantidade de adeptos do catolicismo teve queda de 8,4 pontos percentuais em 12 anos, alcançando o menor nível já registrado desde 1872, data do primeiro censo realizado no Brasil.

Os dados também apontam crescimento de adeptos da umbanda e do candomblé; pessoas sem religião; e outros segmentos religiosos (judaísmo, islamismo, budismo, etc).

Os católicos ainda representam a maior parte da população brasileira, com 56,7% (100,2 milhões de pessoas), mas seguem em queda. Em 2010, eram 65,1%, e em 2000, 74,1%.

  • Evangélicos

Em 2022, os evangélicos registraram sua menor taxa de evolução desde 2000. O avanço neste ano foi de 5,3 pontos percentuais. 

Nas duas edições anteriores do Censo essa taxa foi maior do que 6. Em 1991, 9% da população brasileira afirmou fazer parte de alguma vertente evangélica. Agora, são 26,9%.

De acordo com os dados, o crescimento da parcela de brasileiros que se declaram evangélicos perdeu força pela primeira vez desde 1960. 

No Brasil, há 244 municípios com predomínio de evangélicos, sendo que em 58 há maioria (mais da metade da população) que se identifica com alguma vertente religiosa desse tipo.

  • Católicos

Por outro lado, os católicos mantiveram a trajetória de queda que vem se acentuando desde 1980, quando 89% da população afirmou que professava essa fé.

Em 2022, a proporção caiu para 56,7%, o que corresponde a 8,4 pontos percentuais a menos que 12 anos atrás.

Em termos regionais, o catolicismo permaneceu majoritário em todas as grandes regiões, com destaque para o Nordeste (63,9%) e o Sul (62,4%). Já os evangélicos se concentram mais no Norte (36,8%) e no Centro-Oeste (31,4%).

Em termos etários, os católicos lideram em todas as faixas, variando de 52% entre os jovens de 10 a 14 anos a 72% entre os idosos com 80 anos ou mais.

  • Umbanda e candomblé

O número de adeptos de religiões afro-brasileiras, como umbanda e candomblé, triplicou em dez anos.

A proporção desse grupo subiu de 0,3%, em 2010, para 1% da população naquele ano.

O Rio Grande do Sul é o estado com maior população adepta a essas religiões, com 3,2%.

O número é bem maior do que em estados com predominância de pessoas pretas ou pardas, como a Bahia e o Rio de Janeiro, que possuem 1% e 2,5%, respectivamente.

  • Espíritas

A religião espírita teve leve queda, de 2,2% para 1,8%, enquanto umbanda e candomblé somaram crescimento conjunto de 0,7 pontos percentuais, saltando de 0,3% para 1,0%.

Os espíritas têm maior presença no Sudeste (2,7%), enquanto umbandistas e candomblecistas aparecem com mais força no Sul (1,6%) e no Sudeste (1,4%). 

A maior proporção de pessoas sem religião também está no Sudeste (10,5%).

  • Sem religião

A categoria de pessoas sem religião no Brasil chegou a 9,3% da população, um aumento de 1,3 ponto percentual em relação ao último Censo, atrás apenas de católicos e evangélicos.

Nesse grupo, estão ateus, agnósticos e pessoas que não professam qualquer crença.

No Chuí (RS), 37,8% da população se definiu sem religião, sendo a única cidade onde esse grupo prevalece entre todos os outros.

O município faz fronteira com o Uruguai, país com o maior percentual de pessoas sem filiação religiosa na América Latina.

Perfil etário


Reprodução Gazeta do Povo
Em termos etários, os católicos lideram em todas as faixas, variando de 52% entre os jovens de 10 a 14 anos a 72% entre os idosos com 80 anos ou mais.

Os dados do Censo 2022 indicam que os evangélicos têm, na média, um perfil etário mais jovem em comparação com os católicos. 

A presença de católicos é relativamente menor entre os mais jovens (52% no grupo de 10 a 14 anos) e maior entre os mais velhos (72% no grupo de 80 anos ou mais). 

Já entre os evangélicos ocorre o oposto: a maior proporção está entre os jovens de 10 a 14 anos (31,6%), e a menor, entre os que têm 80 anos ou mais (19%).

Números estatícos X qualidade espiritual


O crescimento do segmento evangélico no Brasil, sobretudo entre as denominações de matriz pentecostal e neopentecostal, é um fenômeno sem paralelo no mundo contemporâneo. 

Enquanto, na Europa — berço da Reforma Protestante e das igrejas de presença global —, o cristianismo luta contra a debandada de fiéis movida pelo secularismo e pelo relativismo e, nos Estados Unidos, apresenta crescimento mais modesto, no Brasil, o avanço da fé evangélica é evidente. 

No intervalo de apenas uma década – de 2010 a 2020 –, o número de crentes evangélicos cresceu 62%, acrescentando às suas fileiras 16 milhões de pessoas.

Além da influência social e política exercida por esse estrato da sociedade, chama a atenção também seu poderio econômico. 

A pesquisa O Brasil evangélico, divulgada no fim do ano passado pela Data-Makers, revelou algumas características desse grupo no que se refere ao consumo: nada menos que 47% do que se declaram evangélicos pretendem consumir mais nos próximos 12 meses, contra 32% entre os que não têm esse pertencimento.

Para o diretor-executivo do instituto, Fabricio Fudissaku, esse movimento revela uma tendência comportamental. “As igrejas evangélicas não coíbem o consumo. Em muitos casos, o ato de consumir está relacionado à demonstração de virtude, sucesso e valor. Essa questão está intrínseca à sua crença”, avalia.

...Cujo Deus é mesmo o Senhor?


A mentalidade de que crescimento numérico é evidência do favor de Deus domina o meio evangélico há várias décadas.

Tanto é assim, que a qualidade do ministério de um pastor ou o suposto grau de aprovação de uma igreja diante de Deus são medidos, muitas vezes, exclusivamente com base nesse critério.

Por causa disso, se a gente apontar para os desvios doutrinários absurdos, o mundanismo, a falta de real devoção e os escândalos tão comuns nas megaigrejas que há por aí, logo aparece um "santarrão espiritualóide" dizendo:
"Se esse pastor e essa igreja são tão ruins como você fala, por que Deus os tem abençoado tanto? Você já viu como seus cultos são lotados?".
É evidente que falta a muitas dessas pessoas o discernimento espiritual necessário para aprovar as coisas excelentes (Filipenses 1:9,10). 

Falta-lhes também o conhecimento bíblico que realça que, nos últimos dias, os homens buscariam mestres "segundo as suas próprias cobiças" (2 Timóteo 4:3).

Esse versículo, diga-se de passagem, deixa evidente por que quem prega a velha e apodrecida doutrina do sucesso financeiro sempre tem seguidores aos milhares!

Falta, porém, algo mais àqueles que associam crescimento numérico à bênção de Deus. Desculpem a sinceridade, mas, a meu ver, falta-lhes também capacidade de percepção ou de raciocínio. 

Digo isso porque não é preciso ter um cérebro de Einstein para perceber que muitos movimentos absolutamente contrários à fé crescem numericamente num ritmo assustador. 

Isso é tão evidente que eu fico até com medo de dar alguns exemplos e ser acusado de gastar tempo dizendo obviedades.

A grande realidade que se depreende das Escrituras é que o crescimento numérico em si não significa muita coisa. 

Na verdade, conforme visto, o mero crescimento numérico de um partido ou mesmo de uma igreja pode ter como causa fatores ruins, capazes de atrair um número imenso de homens maus. 

Por isso, é necessário que o crescimento de uma igreja esteja associado a outros elementos para que seja considerado saudável e também seja visto como resultado da ação graciosa de Deus. Que outros elementos são esses? 

A resposta a essa pergunta está em Atos 9:31: 
"A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número".
Note que o crescimento saudável da igreja primitiva era uma bênção de Deus associada ao viver digno e santo de crentes que andavam no temor do Senhor e que eram edificados enquanto viviam assim. 

Ora, é evidente que a vida vivida sob o temor do Senhor se afasta de escândalos, imoralidades, palavreado sujo, desonestidades, mentiras, fraudes e hipocrisias. 

O texto indica, portanto, que a igreja primitiva em geral tinha um testemunho maravilhoso, sendo encorajada pelo Espírito Santo (a palavra traduzida como "conforto" pode significar também encorajamento ou assistência) que lhe dava ousadia, direção, sabedoria e disposição para o serviço. Então, como resultado disso tudo, a igreja "crescia em número".

Eis aí o crescimento numérico desejável, decorrente da aprovação de Deus. Por isso, é preciso destacar que, se uma igreja cresce enquanto seus membros não andam e nem são edificados no temor do Senhor, há, sem dúvida, algo muito errado com essa igreja. 

Talvez ela esteja oferecendo coisas ruins e, por isso, esteja atraindo homens ruins; talvez esteja proclamando ideias e realizando programações que se harmonizam com as expectativas perversas dos incrédulos; talvez tenha mestres que anunciam doutrinas em total sintonia com a cobiça dos iníquos; ou talvez esteja usando meras estratégias de marketing, adotando técnicas que nada têm a ver com a construção de uma igreja realmente bíblica. 
Lembrem-se: onde estiverem os cadáveres do falso ensino e dos artifícios humanos, aí se ajuntarão os abutres, saltando alegremente em meio à carniça.

Conclusão

Reprodução Gazeta do Povo
O fenômeno do crescimento no Brasil do grupo religioso chamado genericamente de "evangélicos", que reúne fiéis de igrejas protestantes, pentecostais e neopentecostais, tem levado estudiosos a elaborarem a hipótese de que o país está passando por uma "transição religiosa", deixando de ser uma nação predominantemente católica para dar lugar a uma hegemonia evangélica, o que poderia se consumar nas próximas décadas.

Embora a alta histórica no número de evangélicos no Brasil seja evidente, o docente pondera que o pentecostalismo e o neopentecostalismo ainda pregam essencialmente para um espectro específico da sociedade brasileira, e carecem de um projeto abrangente para os problemas nacionais. 

Além disso, na hipótese de a transição religiosa estar em curso, o evangélico também teria de fazer inúmeras concessões para se tornar hegemônico.

Tenhamos, pois, cuidado. Avaliemos as coisas com mais precisão e inteligência. Também supliquemos ao Senhor que sua igreja aumente mais e mais suas fileiras. Peçamos, porém, que esse aumento não ocorra a qualquer custo. 
Que o Santo Cordeiro da verdade e da pureza não seja sacrificado no altar do crescimento numérico. Que os salões lotados durante os cultos sejam reflexos de igrejas que andam no temor do Senhor e não de comunidades que criam atrações para o entretenimento religioso, proporcionando apenas conforto emocional e oferecendo placebo espiritual.
Se não for assim, então que continuemos a ser, nas palavras de Jesus, um "pequenino rebanho", tentando ajustar a vida ao que ele quer, a fim de que o aumento saudável e verdadeiro aconteça no tempo devido.

[Fonte: ICL Notícias, original via redação; Gazeta do Povo, original por Leonardo Desideri; Ongrace, original por Carlos Fernandes]

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quarta-feira, 4 de junho de 2025

ESPECIAL — AUMENTA O NÚMERO PROFISSIONAIS AFASTADOS POR CAUSA DE DOENÇAS MENTAIS

Se você sente dificuldades frequentes para dormir, está com baixa energia para realizar suas tarefas diárias ou se a sua pulsação aumenta repentinamente sem explicação aparente, cuidado! São sinais que apontam, entre outros problemas, que a ansiedade e a depressão podem estar ocorrendo. 

O Brasil enfrenta uma grave crise de saúde mental, afetando diretamente tanto os trabalhadores quanto as empresas. Dados exclusivos do Ministério da Previdência Social indicam que, em 2024, houve quase 500 mil afastamentos do trabalho, o maior número registrado em pelo menos uma década. 

Os afastamentos do trabalho por ansiedade e depressão triplicaram em 10 anos no Brasil. Foram mais de 307 mil em 2024, segundo o Ministério da Previdência. Em 2015, foram 90 mil.

Mais que somente estatísticas


De acordo com profissionais especialistas em saúde mental e do trabalho, junto com outras doenças mentais, o número total de afastamentos chegou a 440 mil no ano passado. 

A partir da pandemia de covid-19 os casos de doenças mentais na população dispararam, o que se refletiu nas empresas. Mudanças na organização do trabalho também afetaram a saúde mental.

Em 2024, o Brasil teve o maior número de afastamentos do trabalho em virtude dessas doenças dos últimos dez anos. Segundo o Ministério da Previdência Social, elas geraram 472.328 licenças médicas, o que representa um aumento de 68% em relação a 2023.

As causas


Pouca flexibilidade, dependendo da área da pessoa. Excesso de trabalho. Então tudo isso acaba impactando. Mas também começamos a ter mais notificação e falar mais sobre assunto. Então isso também faz com que as pessoas procure atendimento coisa que anteriormente era menor.

Para os trabalhadores aprenderem a manejar melhor o estresse do dia a dia e também para as lideranças diminuírem com base em ciência e pesquisa o desgaste no ambiente de trabalho. Com isso nós estaremos fazendo não só o tratamento mas a prevenção em saúde mental no ambiente de trabalho.

Crise de saúde mental


Para a psiquiatra Michele Teles, especialista no atendimento sobre álcool e drogas e profissional com mais de dez anos de experiência na área, com passagens pelo Hospital Psiquiátrico de Itupeva (SP) e pelo Centros de Atenção Psicossocial (Caps) São Matheus, na capital paulista, essas doenças atingem pessoas de todas as faixas etárias. 

Vivemos uma crise de saúde mental. Esses quadros podem ocorrer em razão de algum acontecimento imprevisto ou situação prévia, como o aumento do custo de vida, adoecimento no ambiente de trabalho, luto e adoecimento coletivo — como no caso da pandemia de covid-19 —, que só em seu primeiro ano trouxe um aumento de 25% nos casos de depressão e ansiedade.

Jovens ansiosos e idosos depressivos


A incidência das doenças pode variar. As pessoas acima de 60 anos apresentam dificuldade em lidar com mudanças indesejadas, vivem nessa faixa etária mais perdas, convivem com o luto e mais com a depressão, enquanto os jovens têm mais sintomas de ansiedade. 

Os mais jovens também se queixam de depressão social e acadêmica, são mais impulsivos e apresentam maior risco de uso abusivo de substâncias.

Outros problemas


Ainda de acordo com os especialistas, muitos chegam aos consultórios e dizem que procuraram o pronto atendimento acreditando que estavam enfartando. A pressão se eleva em quadros ansiosos e os pacientes podem ter insônia. 

Além disso, os pacientes podem apresentar diversas doenças como síndromes dolorosas, crônicas, cardiovasculares, neurológicas, renais, oncológicas e endocrinológicas.

É possível prevenir


Conforme os especialistas, é possível se antecipar à ansiedade e à depressão tendo uma vida saudável, com alimentação adequada e a prática regular de exercícios. 

Também temos que estar presentes no ambiente escolar, conversando, explicando sobre relacionamento, sobre amizade, sobre sexo, para que nossos filhos não sejam expostos de uma forma muito precoce a tudo isso, sabendo com quem eles estão convivendo e se não estão usando drogas psicoativas, porque, às vezes, isso ocorre na escola.

Conclusão

Não enfrente sozinho


Para quem sofre com depressão e ansiedade, a orientação é que busque ajuda médica, além de conversar com familiares e amigos sobre o que está acontecendo. 

A pessoa não precisa enfrentar isso sozinha. No Brasil, para quem não consegue um atendimento de forma particular, nós temos o Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece atendimento gratuito para saúde mental. 

Também é possível encontrar atendimento em Caps e ambulatórios especializados na área de saúde mental.


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domingo, 1 de junho de 2025

📖BÍBLIA ABERTA📖 — FAZ ALGUM SENTIDO SE VESTIR DE PANO DE SACO NA ATUALIDADE?

"Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus" (Salmo 51:17).
Hoje é um dia apropriado para o cristão refletir sobre pecado e arrependimento; para responder para si mesmo o quanto ele detesta o mal e deseja apegar-se ao bem (Romanos 12:9). 

É muito comum nos últimos anos vermos líderes religiosos usarem utensílios judaicos em cultos evangélicos ou "cristãos". Argumenta-se que é tudo simbólico e que não usam como os judeus usavam. Então tá, né?

Contudo, os filhos de Deus na nova aliança podem viver a realidade sem simbologias. As simbologias estão mais para o sincretismo religioso do que para uma genuína expressão de fé. 
O sincretismo religioso é um processo cultural que envolve a fusão de diferentes tradições, crenças e práticas para a formação de uma nova doutrina religiosa e/ou expressões de cunho cultural e filosófico.
Um desses "utensílios" ou costumes, que tem se propagado no meio cristão, é de usar pano de saco. São roupas hoje feitas (bem feitas, por sinal) de pano de saco para simbolizar: arrependimento, tristeza e demonstrar humilhação.

Mas, enfim, há legitimidade bíblica para essa prática na atualidade? É o que veremos neste capítulo da minha série especial de artigos Bíblia Aberta. Abra sua Bíblia e confira.

Qual significado e o contexto bíblico para o uso de pano de saco?


O pano de saco e as cinzas eram usados nos tempos do Antigo Testamento como um símbolo de degradação, luto e/ou arrependimento. Alguém que quisesse mostrar seu coração arrependido frequentemente usava pano de saco, sentava-se em cinzas e colocava cinzas em cima de sua cabeça. 

O pano de saco era um material grosso geralmente feito do pelo preto da cabra, o que o tornava bastante desconfortável de usar. As cinzas significavam desolação e ruína.

Quando alguém morria, o ato de colocar um pano de saco mostrava tristeza sincera pela perda daquela pessoa. Vemos um exemplo disso quando Davi lamentou a morte de Abner, o comandante do exército de Saul (2 Samuel 3:31). 

Jacó também demonstrou sua dor ao usar pano de saco quando pensou que seu filho, José, havia sido morto (Gênesis 37:34). Esses exemplos de luto pelos mortos mencionam o pano de saco, mas não cinzas.

Cinzas acompanhavam o pano de saco em tempos de desastre nacional ou arrependimento do pecado. Ester 4:1-3, por exemplo, descreve Mordecai rasgando suas roupas, colocando pano de saco e cinzas, e, saindo pela cidade,
"clamou com grande e amargo clamor". 
Essa foi a reação de Mordecai à declaração do rei Xerxes que dava ao perverso Hamã autoridade para destruir os judeus (ver o capítulo 3). Mordecai não foi o único que sofreu. 
"Em todas as províncias aonde chegava a palavra do rei e a sua lei, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos se deitavam em pano de saco e em cinza" (Ester 4:3, grifos meus). 
Os judeus responderam às notícias devastadoras sobre sua raça com pano de saco e cinzas, mostrando sua intensa dor e angústia.

O pano de saco e cinzas também foram usados como um sinal público de arrependimento e humildade diante de Deus. 

Quando Jonas declarou ao povo de Nínive que Deus iria destruí-los por sua iniquidade, todos, do rei ao mais humilde dos cidadãos, responderam com arrependimento, jejum e pano de saco e cinza (3:5-7). 

Eles até colocaram pano de saco em seus animais (versículo 8). Seu raciocínio foi: 
"Quem sabe se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos?" (versículo 9). 
Isso é interessante porque a Bíblia nunca diz que a mensagem de Jonas incluiu qualquer menção à misericórdia de Deus; mas misericórdia é o que receberam. 

É claro que os ninivitas vestindo roupas de saco e cinzas não eram um espetáculo sem sentido. Deus viu uma mudança genuína — uma humilde mudança de coração representada pelo pano de saco e cinzas — o que fez com que ele "cedesse" e não realizasse seu plano de destruí-los (versículo 10).

Outras pessoas que a Bíblia menciona usando um pano de saco incluem o rei Ezequias (Isaías 37:1), Eliaquim (2 Reis 19:2), o rei Acabe (1 Reis 21:27), os anciãos de Jerusalém (Lamentações 2:10), Daniel (9:3) e as duas testemunhas em Apocalipse 11:3.

Resumindo, o pano de saco e cinzas eram usados como um sinal externo da condição interna de quem os usava. Tal símbolo tornava visível a mudança de coração e demonstrava a sinceridade do sofrimento e/ou do arrependimento. 
Não foi o ato em si de colocar pano de saco e cinzas que movia Deus a intervir, mas a humildade que tal ação demonstrava (ver 1 Samuel 16:7). O perdão de Deus em resposta ao genuíno arrependimento é celebrado pelas palavras de Davi:
"Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria" (Salmo 30:11).

Pano de saco hoje?


Muitos cristãos, hoje, observam o rito religioso do pano de saco (assim como os católicos observam o uso das cinzas, após o carnaval e início da quaresma) como sendo sinal de arrependimento e conversão. A frase por eles ouvida será do próprio Jesus: 
"Arrependei-vos e crede no evangelho" (Marcos 1:15).
Para muitos, trata-se de uma forma simbólica para expressar o arrependimento, como garantia de "conta zerada", para poder ficar sem dívidas espirituais.

O mistério está exatamente no que nos é pedido: que nos arrependamos e creiamos. 

Ora, como poderemos atender a essa conclamação? Como iremos buscar, lá dentro de nós mesmos, a transformação da mente (metanóia), a mudança emocional (contrição), pela qual passamos a nos entristecer com nosso pecado, e chegar àquele arrependimento ativo, que nos leve a uma quebra de rumos e caminhos (conversão)? Não se parece com a situação em que alguém nos diz: "acalme-se"? Oras, se estou nervoso ou perturbado, como me acalmar?

Entretanto, o chamado ao arrependimento e à fé é integrante da tradição judaica e também cristã. E as palavras sobre a ilegetimidade contextual do uso de paso, hoje, vêm do próprio Jesus: 
"arrependei-vos!".
Muitas tentativas de desvendamento deste mistério já encheram páginas e mais páginas de livros. Não vou ousar. 

Prefiro encaminhar esta conversa para o lado pastoral: arrependamo-nos e creiamos; seja lá o que tenhamos feito em desacordo com a vontade de Deus, arrependamo-nos e creiamos no evangelho. 

Mesmo que não estejamos vivendo um tempo de deserto; mesmo que não creiamos que está próximo o nosso encontro definitivo com nosso Mestre, arrependamo-nos já. E creiamos no evangelho. 

Esse chamado não se destina a um outro, apenas, mas a TODOS! Destina-se àqueles que tiverem ouvidos para ouvir. E que o Espírito de Deus nos ajude naquilo que nos é impossível, naquilo que nos é velado do nosso próprio coração.

Conclusão


No NT, nas cartas de Paulo não temos qualquer orientação para gentios usarem roupas de pano de saco, e a nenhum filho de Deus.

O que temos é:
"Ai de ti, Corazim, ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se fizessem as maravilhas que em vós foram feitas, já há muito, assentadas em saco e cinza, se teriam arrependido" (Lucas 10:13).
Perceba que não é uma ordem, e ainda é antes da cruz, não temos qualquer incentivo do evangelho a usarmos roupas de pano de saco,
(Falo apenas do pano de saco, porque as cinzas até agora não vi alguém querer usar, será porque?).
É preciso que os filhos de Deus saibam a diferença entre antes e depois da cruz, Antiga e Nova Aliança, Lei e Graça.

Sendo que não há qualquer ensinamento bíblico no contexto na nova aliança esta prática, concluímos que usar caracteriza uma heresia, ou, no mínimo, mais uma imbecilidade religiosa.

[Fonte: Ultimato, original por Rubem Amorese é presbítero emérito na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. Foi professor na Faculdade Teológica Batista por vinte anos; Nova Aliança da Graça; Got Questions]

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domingo, 25 de maio de 2025

CANÇÕES ETERNAS CANÇÕES — 'YOUR LOVE', THE OUTFIELD

Muitas vezes ouvimos e gostamos de determinadas músicas, sem saber ao certo o seu significado, o que a originou ou como ela nasceu, principalmente quando se trata de músicas internacionais e não sejamos conhecedores do idioma.

Mas é fato que nenhuma música nasce do nada - refiro-me às músicas que têm letras, que têm composição com um mínimo de relevância e significado, não apenas ritmo e melodia.

A canção só nasce de verdade quando uma melodia encontra uma letra. O "lá, lá, lá" ou os versinhos no caderno ainda não são uma canção. A melodia precisa encontrar a letra pra canção nascer.

Todos têm potencial para se aventurar na arte de compor músicas, e isso envolve basicamente redigir e anotar ideias, além de um toque de criatividade. 

Para alguns, a inspiração para compor letras vem de forma inesperada, mas muitas vezes, para criar letras e melodias que emocionam os ouvintes, é preciso se conectar com seus sentimentos, experiências e imaginação.

A canção deste capítulo da minha série especial de artigos Canções Eternas Canções, é um dos casos em que o que ouvimos e cantamos nem sempre é o que pensamos ser: 'Your Love', da banda londrina The Outfield.

Sobre a banda


Banda de pop rock/power pop formada em Londres, na Inglaterra, no ano de 1984, The Outfield contava inicialmente com Tony Lewis (voz e baixo —☆1957/✞2020), John Spinks (guitarra —  ☆1953/✞2014) e Alan Jackman (bateria).

Fizeram muito sucesso com a canção cuja história conheceremos na sequência e seu respectivo álbum, a estreia "Play Deep" (1985). 

Não conseguiram, todavia, repetir o mesmo êxito com os discos seguintes, "Bangin'" (1987) e "Voices of Babylon" (1989).

No ano em que saiu o terceiro álbum, Jackman deixou a formação e The Outfield passou a definir-se como um duo.

Era necessário, porém, um baterista — e Simon Dawson foi o cara para esta função. O que posteriormente veio a se tornar o integrante de turnês do Iron Maiden se estabeleceu como membro de estúdio, gravando os álbuns "Diamond Days" (1990) e "Rockeye" (1992) neste posto.

Após esses trabalhos, The Outfield se tornou um trio de forma oficial, com Dawson citado como integrante oficial. 

A partir daí, participou de todas as atividades até 2009 (quando Alan Jackman retornou), registrando os discos "It Ain't Over..." (1998), "Extra Innings" (1999) e "Any Time Now" (2004/2006), além dos trabalhos ao vivo "Live in Brazil" (2001 — e, sim, feito no Brasil, mais especificamente no The Forum de Curitiba) e "The Outfield Live" (2005).

The Outfield encerrou atividades em 2014, com a morte de John Spinks, aos 60 anos, devido a um câncer no fígado. Tony Lewis faleceu em 2020, aos 62, com causa não divulgada. Curiosamente, apenas os bateristas seguem vivos: Simon Dawson e Alan Jackman.

"Your Love", The Outfield

Letra

'Josie's on a vacation far away
Come around and talk it over
So many things that I wanna say
You know I like my girls a little bit older

I just wanna use your love tonight
I don't wanna lose your love tonight

I ain't got many friends left to talk to
Nowhere to run when I'm in trouble
You know I'd do anything for you
Stay the night but keep it undercover

I just wanna use your love tonight, oh
I don't wanna lose your love tonight

Try to stop my hands from shaking
But something in my mind's not making sense
It's been a while since we've been all alone
I can't hide the way I'm feeling

As you're leaving, please, would you close the door?
And don't forget what I told you
Just 'cause you're right, that don't mean I'm wrong
Another shoulder to cry upon

I just wanna use your love tonight, yeah
I don't wanna lose your love tonight, yeah

I just wanna use your love tonight
I don't wanna lose your love tonight

I just wanna use your love tonight
I don't wanna lose your love tonight

(Use your love, lose your love)
Your love (use your love)
Well, I don't wanna lose (lose your—, tonight)
I don't wanna, I don't wanna, I don't wanna lose (use your—, tonight)
Your love (lose your—, tonight)
Your love, your love (use your—, tonight)
Your love (I don't wanna lose your love tonight)
(Use your—, tonight)'

Tradução

'Josie está de férias longe
Venha e converse sobre isso
Tantas coisas que eu quero dizer
Você sabe que gosto das minhas garotas

Um pouco mais velhas
Eu só quero usar seu amor hoje à noite
Eu não quero perder seu amor esta noite

Eu não tenho muitos amigos para falar com
Ninguém está por perto quando estou em apuros
Você sabe que eu faria qualquer coisa por você
Fique a noite - vamos mantê-lo sob cobertura

Eu só quero usar seu amor hoje à noite
Eu não quero perder seu amor esta noite

Tente parar minhas mãos de tremendo
Alguma coisa na minha mente não está fazendo sentido
Já faz algum tempo que estamos sozinhos
Eu não posso esconder o jeito que eu estou me sentindo 
Como você me deixar por favor, você feche a porta
E não se esqueça do que eu disse
Só porque você está certo
Isso não significa que estou errado

Outro ombro para chorar
Eu só quero usar seu amor hoje à noite
Eu não quero perder seu amor esta noite
Sim

Eu só quero usar seu amor hoje à noite
Eu não quero perder seu amor esta noite
Perca seu amor
Perca seu amor
Perca seu amor...'

Como nasceu a canção


Quando o álbum de estreia do The Outfield, "Play Deep", foi lançado em agosto de 1985, seu single inicial, 'Say It Isn't So', apesar de ser uma música cativante e animada sobre como lidar com a instabilidade romântica, não causou grande repercussão.

Foi o single seguinte, uma ode à (potencial) traição, '
Your Love', que se tornou a música-chave da banda britânica. Curiosidade: ela foi criada em cerca de 20 minutos, um dia, quando o guitarrista John Spinks, o principal compositor da banda, estava conversando com o vocalista/baixista Tony Lewis.

Sucesso meteórico


Como muitas canções famosas que surgiram rapidamente, seu imediatismo e energia ajudaram 'Your Love' a se tornar um mega hit, alcançando a sexta posição na parada de singles da Billboard Hot 100 em meados de 1986.

Mas o mais fascinante é como a música tocou em um ponto sensível, dado o seu tema: a traição — um jovem convida uma garota de quem gosta enquanto sua namorada não está na cidade (E, é válido entender que, o uso da palavra "love" nos anos 80 era frequentemente equivalente a sexo casual, não a amor profundo.).

A pretensa traição, já fica clara nos primeiros versos da canção:
"...Josie está de férias longe
Venha e converse sobre isso
Tantas coisas que eu quero dizer
Você sabe que eu gosto das minhas meninas um pouco mais velhas
 
Eu só quero usar seu amor esta noite — ou seja: "eu quero transar com você esta noite" deixando claro a casualidade da relação meramente sexual 
Eu não quero perder seu amor esta noite..."
Sejamos realistas — muita gente já passou por essa situação. A tentação é constante, principalmente quando se é jovem.

E a história contada na música não ultrapassa os limites. A outra mulher decide ir embora, com o potencial traidor desejando que ela ficasse. Crise evitada. Por enquanto.

A música também é contagiante, desde o riff de abertura até a forma como Tony Lewis, com seu tenor agudo, interpretava a letra de forma convincente. Ele e Spinks tinham uma qualidade rica e vibrante em suas harmonias vocais no refrão. 

A banda tinha uma energia radiante que se manifestou logo no início de sua carreira em outras músicas como 'All the Love in the World', 'For You', 'My Paradise' e outras, que não conseguiram obter o mesmo êxito que 'Your Love'.

20 minutos para amar


Como mencionado, 'Your Love' levou apenas 20 minutos para John Spinks compor. 
"Eu estava no apartamento do John, no corredor, e ele tinha um armário minúsculo onde tinha um Portastudio e um amplificador"
lembrou Lewis ao site americano The Professor of Rock em 2020. 
"Sentei no amplificador e ele disse: 'Anote isso — a Josie está de férias bem longe'. Eu ainda tenho a folha com a letra original. Eu ainda tenho aquele papel com todas as marcas e todas as palavras. E eu cantei. … 'Sabe de uma coisa? Essa é uma musiquinha pop boa.' Não sabíamos que ela faria tanto sucesso quanto faz agora, e foi escrita tão rápido."
Mas a direção original da música foi moldada durante o processo de gravação. 
"Tivemos uma pré-produção com o produtor Bill Wittman, e gravamos como uma demo, como uma música pop, e ele tornou tudo um pouco mais complexo"
explicou Lewis. 
"Mas estamos voltando à época em que crescemos, nos anos 60. Fomos muito influenciados pelo The Who e seu ataque sonoro. John também amava The Cars."
Enquanto sincronizava a parte do baixo com a bateria, Lewis percebeu que eles tinham um sucesso em mãos. 
A letra imediatamente atraiu as pessoas, assim como os ganchos da música. 

O vídeo, que reproduzia a arte do álbum em um cenário de vários painéis em um estúdio de Nova York, mostra a banda tocando enquanto Lewis e Spinks trocavam olhares e flertavam com uma jovem pintando o que parecia ser a capa do álbum "Play Deep"

Em seguida, ela sai com seu trabalho finalizado enquanto a banda continua tocando, ecoando a letra da música.

Um legado duradouro


'Your Love' foi um Top 10 na América e Top 20 na Holanda, embora não tenha sido tão grande em sua Inglaterra natal, onde estagnou no nº 83. Muitos anos depois, acumulou 200.000 em vendas lá. 

A música seguinte, 'All the Love in the World', se saiu bem, alcançando o nº 19 na Hot 100 dos EUA, e acumulou 110 milhões de visualizações no YouTube e 117 milhões de streams no Spotify. 

O álbum "Play Deep" foi Platinum em junho de 1986 e Double Platinum em fevereiro de 1989. O álbum seguinte, "Bangin'" , venderia meio milhão de cópias em menos de quatro meses de lançamento. 

Mesmo que a sorte comercial da banda não permanecesse tão forte, eles continuaram a lançar boa música.

'Your Love' é um hino pop dos anos 80 que era a música favorita de Lewis no Outfield. Ela ressurgiu no século XXI. Foi usada no videogame Grand Theft Auto: Vice City (2002); como a música de abertura do defensor externo Charlie Blackmon, do Colorado Rockies; na cena de abertura da comédia de Melissa McCarthy, Tammy (2014); e foi parodiada em um episódio de 2020 de Family Guy.

Mas espere, tem mais! Sempre que o NFL Patriots está ganhando no final do quarto período de um jogo em casa,
a música é tocada e seus fãs cantam junto
Aqui no Brasil, a canção foi um dos temas das icônicas propagandas da extinta marca de cigarros Hollywood, que teve o famoso e controverso slogan "Hollywood, o sucesso"

Conclusão

Mais impacto


Katy Perry fez um cover (medonho, diga-se de passagem) de 'Your Love', e Bruno Mars a usa como sua música favorita para improvisar.

Ela também inspirou centenas e centenas de covers no YouTube, e sem dúvida muitas bandas de bar também a fizeram. Sua contagem de streams no Spotify ultrapassou 700 milhões, e suas visualizações no YouTube ultrapassam 670 milhões.

O que torna 'Your Love' tão subversivamente divertida é o fato de tantas músicas pop abordarem o amor, o apaixonar-se ou desapaixonar-se, o querer alguém de volta ou a necessidade de alguém na vida. 

Essa música fala sobre paixão temporária e sobre simplesmente se divertir quando a oportunidade surge, contanto que ninguém mais saiba. Ela se encaixava perfeitamente nos anos 80, mas não era um tema comum nas músicas, pelo menos não da forma como era abordada. 

Continua sendo um clássico do power pop de sua época, que não perdeu seu charme mesmo depois de mais de quase quatro década de existência. Por isso e por ser uma de minhas preferidas, ela recebe meu seleto selo de
[Fonte: Americanongwriter original por Bryan Reesman; Rolling Stone Brasil, original por Igor Miranda]

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