- O Brasil bate recorde de agressões contra mulheres. O Fórum de Segurança Pública revela que 37,5% das brasileiras sofreram violência nos últimos 12 meses, totalizando mais de 21 milhões de vítimas.
- Esse é o pior índice desde 2017 e representa uma realidade assustadora: uma em cada três mulheres já sofreu algum tipo de violência.
- A pesquisa ainda revela que, após uma agressão, 47,4% das mulheres sequer buscaram ajuda. Algumas tentaram recorrer ao Estado, mas só 25,7% conseguiram ser ouvidas por órgãos oficiais. Outras pediram apoio a amigos, familiares ou lideranças religiosas, enquanto o restante desistiu antes mesmo de tentar.
O Brasil tem registrado um aumento contínuo e recorde nos casos de feminicídio, atingindo números alarmantes entre 2024 e o início de 2026.
A situação é descrita como o estágio final de uma escalada de violência doméstica, onde, em média, quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2025.
A situação é descrita como o estágio final de uma escalada de violência doméstica, onde, em média, quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2025.
Aqui estão os principais pontos sobre o aumento do feminicídio no Brasil:
Dados Recentes e Recordes
- Recorde em 2025 — O ano de 2025 registrou um novo recorde histórico, com ao menos 1.470 mulheres mortas, um aumento contínuo que demonstra a persistência da violência de gênero, mesmo sem dados completos de todos os estados.
- Comparativo 2024/2025 — Houve um aumento de 0,41% entre os registros de 2024 (1.459 casos) e 2025 (1.470 casos), consolidando uma tendência de alta.
- Aumento em uma década — Desde a tipificação do crime em 2015, os casos aumentaram significativamente, totalizando mais de 13.400 mulheres assassinadas em dez anos.
- Estados mais afetados — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia lideram o número de registros, com 15 estados apresentando aumento no último levantamento.
Fatores do Aumento
- Violência de Gênero — O feminicídio é o resultado final de um ciclo de violência física, psicológica, sexual e moral, enraizado na misoginia e na desigualdade de gênero.
- Legado Histórico — Fatores como o racismo estrutural e o machismo aumentam o risco de violência fatal, especialmente contra mulheres negras.
- Cultura da Violência — A tolerância, o silêncio ou a relativização da violência contra a mulher em comportamentos cotidianos contribuem para a escalada até o crime.
Algo mais que apenas orar!
Casos recentes no Brasil mostram que pastores têm sido presos por abuso sexual de fiéis, estupro de vulneráveis e violência doméstica, utilizando sua posição para subjugar e silenciar as vítimas. E o roteiro é sempre o mesmo:
"Quando contei ao pastor que meu marido me agredia, ele me disse: 'irmã, você está orando pouco'."
O relato acima é fictício, mas o pano de fundo da violência doméstica contra as mulheres evangélicas é sempre esse e ajudam a explicar o número revelado por um estudo recente:
Os dados estatísticos X a omissão religiosa
Segundo o último Censo do IBGE, os evangélicos são o grupo religioso que mais cresce no país.
42,7% das evangélicas no país já sofreram violência doméstica.
(Digo eu, não o Senhor:) Pastores [e/ou qualquer outro líder religioso] que tem esse tipo de postura, diante de um caso de violência doméstica, tem ao menos 90% de chance de vir a ser ele um iminente agressor/feminicida (Pronto, falei!)!
Os dados estatísticos X a omissão religiosa
Segundo o último Censo do IBGE, os evangélicos são o grupo religioso que mais cresce no país.O relatório "Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil" chega à quinta edição trazendo dados inéditos sobre as distintas formas de violência contra meninas e mulheres brasileiras.
O estudo, conduzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Instituto Datafolha, mostra que a violência de gênero nos últimos doze meses atingiu o maior índice desde o início da série histórica, em 2016.
Apesar disso, 47,4% das mulheres vítimas de violência grave no ano passado afirmam não terem feito nada diante da agressão sofrida. Mas 6% procuraram a igreja.
O diagnóstico, feito com base em autodeclaração, levanta a discussão sobre o papel dos espaços de fé na prevenção da violência e no acolhimento às mulheres.
Ainda segundo a pesquisa, uma em cada quatro brasileiras sofreu agressão física por parte de parceiro atual ou ex-parceiro.
Dentre as entrevistadas, 42,7% das mulheres que se identificaram como evangélicas sofreram violência ao longo da vida, contra 35% das que se identificaram como católicas.
O estudo, conduzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Instituto Datafolha, mostra que a violência de gênero nos últimos doze meses atingiu o maior índice desde o início da série histórica, em 2016.
Apesar disso, 47,4% das mulheres vítimas de violência grave no ano passado afirmam não terem feito nada diante da agressão sofrida. Mas 6% procuraram a igreja.
O diagnóstico, feito com base em autodeclaração, levanta a discussão sobre o papel dos espaços de fé na prevenção da violência e no acolhimento às mulheres.
Ainda segundo a pesquisa, uma em cada quatro brasileiras sofreu agressão física por parte de parceiro atual ou ex-parceiro.
Dentre as entrevistadas, 42,7% das mulheres que se identificaram como evangélicas sofreram violência ao longo da vida, contra 35% das que se identificaram como católicas.
De acordo com o Boletim Especial do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mulheres chefiam 50,8% dos lares brasileiros.
Ainda assim, o discurso religioso inspira papéis de gênero definidos, em que as mulheres cumpririam funções de cuidado e os homens seriam vistos como provedores e última autoridade do lar.
Nesse arranjo, a figura feminina estaria mais frequentemente submetida ao exercício da liderança masculina, o que explicaria, por exemplo, as queixas sobre estupro conjugal.
Ainda assim, o discurso religioso inspira papéis de gênero definidos, em que as mulheres cumpririam funções de cuidado e os homens seriam vistos como provedores e última autoridade do lar.
Nesse arranjo, a figura feminina estaria mais frequentemente submetida ao exercício da liderança masculina, o que explicaria, por exemplo, as queixas sobre estupro conjugal.
Os pesquisadores também sugerem que a proximidade das fiéis com líderes religiosos, no caso das mulheres evangélicas, pode ser um dos fatores que representam uma oportunidade ou uma barreira ao enfrentamento da violência.
A mulher é desestimulada a fazer a denúncia, a sair do relacionamento, justamente por causa da sacralidade do matrimônio.
Ela é aconselhada a outras coisas, como a resignação e a oração para que o agressor mude seu comportamento.
São conselhos que apenas fazem com que a mulher siga na situação de violência.
Por uma questão de metodologia e de quantidade da amostragem, não foram consideradas outras vertentes religiosas nesta edição do relatório.
Ela é aconselhada a outras coisas, como a resignação e a oração para que o agressor mude seu comportamento.
São conselhos que apenas fazem com que a mulher siga na situação de violência.
Por uma questão de metodologia e de quantidade da amostragem, não foram consideradas outras vertentes religiosas nesta edição do relatório.
Feminicídios cometidos por pastores
Este cenário também revela um fenômeno em crescimento e que, não somente pelo escândalo que respinga em toda a comunidade evangélica, mas para além de causar grande comoção e instabilidade nas denominações envolvidas, revela, explicita o quanto já passou da hora de algo ser efetivamente feito: o número exponencial de pastores envolvidos em casos de feminicídios.
Recentemente escrevemos e postamos aqui no blogue Conexão Geral, uma séries especial em cinco capítulos, com enfoque justamente sobre os crimes de feminicídios cometidos por pastores.
Pastores feminicidas, uma realidade que não pode ser ignorada
O número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então.
Os registros oficiais de feminicídios apontam para quatro mulheres mortas por dia no ano passado.
Sendo que, não se pode negligenciar que o Brasil, que vê o crescimento do número de evangélicos, também presencia mulheres sendo mortas por pastores.
Nas imagens que disponibilizamos, há fotos, idades e forma de execução de mulheres, vitimadas por líderes religiosos, em casos de feminicídio que chocaram a sociedade brasileira.
Entre as vítimas, há nomes conhecidos no mundo gospel como a cantora Sara Freitas (Sara de Freitas Souza Mariano) executada por um pastor conhecido como Bispo Zadoque (que seria amante de seu esposo) sendo Ederlan Mariano, cônjuge de Sara, o autor intelectual do crime macabro ocorrido em outubro de 2023.
As jovens Stefany Vitória (13), Aguida Fernandes (14), Natany Alves (20) etc. também estão entre os numerosos casos onde brasileiras foram vitimadas por líderes evangélicos.
- No dia 25 de setembro de 2020, o pastor Gilberto Adriano de Oliveira foi condenado a 22 anos e 6 meses de prisão por matar e ocultar o corpo da esposa. O crime aconteceu em 2017, em Passos (MG).
- No dia 31 de março de 2022, Haisalana Rodrigues de Lima, de 22 anos, foi morta a facadas pelo marido, o pastor Patrick do Espírito Santo, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. Dois meses antes, Haisalana, se separada do marido devido a frequentes episódios de agressão.
- Na noite de 3 de maio de 2023, a pastora de 48 anos Maria Sonia Pereira foi assassinada a facadas dentro de sua casa, em Sooretama (ES) por seu marido, o pastor Wallace Sepulcro de Almeida Santos, de 36 anos, que também confessou o crime.
Conclusão
É crucial que a igreja e suas lideranças repense(m) sua abordagem em relação à violência de gênero e ao apoio às mulheres que desejam se separar.
A transformação começa com uma análise crítica da interpretação bíblica que perpetua o machismo e a misoginia.
Além disso, é fundamental que haja uma revisão das práticas e valores para garantir que as mulheres que enfrentam violência doméstica encontrem apoio e segurança dentro das comunidades religiosas.
A realidade apresentada no texto deste artigo, destaca uma questão crítica que requer uma atenção séria dentro das comunidades evangélicas e, em última análise, em todas as esferas da sociedade.
A interpretação da Bíblia, quando usada para justificar a submissão da mulher e a perpetuação da violência, precisa ser questionada e reformulada.É imperativo que as comunidades religiosas sejam locais de apoio e segurança para as mulheres que enfrentam violência doméstica, em vez de perpetuar uma cultura que as coloca em risco.
Somente com uma mudança significativa na interpretação e práticas, a igualdade de gênero e o respeito pelas mulheres podem ser verdadeiramente promovidos.
Mulheres, fiquem alertas! Os primeiros sinais de que o homem tem tendências violentas, o que o caracteriza como um possível feminicida, pode ser visto antes mesmo do casamento.
Portanto, saiba escolher os homens com os quais se relacionam. E você, que já está em um relacionamento abusivo, não pestaneje: DENUNCIE URGENTEMENTE! A Deus o que é de Deus e a César o que é de César!
E, se por acaso o seu pastor e/ou líder religioso for omisso, DENUNCIE-O TAMBÉM COMO CÚMPLICE!
[Fonte: Le Monde Diplomatique Brasil, texto original por Camila Caringe — jornalista que se dedica a cobrir assuntos de sustentabilidade ambiental, social e de governança no Brasil e no mundo. Congresso em Foco.]
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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E nem 1% religioso.

