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terça-feira, 21 de novembro de 2023

DIRETO AO PONTO — OS PERIGOS DA ZONA DE CONFORTO

"Ora, o SENHOR disse a Abrão: 'Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. 
E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.' Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito [...] e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã" (Gênesis 12:1-4).
Atualmente, existem muitos estudos científicos que explicam por que é tão difícil romper e sair da zona de conforto, mas, com um pequeno entendimento e uns poucos ajustes, você poderá quebrar a sua rotina e fazer grandes coisas. 

Se faz necessário um posicionamento e empurrar as fronteiras da sua zona de conforto; a sensação é de vencer uma grande batalha. Pois, embora você se sinta seguro e no controle nesta área de conforto que você mesmo demarcou, lembre-se que você não foi chamado para recuar ou ficar parado. 

Ao avançar e romper essa primeira barreira, que não é fácil, você atravessará a zona do medo e vai descobrir a sua falta da sua autoconfiança, a sua maneira de sempre dar desculpas, postergar e, muitas vezes, vai se sentir afetado pela opinião dos outros.

Conceituando a zona de conforto


A origem da palavra conforto vem do latim, cumfortare, e significa aliviar a dor ou a fadiga. Está associado a "um estado prazeroso de harmonia fisiológica, física e psicológica entre o ser humano e o ambiente". 

É a nossa tendência de evitar os medos, a ansiedade ou algum tipo de desgaste. Tendemos a ficar num território onde podemos predizer e controlar os acontecimentos. Que pode garantir um desempenho constante, porém limitado e com uma pseudo sensação de segurança.

As causas mais frequentes que nos fazem ficar na zona de conforto são:
  • Preguiça — Quando o indivíduo sente cansaço, falta de energia, apatia, desinteresse, culpa, desmotivação ou tudo ao mesmo tempo…
  • Soberba — Quando ele não sente necessidade de aprender nada ou de aprimorar-se, por achar-se pronto, completo, "brilhante" e perfeito ("síndrome do copo cheio").
  • Miopia — Quando não se têm claros os impactos e as consequências de algumas atitudes e comportamentos em nossas vidas, no médio e longo prazos.
  • Medo — Quando tem receio de enfrentar os próprios medos: medo do desconhecido, dos riscos, das incertezas, do que pode acontecer, de perder controle ou do que os outros possam pensar.

O Medo


Este tópico merece que tenhamos uma atenção maior, detalhada e específica. Quem não teme nada que atire a primeira mentira!

Medo de mudar, de aprender, de crescer, de se arriscar, de falhar. A lista do que nos assusta é imensa e se modifica ao longo da vida. Andar de bicicleta era fácil na infância, mas pode ser motivo de receio na velhice. Assim como falar em público podia ser assustador na juventude e se tornar um prazer na maturidade.

O medo tem muitas facetas e ninguém está livre dele. Ao mesmo tempo em que serve de alerta para situações de perigo e convoca a nossa cautela, ele também nos lembra da importância de investir na coragem para enfrentá-lo.

As consequências de se permanecer na zona de conforto


E quais as consequências de ficarmos neste estado letárgico, reativo e confortável? Várias… e todas elas, negativas. Vejamos:
  • Desperdício do próprio talento — que é um processo de auto-sabotagem… Apesar da pessoa ter muito potencial, não consegue otimizá-lo nem transformá-lo em performance (como uma mina de diamantes lacrada, inexplorada e improdutiva).
  • Impactos negativos na carreira, na imagem e na empregabilidade — ao invés da pessoa ter uma carreira ascendente e bem sucedida, fica estagnada ou até involui profissionalmente.
  • Pode acarretar prejuízos à saúde (sedentarismo, obesidade ou dependência química), ao intelecto (perda de memória, de raciocínio e de agilidade mental), à psique (imaturidade, dependência, insegurança e áreas cegas) e à dimensão espiritual (falta de altruísmo, de senso de propósito e da capacidade de ajudar as outras pessoas).
  • Pode fazer com que invistamos pouco no nosso autodesenvolvimento, que está ligado a aprender, a mudar nossos comportamentos, a evoluir e a buscar nosso sucesso.

A Zona de Conforto no contexto espiritual


Quando o assunto é sair da zona de conforto sempre me lembro da jornada de Abraão e Sara. Em Gênesis 12:1 a Bíblia registra: 
"Então o Senhor disse a Abrão: ‘Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei.'"
Definitivamente, não é fácil tomar uma decisão como esta, mas, Abraão rompeu as fronteiras na sua zona de conforto, em primeiro lugar, na sua mente e decidiu crer, não resistir à mudança — intensa e radical sob todos os aspectos — e dar os primeiros passos em direção ao desconhecido.

Uma das teorias mais importantes descobertas atualmente defende que tudo o que é criativo surge quando saímos da nossa zona de conforto, ou seja, do lugar onde nos sentimos cômodos e seguros. 

Essa teoria levada ao campo da espiritualidade, quer dizer que devemos sair, como pessoas e como comunidade, de nosso espaço espiritual rotineiro e "normótico" para poder nos encontrar com Deus.
Em todo momento histórico, quando a Igreja e a sociedade são sacudidas por grandes mudanças, surgem homens e mulheres que rompem com esquemas e seguranças envelhecidos e se deixam conduzir pelo Espírito ao deserto, às margens, às fronteiras... fugindo de um ambiente e de uma ordem asfixiantes. 
A fronteira, para eles, passa a ser terra privilegiada onde nasce o "novo" por obra do Espírito. Uma vez passada a zona de conforto, situar-se na outra margem passa a significar colaboração com o Deus presente e ativo em toda situação humana. Isso vai gerar uma maneira nova de viver, um estilo de vida, um compromisso diferente, uma ação carregada de ousadia...

Em toda travessia há o despojamento, a pobreza, por vezes a fome e a sede, os caprichos das estações, a incerteza dos dias de amanhã. Há a liberdade do espírito, horizontes infinitos, sem limites nem constrangimentos; há o imprevisto, o acontecimento inesperado, favorável ou adverso, que é o melhor e mais seguro dos sinais de Deus, que comanda o ritmo da marcha, as paradas, as estadias, as partidas, as mudanças de rumo ou itinerário. Há o encontro com os companheiros que se mantém fiéis, amigos que ajudam, inimigos que espreitam, pobres que compartilham o mesmo pão.

Finalmente, a travessia aproxima o peregrino cada dia, a cada instante, da meta ainda escondida, mas certa. Ao voltar-se para trás, ele se dá conta de que o itinerário foi realmente maravilhoso, que a experiência o transformou, que está mais "puro", mais "livre", mais "autêntico"...; numa palavra, Deus, que está no têrmo, já palmilhava a travessia com Ele.
Aliás, você conhece exemplo maior de alguém que tenha sido tirado de sua zona de conforto do que o próprio Senhor Jesus Cristo (Filipenses 2:1-11)?

Por que é importante falar sobre a zona de conforto?


Zona de conforto é um lema difícil de se abordar, pois todo ser humano prefere ter o controle da situação ao andar "a deriva"; prefere "um pássaro na mão do que dois voando".

Contudo, a zona de conforto é um tema perigoso que precisa ser abordado e meditado, pois pode ser facilmente identificado como um obstáculo para o sucesso, uma pedra de tropeço entre você e o que Deus lhe planejou. Para finalizar vamos abordar neste artigo, quatro pontos que devemos analisar sobre zonas de conforto.

Para finalizar, algumas dicas para não ficarmos na nossa zona de conforto e sermos pessoas realizadas, equilibradas e bem-sucedidas :
  • 1) Analise onde você está — Precisamos analisar onde estamos e porque estamos na mesma situação. Faça uma reflexão: estou confortável com a condição de vida que tenho hoje? Tudo está a mil maravilhas para mim? Ou será que estou nessa "vidinha" porque tenho preguiça de correr atrás de algo melhor? Cuidado, a preguiça pode arruinar a sua vida. 
"O preguiçoso morre de tanto desejar e de nunca pôr as mãos no trabalho. O dia inteiro ele deseja mais e mais, enquanto o justo reparte sem cessar" (Provérbios 21:25,26) 
Por isso nunca tenha preguiça de aprender algo novo. Vá em busca do que você deseja e isso fará de você uma pessoa mais interessante — não só na área profissional, mas também na sua vida sentimental e nos relacionamentos.
  • 2) Enfrente aquilo que está te prendendo — Se você não enfrentar os seus medos, eles continuarão crescendo. Se você estiver se perguntando o que as pessoas pensarão se você falhar em sua nova tentativa de mudar, você estará perdendo o foco da coisa que realmente importa. Você precisa se preocupar mais com o que Deus pensa a seu respeito do que qualquer outra pessoa! Vamos recorrer às palavras do apóstolo Paulo: 
"Acaso busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo" (Gálatas 1:10). 
Chega um momento em que você precisa parar de se preocupar com a opinião das pessoas se quiser cumprir a vontade de Deus para a sua vida.
  • 3) Esqueça o que ficou para trás — Se você limitar o seu futuro por causa do que aconteceu tempos atrás, você nunca conseguirá sair de sua zona de conforto. Você precisa parar de olhar para o espelho retrovisor da sua vida e acreditar que o melhor está por vir. Algumas pessoas nunca mudam de vida porque ficam se condenando pelos erros e pecados que cometeram um dia. Se você é uma delas, confie nessa promessa do Senhor: 
"Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões, por amor de mim, e que não se lembra mais de seus pecados" (Isaías 43:25). 
Como você pode ficar remoendo os seus pecados se nem Deus leva mais em conta? Deus não jogará seus erros passados na sua cara, mas o diabo irá. E ele só vai parar com isso se você permitir. Por isso, esqueça o que passou e siga em frente.
  • 4) Mantenha sua motivação ao sair da zona de conforto — O que te dá motivação nos momentos de luta? sua família? seus amigos? Sua fé em Jesus Cristo? Descobrir o que te dá forças para seguir adiante é muito importante para te ajudar a sair da zona de conforto. E mais uma coisa: você precisa ter disposição e alegria ao longo da caminhada. Em Provérbios 17:22 está escrito: 
"O coração bem disposto é remédio eficiente, mas o espírito oprimido resseca os ossos." 
Então, não se esqueça de que, por mais difícil que seja, se você manter-se motivado e alegre, não haverá obstáculos que conseguirão te impedir de sair da zona de conforto.

Conclusão


Deus não "cabe" nas nossas "margens" conhecidas; Ele está sempre além da nossa "zona de conforto", instigando-nos a fazer contínuas e ousadas "travessias".

Deus nos quer a cada um fora de nosso espaço de conforto para poder abraçar a missão original que Ele tem reservada para cada um de nós. Não devemos nos conformar com a espiritualidade que vivemos, devemos buscar como aprofundar nela, em cada palavra, em cada lugar, em cada gesto, em cada pessoa.

[Fonte: Endeavor Brasil, por Sandra Betti, original (acessado em 19/1/2023); A Bíblia e Eu (original acessado em 19/11/2023)]

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Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização diária dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
E nem 1% religioso.

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

TELETEMA — "MULHERES APAIXONADAS", NACIONAL E INTERNACIONAL

No segundo capítulo da minha série especial de artigos "Teletema", falarei sobre essa que, além de icônica é uma das mais bem sucedidas trilhas sonoras de novelas de todos os tempos.

Um dos grandes sucessos da TV Globo, a novela "Mulheres Apaixonadas", recentemente voltou a ser reprisada novamente no programa "Vale a Pena Ver de Novo", relembrando as histórias cativantes e emocionantes presentes na produção que apaixonou o público. Já em sua reta final, re-reprise de "Mulheres Apaixonadas", surpreendemente, voltou a registrar bons índices de audiência, segundo o Ibope.

Trama e trilha marcantes


"Mulheres Apaixonadas" foi aclamada não só por sua história, mas também sobre as temáticas trazidas no roteiro, uma vez que a novela discutiu orientação sexual, agressão contra as mulheres e idosos, e violência urbana. Devido à temas pesados, a novela foi recomendada para maiores de 12 (doze) anos.

A trama acompanha a professora de história e diretora de colégio Helena (Christiane Torloni), e o cerco de paixões esquecidas ao seu redor, e mostra o universo feminino através de crônicas do cotidiano que exploram as relações familiares. A novela conquistou uma série de prêmios e indicações nos anos de 2003 e 2004.

Além disso, conta com um grande elenco, constituído por nomes como a Torloni, José Mayer, Susana Vieira, Helena Ranaldi, Regiane Alves e Marcos Caruso. Além da segunda reexibição no "Vale a Pena Ver de Novo", a novela também foi exibida no canal pago Viva e está disponível no catálogo do Globoplay.

Um ponto muito marcante na novela foi sua trilha sonora. A produção de sucesso de Manoel Carlos, exibida entre fevereiro e outubro de 2003, contou com uma trilha diversa, repleta de hits nacionais e internacionais.

A trama não foi apenas um sucesso de audiência na TV Globo, mas também um fenômeno no mercado fonográfico por conta de sua trilha sonora marcante e cheia de hits que conquistaram o público e são lembradas até hoje tornando-se um fenômeno no mercado fonográfico em 2003.

Vale a pena ouvir de novo


A trilha sonora da novela "Mulheres Apaixonadas" lançada pela gravadora Som Livre em 2003, foi diferente de todas as demais trilhas de novelas comercializadas na época da exibição da trama.

Num pioneirismo do segmento, lançada como um disco duplo, a trilha sonora foi lançada com um volume de músicas nacionais e outro com canções internacionais. Confira abaixo:

Nacional — Volume 1


Capa: Rodrigo Santoro (Diogo)

Internacional


Capa: Carolina Dickman (Edwiges)

Nacional — Volume 2


Capa: Erik Marmo (Cláudio)

Conclusão


Devido à trama com alto número de personagens jovens, a direção da novela viu-se obrigada a mudar a estratégica e hits radiofônicos fizeram com que a trilha fosse lembrada até hoje.

A trilha sonora de "Mulheres Apaixonadas", novela das 9 da Globo que teve início em fevereiro de 2003, foi dividida em 3 álbuns, sendo um internacional, um nacional e um com faixas misturadas.

"Mulheres Apaixonadas" inovou com o lançamento de um CD duplo, contendo a trilha musical da novela, um com músicas nacionais e outro com o repertório internacional. Foram vendidos um milhão de cópias do CD, levando a gravadora Som Livre a lançar um segundo volume.

Em "Mulheres Apaixonadas", a vendagem surpreendeu a Som Livre e levou ao lançamento de um terceiro disco, o volume 3, com Cláudio (Erik Marmo) na capa e também bem-sucedido. 

O CD duplo de "Mulheres Apaixonadas vendeu quase 600 mil cópias" — o que dá cerca de 1,2 milhão de discos. Os dados são do livro ainda não lançado Teletema Vol. 2, de Guilherme Bryan e Vincent Villari.

Essa trilha sonora recebeu certificação de diamante em território nacional. Não há uma playlist oficial em streaming, mas as músicas presentes na trilha da novela podem facilmente ser encontradas online, muitas vezes em playlists montadas por usuários das plataformas. 

A primeira trilha da novela, lançada em CD duplo, foi o item mais vendido daquele ano, à frente de duas majestades: Roberto Carlos e Xuxa, que ficaram em segundo e terceiro lugar com os álbuns "Pra Sempre" e "Só para Baixinhos 4", respectivamente.

[Fonte: Música e Cinemaoriginal por João Carlos, acessado em 17/11/2023; Na Telinhaoriginal por Walter Felix, acessado em 17/11/2023]

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sábado, 11 de novembro de 2023

PERSONAGENS BÍBLICOS — GIDEÃO

Após uma pausa, retorno às postagens da minha série especial de artigos sobre Personagens Bíblicos. Por motivos de cunho bem pessoais, eu estava meditando hoje e fui ler na Bíblia, sobre o registro da história deste personagem emblemático e que tem muitas características semelhantes a mim e a você.

Quem nunca se sentiu incapaz de realizar uma tarefa grandiosa? Ou mesmo sentiu dúvida de que era capaz? A Bíblia está cheia de histórias de homens incapazes que, por meio de Deus, realizaram grandes obras. Antes da monarquia, que teve início quando Samuel ungiu Saul, o povo era governado por líderes escolhidos por Deus, conhecidos como juízes.

Contexto bíblico


Os juízes tinham a função de julgar, liderar e proteger o povo de Deus. Permaneciam em suas funções até morrerem e, diferentemente dos reis, não estabeleciam governos hereditários em Israel. 

O primeiro juiz de Israel foi Moisés e o último Samuel. Dentre tantos homens e uma mulher (Débora), vamos conhecer um pouco sobre a história de Gideão, um juiz que veio da tribo de Manassés.

Assim como muitos de nós (quiçá, a maioria de nós, embora, muitas vezes, não admitamos), Gideão era um homem de visão limitada. Inseguro, se achava incapaz de realizar uma obra que Deus pedisse para ele realizar.

Origem genealógica


Gideão nasceu em Ofra, uma cidade pertencente à tribo de Manassés, no norte de Israel. Seu pai era Joás, da família de Abiezrite,  do clã de Abiezer, e pertencia a tribo de Manassés (6:11,15). Gideão viveu em um período em que o povo de Israel havia se voltado à idolatria, praticando a adoração ao deus pagão Baal. 

O nome Gideão significa "cortador" ou "destruidor", o que pode ser uma referência ao papel que ele desempenhou como líder militar. Gideão também é mencionado em Hebreus 11:32, como um dos heróis da fé que 
"subjugou reinos, praticou a justiça, obteve promessas, fechou bocas de leões".
De acordo com Juízes 8:30, Gideão teve setenta filhos, pois ele teve muitas esposas. No entanto, a Bíblia não fornece muitos detalhes sobre sua vida pessoal.

O chamado


O livro de Juízes, no capítulo 6 mostra o chamado para Gideão (11-16). Note, caro leitor, que o texto deixa claro que Deus estava com Gideão, e Deus disse que ele era um poderoso guerreiro. 

Isto nos faz lembrar que, quando Deus escolhe e/ou chama alguém para alguma obra, Ele sempre está com a pessoa. Foi assim que o Senhor fez com Gideão, contudo, no decorrer da narrativa bíblica, vemos que Gideão pediu inúmeras confirmações para Deus até ter certeza. Até aí, tudo bem.

Quando Deus chamou Gideão para liderar a batalha contra os midianitas, ele estava trabalhando em sua plantação. 
Deus o escolheu para liderar Israel porque ele tinha uma fé inabalável e estava disposto a seguir a vontade de Deus, mesmo quando isso significava enfrentar situações difíceis.
Inicialmente, Gideão se sentiu inadequado para liderar Israel contra os midianitas, questionando como ele, que era da família mais pobre de Manassés e o menor da casa de seu pai, poderia libertar Israel: 
"Como posso eu livrar Israel? A minha família é a mais pobre em Manassés, e eu sou o menor da casa de meu pai" (6:15).
Mas Deus lhe garantiu que estaria com ele durante a batalha, prometendo-lhe que ele sairia vitorioso: 
"Vai nesta tua força, e livrarás a Israel das mãos dos midianitas; porventura não te enviei eu; Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem" (6:14;16).
Enfim, Gideão tinha um grande desafio pela frente: liderar Israel na batalha contra os midianitas, que eram uma multidão (7:12). Foi nesse contexto histórico que o Anjo do Senhor apareceu a Gideão enquanto ele estava malhando seu trigo em uma prensa de vinho com a finalidade de se esconder dos midianitas. 

Acredita-se que Gideão tinha cerca de trinta anos de idade naquela ocasião (8:18-21). Deus, o soberano criador, onipotente, onisciente e onipresente queria manifestar a sua glória naquela batalha, queria mostrar para o povo de Israel que eles dependiam dEle, Jeová-Sabaoth para vencer as batalhas, ao ponto de o Senhor pedir para Gideão levar para a batalha somente 300 homens.
Gideão liderou os homens e, pela força de Deus (não na dele ou do exército), venceram a batalha. A paz reinou em Israel durante 40 anos nos dias de Gideão.

Gideão e os 300 na batalha contra os midianitas

Na matemática de Deus, a multidão não é a maioria


Após a confirmação de Deus, Gideão foi instruído pelo Senhor a escolher os homens para ir com ele a batalha.
Inicialmente, Gideão reuniu um grande exército de 32.000 homens, mas Deus ordenou que ele reduzisse o número de pessoas.
Para selecionar esses homens, Deus instruiu Gideão a observar como eles bebiam água no rio. Aqueles que bebiam com a língua em concha seriam escolhidos. Então, 300 foram os homens que beberam água da forma como o Senhor havia dito a Gideão: 
"E foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca, trezentos homens" (7:6).
Esses 300 homens foram escolhidos para mostrar que a vitória viria de Deus e não de um grande exército. (7:5-7). Gideão dividiu seus homens em três grupos e lhes deu tochas, cântaros de barro vazios e trombetas (7:16) e atacaram os midianitas à noite

Eles cercaram o acampamento midianita em três lados e, ao som das trombetas, quebraram as jarras que continham as tochas, revelando uma luz brilhante. Isso causou confusão entre os midianitas, que pensaram que estavam sendo atacados por um grande exército. Eles começaram a lutar uns contra os outros, causando um grande derramamento de sangue.

Então, Gideão, juntamente com seus 300 homens, conseguiram uma grande vitória. A vitória foi totalmente atribuída à mão poderosa de Deus, que lutou por Gideão e seus homens (7:15-23). Após a batalha contra os midianitas, Gideão tornou-se um líder popular em Israel e governou por quarenta anos.
A história de Gideão e os 300 nos ensina lições valiosas sobre confiar em Deus, mesmo quando enfrentamos desafios aparentemente insuperáveis. Gideão enfrentou seu medo e dúvida, confiando em Deus para liderar seu pequeno exército à vitória.
Essa história nos mostra que, com fé em Deus e coragem para agir, podemos superar até mesmo as situações mais difíceis. Hoje, podemos aplicar essa lição em nossas vidas, mantendo a fé em Deus e confiando em sua orientação em nossas decisões, independentemente de quão grande ou pequeno o desafio possa parecer.

Principais características de Gideão

Fraquezas e enganos 

  • Temeu que suas limitações impedissem o agir de Deus por seu intermédio;
  • Arrecadou ouro dos midianitas e fez um símbolo que se tornou objeto maligno de adoração.

Qualidades e realizações de Gideão

  • Foi o quinto juiz de Israel;
  • Está entre os membros da galeria da fé, em Hebreus 11:32;
  • Liderou o exército de Israel na batalha contra os midianitas;
  • Depois que creu, não ficou em cima do muro, seguiu seu propósito até o fim.

Curiosidade


Uma inscrição datada de 3.100 anos com o nome do juiz bíblico Jerubaal — dado a Gideão por ter destruído o altar de Baal — foi descoberta nas escavações em Khirbat er-Ra'i, no sul de Israel. O anúncio foi feito pela Autoridade de Antiguidades de Israel, em 12/07/2021.

Foi a primeira vez que o nome Jerubaal é encontrado fora do texto bíblico. Foi comprovado que a inscrição realmente se trata de Gideão, portanto, esta é a primeira evidência de um nome das histórias bíblicas dos juízes.

As inscrições desse período (entre o século 12 e 11 a.C.) são extremamente raras. Toda a datação foi realizada através da tipologia da cerâmica e radiocarbono de amostras orgânicas encontradas na camada arqueológica. A escrita foi feita com tinta em um jarro, que acredita-se pertencer a seu dono.
"O nome Jerubaal é conhecido pela tradição bíblica no Livro dos Juízes como um nome alternativo para o juiz Gideão ben Yoash"
de acordo com o Prof. Yosef Garfinkel e o arqueólogo Sa'ar Ganor, da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Garfinkel e Ganor dirigem as escavações com o Dr. Kyle Keimer e o Dr. Gil Davies, da Universidade Macquarie em Sydney, na Austrália — uma parceira na escavação junto com a Autoridade de Antiguidades de Israel.

Conclusão


Gideão foi um homem falho como nós somos, entretanto, serviu a Deus, que esteve com ele o tempo todo. Então, como vimos, o relato da vida de Gideão está no livro de Juízes e começa com os israelitas sendo devastados pelos midianitas como consequência da desobediência a Deus. Por sete anos, eles enfrentaram invasões de midianitas, amalequitas e estrangeiros orientais que destruíram seu gado.
Muitas vezes nos sentimos como ele sem capacidade para exercer uma tarefa ou habilidade. Mas o que temos que colocar em nossa mente é que quem nos capacita é o nosso Senhor.
A história nos mostra que Deus se move por meio de homens falhos, que Deus nos chama para sermos cooperadores Dele nessa terra e que para Deus não há limitação humana que paralise o Seu propósito. 

Nas adversidades é preciso ser corajoso porque nesses momento são a onde a fé é provada. Não fique com medo confie no Senhor porque Ele é a nossa fortaleza. Se Deus quiser fazer, Ele fará!

[Fonte: Missão Livres, texto original, por Renan Lacerda da Costa, acessado em 11/11/2023; Bíblia Legal, texto original acessado em 11/11/23; Guia-me, texto original, acessado em 11/11/23]

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segunda-feira, 30 de outubro de 2023

PAPO RETO — A RELAÇÃO DAS REDES SOCIAIS COM ADOECIMENTO MENTAL

Em menos de um mês, os suicídios de dois famosos influencers, que juntos, somavam milhões de seguidores só em uma rede social, me chamou a atenção sobre os malefícios que o excesso de exposição a essas plataformas digitais tem causado na sociedade.

Não há dúvida de que a Internet é um recurso de grande importância na atualidade e que remodelou ações, comportamentos e o estilo de vida da sociedade.
Porém, a relação entre redes sociais e saúde mental exige mais atenção e cuidado, pois pode elevar o risco de depressão e suicídio em jovens.
Pesquisas sobre a influência da mídia na saúde mental revelam que os efeitos da superexposição e do consumo de e na Internet podem ser prejudiciais à estabilidade emocional e, nos casos mais extremos, gerar práticas danosas à integridade da vida.

Vale mesmo tudo por likes e views?

É cada vez mais popular o sonho de ser um digital influencer, mas muitos ignoram que esses profissionais vivem sob pressão e podem estar mais suscetíveis ao adoecimento mental.

O fator estressor proeminente são as repentinas mudanças nos algoritmos das plataformas digitais, implicando em dificuldade de distribuição de conteúdo e de monetização.

Por isso, os influenciadores passam a ser mais dependentes do engajamento dos seguidores — o que faz com que trabalhem cada vez mais para produzir mais material original, levando ao esgotamento físico e psicológico.

Nesse sentido, tal tema demanda mais reflexão para que as pessoas possam desfrutar dos benefícios da Internet, mas sem colocar a vida em risco. Essas plataformas podem ser muito bem aproveitadas quando se tem a intenção certa.

A influência descontrolada do mundo virtual na realidade do universo online no offline, do digital no de carne e osso, porém, traz inúmeras consequências negativas para a saúde mental.

Viralizar e ser famoso da noite para o dia, como um passe de mágica. Quem não gostaria?


Um dos diversos benefícios que a Internet trouxe com o passar dos anos foi sem dúvidas a potência em unir públicos diversos em uma única plataforma e disseminar conteúdos para todos os nichos, proporcionando informações e conteúdos de múltiplas formas.

O avanço da tecnologia como um todo também põe em cena pessoas antes mantidas no anonimato a fama repentina e a uma mudança de vida gigantesca, fazendo com que muitas pessoas DESEJEM A QUALQUER custo ter uma vida "parecida".

Porém, até onde vai a busca excessiva pela fama rápida proporcionada pelo universo digital? Será que ela É SÓLIDA? Até aonde as pessoas vão para conseguir se destacar na internet  (O número de Digitais influencers no Brasil já se iguala ao número de médicos.)??
Primeiro, precisamos falar sobre a situação atual de nosso país e o porque das pessoas buscarem tanto mudar de vida para finalmente conseguir "viver melhor".

Infelizmente o direito de "viver bem" assim como em países de "primeiro mundo" não é uma realidade no Brasil, o que faz com o que a maioria absoluta da população briguem todos os dias por poucas vagas de emprego e lutem para sobreviver, isso faz com que as pessoas em seu cotidiano vivam em uma vasta energia frenética em busca de uma melhoria, por mínima que seja.

Este comportamento também é presenciado no universo digital, especificamente nas redes sociais.

Ao ver pessoas se dando bem, mostrando as suas "vidas perfeitas" por traz das telinhas. O desejo absurdo em SER aquela pessoa ou TER o que ela tem toma conta e faz com que muitos lutem com todas as suas forças para alcançar no mínimo um reconhecimento ou um "recebido" como recompensa de seu trabalho.

Com a chegada da rede social Tik Tok, muitas "modinhas" tomaram conta de nossa rotina, dancinhas, trends, dublagens, curiosidades, mixagens etc. Com todo esse avanço em pouco tempo, muitos influenciadores ganharam reconhecimento e fama, mesmo que momentânea.
Pessoas que na grande maioria das vezes não estavam preparadas para serem famosas, acabaram entrando em quadros de ansiedade e depressão depois que o declínio dos números começam a ser evidentes.
A preparação para a "fama digital" e assessoria de comunicação são pilares que NÃO são concretizados como as dos artistas consolidados há anos, resultando em uma grande parcela de influenciadores vivendo uma vida dupla e aparente frente as câmeras.

Vice-versa


Boa parte do público que consome a grande mídia oferecida por esses influenciadores não fazem ideia dos bastidores e de como realmente as coisas funcionam, o que ocasiona em uma parcela gigante de jovens e adolescentes buscando freneticamente uma vida parecida.

Os problemas à sociedade em geral começam a existir quando notamos que muitos dos jovens deixam de trabalhar e as vezes estudar em busca da fama, pois os influenciadores em seus discursos sobre "conquistas" disseram para sua audiência não desistir dos seus sonhos, que eles também podem chegar lá.

Claro que não desistir dos sonhos é essencial para o sucesso de cada indivíduo, mas tudo deve ser pautado em educação de base e conhecimento em todos os aspectos, para que conquistas e frustrações tenham seus respectivos motivos e que não formemos adultos frustrados e por vezes doentes.

Onde está a RAIZ do problema? Eu diria que em dois pontos, são eles: BRASIL e EDUCAÇÃO. Como citado no início do artigo, vivemos em um país em que "VIVER" é uma luta diária para milhares de pessoas. Não ter o que comer em casa transforma pessoas e suas atitudes em busca de recursos tanto para si quanto para seus familiares.

Educação de base é um dos MAIORES quiçá o maior dilema em que enfrentamos no Brasil. Ter uma educação escolar e familiar de berço transformam vidas em diversas gerações.

Saber consumir conteúdos de qualidade na internet e poder crescer intelectualmente é resultado de uma excelente educação primária.

Se tivéssemos Jovens e Adolescentes com uma boa formação educacional de base, será que ainda teríamos taxas altíssimas de quadros de ansiedade e depressão por conta de exposição na Internet?

Será que os Influenciadores conseguiriam tanto sucesso com suas Publis sobre Jogos de azar que só ganha quem está divulgando? Cabe a reflexão.

Conclusão

Onde iremos parar?


Infelizmente estamos cansados de saber que "o brasileiro só coloca muro em casa depois de ser roubado", então quando estivermos em quadro ainda maior de exposições e frustações em massa, poderão entender quão grave é o assunto em que estamos abordando.

Vale ressaltar que o futuro já chegou dentro de poucos anos dividiremos o mercado de trabalho com toda essa geração. Mais do que nunca, faz-se necessário que nós, agentes na saúde mental, nos debruçarmos com mais atenção acerca deste assunto.

Por fim, para você que é adepto às redes sociais, quer seja como consumidor ou criador de conteúdos, experimente passar o fim de semana inteiro longe do mundo virtual para promover a desintoxicação de estímulos negativos ou intensos.

Se você trabalha diretamente com a sua imagem na internet, essa tarefa pode ser mais difícil. Entretanto, lembre-se da importância de cuidar de você.

Ao Deus Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blog https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização diária dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
E nem 1% religioso.

sábado, 28 de outubro de 2023

PRONTO, FALEI! — O "IR" À [UMA] IGREJA X O "SER" A IGREJA

Eu estava dando uma espiada no Instagram, — coisa, aliás, que raramente faço, pois, não sou muito de perder meu tempo, que é preciosíssimo, com futilidades em redes/mídias sociais/digitais —, quando deparei-me com a seguinte postagem abaixo:
Então, arrisquei-me em ler alguns comentários e vi que, felizmente, a maioria absoluta dos comentaristas, se opunham ao grave, porém, muito comum equívoco, cometido pelo autor da postagem.

Baseado nesta postagem, que pode até parecer correta e que reflete a crença comum da maioria absoluta dos crentes, comecei a pensar sobre o tema e o escolhi para ser mais um capítulo da minha série especial de artigos, Pronto, Falei!
No que tange ao contexto do cumprimento do mandamento messiânico de se congregar, a frase na postagem não está de todo errada. Não estou questionando, absolutamente, que seja necessário e espiritualmente vital, que nós, enquanto cristãos, congreguemos. 
Na congregação é que iremos poder exercer em essência o princípio divino da comunhão (Hebreus 10:25). Entretanto, este tipo de afirmação da postagem em questão, se descontextualizada, alimenta ainda mais a crença equivocada da maioria.

A Igreja, sob a ótica de Jesus

"...e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mateus 16:18b).
Sob os ensinamentos de Jesus, o que significa ser Igreja? Qual o significado deste dogma bíblico? Antes de mais nada, devemos lembrar que ao sermos aceitos por Jesus Cristo passamos a integrar a família de Deus. Além disso, passamos a fazer parte do Corpo de Cristo, que é a Igreja.
Como está escrito: 
"Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?" (1 Coríntios 3:16)
Com isso em mente, devemos entender que ser Igreja significa ser membro deste corpo espiritual. Além disso, devemos lembrar que Deus habita em nós.
"O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor dos céus e da terra e não habita em santuários feitos por mãos humanas" (Atos 17:24).
Em segundo lugar, devemos destacar que ao falar de Igreja não estamos falando do templo.
A igreja não é um prédio, não é uma instituição de caridade, apesar de fazermos o bem, não é um clube social, para entendermos a igreja precisamos saber o que Jesus fala sobre ela.
Quando nós entendemos quem Jesus é para nós, automaticamente vamos entender quem somos nEle.

Com o passar dos séculos, nos vemos governos tentando acabar com a Igreja, os governos passam e a Igreja permanece; nós vemos filosofias se levantando contra a Igreja, as filosofias passam e a Igreja permanece. Coisas se levantam e caem, mas a Igreja continua avançando, 
mesmo com falhas, imperfeições, limitações, debilidades... a Igreja continua derrubando as portas do inferno, e nós fazemos parte disso.

Entendendo a Ekklesia


A palavra que Jesus usou se referindo à igreja foi Ekklesia. Esta palavra significa "ajuntamento", mas não num mero ajuntamento para decidir coisas; a Ekklesia Romana era um grupo de cerca de 300 pessoas, e o império romano uma vez que conquistava um território tinha a missão de colonizar aquele território com a cultura romana.

Os romanos perceberam que não bastava conquistar os territórios, eles precisavam infiltrar os valores de Roma na região. E assim, estabeleciam a Ekklesia, para fazer com que o povo deseje a cidadania romana, entendendo que ela era um privilégio. 

Assim, eles montavam um time de elite para se infiltrar em todas as esferas da sociedade, para que eles pudessem tocar aquela sociedade com cultura romana. E sob esse contexto, Jesus diz 
"Eu vou levantar a minha Ekklesia e as portas do inferno não vão prevalecer contra ela".
Contextualizando, o Mestre disse:
"Eu vou montar o meu time de elite e as portas do inferno não vão prevalecer contra ele".
Ekklesia
estava num contexto militar. Ekklesia era um grupo que ia para uma região para mostrar a cultura de um reino que era superior. 
A Igreja não deve estar limitada nas quatro paredes, a igreja deve se infiltrar em todos os âmbitos da sociedade, para representar os valores do reino.
Assim como o barco foi feito para a água, o crente foi feito para estar no mundo. Enquanto, o barco está na água, está tudo bem, mas se começar a entrar água no barco ele vai afundar. 

Em síntese, fomos chamados para estar no mundo, mas o mundo não é para estar em nós. Se começarmos a influenciar o mundo rapidamente as nossas congregações vão dobrar não só de tamanho e quantidade, mas de qualidade.

A Igreja, no ensimento apostólico


A bíblia diz que a igreja é a casa de Deus e, esta casa comunica valores para nós.
Mateus 5:14, de novo sobre a Igreja, Jesus diz:
"Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte".
A igreja precisa ser relevante, precisa ser atrativa para as pessoas. Alguém vai chegar deprimido nesse lugar e vai sair com a alegria do Senhor; alguém vai chegar sem perspectiva e vai sair sabendo o seu propósito.

Não tem ninguém aqui mais inteligente do que todo mundo junto, não tem ninguém aqui mais ungido do que todo mundo junto…

Imagina que eu chegasse para o Pr .Joãozinho Bíblia (nome fictício) e dissesse 
"eu gosto muito do senhor, quero que o senhor vá à minha casa, mas tem uma coisa eu não gosto da sua esposa". 
Você iria para a minha casa no lugar dele? Não! Pois é, alguns acham que podem se relacionar com Jesus odiando a esposa dEle. Só se pode receber da cabeça se estiver conectado ao corpo. E este corpo — quer queiram ou não — se chama IGREJA.

Uma pesquisa separou dois grupos de recém nascidos, os dois grupos recebiam os mesmos cuidados, a mesma alimentação. A única diferença entre os dois grupos era, um grupo recebia o leite direto da mãe, a mãe poderia tocar, afagar, dar carinho; mas, o outro grupo recebia também o leite materno, mas pela mamadeira, não recebia o toque da mãe. O grupo que estava recebendo o toque ganhou peso, cresceu mais rápido, do que o grupo que não estava recebendo o carinho. E eles perceberam que um dos principais componentes para o desenvolvimento do recém nascido é o toque.

Que é a igreja?

Entendendo 1 Pedro 2

"Vós, porém,". 
Nos versículos de 1 a 8 (1 Pedro 2), o apóstolo estabelece um contraste entre aqueles que obedecem à Palavra e os que não obedecem a ela; entre os que aceitam e os que rejeitam a Cristo (1:22;2:8). Daí o motivo de ele começar o versículo 9 com a conjunção adversativa "porém".

Cada descrição feita pelo autor revela uma face da natureza da Igreja, respondendo à pergunta: que é a igreja?
  • 1- Raça Eleita
No grego, é genos eklekton — povo escolhido. A humanidade está dividida em várias raças, e muitas sentem orgulho de seus ancestrais e os feitos no presente. A igreja deve sua existência ao fato de Deus a ter escolhido. Isso nos remete a Deuteronômio 7:7,8. Todos os méritos da existência da igreja devem ser dados ao Senhor que a elegeu;
  • 2- Sacerdócio Real
O sacerdote era alguém que ocupava uma posição honrosa e de responsabilidade, e que estava revestido de autoridade sobre os outros. O sacerdote era representante do homem perante Deus. Tinha o especial privilégio e responsabilidade de aproximar-se de Deus e de falar e agir em favor do povo.
Aqui, ainda é acrescentado algo novo a este sacerdócio: é um sacerdócio real. É real porque serve ao Rei, e assim participa de sua natureza real. É real porque é serviço em prol do Reino de Deus.
No livro de Apocalipse, os cristãos são apresentados como participantes da realeza de Cristo (1:6; 5:10), em consância linear com o registro no AT, em Êxodo 16.

Esses filhos do Rei não devem viver ociosamente nem exultar com a glória de sua honra. Antes, são vocacionados para o ministério pontificial (do latim: ponte, mediador). A missão sacerdotal de Israel na velha aliança que Deus constituiu como nação foi a de servir de ponte entre o Todo-Poderoso e as nações do mundo (19:6).
"Hoje, todos os que participam do sacerdócio em virtude da adoção da família real de Deus devem servir mediante a intercessão (ponte de oração), mediante a evangelização (ponte de comunicação), mediante o serviço (ponte da realização) e mediante a demonstração do amor de Deus na prática" (Russel Shedd, "Nos passos de Jesus", Vida nova. p.45-46);
  • 3- Nação Santa
A palavra "nação" refere-se a um grupo de pessoas, isto é, um conjunto de pessoas que pertencem a uma comunidade humana por falarem a mesma língua e compartilharem uma cultura e uma história comum. 

Aos Efésios, o apóstolo disse que a igreja tem 
"um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (4:5-6). 
Sendo assim, a Igreja compartilha de muitas coisas em comum e, por isso, pode ser chamada de nação.
Essa nação é santa porque o Deus que a escolheu é Santo. A ideia bíblica de santidade é dupla. Primeiro, Ele é absolutamente distinto de todas as Suas criaturas e exaltado sobre elas em infinita majestade (Eclesiastes 5.2); segundo, Ele não tem comunhão com o pecado (Jó 34:10; 1 João 1:5);
  • 4- Povo de Propriedade Exclusiva de Deus
Quando é que algo nos pertence? Quando ganhamos, herdamos ou compramos esse "algo". Certo? Seguindo essa ideia, a Igreja é propriedade do Senhor porque Ele a comprou; não com ouro ou prata, mas com Seu precioso sangue (1 Pd 1:18,19). 
"Cristo comprou os homens para Deus da terra" (Ap 4:3), 
de maneira que eles se tornem propriedade de Deus, livres da escravidão do pecado e da morte, do mal e do sofrimento que importunou a sua existência terrena. O preço da compra é o sangue de Cristo.

O Senhor Jesus Cristo disse: "edificarei a minha igreja" (Mt 16:18). Portanto, não pertencemos a nós mesmos, somos exclusivamente dEle;
  • 5- Povo de Deus, pela Misericórdia de Deus
Russel Shedd (✰1929/✞︎2016) escreveu: 
"Nenhum pecador perdoado pode absolutamente imaginar que alguma virtude em si mesmo ou boas ações de sua parte poderiam explicar por que Deus o levantou do poço da iniquidade para ser lavado e vestido como príncipe. De fato, a iniciativa da nossa salvação pertence inteiramente a Deus. 'No princípio Deus...' (Gênesis 1:1); 'Mas Deus...' (Ef 2:4). Toda obra da salvação é sempre uma iniciativa de Deus."
Calvino (✰1509/✞︎1564) escreveu: 
"Não há qualquer outra razão pela qual o Senhor conta o seu povo, exceto que Ele, tendo tido misericórdia de nós, nos adotou por sua graça".

A Missão da Igreja


Na visão de Pedro, qual é a principal tarefa da igreja? 
"...afim de proclamardes as virtudes..." — 
Proclamar é propagar, anunciar. A palavra de força adicional de declarar coisas desconhecidas. Virtudes, no grego, é arete, que significa "excelência moral", os feitos maravilhosos de Deus (NTLH), "seus atos maravilhosos", "maravilhosa luz" — a palavra significa admirável, notável, aquilo que causa admiração e respeito, devido a sua grandiosidade, poder ou raridade.

Jesus disse: 
"Eu sou a luz do mundo..." (Jo 8:12). 
E Ele mesmo disse aos seus discípulos: 
"...vós sois a luz do mundo..." (Mt 5:14). 
Portanto, não podemos ser preguiçosos, negligentes ou relutantes em proclamar atributos tão louváveis. O apóstolo Paulo não se envergonhou de anunciar o Evangelho em Roma porque afirmou que ele é o poder, a salvação e a justiça de Deus para todo aquele que crê (Romanos 1:16,17).
Em síntese, sob o contexto dos ensinamentos apóstolico, a Igreja mística é o corpo espiritual de Jesus Cristo. Ou seja, nós fazemos parte dos planos de Deus para a humanidade. Assim, cada indivíduo que aceita a Jesus Cristo se torna parte da Igreja. 

No entanto, essa Igreja precisa se reunir para adorarem juntos, edificarem uns aos outros e terem comunhão uns com os outros. Portanto, ser Igreja não é apenas frequentar o templo, mas permitir que Deus habite em nossas vidas.

Conclusão


Irmãos, quando nascemos de novo, desejamos o leite espiritual e isso nos traz crescimento. Mas, também precisamos uns dos outros para crescer. Se sujeitando uns aos outros no temor de Cristo, precisamos estar conectados. Graças a Deus pela Bíblia, mas também precisamos dos nossos irmãos.
Ninguém foi salvo para sentar, você foi salvo para servir no corpo de Cristo. As pessoas estão acostumadas a ser clientes da igreja. 
E aí, como um bom consumidor você analisa se a igreja atendeu às suas conveniências e especificações… a igreja não é um produto no supermercado que está na prateleira esperando uma avaliação sua.
Existem pessoas que são compatíveis com o seu passado e, existem pessoas que são compatíveis com o seu futuro. A igreja é compatível com o seu futuro.

Como vimos nos ensinamentos de 1 Pedro 2:9-10, o apóstolo vê a Igreja como grupo, como comunidade, dando uma descrição da "identidade corporativa" dos cristãos. 

Ele vê a Igreja como um corpo. As palavras utilizadas para descrever essa identidade foram usadas no Antigo Testamento para o povo de Israel (Êx 19:5,6). Pedro mostra que a nação escolhida não mais será limitada aos descendentes físicos de Abraão. Judeus e gentios compartilham por igual, da mesma fé, quando creem em Jesus Cristo como Senhor e Salvador.

A Igreja do Senhor Jesus Cristo precisa conhecer melhor a sua verdadeira identidade. Uma das coisas belíssimas que nos acontecem por pertencermos à Igreja é o reconhecimento de que somos escolhidos. Você não é deixado de fora, está dentro. O Senhor escolheu você também!

Algumas ponderações:

  1. Como você está vivendo esse “sacerdócio real” na igreja local?
  2. De que maneira a santidade de Deus pode ser vista em sua vida?
  3. Em qual quarto escuro de sua vida Deus acendeu uma luz?
  4. Qual tem sido a sua prática de proclamar as virtudes de Deus?
[Fonte: 8ª IPBH, original por Pb. Denilson Maia; Verbo da Vida, original por Edilson de Lira; Gospel Prime]

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segunda-feira, 23 de outubro de 2023

ESPECIAL — O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE O CONFLITO ENTRE ISRAEL E PALESTINA?

"Ó DEUS, não estejas em silêncio; não te cales, nem te aquietes, ó Deus, Porque eis que teus inimigos fazem tumulto, e os que te odeiam levantaram a cabeça. 
Tomaram astuto conselho contra o teu povo, e consultaram contra os teus escondidos. Disseram: Vinde, e desarraiguemo-los para que não sejam nação, nem haja mais memória do nome de Israel" (Salmo 83:1-4).
O conflito entre Israel e Palestina se intensifica ao longo dos anos e existem inúmeros motivos que fomentam o acúmulo de rivalidade e ressentimentos históricos entre os países do Oriente Médio.

Gerações acompanham os tristes capítulos dos conflitos entre os israelenses e os palestinos. A guerra entre as duas nações perdura mais de 70 anos e já destruiu muitas vidas. O conflito, inclusive, vem se intensificando nos últimos dias e volta a estar em destaque na imprensa mundial.

Desde a escalada dos conflitos entre israelenses e palestinos, espalharam-se pelas redes sociais brasileiras interpretações religiosas para a guerra, algumas inclusive associando os atentados do Hamas e os ataques de Israel a Gaza a profecias apocalípticas.

Em meio a tanta informação, algumas delas, absurdamente utópicas, faz-se necessário que entendamos ao certo como originaram-se os conflitos entre palestinos e israelitas, fazendo uma apuração não apenas bíblica, mas geopolítica.

No final do século XX, quando foi declarada a criação do Estado de Israel, as disputas sobre a posse de territórios se tornou centro dos mais diversos debates políticos e diplomáticos ao redor do mundo.

Palestinos e israelitas, muçulmanos e judeus, coexistindo no mesmo espaço com diversas incompatibilidades religiosas, mas ambos — pela fé, consideram Jerusalém como Terra Santa ou Terra Prometida, o que faz do lugar uma região sagrada e desejada por todos.

A origem dos conflitos entre as nações


O surgimento dos povos israelenses e palestinos está ligado à história de Abraão, que recebeu, segundo os textos religiosos, a missão de migrar para a "terra prometida", em Canaã, antiga terra dos cananeus, depois chamada de Palestina, onde hoje se localiza o Estado de Israel. 
"Nesta época, a Palestina, que originalmente era chamada de Filistina, era terra dos filisteus e de vários outros povos como, por exemplo, os arameus"
explica o professor de história Pedro Botelho.

Na Bíblia, Abraão teve dois filhos: Ismael e Isaque. O primeiro nasceu de sua relação com Agar, serva de sua esposa Sara; já o segundo, concebido pela sua própria cônjuge, nasceu com a fama de ser o "filho da promessa". 

Em passagens bíblicas, Deus prometeu que ambos os filhos iriam prosperar e estariam ligados a grandes nações. 
"Esse é um ponto importante porque é o nascimento religioso da distinção entre os hebreus e os muçulmanos (árabes), tanto que essa relação de ambos remonta a Abraão"
esclarece o também historiador Marlyo Ferreira.

As terras palestinas já eram uma região de muita disputada e foram divididas em 12 tribos, as chamadas tribos de Israel, que se encontravam em conflito contra os filisteus. 
"Isso marca uma disputa pela terra, mesmo quando se cria o Reino de Judá e o Reino de Israel", diz Botelho. 
O povo assírio acabou conquistando o Reino de Israel, restando apenas o Reino de Judá, que, segundo o educador Pedro Botelho, por causa desse nome, chamamos os hebreus de judeus até hoje. 
"Depois vai ter o cativeiro da Babilônia, com Nabucodonosor, que está presente na bíblia também; o domínio grego e o domínio dos romanos"
elenca o educador.

A região da Palestina está localizada no Oriente Médio ao lado da costa oriental do Mediterrâneo. O território, de origem hebraica, foi ocupado por muitos cristãos a partir do Século IV, porém, foi invadida pelos árabes muçulmanos, que dominaram a área até o Século XX. 
"Essa região vive disputas entre cristãos, muçulmanos e judeus há séculos, pois é considerada sagrada para as três religiões (as três de origem abraâmicas). Os judeus, por exemplo, consideram Jerusalém sagrada porque foi a capital do Reino de Davi. 
Os cristãos, por conta da trajetória de Cristo naquela região. Já para os muçulmanos, Jerusalém foi o local de peregrinação de Maomé depois de passar por Meca e Medina. A Mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém, é o terceiro local mais sagrado do Islã", 
ensina o professor Arthur Lira.

Contexto escatológico


A profecia mais mencionada está no capítulo 38 do Livro de Ezequiel, provavelmente escrito no século 6 a.C. Um dos trechos diz: 
"...não é acaso naquele dia, quando o meu povo de Israel habitar sua terra com toda a segurança, que tu te meterás em agitação? Virás de tua terra […], seguido de teu poderoso exército, tua horda imensa de cavaleiros. Atacarás o meu povo de Israel como uma nuvem de tempestade que vem cobrir a terra" (14-16).
A leitura se torna ainda mais complexa porque há uma referência a esse trecho no capítulo 20 do livro do Apocalipse, fundamentando o que seria, dentro da ideia de fim dos tempos, o ataque final à terra de Israel.

Mas estas profecias não são o único aspecto religioso que busca explicar o conflito que já deixou milhares de mortos e feridos dos dois lados, entre eles, crianças, idosos e mulheres.
Sobre a visão de que a guerra seria o descrito no livro de Ezequiel, o teólogo e historiador Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, diz que é preciso cautela com a noção de que trechos da Bíblia possam ter antecipado eventos atuais. 
"Quando há o elemento da profecia, é preciso entender que elas têm uma dimensão para atender a uma necessidade imediata [do tempo em que foram feitas]", 
diz
"Como elas trazem o arcabouço de uma narrativa mais universal, elas acabam persistindo no tempo."
Por isso, profecias bíblicas muitas vezes soam como se funcionassem para expectativas futuras. 
"Então, as profecias não morrem, ficam existindo no tempo. Cumpriram uma função em um presente imediato, mas, devido à sua estrutura, podem ser ressignificadas, requentadas e trazidas novamente para qualquer outro momento da história." 
"Deixemos claro que, na tradição hebraica, textos proféticos não versam sobre o futuro"
afirma o teólogo e cientista da religião Andrey Mendonça, professor na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). 
"Os profetas eram pessoas enviadas por Deus para chamar a atenção aos desvios dos mandamentos da Torá, ao arrependimento e ao retorno ao caminho da justiça."

"Não há ligação teológica, com base na tradição, seja judaica, seja cristã, entre textos sagrados da tradição hebraica e a eventos futuros, numa visão apocalíptica de 'fim dos tempos'"
diz.

Abrindo a Bíblia

Afora as afirmações utópicas e estapafúrdias, é fato inquestionável que toda guerra que envolva a Nação de Israel é de cunho bíblico e profético. 
Portanto, é preciso além de uma leitura histórica uma leitura bíblica, correta, para um melhor entendimento do conflito atual entre Hamas e Israel.
Como vimos acima, de acordo com a Bíblia, o conflito entre Israel e Palestina tem uma origem ainda mais antiga e ancestral. Por volta de 1812 a.C e 1637 a.C, Abraão migra da Mesopotâmia para Canaã, estabelecendo ali seu novo lar.

Além disso, Abraão e Sara (sua esposa) receberam de Deus boas novas. Sara daria à luz a um filho — Isaque, prometido por Deus com o intuito de cumprir o plano quanto à descendência daquele povo.
"Deus lhe respondeu: De fato, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência" (Gênesis 17:19)."
Os judeus descendem do filho da promessa, Isaque. Já os palestinos são descendentes de Ismael, filho de Abraão com Agar, serva egípcia de Sara.

Por enfrentar conflitos com Agar e seu filho, Sara exigiu que Abraão expulsasse ambos. Essa atitude não era costumeira na época, mas Deus tranquiliza e direciona Abraão:
"Disse, porém, Deus a Abraão: Não te pareça isso mal por causa do moço e por causa da tua serva; atende a Sara em tudo o que ela te disser; porque por Isaque será chamada a tua descendência. Mas também do filho da serva farei uma grande nação, por ser ele teu descendente" (21:12-13).
Acima de tudo, há a bênção de Deus para ambos os povos, sejam palestinos ou hebreus, todos tem a origem em Abraão, assim como lemos em Gênesis 17: 18,20: 
"Disse Abraão a Deus: 'Tomara que viva Ismael diante de ti.' Quanto a Ismael, eu te ouvi: 'abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação'".

E de onde vem o conflito que vemos hoje?


O Conflito entre Israel e Palestina, segundo a Bíblia, originou-se quando Agar e Ismael foram mandados embora da casa de Abraão. Relatos históricos apontam que mãe e filho se dirigiram para a região que hoje conhecemos como Faixa de Gaza e lá se estabeleceram, dando origem ao povo árabe.

Hoje, tanto os israelitas (descendentes de Isaque) quanto os palestinos (descendentes de Ismael) se sentem no direito de posse das terras, isso tem sido fonte de tantas lutas, mortes e sofrimento para todo o Oriente Médio e, também, para nós que somos capazes de sentir a dor do outro por meio da empatia.

A Guerra do Hamas contra Israel tem implicações políticas e interesses religiosos, mas é, em última análise, um conflito escatológico. O que é uma guerra ou conflito escatológico? 

É todo conflito ou guerra que faz referência à terra ou a povos bíblicos, especialmente a Israel —  terras bíblicas, povos bíblicos e problemas bíblicos é na Bíblia que se resolve.

Conclusão


Impreterivelmente, Isaque e Ismael, assim como seus descendentes, são filhos legítimos do pai da fé e têm a bênção de Deus. A Palestina e Arábia Saudita produzem petróleo, Israel é um excelente produtor de alimentos e exportador de diamantes, mas é como utilizam de suas vantagens econômicas que os fazem prosperar ou fracassar.

A profecia bíblica está centralizada em povo (judeu) e uma cidade (Jerusalém), conforme Daniel 9:24: 
"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo"
baseado nisso podemos dizer que Israel é o relógio profético de Deus!

Contudo, o que realmente já está preocupando Israel não é a expectativa da próxima guerra iniciada pela Hamas e sim a ascensão de influência política do Hamas entre a minoria de palestinos radicais na Cisjordânia e também entre os jovens árabes israelenses nas cidades mistas de judeus e árabes.

As manifestações radicais de árabes israelenses contra os civis judeus de Israel têm preocupado tanto a população, quanto o governo do Estado de Israel. Acendendo uma luz vermelha, em que a população judaica começa a olhar para a população de árabes israelenses como um provável inimigo interno mais perigoso que os palestinos radicais da Faixa de Gaza. 

O que nos últimos dias tem preocupado não só o governo israelense com uma ameaça de guerra civil, quanto a própria liderança da Autoridade Palestina na Cisjordânia.
O que apredemos com tudo isso? Deus não erra! São nossas escolhas diante do que nos foi concedido que mudam todo o rumo de uma história!
[Fonte: Leia Já, por Ruan Reis — com a participação dos professores de história Arthur Lira, Marlyo Ferreira e Pedro Botelho (matéria original: https://m.leiaja.com/carreiras/2021/05/19/israel-x-palestina-entenda-historia-dos-conflitos/); BBC News Brasil, por Edison Veiga (matéria original: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn03l1exe5zo); Conhecimentos do Pai (texto original: https://conhecimentosdopai.com.br/conflito-entre-israel-e-palestina-o-que-a-biblia-diz-sobre-isso.html); Gospel Prime, por Alexandre Dutra Pastor Batista, Diretor dos Amigos de Sião, Mestre em Letras - Estudos Judaicos pela USP (matéria original: https://conhecimentosdopai.com.br/conflito-entre-israel-e-palestina-o-que-a-biblia-diz-sobre-isso.html)]

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