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sábado, 19 de março de 2016

LOUVADO SEJA O EGO

Deus está no trono. Ele é o soberano de toda a Terra. Essa é a grande verdade que norteia a história do mundo. Ele nunca perdeu sua majestade e nunca perderá! A Ele honra, glória e louvor para todo o sempre!

Quando olhamos para o mundo pós moderno, percebemos uma clara tentativa de retirar Deus do centro da história e de em seu lugar colocar o homem. Primeiramente o Renascimento, depois o Iluminismo tratariam de dar esses primeiros passos. O teocentrismo perderia força e o antropocentrismo ascenderia. Tempos depois, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche afirmaria: "Deus está morto". Como um inseto tentando tirar um rei de seu trono, assim tem sido o homem na tentativa de destronar o Criador.

Sem dúvidas, este "mundo secular" tem se tornado a cada dia mais antropocêntrico. Na tentativa de apagar o "fantasma" da justa ira de Deus sobre a humanidade caída, o homem tem fechado os olhos para o Senhor e tem focado a cada dia em si mesmo. Mas será apenas o "mundo secular" que tem se tornado dia após dia mais antropocêntrico? O que diríamos da igreja evangélica? Analisemos rapidamente uma porção do que tem composto o corpo da igreja evangélica brasileira: a área dos cânticos.

Louvor antropocêntrico


Atualmente existe uma ideia bastante equivocada do que seja o louvor. Para muitos, louvor seria um momento bem delimitado no culto em que os músicos entoam cânticos. A grande verdade, é que todos os momentos do culto (e não penas do culto, mas da nossa vida) devem compor uma atitude de adoração e de louvor. Todavia, foquemos nos cânticos.

Seja em suas várias expressões vetero testamentárias (barak, yadah, balal, etc), seja em suas muitas outras expressões neo testamentárias com seus hinos e suas doxologias, nós percebemos que o foco primordial é Deus. Em outros tempos eu estaria sendo redundante em afirmar que o foco do louvor, dos cânticos, da adoração deve ser Deus, mas não em nosso tempo.

O antropocentrismo que contaminou todo o "mundo secular" está tão presente na igreja evangélica, quanto o é presente em ambientes ditos ímpios, e uma das formas mais claras de percebermos isto é observando o que tem sido cantado em nossas igrejas.

É muitíssimo comum vermos sendo entoadas, em nossos cultos, músicas que afirmam: "Restitui, eu quero de volta o que é meu [...]", ou ainda: "Onde eu colocar as minhas mãos prosperará [...]". É habitual ouvir-se: "Onde era tristeza se verá, a dupla honra me ornar [...]; É chegada a minha hora, Meu silêncio já acabou; Ouça o som da minha grande festa; Eu vou Viver uma virada em minha vida, eu creio [...]", e tão normal cantar-se: "Saia desse sofrimento, Deus não te fez pra sofrer tanto assim [...]". Tornou-se tão natural afirmar: "Agora é só vitória, só vitória; A prova acabou; A luta foi embora; Agora é só vitória [...]", que chegamos ao absurdo de cantarmos: "Quem te viu passar na prova, E não te ajudou, Quando ver você na benção; Vão se arrepender; Vai estar entre a plateia; E você no palco [...]".

A pergunta que fica é: onde cânticos como este louvam a Deus? A palavra de ordem de tais músicas não é outra se não "eu". Não há dúvidas que se queremos chamar tais músicas de louvores, estes louvores não se direcionam a outro se não ao homem, não louvam a Deus. Tais músicas percorrem o caminho oposto do que afirmou Paul E. Billheimer: "O louvor... descentraliza o eu".

A marca dos "levitas" (Levitas???) atuais não é outra se não o antropocentrismo e não apenas isto, mas também um grande desconhecimento e desapego teológico. É por tais questões que temos visto tantos absurdos sendo cantados em nossas igrejas.

Os que se tornam famosos, os grandes "ministros de louvor", não passam de mercenários da fé. Cobram cachês milionários, cinco, dez, quinze mil reais por show, para cantar suas músicas sem conteúdo, verdadeiros "mantras gospéis", mas que trazem em seus eventos multidões enlouquecidas. E o que se vê nesses arrastões são indivíduos em transe, num frenesi ensandecido ao som de trilhas sonoras bizarras chamadas de louvor e adoração. São os bezerros de ouro do século 21 erigidos nos ajuntamentos feitos em nome de Deus.

Conclusão


Sem dúvida, é tempo de voltarmos às Escrituras e entoarmos cânticos que se baseiem nela: "Os teus decretos são o tema da minha canção" - Salmo 119:54a – NVI). Como faz falta ouvirmos hinos que afirmam: "Castelo forte é nosso Deus; Espada e bom escudo", que engrandecem a onipotência divina e nos lembram de que somos fracos e necessitados; como faz falta ouvirmos: "Santo! Santo! Santo! Deus onipotente!", que nos trazem uma profundidade teológica tão grandiosa e nos apresentam um conhecimento tão profundo de tantos atributos divinos; como faz falta ouvirmos: "Sim, eu sempre amarei essa cruz", que nos lembram da obra expiatória de Cristo realizada em nosso favor!

É tempo de voltarmos à pureza e simplicidade do Evangelho, voltarmos aos cânticos alicerçados na Bíblia Sagrada. É tempo de nossos "ministros de louvor" serem não apenas bons músicos, mas também profundos conhecedores das Escrituras. É tempo de abandonarmos o antropocentrismo de nossos cânticos e adorarmos Àquele que é o único digno de louvor e de adoração: "Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém" - Romanos 11:36 – NVI.

FALANDO SOBRE HOMOSSEXUALIDADE

De princípio quero deixar bem claro que o objetivo desse artigo NÃO É entrar em debates sobre as questões que envolvem a prática da homossexualidade. Também NÃO É fazer juízo de valores sobre indivíduos homossexuais e MUITO MENOS imiscuir em polêmicas sobre o comportamento homossexual. Vou trazer aqui uma análise científica e bíblica sobre a homossexualidade. O certo é que muito se especula e pouco (quase nada mesmo) se sabe sobre "como" e/ou "porque" uma pessoa "se torna" homossexual. Os que o são afirmam que nasceram assim e é justamente neste ponto que surgem os dilemas sob os aspecto religioso: se o indivíduo nasce homossexual não haveria problema algum em viver uma plena comunhão com Deus ao mesmo tempo em que viva sua homossexualidade. Mas, antes de entrar nessa questão, vejamos o que posicionamento científico.

"Cura Gay"?


A homossexualidade é uma doença? Em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se posicionou contra essa questão. Entendendo que a homossexualidade é uma variação natural da sexualidade humana, o órgão definiu que ela não poderia ser considerada como condição patológica. A partir deste entendimento, uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), de 1999, proibiu os profissionais de participarem de terapia para alterar a orientação sexual.

Em 2011, o deputado federal João Campos (PSDB-GO) protocolou na Câmara dos Deputados um Projeto de Decreto Legislativo que propunha suprimir a resolução do CFP referente ao assunto. No projeto do parlamentar (PDC 234/11), ele sustava a aplicação do parágrafo único do art. 3º e o art. 4º, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual. 

Após algumas tentativas de votação frustadas e muito barulho a respeito do tema, o projeto foi aprovado, dia 18/06, pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Relatada pelo deputado Anderson Ferreira (PR-PE), a proposta recebeu apenas um voto contrário, do deputado Simplício Araújo (PPS-MA). 

No dia 02/07, o autor do projeto, deputado João Campos (PSDB-GO), apresentou à Mesa da Câmara um requerimento em que pedia a retirada de tramitação da sua proposta na Casa. Segundo o deputado, a manifestação pública do seu partido, por meio de nota, contrária ao projeto, "inviabilizou, sumariamente, a possibilidade de sua aprovação". O arquivamento do projeto foi aprovado pela Câmara no mesmo dia. Todos os partidos, com exceção do PSOL, encaminharam favoravelmente à aprovação do requerimento. O partido do deputado Jean Wyllys queria que fosse votado o mérito da proposição para que ela fosse rejeitada e não pudesse ser reapresentada nesta legislatura, que acaba no inicio de 2015.

Apenas dois dias depois (04/07), um novo projeto que previa a revogação de dispositivos de resolução do Conselho Federal de Psicologia foi entregue à Mesa da Câmara. Mas o presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), indeferiu a proposta. A justificativa para não aceitar o projeto se baseou em dispositivo do Regimento Interno da Câmara, que estabelece que quando uma matéria é retirada de tramitação, não poderá ser apresentada outra de igual teor na mesma sessão legislativa, ou seja, no mesmo ano da retirada da proposição.

É óbvio que a proposta do tal PL gerou uma série de debates e de manifestações contrárias a sua aprovação. A comunidade LGBT acusou o projeto de "homofóbico" e a questão gerou (e ainda gera) discussões acaloradas e nada amistosas entre a bancada evangélica e os defensores dos direitos LGBT na Câmara.

Entretanto, a homossexualidade ainda é considerada por alguns médicos uma doença que pode ser curada, revela um estudo da ILGA (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero), que indica que estas pessoas se sentem discriminadas no acesso a cuidados de saúde.

A constatação faz parte do estudo Saúde em Igualdade – Pelo acesso a cuidados de saúde adequados e competentes para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans, realizado com recurso a 600 inquéritos, feitos entre Junho e Novembro de 2014. Especificamente em relação aos 249 inquiridos que estão a ser seguidos ao nível da saúde mental ou psicoterapia, pelo menos 27 pessoas (11%) afirmaram que o profissional de saúde lhes sugeriu que a homossexualidade é uma doença e pode ser "curada".

O coordenador do estudo disse  ter ficado surpreendido com este dado, mas lembrou que foi só em 1972 que a Associação Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais, e só nos anos 1980 é que a Organização Mundial de Saúde deixou de considerar a homossexualidade uma doença. 

Especialistas sublinham que os profissionais de saúde são vistos "como uma espécie de autoridade que baliza o que é certo e o que é errado", pelo que comentários deste gênero feitos por estas pessoas "poderão ter um impacto bastante maior" do que se for feito por um desconhecido ou uma pessoa com quem não haja uma relação. Prova disso, para segundo afirma o estudo, está no número de suicídios de jovens LGBT, que "são pelo menos três vezes superior aos jovens não LGBT".

Discriminação no acesso a serviços de saúde


O mesmo estudo indica que dois em cada dez dos inquiridos disseram sentir-se discriminados nos serviços de saúde e obrigados a mentir sobre a orientação sexual. No total, 17% dos participantes disseram que já foram "alvo de discriminação ou tratamento desadequado em contexto de saúde". "Os episódios de discriminação aconteceram em maior número nas áreas de medicina geral e familiar e ginecologia - e 87% das situações envolveu a participação de um/a profissional de saúde", lê-se no documento.

Os episódios incluem "comentários considerados desadequados", "episódios de discriminação na doação de sangue por homens gays ou bissexuais" ou quando o profissional de saúde "presumiu a existência de comportamentos sexuais de risco pelo facto de o/a utente ser lésbica, gay ou bissexual".

Por outro lado, os resultados da investigação "mostram, de modo inequívoco, que a invisibilidade das pessoas LGB tende a ser a regra também no contexto de saúde", sendo que a maioria dos participantes (72%, numa amostra de 558 inquiridos) "já foi consultada por um/a profissional de saúde que pressupôs que ela ou ele é heterossexual".

Por outro lado, 47% afirmaram que o seu médico de família não conhece a sua orientação sexual e entre estes 16% admitiram que não se assumiram "por receio de quebra do sigilo profissional". As dificuldades estendem-se também aos cuidados prestados aos filhos menores com os inquiridos a admitirem que o pediatra não sabe a sua orientação sexual ou a composição da família e 13% dizem que a família já foi discriminada por causa da orientação sexual de um dos membros. De entre 537 inquiridos, 38% afirmaram já ter tido um problema de saúde relacionado com a sua orientação sexual e destes, 81% recorreram a serviços de saúde. Mas 43% optaram não dizer a orientação sexual.

Já no que diz respeito às pessoas transexuais, a maioria (69%) não está, nem esteve, a ser acompanhada em serviços de saúde, porque não sabe a que serviços dirigir-se ou porque tem receio de falar sobre a sua identidade de gênero.

"É preciso implementar políticas públicas que garantam que a estigmatização e a discriminação sobre estas pessoas LGBT não possam ser uma condicionante no acesso a cuidados de saúde", defendem os que são contrários a este posicionamento.

O que diz a psicologia?


Esse debate sobre a chamada "Cura Gay" começou com o projeto de intervenção da Comissão de Ética e Justiça no Conselho Federal de Psicologia. Todo Conselho Profissional é regulamentado através de lei e, neste sentido, tem que estar de acordo com a lei para continuar existindo. Até aí tudo bem. Agora, vejamos o que diz os referidos parágrafos do Código de Ética do Conselho Federal de Psicologia:

Art. 3°os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados. Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica - (grifos meus).

No artigo 3 e 4, lemos que os psicólogos não patologizarão, quer dizer, farão da homossexualidade uma doença mental, uma patologia, uma desordem psíquica. E porque justamente o projeto de lei quer intervir neste aspecto do Código de Ética do Conselho de Psicologia? Este foi o principal questionamento feito pelos foram contrários à proposta da "cura gay".

Esta seria a primeira pergunta a ser feita. A justificativa no mesmo projeto de João Campos diz: "O Conselho Federal de Psicologia, ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional, por intermédio do questionado ato normativo, extrapolou o seu poder regulamentar. O Conselho Federal de Psicologia, ao criar e restringir direitos mediante resolução, usurpou a competência do Poder Legislativo, incorrendo em abuso de poder regulamentar, com graves implicações no plano jurídico constitucional".

Em outras palavras, o Conselho de Ética está nos artigos 3 e 4 restringindo a atuação profissional de psicólogos que querem a chamada Cura Gay. Em resumo, toda esta discussão é apenas isto. O objetivo é fazer com que os psicólogos possam atender gays que queiram mudar de orientação sexual e, neste processo, que a homossexualidade possa sim ser chamada de doença. (Se lermos os artigos do Código de Ética e se lermos o que visa ser sustado, isto ficará claro).

O que diz a Bíblia sobre a homossexualidade?


A homossexualidade não é doença, e na Bíblia ele é descrito como até mais do que um pecado: é uma perversão e abominação diante de Deus. Não sou eu quem afirma isso, não se trata de um posicionamento pessoal, mas sim o que está escrito na Bíblia. Veja bem que estou me referindo à prática, não à pessoa do homossexual. E há uma essencial diferença entre um e outro. Deus ama cada pessoa, independente de como ela seja, mas não ama práticas que são contrárias à Sua própria natureza. É importante que você entenda isto, pois a primeira reação que temos contra Deus é a de tentarmos nos defender de algo que Ele condena, achando que não somos amados. 

A Bíblia nos diz de forma consistente que a atividade homossexual é pecado (Gênesis 19:1-13; Levítico 18:22; Romanos 1:26-27; 1 Coríntios 6:9). Romanos 1:26-27 ensina especificamente que a homossexualidade é resultado de negar e desobedecer a Deus. Quando a pessoa continua em pecado e incredulidade, a Bíblia nos diz que Deus "a abandona" (e aqui não especificamente, mas inclusive os que vivem na prática da homossexualidade) a pecado ainda mais perverso e depravado para mostrar-lhe a futilidade e desesperança da vida longe de Deus. 1 Coríntios 6:9 proclama que os "transgressores" homossexuais não herdarão o reino de Deus.

Deus não cria a pessoa com desejos homossexuais. A Bíblia nos diz que a pessoa se torna homossexual por causa do pecado (Romanos 1:24-27), e definitivamente por sua própria escolha. A pessoa pode nascer com grande tendência à homossexualidade, da mesma forma como algumas pessoas nascem com tendências à violência e outros pecados. Mas isto não é desculpa para escolher o pecado, cedendo aos próprios desejos pecaminosos. Se uma pessoa nasce com grande tendência à ira, isto faz com que seja certo que, então, ceda a esses desejos? Claro que não! O mesmo é verdade com relação à homossexualidade.

Entretanto, a Bíblia não descreve a homossexualidade como um pecado "maior" do que qualquer outro. Todos os pecados são ofensivos a Deus. A homossexualidade é somente uma das muitas coisas enumeradas em I Coríntios 6:9-10, coisas que vão manter a pessoa afastada do reino de Deus. De acordo com a Bíblia, o perdão de Deus está disponível ao homossexual da mesma forma como está disponível a um adúltero, adorador de ídolos, assassino, ladrão, etc. Deus também promete força para conquistar a vitória sobre o pecado, incluindo homossexualidade, a todos quantos crerem em Jesus Cristo para salvação (1 Coríntios 6:11; 2 Coríntios 5:17).

Conclusão


Evidentemente, a tendência na sociedade será cada vez mais de aceitação de diferentes inclinações sexuais, sob a alegação de se tratar de opção pessoal e não implicar em dano à sociedade como um todo. Até mesmo as leis tenderão a reconhecer uniões do mesmo sexo como válidas para preservar os direitos das pessoas envolvidas, como acontece em qualquer sociedade entre duas pessoas. São questões civis legisladas por homens e que acabarão definidas pelos legisladores e serão obedecidas pelos cidadãos.

Obviamente nisso não se inclui a ideia de casamento gay defendida por alguns, já que isso seria uma triste caricatura de uma instituição divina criada para o relacionamento entre um homem e uma mulher para, entre outras coisas, auxílio mútuo, procriação e, principalmente, representar Cristo e Sua noiva, a Igreja.

Portanto, o ponto aqui não é o que a sociedade aceita, o que as leis dizem do ponto de vista de uma relação civil entre duas pessoas ou o que as pessoas querem fazer por escolha própria. O ponto é: Deus aceita a homossexualidade como algo normal para Ele? Não! Deus pode amar um ateu, mas não irá amar o ateísmo, contrário à Sua própria existência. Ele pode amar o homossexual, mas não irá amar o homossexualismo, contrário ao Seu plano original da Criação:
Disse Jesus: "Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." Marcos 10:6-9
Assim como Deus faz, devo amar e respeitar todas as pessoas, independente do estilo de vida ou preferência sexual que escolheram, mas isso não implicará que eu deva aceitar ou concordar com suas práticas ou com o modo de vida que escolheram. Você queria saber o que a Bíblia diz do homosexualismo e eu não poderia amenizar o que encontro ali.

Lembre-se de que qualquer verdadeiro cristão deve proceder como o Senhor Jesus procedeu quando andou neste mundo: Ele sempre amou o pecador e detestou o pecado. Todas as pessoas devem ser amadas como Deus as ama, independente de seu modo de vida. Mas amá-las não implica em aceitar seu modo de vida, principalmente quando temos diante de nós um testemunho claro daquilo que Deus pensa sobre o assunto.

sexta-feira, 18 de março de 2016

DO TAMANHO DE UM LÁPIS

Certa feita, sem eletricidade pela manhã e precisando escrever um texto, procurei as canetas. Secas, falhando ou soltando tinta demais, sabe como é? E ali estava um lápis que eu não tenho a menor ideia de como surgiu e há quanto tempo (acho que foi uma sobrinha que "me presenteou",sei lá). A ponta apontada, afiadinha.

Comecei a escrever com o lápis. Algumas coisas começaram a acontecer na minha memória e no meu coração. Voltei correndo para o [então] Grupo Escolar Nair de Oliveira Santana (hoje, Escola Estadual Nair de Oliveira Santana) e comecei a recordar das primeiras letras, ditadas pela dona Meire Cintra, minha primeira professora, no caderno de caligrafia. Senti que a minha mão ainda fluía bem com o lápis. Além de tudo, é higiênico e apesar de minha habilidade com teclados e touch screans. 

Só que a ponta acaba. E foi com uma afiada faca de cortar pão (dessas de serrinha, comuns nas mesas) que fiz o serviço. Que prazer, gente, fazer a ponta de um lápis. Fiz devagarzinho para não desperdiçar a emoção da minha volta ao passado. 

E me lembrei que todos nós começamos a escrever com ele. Mas, ainda com sete anos, o sonho já era começar a usar a canetas. Mas isso era coisa para o pessoal mais velho, do ginásio. A caneta do momento era aquela 4/1. Um sonho. Logo surgiu também o corretivo. Que descoberta fantástica. Não era mais preciso rasgar o caderno com aquelas borrachas de duas cores (lembra dela? vermelha e azul) ou molhar a borracha comum no cuspe (eca!). 

Depois o sonho foi a Lettera 22, depois a IBM de bolinha (dava para apagar os últimos dígitos errados - estas são máquinas de datilografia com mecanismos avançadíssimos para a época) e depois veio o computador e os Pentiuns 1, 2, 3, 4, 5... E o lápis foi ficando lá atrás. Jogado, esquecido em alguma caixinha ou no fundo de uma gaveta qualquer (afinal, quem precisaria de um lápis hoje?). Só que ele não seca, não acaba e não suja. Como é resistente o tal do lápis. 

Aí me lembrei que existiam uns lápis que tinham uma borrachinha na outra ponta. Para apagar erros. Me lembrei também dos apontadores, daqueles pequenininhos, que de plástico coloridos transparentes. Me lembrei também dos lápis de colorir. Tive uma caixa de lápis coloridos. Trinta e duas cores! Vinha dentro de uma caixinha. O máximo. 

Aí, em meio a essa efusão saudosista, resolvi escrever um texto com letra de forma (porque se chama de forma?). Modéstia a parte, minha letra sempre foi muito bonita (todos sempre acharam e continuam achando...). Apesar das teclas e teclados, eu ainda manuscrevo muito bem. Mas, afinal, hoje em dia, além de preencher cheques, para que serve escrever à mão? Como para que serve saber somar ou subtrair se as maquininhas estão aí? Para que serve o curso primário? 

É aqui que eu queria chegar. Não adianta o governo testar alunos e professores e universidades. Nas provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), e dos concursos públicos, o que tem derrubado a maioria dos candidatos é temível redação. Lá, na hora das provas, não há laptops, tablets, notebooks e nenhuma outra engenhoca tecnológica. Só as mãos, o papel e a caneta preta (não, não se pode usar lápis). 

Vai dar sempre zebra. O buraco é bem mais embaixo senhor Ministro da Educação. Vamos voltar ao lápis e ao dois mais dois. Vamos começar pela base. Vamos escrever a lápis. Mesmo porque, se não der certo, a gente apaga e começa de novo. Já pensou o quão bom seria se a história de nossa vida fosse escrita por um lápis!

(Hum! Será que Deus usa lápis?) 

Li uma crônica do escritor Paulo Coelho (ele mesmo, o bruxo), achei interessante e resolvi "adaptá-la": 

As cinco qualidades de um lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta.
A certa altura, perguntou: Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco?

E por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

- Estou escrevendo sobre você, é verdade.

Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando.

Gostaria que você fosse como ele quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

Tudo depende do modo como você olha as coisas.

Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las,será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

Primeira qualidade: Jeremias 10:23; Isaías 48:17 - Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Jeová, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção a Sua vontade.

Segunda qualidade: Tiago 1:2,3 - De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

Terceira qualidade: Ezequiel 33:11 - O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.

Quarta qualidade: 1 Samuel 16:7 - O que realmente importa no lápis, não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro.
Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.

Quinta qualidade: Gálatas 6:5-7 - Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação. 

Conclusão 


Pois bem, o lápis... 

Lápis, este ser maravilhoso que nos mostra como podemos ver o mundo de uma forma diferente ao escrevermos sobre algo, coitado teve sua vida destruída graças às maquinas de datilografia... 

Tenhamos um pouco de pena tá bem pra vocês... 

Eu tenho pena do pobre lápis de madeira e carbono... Se nós pegarmos um lápis e escrevermos com ele não vai ser a mesma coisa que escrever com carvão puro ou vai? 

Não não vai ser a mesma coisa ele aperfeiçoou a nossa escrita como fez a caneta, mas é um ser excluído pela sociedade de hoje em dia... 

Mas se termos um pouco de compaixão veremos como ele é um bom amigo, pobrezinho escrevendo dele usando outro meio de escritura (teclado)... 

Eu estou indignado em não poder escrever aqui com ele sobre ele mesmo, nem tem como se defender o pobre coitado... 

Eu dei um nome pro meu lápis, dê um nome para o seu e seja gentil com ele... 

Podemos aprender mais com um lápis do que imagina nossa vã filosofia.

"PENSO, LOGO EXISTO!"

Imagem baseada em uma livre adaptação de O Pensador (francês: Le Penseur), uma das mais famosas esculturas de bronze do escultor francês Auguste Rodin, que retrata um homem em meditação soberba, lutando com uma poderosa força interna.

"Cogito, ergo sum" significa "penso, logo existo"; ou ainda "Dubito, ergo cogito, ergo sum": "Eu duvido, logo penso, logo existo" é uma conclusão do filósofo e matemático francês Descartes alcança após duvidar de sua própria existência, mas a comprova ao ver que pode pensar e se está sujeito à tal condição, deve de alguma forma existir.

Descartes pretendia fundamentar o conhecimento humano em bases sólidas e seguras (em comparação com as fundamentações do conhecimento medievais). Para tanto, questionou e colocou em dúvida todo o conhecimento aceito como correto e verdadeiro (utilizando-se assim do ceticismo como método, sem, no entanto, assumir uma posição cética). 

Ao pôr em dúvida todo o conhecimento que, então, julgava ter, concluiu que apenas poderia ter certeza que duvidava. Se duvidava, necessariamente então também pensava, e se pensava necessariamente existia (sinteticamente: se duvido, penso; se penso, logo existo). Por meio de um complexo raciocínio baseado em premissas e conclusões logicamente necessárias, Descartes então concluiu que podia ter certeza de que existia porque pensava.

A frase "Cogito, ergo sum" aparece na tradução latina do trabalho escrito por René Descartes, Discours de la Méthode (1637), escrito originariamente em francês e traduzido para latim anos mais tarde. O trecho original era "Puisque je doute, je pense; puisque je pense, j'existe" e, em outro momento, "je pense, donc je suis". Apesar de Descartes ter usado o vocábulo "logo" (donc), e portanto um raciocínio semelhante ao silogismo aristotélico, a ideia de Descartes era anunciar a verdade primeira "eu existo" de onde surge todo o desejo pelo conhecimento.

Você é o que você pensa


Atualmente vivemos na era da informação. Basta um clique para sermos transportados para outros países, outros tempos, outros pensamentos. No entanto, o que era para ser um benefício, vem se tornando uma forma de dominação social.

Isso porque, ao invés de vermos as pessoas crescendo em conhecimento e cultura, vemos uma gigantesca padronização humana, onde ninguém mais pensa por si próprio. 

Todos somos obrigados a ter opinião formada sobre tudo, porém, essa opinião não pode sair dos moldes que nos são propostos, sob pena de sermos erradicados socialmente: "eis o tal, que acredita é a favor disto ou daquilo, que defende o partido tal, certamente é má pessoa".

Basta abrir qualquer rede social que você irá perceber que os assuntos mais comentados são temas polêmicos, onde amigos, parentes e conhecidos dedicam grande parte de seu tempo se digladiando a fim de impor seu próprio ponto de vista.

E como se não bastasse, tal ponto de vista, não vem baseado em informações genuínas. Muito pelo contrário, são oriundos de fontes pouco confiáveis, fofocas, intrigas e movimentações políticas.

Infelizmente, esse cenário caótico cresce a cada dia.

Mas não é uma novidade. Na realidade, esse tipo de aberração comportamental é tão antiga quanto a humanidade e já nos tempos de Jesus gerava tumulto e confusão.

É por isso que Deus nos convida a praticar um culto racional a ele. Isso significa que Deus espera que usemos a inteligência que Ele nos deu para pacificar, para crescer e ajudar aos outros a crescerem.

Ele quer que sejamos como o povo de Bereia que soube ouvir, mas antes de crer ou descrer no que ouviam, foram estudar:
"Entretanto o povo de Bereia tinha a mente mais aberta do que a de Tessalônica, de modo que ouviram com mais interesse a mensagem. E investigavam dia a dia as Escrituras, para conferir as declarações de Paulo e Silas, a fim de ver se realmente elas eram assim" - Atos 17:11.
Não permita que outros te digam o que pensar, o que fazer ou o que defender. Use e abuse dos instrumentos de conhecimento que hoje, graças a Deus, estão ao nosso dispor e forme seu próprio entendimento.

Você é um ser pensante!

Você é inteligente!

Você é capaz!

Você não é como uma mercadoria inanimada, produzida em massa e com moldes fixos. Você é único e por mais diferente que possa ser o seu pensamento, ele há de contribuir para a sociedade.

Um governo sem oposição, vira ditadura.

Sempre haverá dois lados em tudo.

Sempre haverá o ônus e o bônus em cada situação ou circunstância ao seu redor. É preciso pesar tudo isso, antes de emitir alguma opinião, para não ferir ninguém.

Revistas, jornais, telejornais, sites, blogs, VENDEM notícias. Portanto, não vá acreditando em tudo o que for dito, só porque todos estão repetindo. Confira, verifique, pesquise. Só então formule uma opinião. E quando o fizer, tenha a firmeza de caráter de ser fiel aos seus princípios, não se deixe levar por qualquer vento de doutrina, só porque determinado pensamento é mais popular.

Não permita que a sua vida seja vivida por estereótipos criados por terceiros, com objetivos que, na maioria das vezes, não são bons e não visam o seu bem.

Liberte-se e ouse pensar, descobrir as verdades, pois está escrito: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". -João 8:32.

Nunca se esqueça que todo ponto de vista será parcial, pois sempre que ouvimos algo, nós formulamos o entendimento de acordo com nossas próprias experiências, as quais nem sempre refletem a realidade.

Essa ilustração demonstra com muita clareza a preguiça mental que vem tomando as pessoas de hoje em dia:
"Em uma família existia uma tradição onde as mulheres preparavam uma receita para o almoço de Sexta-feira Santa. Uma receita que era passada de geração em geração. Certa vez chegou a vez de uma das jovens da família fazer a receita. Ao ler a receita, a jovem se deparou com as seguintes instruções: 'Corte a cabeça e a cauda do peixe antes de temperá-lo'. 
A jovem então colocou o peixe sobre a tábua de cortar e ficou olhando para o mesmo. Então começou a se perguntar: 'Por que será que tem que cortar a cabeça e a cauda do Peixe?' 
Encafifada, a jovem então decide pegar o telefone e ligar para a sua mãe. Ao perguntar para a mesma o porquê deveria cortar estas partes do peixe, ouviu a seguinte resposta de sua mãe:  
–Filha, sinceramente não sei o porquê, aprendi a receita assim e sempre fiz assim. 
Não conformada com a resposta, a jovem decide ligar para sua avó. Ao questioná-la sobre sua dúvida, ouviu a seguinte resposta de sua avó:  
–Olha, não sei por que tua mãe cortava a cabeça e a cauda do peixe, mas eu fazia isso por que a minha assadeira era muito pequena e o peixe não cabia."

Conclusão


Deus nos deu um cérebro com uma inteligência e capacidade de raciocínio tão incríveis, que tudo o que o homem já criou não chega nem perto da criação de Deus.

Não permita que minimizem sua capacidade e seu intelecto. Títulos e diplomas não fazem uma pessoa melhor ou mais capaz do que ninguém.

O Óleo de Lorenzo é um medicamento muito famoso por ter sido criado por pessoas comuns. Dois pais, cujo filho era portador de uma doença congênita degenerativa, que não se conformaram diante do NÃO dos profissionais médicos.

Ao serem desenganados pela medicina, eles se debruçaram sobre livros e teorias, em busca de uma solução para o problema de seu filho. E conseguiram (Este fato virou filme de sucesso em 1992, dirigido por George Miller e protagonizado por Nick Nolte, Susan Sarandon e Peter Ustinov.).

Já imaginou se eles fossem como a maioria das pessoas de hoje em dia e tivessem aceitado pacificamente a opinião dos especialistas da época?

E se eles puderam, por que você não pode? O que te limita?
Pare de sair por aí cortando a cabeça e a causa do peixe sem saber o motivo. Pare de repetir o que todos falam, maioria não é sinônimo de razão.

Leia, estude, informe-se.

Pense.

Exista.

Seja livre.

quinta-feira, 17 de março de 2016

RABINO AFIRMA QUE ZIKA VÍRUS É "CASTIGO DE DEUS"


"Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é." - Deuteronômio 32:4 
Calamidades, doenças, violência, crise econômica, corrupção, roubos, repressão, morte, tudo isso são situações que Deus permite acontecer, para que seu Juízo seja estabelecido sobre o Brasil? Seria efeito da conhecida premissa teológica da lei da semeadura, que diz que "tudo o que o homem semear, ele certamente colherá (Gálatas 6:7)"? 

Muitos acreditam que se a iniquidade se torna coletiva, nacional, então haverá uma colheita coletiva. Afirmam que o homem abandonou a Deus, e vive na prática desenfreada da prostituição, imoralidade, mentira, corrupção, idolatria, e tantas coisas mais, com a colaboração de uma falsa igreja materialista, chantagista, barganhista, idólatra, mentirosa, permissiva e facilitadora com o pecado, com seus líderes que visam apenas dinheiro e poder político. Pregam que Deus, por ser justo, revelará do seu amor através do juízo, da disciplina, para que o homem se humilhe, se arrependa dos seus maus caminhos e se converta à Cristo. 

Essa corrente teológica afirma que para piorar, ainda existe a elite globalista eugenista, que visando lucrar e matar a população, impõem suas vacinas, que são mais mortais que o próprio vírus. Segundo seus pregadores, Deus também reserva um juízo duríssimo. 

"Misericórdia de Deus? Sim... ela já foi revelada através de Jesus Cristo na cruz do calvário. Agora basta que o homem se volte ao caminho da salvação, através de uma sincera conversão", afirmam em suas pregações. 

O Zika-vírus 


O Ministério da Saúde confirma que o novo vírus circulando pelo país, o zika é um vírus originário da África transmitido pelo Aedes (a pronúncia correta é "édes") aegypti, mesmo mosquito que transmite a dengue, a febre amarela e o chikungunya. 

O Instituto Evandro Chagas confirmou 16 casos no país: oito no Rio Grande do Norte e oito na Bahia. Não há, ainda, registro de morte causadas pelo vírus, cujos efeitos são mais brandos que os da dengue. 

A zika (sem trocadilhos infames, por favor) apresenta sintomas parecidos com a dengue: dores nas articulações e na cabeça, febre e náuseas. Mas os infectados também sofrem de fotofobia, erupções cutâneas acompanhadas de coceira intensa e conjuntivite. Os sintomas aparecem entre três e doze dias após a picada do mosquito, e podem perdurar por uma semana. Assim como no tratamento da dengue, não é recomendado o uso de ácido acetilsalicílico, devido ao risco de hemorragia. 

De acordo com o Ministério da Saúde (ms), a chegada do zika era esperada desde a Copa do Mundo de 2014, por causa do aumento de turistas. Como explica o doutor Drauzio Varella em seu site oficial, a principal forma de prevenção é combater os focos de Aedes. 

O primeiro registro de sua ocorrência foi em 1947, na floresta de Zika, em Uganda. O vírus foi isolado de um macaco utilizado para pesquisas sobre febre amarela. Em 2007 ele foi notificado pela primeira vez fora da África. 

Juízo de Deus? 


É possível olhar para o vírus Zika e ver a mão de Deus em ação? Erudito rabínico e conferencista popular, o rabino Mendel Kessin pensa assim, mas adverte: "Só Deus sabe por que ele faz o que faz, então você nunca pode falar com certeza." 

Segundo ele, há duas teorias sobre possíveis mensagens espirituais ocultas no vírus Zika. Antes de apresentá-los, é importante entender alguns fatos básicos sobre o vírus. 

O vírus Zika, transmitida por mosquitos, Está em ação no Brasil desde o ano passado. Os bebês nascidos de mulheres infectadas com o vírus estão em alto risco de ter microcefalia, um defeito grave de nascimento. Os bebês que nascem com microcefalia têm testas deformados ou ausentes. Embora haja uma variedade de gravidade, as formas mais graves são acompanhadas por atraso mental e disfunções motoras profundas. 

Recentemente a Organização Mundial de Saúde (OAS) declarou o recente incremento nos casos de microcefalia no Brasil (as estimativas variam de 2,500-4,000 casos) tornando-o uma emergência de saúde pública. Em dezembro de 2015, o jornal The Guardian relatou que Cláudio Maierovitch, um funcionário do Ministério da Saúde do Brasil, começou a aconselhar as mulheres no brasileiras que adiasse indefinidamente a gravidez. 

Em seu recente post no blog “Zika Virus: É Julgamento ?”, Bob O'Dell, co-fundador da Raiz-Source, apresentou que o vírus Zika seja uma mensagem espiritual escondida no "Julgamento de Deus." O vírus Zika seria um castigo de Deus para a imoralidade sexual. 

Por que o Brasil? De acordo com O'Dell, é porque o Brasil é "líder mundial em adultério. Não só é a pornografia em todos os lugares nas ruas, não é só a televisão chocantemente sem censura, não só é licenciosidade do Carnaval brasileiro tornar, não só é comum no Brasil para os homens manter duas famílias: uma pública com uma esposa e uma em segredo de uma amante, mas a verdade é que a igreja no Brasil está lutando com os mesmos problemas." 

Algum suporte para a teoria de O'Dell pode ser encontrado em um vídeo divulgado na semana passada pelo especialista em códigos bíblicos, rabino Mattityahu Glazerson. No vídeo, Glazerson encontra Códigos da Bíblia para um "vírus estar vindo" e por mosquito, Messias, 5776, que é o ano hebraico atual e numerosas referências a pecados sexuais. 

Uma segunda teoria liga a epidemia do vírus Zika com a história do Brasil de ação contra os interesses do povo judeu e o Estado de Israel. Depois do Holocausto, o Brasil concedeu asilo a milhares de criminosos de guerra nazistas. Em dezembro passado, o Brasil se recusou a aceitar Dani Dayan, o candidato de Israel para embaixador no Brasil, porque ele vive, e trabalha a favor de comunidades judaicas na Judeia e Samaria. E apenas na semana passada, o Brasil abriu uma embaixada para o Palestina, com uma estrutura que se assemelha a Cúpula da Rocha. A mensagem não tão velada é que o Brasil apoia o objetivo palestino de separar o Monte do Templo desde as suas origens judaicas e bíblicas. 

O famoso rabino Mendel Kessin (foto) afirmou: "Há claramente uma ligação. Estamos falando de um país enorme que foi atingida com duas coisas: crianças anormais e despovoamento do país". 

Citando a necessidade de um país para produzir uma certa quantidade de crianças para manter sua população, uma chamada nacional para aconselhar as mulheres a adiar a gravidez "é uma sentença de morte para o Brasil. Um país que é anti-semita em muitos aspectos, não merece ser um país ", disse Kessin. 

Kessin ainda refletiu sobre a possibilidade de que uma vez que ações do Brasil contra Israel representam "uma maneira distorcida, corrupto de pensar," O Brasil está sendo punido com crianças nascidas com retardo mental e outras deficiências intelectuais. 

"Esta é a minha interpretação. Quando Deus leva a justiça para toda uma nação, nós nem sempre sabemos o porquê. Uma vez que é uma calamidade nacional, uma pessoa deve levantar a cabeça e perguntar: 'O que está acontecendo?' 

Estou certo? Não. Não temos a perspectiva de entender. Obviamente o Brasil foi achado em falta. Não há dúvida de que essas pessoas estão sendo punidas. Hashem (Deus) está fazendo isso para um país inteiro. É assim que você sabe que é de Deus. O que Deus está enviando é um castigo nacional. Para devastar um país inteiro? Esta é realmente uma praga. " 

O "especialista em Fim dos Tempos" e autor, rabino Pinchas Winston, sugeriu que, como o fim dos dias se aproxima, há algo mais profundo acontecendo. "Para o descrente, nações subirem e nações caírem, nem sempre apresenta uma lógica. Para a pessoa para quem tudo é uma função da providência Divina, a justiça divina é a base de tudo o que ocorre. 

"Isto é verdade para as nações em geral, mas em particular, como a história chega ao fim. Como uma loja fechando as suas portas para o bem, existem contas a serem liquidadas, as contas o mundo pode ter esquecido, mas não o Criador. 

As manchetes só pode concentrar-se na forma como, mas a pessoa espiritualmente astutas pode até ser capaz de descobrir o porquê." 

No lado oposto, muitas pessoas rejeitam a noção de que o Brasil está sendo castigado por Deus, seja para a imoralidade sexual ou de uma história de oposição a interesses judeus e israelenses. Eles acham repugnante conectar milhares de crianças nascidas com defeitos congênitos graves ao castigo Celestial em escala nacional. 

Conclusão 


Logo quando surgiu na década de 1980, a Aids também foi considerada por muitos um castigo de Deus contra os homossexuais. Hoje em dia, sabe-se que não existe mais um grupo de risco dentre os portadores do vírus HIV, ou seja, não são mais apenas os homossexuais os únicos contaminados pela doença que, embora grave e incurável, é controlada pelo uso de medicamentos anti-retrovirais. Ou seja, a ideia de um castigo de Deus contra os gays tornou-se ainda mais absurda. Mas é sempre assim. Toda vez que surge uma nova doença, acontece uma tragédia ou uma calamidade, sempre aparece alguém para "colocar a culpa em Deus".

Não duvido que seja uma ação da lei da semeadura, ou seja, o homem sofrendo (e/ou colhendo) as consequências de seus próprios atos. Agora, atribuir a Deus a responsabilidade é no mínimo uma atitude covarde.

A COLLOR O QUE FOI DE COLLOR; A DILMA O QUE FOR DE DILMA

Uma das manias dos “PeTralhas” é vociferar a bravata de que o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff seria um golpe nos mesmos moldes do golpe militar deflagrado contra João Goulart em 1964. Entretanto, quando um petista afirmar que o impeachment é golpe, mostre essa foto acima. Pergunte se o PT foi responsável por um golpe em 1992 contra Fernando Collor. Explique que o que a constituição prevê não é golpe. Está lá. Só ler. Dirão que não há motivos. Há motivos. Uso de banco público em ano eleitoral, por exemplo. 

A presidente terá chance para apresentar sua defesa. Todavia, qualquer professor de direito constitucional sabe que o impeachment não é um processo jurídico. É um processo político. Quem julga não são juízes. Quem julga são os representantes das Unidades Federativas. Dos 81 senadores, 54 precisam dizer que a presidente deve ser afastada. A constituição está sendo colocada em prática como tem sido desde 1988. O que você lê no corpo desse petista na foto? 

O que diz a Constituição 


Tema da ordem do dia é a possibilidade de impeachment da presidente Dilma. Há manifestações jurídicas, políticas ideológicas e apaixonadas sobre a matéria, favoráveis e contra o afastamento, o impedimento da presidente, que perderia o mandato que lhe foi outorgado pelo voto do povo em outubro de 2014. De tudo que tem sido dito, o maior absurdo é falar em golpe. 

Com efeito, a atual Constituição Federal, em vigor desde 1988, elaborada democraticamente e festejada por todos como a “Carta Cidadã”, em seu art. 85 disciplina e prescreve as hipóteses jurídicas em que o Presidente da República cometerá crime de responsabilidade, remetendo a definição dos mesmos para a lei especial. Ou seja, o processo é legal e constitucional, conforme vontade prévia do povo e das instituições democráticas. 

Ainda pela nossa Lei Maior, a competência para processar e julgar o Presidente da República nos crimes de responsabilidade é do Senado Federal (art. 52, I, CF), após autorização da Câmara dos Deputados, por dois terços dos seus membros (art. 51, I, CF), sendo certo, outrossim, que, durante o processo de julgamento dos crimes de responsabilidade, comandará os trabalhos no Senado o presidente do Supremo Tribunal Federal (art. 52, parágrafo único). Disto resulta que o Senado, no caso, não estará exercendo o seu dever-poder típico, isto é, o legislativo, de elaborar as leis, mas sim o poder atípico jurisdicional, ou seja, o de julgar, em caráter definitivo, alguém. Percebe-se, que o processo, além de legal e constitucional, tem garantias, especialmente quanto a repartição de poderes e controle dos mesmos, tudo democraticamente. 

Portanto, na forma de nossa Constituição, a Lei das Leis, que é a essência de nossa Democracia, o processo de impeachment tem início na Câmara dos Deputados, a partir da apresentação da denúncia por qualquer cidadão, pois cabe privativamente a esta a instauração do processo contra o Presidente da República e, admitida a acusação pela Câmara dos Deputados, o processo será encaminhado ao Senado Federal, para julgamento, devendo se assegurar ao Presidente da República processado, evidentemente, integral direito ao contraditório e à ampla defesa. 

Ainda conforme a nossa Constituição Democrática, a condenação do Presidente da República pela prática de crime de responsabilidade, que somente será proferida pelos votos de dois terços (2/3) dos membros do Senado Federal, em votação nominal aberta, acarretará a perda do cargo, com a inabilitação por oito (8) anos, para exercício de funções públicas, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis (CF, art. 52, parágrafo único). 

A sentença será formalizada por meio da expedição de resolução do Senado Federal, a qual o Poder Judiciário não dispõe de competência para alterar ou controlar o mérito, mas somente corrigir eventuais vícios de procedimento. Tudo isso, conforme prescrito pela constituição democrática em vigor e precedentes do Supremo Tribunal Federal, tribunal da Democracia. 

Desta forma, dois atores fundamentais nos respondem que o impeachment não é golpe: o povo e a Constituição. O povo, via os seus representantes, fez a Constituição que previu e disciplina o processo de impeachment, bem como elegeu os congressistas, que irão dizer do cabimento e da procedência, ou não, de cada pedido. Esse mesmo povo e a sua Constituição em vigor, criou e decide o impeachment. E povo, cujo poder é soberano, baseado na Constituição, instrumento jurídico e político de expressão da vontade soberana do povo, nos dizem, de forma clara, ao ensejo dos artigos 85, 52 e 51 da Lei Maior: impeachment não é golpe, é parte da democracia. 

A Collor o que foi de Collor; a Dilma o que for de Dilma 


A queda de Fernando Collor de Mello, sacramentada pelo Congresso Nacional e sob a mais estrita legalidade constitucional em 1992, é até hoje lembrada como uma referência da pujança que a nossa democracia alcançou após duas sofridas décadas de domínio ditatorial. Naquela época, o Partido dos Trabalhadores esteve na linha de frente dos protestos pelo impeachment, ao lado de outras legendas políticas e entidades como a União Nacional dos Estudantes, a Ordem dos Advogados do Brasil e a Associação Brasileira de Imprensa. Mereceram aplausos e passaram à história os que viram em Collor de Mello ações ou omissões caracterizadas como crime de responsabilidade. 

Nos anos seguintes, durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, o PT igualmente liderou manifestações cujo mote era “Fora FHC e o FMI”, em referência ao Fundo Monetário Internacional. Um direito legítimo, desde que exercido pelas vias institucionais, daqueles que viam também na gestão tucana indícios que poderiam levar à saída de FHC do Planalto, embora a mobilização não criado ambiente político propício a que se chegasse ao impeachment, como aconteceu com Collor. 

A história se repete agora; à medida que o escândalo das propinas da Petrobras vai ficando mais e mais cabeludo, vários grupos, não necessariamente vinculados a partidos políticos, têm percorrido ruas de várias capitais brasileiras com o refrão “Fora Dilma” – um novo protesto está marcado para este sábado. A reação do PT e da própria presidente a essas manifestações, no entanto, deixa evidente uma incoerência em relação à visão que o partido tinha das mobilizações que protagonizou no passado. 

“Golpista” é o adjetivo mais usado nesses casos – e o PT não está falando apenas dos verdadeiros golpistas, aqueles (felizmente, uma minoria) que pedem um golpe militar que deponha Dilma: o termo, na boca da presidente e de outros membros do PT, engloba qualquer um que vá às ruas pelo impeachment. Na opinião da presidente, seriam golpistas os que, seja nas tribunas do Congresso Nacional ou nas passeatas, acreditam que a corrupção instalada nos estamentos governamentais seria motivo suficiente para desalojá-la do Palácio do Planalto. Ainda na semana passada, reunida em Fortaleza com o diretório nacional do PT, Dilma discursou: “Esses golpistas que hoje têm essa característica, eles não nos perdoam por estar tanto tempo fora do poder”. Em seguida, tentou relativizar a visão autoritária presente na raiz da classificação que dá aos oposicionistas: “Temos de tratar isso com tranquilidade e serenidade, não podemos cair em nenhuma provocação e não faremos radicalismo gratuito, pois temos a responsabilidade de governar”. 

Conclusão 


O impeachment é um instrumento legal e legítimo nas melhores democracias e se aplica aos governantes que cometam crimes de responsabilidade – isto é, que, no exercício do poder, adotem condutas que atentem contra a Constituição e, entre outros motivos, atentem também contra a probidade administrativa. Assim, não poderá ser visto como golpe se for proposto o impeachment da presidente se ficar provado que ela sabia, se beneficiou ou nada fez para conter a corrupção no seio do governo. 

Se em 1992 e nos anos FHC as manifestações populares eram legítimas, por que não considerar igualmente legítimos os movimentos que pedem o “Fora Dilma”? Sem entrar no mérito da luta, mas levando em consideração os últimos acontecimentos que chocalharam o cenário político nacional, não há razão para condenar as manifestações, feita até agora de forma pacífica e conduzida sob a proteção de cláusulas pétreas da Constituição que garantem a livre expressão do pensamento, o que desautoriza a presidente a considerar como golpistas os que pedem “Fora Dilma” diante do escândalo da Petrobras. Ao demonizar a oposição, institucional ou popular, como golpista, a presidente usa palavras e atitudes que a aproximam do autoritarismo e parece desconhecer a legitimidade que a Constituição confere a seus adversários.


[Fonte: Faculdade Mackenzie e OAB - Ordem dos Advogados do Brasil]

sábado, 12 de março de 2016

NOSSO FINAL É SIMPLES, TCHAU!

Última formação: Guilherme, Kim e Júlio C.
É... Você certamente já ouviu a velha máxima que diz "tudo o que é bom um dia acaba". Então, esse dito popular cabe ao momento da clássica banda de pop rock Catedral. A Banda Catedral foi um dos principais grupos evangélicos e foi o pioneiro a passar uma mensagem religiosa de uma forma, digamos, mais sutil. As letras de suas canções, apesar de inquestionável viés bíblico, não faziam uma menção explícita à religiosidade dos integrantes da banda. Tanto é que por um período da carreira eles até desistiram do rótulo de "banda gospel" e ganharam o público secular. 

Depois de 25 anos de estrada o trio resolveu gravar um vídeo informando o encerramento da carreira, porém lançaram um DVD em comemoração aos anos de trabalho e fizeram uma turnê visitando diversas cidades do Brasil. O último trabalho da banda recebeu o nome de "Música Inteligente ao Vivo – 25 anos" e será distribuído pela Mess Entretenimento. "Tudo um dia tem que acabar e chegou o dia da Banda Catedral dar um tchau".

A gravação do DVD foi realizada em Recife (PE) no dia 13 de junho e em Belém (PA) no dia 20 de junho de 2015. Depois do lançamento deste trabalho o grupo visitará algumas cidades e encerrará de vez suas atividades. É uma pena, pois a banda Catedral é sem dúvida alguma uma das mais expressivas em letras e músicas. Polêmicas à parte - e não foram poucas às que a banda se envolveu (ou nas quais foi envolvida) -, as músicas do Catedral - tanto as do "gospel" (convenhamos, as músicas da banda nunca mereceram esse rótulo pejorativo) quanto as do "secular" (idem) - são excelentes. Sou suspeito até suspeito para falar, pois gosto da maioria. Mas, vamos à...

História da banda


Formação original: Júlio C., Kim, César e Guilherme
A banda foi formada inicialmente pelos irmãos Kim (voz, guitarra base e violão), Cézar (guitarra solo) e Júlio Cézar (baixo elétrico), junto com mais dois amigos, Guilherme Morgado (bateria) e Glauco Mozart (tecladista da banda até o terceiro LP, Catedral III). Tiveram sua origem na igreja presbiteriana de Nilópolis, Rio de Janeiro, tendo sua temática voltada totalmente para o mercado gospel.

Com menos de um ano de formada, e Júlio tendo apenas dezesseis anos, lançaram "Você", pela gravadora Pioneira Evangélica, de Guilherme, que alcançou o disco de ouro e ao longo dos anos vendeu muito bem, mostrando o potencial da banda. Em 1989, lançaram "Aos Ouvidos dos Sensíveis de Coração", pela gravadora Doce Harmonia, mostrando muito mais ousadia em suas letras, demonstrando seu descontentamento com as injustiças do mundo, explícito principalmente na faixa que fecha o trabalho, "Mundo vazio". 

Dois anos após a banda voltou a gravar pela Pioneira Evangélica, e lançou seu terceiro trabalho, "Catedral III", que consolidou a banda no meio evangélico. Durante este período o som da banda era bastante influenciado pelos grandes expoentes e precursores do rock cristão brasileiro, como Rebanhão, Exodus e Sinal de Alerta. Em 1992, com cinco anos de carreira, o Catedral grava seu primeiro álbum ao vivo. Mesmo sem muita estrutura, a banda consegue novamente uma excelente vendagem, e isso os lança definitivamente como um ícone da música cristã no Brasil, marcando a primeira apresentação da banda em uma grande casa (o tradicional Canecão, no Rio de Janeiro). Este álbum foi intitulado "Catedral 5 Anos – Ao Vivo".

O último LP pela Pioneira Evangélica veio em 1993. O "Está Consumado I e II" foi um divisor na carreira da banda. Outro sucesso de vendas, mesmo sendo lançado para o mercado gospel, mostrava a vontade de popularização da banda. Vinha então a...

Era MK


Em 1994, o Catedral chega à [então] MK Publicitá, para ser um dos principais artistas da [então] maior gravadora de música cristã da época. No mesmo ano a banda lança seu primeiro álbum pela gravadora, sendo o sexto na carreira. "Contra Todo Mal" mostra mais uma vez o lado político e crítico da banda, com algumas canções trazendo letras fortes e reflexivas, voltadas ao social, como "Rio de Janeiro a Dezembro", que demonstra a indignação da banda com a violência na cidade maravilhosa, ou então a música "Sempre Comigo", que chegou a fazer parte da coletânea da MK Publicitá, "Louvor de Todos Nós", em que a banda mostra um estilo de música mais tradicional do meio musical cristão. 

Em 1995 a banda lançou seu primeiro grande sucesso pela MK, "O Sentido", mostrando seu lado popular, mesmo dentro do mercado gospel (tendo inclusive gravado uma versão de "Catedral" - aquela mesma que projetou a cantora Zélia Duncan ao sucesso - de Tanita Tikaram). No ano seguinte, a banda realiza um mega show ao lado da cantora Marina de Oliveira (herdeira a MK) na antiga casa de espetáculos Metropólitan ainda em divulgação do álbum "O Sentido" e já anunciando o disco que viria ainda naquele ano, o CD "Eterno" (que por sinal também com estrondoso sucesso), que seguiu com músicas românticas, sem deixar de mostrar o lado rock da banda. 

Este ano também foi marcado nascimento da primeira filha de Kim, chamada Karen. Em 1997, a banda lançou seu segundo álbum ao vivo, "Catedral 10 Anos – Ao Vivo", desta vez com muito mais estrutura. A obra conta com um momento acústico e outro elétrico, e foi gravado no Imperator, outra grande casa de shows do Rio de Janeiro e conta com a participação especial do saxofonista Zé Canuto. Já em 1998 a banda lança o álbum "Catedral en Español", voltado para o mercado latino, com grande sucesso nas rádios da América do Sul, principalmente na Argentina.

Ainda em 1998 o Catedral encerra sua marcante presença na MK Publicitá e no mercado evangélico com o álbum "A Revolução", o mais popular da banda dentro do mercado gospel. Assim, o grupo sai no mercado gospel com mais de 2 milhões de discos vendidos e como a principal banda de rock cristão do Brasil na época. Finda-se a era MK e inicia-se a polêmica...

Era Warner


Abertura para o mercado secular Em 1999 a banda retira o rótulo "gospel" de sua música e assina contrato com a multinacional Warner Music. Esta atitude provocou polêmica entre os fãs, que questionavam o motivo de a banda ter abandonado a música cristã. Nesse mesmo ano a banda lança seu primeiro trabalho dentro do âmbito da música secular, o álbum "Para Todo Mundo", nome bastante sugestivo para o momento que a banda vivia. Com o disco, a Catedral começa a escrever seu nome dentro do mercado popular, lançando dois videoclipes na MTV Brasil, sendo que ambos chegaram ao topo do Disk MTV (que era o programa onde a extinta emissora só passava o clipes mais pedidos pelo público, sinal que a banda estava agradando e muito o novo público-alvo).

Em 2001 o Catedral lançou um outro grande sucesso de vendas, "Mais do que Imaginei", e emplacou um de seus maiores hits, "Eu amo mais você", videoclipe que deu a banda suas primeiras indicações ao VMB da MTV como Banda Revelação, e na principal categoria da premiação, a Escolha da Audiência, que conta com os videoclipes mais votados do ano.

No começo de 2003 a banda lançou seu terceiro e último trabalho pela Warner Music Brasil, "15º Andar", produzido por Carlos Trilha, mostrando o amadurecimento da banda, mesclando o rock com as baladas românticas. A obra rendeu ao Catedral mais dois videoclipes na MTV ("Tchau" e "Um minuto"), esse último mostrando mais uma vez o lado social da banda, pois o videoclipe traz como tema principal as crianças desaparecidas em nosso país. 

O CD, embora considerado um dos melhores por boa parte dos fãs do Catedral, foi pouco divulgado pela Warner. Foi também o último disco do grupo na gravadora. O grupo encerra sua passagem na multinacional com mais de 360 mil discos vendidos , incluindo os álbuns e coletâneas lançadas durante os anos. 

A saída da Warner e a morte trágica de Cézar

'Juízo divino'
'A volta - a era Line Records'


22 de julho de 2003 ficou marcado pelo dia no qual, em um acidente de carro, morreu o guitarrista José Cézar Motta aos 33 anos, deixando a mulher Alessandra e dois filhos, Jéssica e Alex, além de milhares de fãs. Foi o momento mais difícil para a banda, havendo dúvida se haveria forças para continuar. Posteriormente, o Catedral voltou à ativa em meados de 2003 para lançar "Acima do Nível do Mar – 15 Anos", o terceiro disco ao vivo do grupo e primeiro DVD, com uma homenagem a Cézar Motta explícita na canção "A Tempestade e o Sol". 

Este trabalho ficou marcado também como a volta da banda a uma gravadora cristã. As homenagens a Cézar continuaram com o lançamento do álbum "A Resposta de 1 Desejo", produzido por Carlos Trilha, pela New Music, que foi gravado pelo músico, tendo sido lançado em meio a muitas expectativas. Em 2005, a banda idealiza um outro projeto, resgatando grandes sucessos com o álbum "Atemporal", também produzido por Carlos Trilha, da marcante passagem do grupo pelo mercado gospel, contando ainda com quatro músicas inéditas. 

(Mais polêmicas...)


O disco não teve o resultado esperado por muitos, devido a pouca divulgação da gravadora, mas mesmo assim já chegou a mais de 40 mil cópias, resultado mais do que suficiente para uma coletânea nos dias atuais. No início de 2006, a banda anuncia sua saída da New Music. Essa notícia trouxe um pouco de ansiedade aos fãs, pois poucos sabiam para onde iria a banda agora, já que havia sido anunciado para novembro aquele ano um novo CD. Algumas gravadoras se interessaram, porém, a banda voltou atrás e adiou o lançamento do novo CD para março de 2007. O novo disco, intitulado "Enquanto o Sol Brilhar" causou certa polêmica desde o lançamento, pela capa, que desagradou a uma pequena parte dos fãs, e pela influência da música popular brasileira, causando forte impacto na audição dos fãs. 

Porém, segundo pesquisa no blog oficial do vocalista Kim, o disco alcançou aprovação de mais de 90%, sendo considerado um dos três melhores CDs da época pop/rock do trio carioca. No dia 16 de Janeiro de 2008, Kim anuncia, em seu blog, a criação de sua própria gravadora, a Carroussel Music. Criada junto com o baixista Júlio, a Carrousel Music, segundo o vocalista, poderá lançar até três trabalhos extra-carreira da banda, além dos discos da carreira solo do vocalista e outros projetos. Kim afirma ainda que a criação do selo da banda era um sonho antigo agora concretizado. 

Em 2008 a Banda Catedral lançou pela New Music um trabalho extra denominado "The Elvis Music", um álbum tributo a Elvis Presley. Canções do rei são interpretas pela banda com uma nova roupagem e trouxe boa aceitação pelos fãs de Elvis no Brasil todo. Em 2008 a banda lançou mais um trabalho comemorativo, um projeto composto por dois CDs e DVD intitulado "20 Anos na Estrada", gravado ao vivo no Teatro da Rede Record, em São Paulo, que contou com participações especiais dos cantores Vinny, Luka, Liah e da banda Sinal de Alerta. No final do ano divulgaram a saída da gravadora New Music, por onde gravariam mais um trabalho, lançado este ano. 

Em 2010 lançou o álbum de estúdio "Pedra Angular", com 12 faixas, sendo 6 músicas inéditas e 6 novos arranjos para antigos sucessos da primeira fase do grupo. Com a proposta de ser uma homenagem aos fãs e um resgate das origens musicais da banda traz um conceito delicado, primoroso e letras eminentemente poéticas. Sendo um trabalho onde Kim e Júlio Cézar assinam a produção artística onde prometeram que a obra traria novidades no meio instrumental. Assim, a banda encerra sua passagem pelo selo Line Records/New Music/Record Music com mais de 900 mil CDs e DVDs vendidos (entre Catedral e Kim) e com hits que até hoje fazem sucesso com o público como "Quem disse que o Amor pode acabar?", "Atemporal", "Enquanto o Sol brilhar", "A Resposta de um desejo" entre outros, e ganhando vários prêmios, como disco de platina (CD "Acima do Nível do Mar -  15 anos"), DVD de ouro ("Acima do Nível do Mar - 15 anos") e disco de ouro ("A Resposta de Um Desejo"). 

Em 2012 é lançado o disco "M.I.M. – Maior Idade Musical - O álbum azul", em edição especial com número limitado de apenas 3.000 copias, sendo um trabalho totalmente independente e exclusivo para os fãs da banda. Em 2013, a Sony Music assina com a banda e fica responsável pela distribuição do álbum no Brasil. Ainda em 2012, a canção "Galhos Secos", que foi gravada e lançada no álbum duplo "Está Consumado I e II", de 1993, torna-se um meme da internet. Sendo o Catedral um dos intérpretes da canção da Banda Êxodos, foi lançado então pela banda um single contendo a regravação da faixa. 

A [curta] era Sony Music


Em 2014, a banda lança seu primeiro EP intitulado "Epílogo", pela Sony Music, o EP ainda teve a regravação do hit "Contra Todo Mal", com a letra totalmente contextualizada com a realidade e novos arranjos. No fim de Abril de 2015, pela falta de investimento da gravadora Sony Music com a banda e pelo índice baixo de vendas dos CD`s, a banda e a gravadora rescindem o contrato, deixando assim muitas expectativas entre os fãs sobre qual gravadora iriam lançar o CD e DVD comemorativo de 25 anos, prometido para o mesmo ano. 

No dia 22 de maio 2015, a banda anuncia contrato com a gravadora MESS, para gravação do cd e dvd "25 Anos Musica Inteligente Ao Vivo", e no mesmo dia anuncia que esse será o ultimo trabalho da banda, que depois disso não gravaria mais álbuns, anunciando assim o fim da banda. 

Formação 


  • Joaquim Cezar Motta (Kim) – (voz, guitarra base, arranjos e produção); 
  • Eliaquim Guilherme Morgado (Guilherme Morgado) – (bateria e arranjos); 
  • Júlio Cezar Motta (Júlio Cezar) – (Contrabaixo, arranjos e produção). 

Ex-integrantes oficiais 


  • Glauco Mozart – Teclados (1987-1991). Segundo o vocalista Kim, a saída de Glauco foi motivada por diferenças ideológicas.
  • José Cezar Motta (Cezar) – Guitarra (1970-2003 - falecido em acidente automotivo.

Discografia Álbuns de estúdio 


  • 1988 – Você 
  • 1989 – Aos Ouvidos dos Sensíveis de Coração 
  • 1991 – Catedral III 
  • 1993 – Está Consumado – Volumes 1 e 2 
  • 1994 – Contra Todo Mal 1995 – O Sentido 
  • 1997 – Eterno 
  • 1998 – A Revolução 
  • 1999 – Para Todo Mundo 
  • 2001 – Mais do que Imaginei 
  • 2002 – 15º Andar 
  • 2004 – A Resposta de 1 Desejo 
  • 2006 – Atemporal 
  • 2007 – Enquanto o Sol Brilhar 
  • 2010 – Pedra Angular 
  • 2011 – M.I.M. – Maior Idade Musical - O Álbum Azul 

Álbuns ao vivo 


  • 1992 – Catedral 5 Anos – Ao Vivo 
  • 1997 – Catedral 10 Anos – Ao Vivo 
  • 2003 – Acima do Nível do Mar – 15 Anos 
  • 2008 – Catedral 20 Anos de Estrada – Ao Vivo 

EPs 


  • 2014 – Epílogo - Coletâneas 
  • 2013 – M.I.M. – Maior Idade Musical (2°Edição Sony Music) 
  • 2009 – Catedral – Série Ouro Relançamentos
  • 2008 – Catedral – O Melhor do Início  
  • 2008 – Está Consumado (1993 – Pioneira Evangélica / 2008 – Line Records) 
  • 2006 – Warner 30 Anos – O Melhor do Catedral 
  • 2006 – Catedral – Nova Série 
  • 2004 – O Sonho Não Acabou – O Melhor do Catedral 
  • 1998 – Catedral en Español 
  • 1994 – Catedral – 16 Grandes Sucessos 

Outros projetos 


  • 2013 – CD e DVD Mais que Amigos = Irmãos (Catedral & Novo Som) 

Conclusão

Tchau, Catedral!


Apesar de haver me convertido ao cristianismo de tradição protestante antes mesmo de começar a escrever meus artigos e de ter um blog, sempre fui desconfiado de qualquer coisa parecida com o que é conhecido como "segmento gospel". Nunca cogitei me alinhar com tal target nem mesmo como consumidor e, se você me permite generalizar, sempre achei que a música evangélica era, no fundo, uma saída fácil para que artistas sem chance no mundo pop pudessem dar seus autógrafos, ter seus produtos licenciados e viver seu sonho de star.

O chamado "rock gospel" do início dos anos 1990 não diminuiu minha antipatia, muito pelo contrário. Música para mim sempre foi assunto sagrado demais para ser profanada por pseudos. 

Mas aconteceu que em 1999 a gravadora WEA anunciou a contratação do Catedral, embalado naqueles típicos projetos de marketing vergonhosos vindos de grandes gravadoras: a multinacional queria oferecer a banda como uma espécie de substituta da Legião Urbana, especialmente do lado mais espiritualizado e "conselheiro" da banda de Brasília – dali alguns anos, de fato contrataria o tecladista da Legião, Carlos Trilha, para produzi-los e reforçar a conexão. Do lado do quarteto evangélico, o desejo declarado era romper com o mercado dito gospel e avançar para o mercado dito secular, passo que se anunciava já havia alguns anos, em músicas cuja temática religiosa eram mascaradas em letras de amor.

O Catedral havia surgido em 1988 fazendo um som que em nada lembrava a Legião nem suas matrizes estéticas. Mas encontrou seu nicho de mercado no mesmo balaio que deu certa (má) fama ao grupo Cogumelo Plutão, por exemplo, o de pretensos estepes do grupo de Brasília. Em tempos em que o "serviço de implantação de novos produtos no mercado" andava de vento em popa entre as gravadoras e as rádios, a música "Eu quero sol nesse jardim" já tocava em FMs jovens. Nem a Legião Urbana soaria tão caricaturalmente Legião Urbana quanto naquela balada de violãozinho com vocal empostado e letra sobre jardins, luz da manhã e azul do céu. Marcelo Bonfá chamou o grupo de "cópia paraguaia"; Dado Villa-lobos de "Denorex" (o xampu do slogan "parece, mas não é").

Mas o que era o Catedral então "naqueles tempos"? Nada mais que quatro carinhas querendo atingir um número sempre maior de pessoas. Na verdade, penso hoje eu, o Catedral tentava fazer na época, com o talento de que dispunham, o que um número razoável de bandas cristãs brasileiras tenta fazer atualmente (Thalles Roberto que o diga...): dar um passo fora do seguro target gospel, dialogar com a sociedade, e influenciá-la como fizeram Bob Dylan ou o U2. Mas o Catedral não sabia se explicar e ninguém parecia muito interessado em entendê-los. 

O que aconteceu com o Catedral é que a maldade em direção a banda me levaram a conhecer as profundezas do farisaísmo gospel. A "notícia" de que o Catedral haveria "renegado", "apostatado". "desviado" e "zombado do Corpo de Cristo" grassou com uma velocidade absurda, por causa de uma polêmica e mal conduzida e editada entrevista ao extinto site Usina do Som, que recebeu maldosamente o título "A igreja é uma merda", como sendo uma frase atribuída ao Kim. Sem tempo para contextualizar a frase infeliz, a banda foi "levada à fogueira da inquisição" por grande parte de seus fãs do gospel.

À época, aquele foi o conteúdo mais acessado do tal site. As rádios evangélicas repercutiu a notícia, nunca consultando a banda, sempre em tom de impiedade e condenação. A gravadora MK Publicitá, responsável pelo lançamento dos seis álbuns anteriores do grupo, aproveitou para fazer marketing e anunciou imediatamente o recolhimento dos álbuns, por causa da "quebra de compromisso" do grupo com a igreja. Vários pastores e músicos vieram a público praticar o velho esporte de arvorarem-se santos diante do que supunham ser o desvio dos outros.

A repercussão foi tanta, e as pressões da gravadora tamanhas contra o site que, de fato, dependia da simpatia das companhias, que seus administradores decidiram retirar a tal reportagem do ar, deixando um rastro impressionante de destruição.

O Catedral lançou outros discos pela WEA, frequentou o Disk MTV e o Rock Gol, tornou-se ainda mais parecido com a Legião Urbana, processou a MK Publicitá, ganhou, e entrou na década de 2010 com um trânsito razoável entre os dois mercados. (O gospel brasileiro é o único gênero musical em que os próprios artistas pensam em termos de "mercado" como se fosse um contingente artístico.) 

Moral da história


Os músicos brasileiros de matriz cristã consideram o "evento Usina do Som" como um marco para que outros nomes se acovardassem em dar o passo fora de seu segmento. O site Usina do Som, gastando em banda pelo sucesso de público e sem ideia de como reverter isso em receita, foi diminuindo de tamanho até fechar em 2005. Assim, após 25 anos, a banda Catedral saiu de cena com certa dignidade deixando uma lacuna na música inteligente.