Foi Tozer (✰1897/✞1963) quem disse em seu livro "O que aconteceu com a adoração?"[1] que adoração não é a música que você canta, é a vida que você leva quando a música para de tocar.
Essa é uma boa maneira para começarmos a pensar sobre a importância do louvor (ou cântico) congregacional na liturgia do culto coletivo na sua comunidade local.
Essa é uma boa maneira para começarmos a pensar sobre a importância do louvor (ou cântico) congregacional na liturgia do culto coletivo na sua comunidade local.
Para início de conversa, uma vez que nossos corações foram afetados pelo pecado no evento da queda, a busca pelo equilíbrio entre o que cantamos e o que vivemos sempre será um item reincidente na pauta de um ministério de música.
Entendo que há vários motivos que causam o desequilíbrio que temos vivenciado atualmente, mas todos eles decorrem de uma fonte só: uma rasa compreensão sobre a adoração.
Entendo que há vários motivos que causam o desequilíbrio que temos vivenciado atualmente, mas todos eles decorrem de uma fonte só: uma rasa compreensão sobre a adoração.
Jesus, como sempre, simples e profundo, diz onde está a essência desse problema quando confronta o desequilíbrio dos fariseus ao dizer:
"Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim" (Mateus 15:8).
Seria essa fala de Jesus relevante só ao contexto daquela época ou se aplica também à nossa geração?
Entendendo a importância do louvor congregacional
"Incomparável" — Comunidade Internacional da Zona Sul
Quer ver uma equipe de louvor da atualidade torcer o nariz e fazer beicinho de pirraça?
Peça a ela para incluir um hino congregacional na sua playlist of the worship (é assim que gostam de falar agora).
Eles não sabem que o louvor congregacional é crucial por edificar a igreja, fortalecer a fé, promover unidade, ensinar doutrinas bíblicas e ser uma forma de adoração e evangelismo, unindo os fiéis na exaltação a Deus, com letras que refletem as Escrituras e são centradas em Cristo, transformando a assembleia de plateia em participante ativa da fé e comunhão.
O canto congregacional é uma forma cristã de adoração, praticada por todos os membros durante o culto cristão e ela só faz sentido quando seu contexto possui um valor literário e teológico consistente, envolvendo a participação de todos na liturgia, manifestando através das letras das canções seus sentimentos e pensamentos.
A prática do canto em conjunto vem de eras remotas na história, desde os antigos egípcios, assírios, caldeus e hebreus, o rei Davi, de Israel (e autor de grande parte dos salmos), ficou conhecido pelos seus cantos sacros, ele reunia o povo em praças públicas para o canto coletivo.
Na antiga Grécia,
A prática do canto em conjunto vem de eras remotas na história, desde os antigos egípcios, assírios, caldeus e hebreus, o rei Davi, de Israel (e autor de grande parte dos salmos), ficou conhecido pelos seus cantos sacros, ele reunia o povo em praças públicas para o canto coletivo.
Na antiga Grécia,
"país de filósofos e poetas, a música estava sempre unida à poesia" (PRIOLLI 1985 p.115[2]),
a cultura helênica popularizou o canto coletivo, mas foi no cristianismo no seu ideal de fé, que vamos encontrar a origem e a forma do que conhecemos hoje.
Benefícios do louvor congregacional
"Não Há Deus Maior" — Comunidade de Nilópolis
A Bíblia dá grande importância ao canto na adoração. O livro dos Salmos é um exemplo claro do papel da música no culto. Além disso, o Novo Testamento ordena o canto congregacional como parte da vida da Igreja:
"Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração" (Colossenses 3:16).Através do canto congregacional a igreja propaga a sua fé, costumes e doutrinas com liberdade e criatividade expressando seus sentimentos a partir das letras das suas canções.
É possível observar que através do canto congregacional, de determinada igreja local há a influência do sentimento coletivo nas suas crenças e modos de pensar sobre Deus.
Quando lidamos com a música na igreja, temos que levar em conta que cada congregação local vive dentro de um devido contexto social, histórico etc.
Cada congregação tem a sua própria identidade, com suas características, personalidade, seu próprio estilo e por aí vai.
Portanto, é difícil estabelecer um estilo musical correto para o louvor. O que devemos avaliar é o quanto um estilo é adequado ou não para o objetivo do louvor no culto.
Daí, então, surge um critério que creio que seja, de fato, universal: a música precisa ser congregacional.
O que o cântico congregacional?
"Grande é o Senhor" Adhemar de Campos feat. Nívea Soares
O que vem a ser, então, a música congregacional? Não é um gênero musical, muito menos algo mencionado explicitamente na Palavra.A música congregacional, então, é aquela que é acessível, que inclui toda a congregação.
Trata-se de uma música que todo membro da congregação seja capaz de acompanhar e compreender, para que todo membro participe do louvor coletivo da sua igreja.No ambiente de culto, o louvor congregacional proporciona:
- Edificação Mútua — Ensina e instrui os crentes nas verdades bíblicas, promovendo o crescimento espiritual.
- Unidade e Comunhão — Cria uma experiência compartilhada, unindo os membros em um só propósito e corpo de Cristo.
- Adoração Autêntica — Permite que a congregação expresse coletivamente seu amor, gratidão e devoção a Deus.
- Ensino Teológico — As letras dos cânticos devem ser biblicamente sólidas, levando a Palavra de Cristo a habitar nos corações.
- Preparação para a Palavra — Prepara os corações para receber a pregação e a mensagem de Deus.
- Batalha Espiritual — Fortalece a fé e capacita os crentes a vencerem as tentações e o mal.
- Testemunho — Proclama a glória de Deus ao mundo, sendo também uma ferramenta de evangelismo.
- Prática Bíblica — Jesus e os apóstolos praticavam o canto coletivo, como em Efésios 5:19 e Colossenses 3:16.
Características de um Louvor Congregacional Eficaz
"Aclame ao Senhor (Shout To The Lord)" — Diante do Trono
- Cristocêntrico — Centrado em Jesus Cristo, Sua majestade e obra.
- Teologicamente Sólido — Baseado nas Escrituras, com letras claras e doutrinariamente corretas.
- Participativo — Envolve toda a igreja, não apenas um grupo de performance, não é um show
(e é justamente por este motivo que a maioria das equipes de louvor NÃO GOSTA dos hinos congregacionais, classificando-os como "ultrapassados", ou seja, eles eliminam a possibilidade de cantores e músicos aparecerem em suas performances).
- Relevante e Inspirador — Motiva os membros a viverem a fé cristã.
Em resumo, o louvor congregacional é um ato essencial de adoração que une, ensina, fortalece e proclama a verdade de Deus, sendo vital para a saúde espiritual da igreja.
Aplicações
"A Alegria do Senhor" — Fernandinho
- Incentivar a prática do canto congregacional como um ato de obediência e edificação
- Promova um critério teológico na escolha das músicas para o culto
- Valorize os Salmos e hinos ricos em doutrina
Resgate e incentive o uso dos Salmos e de hinos reformados que ensinam verdades bíblicas profundas e promovem um louvor reverente.
- A música é um meio de graça para a edificação da Igreja
O canto congregacional não é entretenimento, mas uma ferramenta que Deus usa para fortalecer a nossa fé.
- Corrigir práticas individualistas no louvor
- Relembre a conexão entre louvor e piedade
O verdadeiro louvor não se limita ao momento do culto, mas deve refletir um coração transformado, que vive para a glória de Deus em todas as áreas da vida.
Conclusão
"Corpo e Família" — Daniel Souza
Infelizmente, muitos cânticos contemporâneos são centrados no homem, empobrecidos teologicamente e voltados mais para a experiência emocional do que para a glória de Deus.
- Tratamos especificamente deste tema no artigo (clique no link ➫): "Indução Emocional Através da Música: Estratégia ou Manipulação?"
Resumindo: uma música congregacional nada mais é do que uma música que toda a congregação pode cantar, com um conteúdo compreensível que se aplica a todos os membros da igreja e uma forma que permite que todos acompanhem, independente da sua habilidade musical.
Que possamos, como Igreja de Cristo, recuperar e valorizar o verdadeiro canto congregacional.
Cantemos com fervor, reverência e entendimento, pois a música é um dom divino e um meio pelo qual Deus edifica Seu povo e manifesta Sua glória.
"Cantai ao Senhor um novo cântico, cantai ao Senhor, todas as terras" (Salmo 96:1).
Indicação
"Quão Formoso És" Ministério Koinonya feat. Ludmila Ferber
Para você, amado leitor, que atua no ministério de música da sua congregação local, deixo como indicação o espetacular curso (clique no link para ter acesso ao curso completo ➫) "O Canto Congregacional", ministrado pelo reverendo Anuacy Fontes, do CTA — Centro de Treinamento Apecom. De acordo com a descrição, o que comprovei ser de fato o objetivo do curso, em suas 8 lições
"O curso de Canto Congregacional oferece uma visão profunda sobre o papel do canto na adoração, unindo teologia, arte e cultura.
Aborda a condução do louvor, a expressão dos afetos, a importância dos Salmos e hinos, e a preparação espiritual dos músicos, promovendo uma adoração verdadeira e comunitária, centrada em Deus."[Fonte: Igreja Cristã Evangélica, original por Pr. André Ramos; STOOT, John. A Igreja Autêntica. 2013. Editora Ultimato, 01 de janeiro de 2013. P. 54; [1]TOZER, A. W. O que aconteceu com a adoração. 1 edição brasileira. Campos, RJ, Editora Faz Chover Produções, setembro de 2014. P. 54; [2]PRIOLLI, Maria Luisa de Mattos. Princípios Básicos da Música para Juventude. VL l. Rio de Janeiro: Editora Casa Oliveira de Musica, 1986; Estudo Teológico, original por rev. Cristiam Matos; Cante as Escrituras original por Andrew McAlister]
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.

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