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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A SÃ DOUTRINA - QUAL A INFLUÊNCIA DO DINHEIRO NA SUA VIDA?

"Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos." 
"Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom (1 Timóteo 6: 9,10; Mateus 6:24)."
Esta palavra proferida por Jesus Cristo (Mt 6:24), aproximadamente dois mil anos atrás, tem sido fonte de culpa, controvérsias e contendas para muitos crentes nEle por séculos. Onde Jesus quis chegar ao dizer: 
"Vocês não podem servir a Deus e a Mamom"? 
Quem ou o que é Mamom? Em várias versões bíblicas e comentários, esse termo tem sido usado apenas como sinônimo de dinheiro. Estaria correto? Se quero servir a Deus de verdade, será que preciso evitar todo contato ou posse de dinheiro?

Análise do contexto


Primeiramente, é importante ver que, o que quer que seja Mamom, Jesus o coloca em uma posição totalmente oposta a Deus; concorre com ele para ser servido. Quando disse que não se podia servir a ambos ao mesmo tempo, Jesus não se referia a uma proibição, mas antes a uma impossibilidade de fazer tal coisa. Eles são opostos; portanto, servir a um exclui categoricamente o outro.

Agora, se Mamom fosse sinônimo de dinheiro, então a conclusão óbvia é que o crente deveria renunciar totalmente ao dinheiro. Há vários séculos, e até hoje, algumas pessoas têm crido nisso e feito um voto de pobreza, evitando todo o contato com dinheiro na tentativa de ser completamente devoto a Deus. Contudo, mesmo fazendo isso, não se está livre da cobiça ou do medo de falta de provisão. Portanto, a referência de Jesus a Mamom não seria simplesmente ao dinheiro.

Jesus usou essa palavra do aramaico antigo para denotar uma entidade que existe no domínio celestial, à qual as pessoas têm adorado como o deus das finanças. É um dos principados e potestades aos quais Paulo se referiu quando declarou, em Efésios 6:12, que não lutamos contra carne e sangue. Mamom coloca-se na categoria de poder nesse domínio que influencia o coração dos seres humanos a amar e servir o dinheiro no domínio físico.

Frequentemente, através de sua história, os israelitas quiseram adorar aos deuses das nações da terra em que moravam tanto quanto a Deus Jeová. Os falsos deuses dos cananeus não eram apenas ídolos criados por humanos. Pelo contrário, cada um era um príncipe do reino de satanás, capaz de enganar pessoas para que o adorassem. Assim Baal, Astarote, Camos, Moloque, Dagom, Mamom e outros não eram apenas ídolos criados pela imaginação humana, mas espíritos demoníacos, que ainda estão vivos e operando hoje. Assim sendo, o espírito demoníaco por trás de Mamom ainda está operando e buscando adoração, influência e o controle da vida das pessoas para que amem e confiem no dinheiro, exatamente como fazia nos dias de Jesus.

Quando Jesus declarou que não podemos servir a ambos, a Deus e a Mamom, aparentemente ele estava destacando duas entidades espirituais contrárias. A expressão não pode não significa ilegal, mas impossível! Na realidade, o dinheiro é impotente. Deus tem poder, e o espírito de Mamom tem poder, mas o dinheiro, não. O poder real por trás da provisão financeira em nossa vida ou será de Deus ou do espírito de Mamom, dependendo de qual deles escolhemos servir. A maioria das pessoas, incluindo cristãos, crê que o poder real está no dinheiro. Portanto, até perceber a impotência do dinheiro, nunca ficarão livres dessa busca nem da influência e do domínio do espírito por trás dele.

Quem é a minha verdadeira fonte?


Estendendo a análise para a fala de Paulo (1 Timóteo 6:9,10), vamos considerar o propósito desta entidade demoníaca chamada Mamom. Primeiramente, sabemos que qualquer espírito em operação no reino de satanás deseja conduzir o coração das pessoas para longe de Deus. O propósito principal do espírito de Mamom é obter adoração, amor, afeto, lealdade e servidão. Ele opera por meio do medo. Seu propósito é fazer com que você seja leal a ele, amando-o e servindo-o; assim, inevitavelmente, você odiará, desprezará e deixará de servir a Deus. Como Josué convocou o povo de Israel: 
"Escolhei hoje a quem sirvais" (Josué 24:15), 
hoje o Senhor nos faz a mesma pergunta.

Como toda entidade demoníaca, o ataque principal não é direto, mas encoberto, pelo engano. Se Mamom aparecesse diretamente para algum cristão ou mesmo não cristão, revelando sua identidade e exigindo lealdade, amor e servidão, poucos se submeteriam voluntariamente a ele. Assim, a principal tática de Mamom é atrair as pessoas para servi-lo sem que percebam o que estão fazendo. Ele faz isso pela propagação de mentiras, as quais, a maioria das pessoas acredita ser verdade. 

A principal mentira disseminada pelo espírito de Mamom é que o dinheiro contém poderes inerentes. Somos induzidos a atribuir-lhe poder sagrado. Uma pessoa que tem muito dinheiro é vista como muito poderosa, enquanto aquela que tem pouco é desprezada. Quando as pessoas creem que o dinheiro tem poder, elas são tentadas a amá-lo, e esse amor ocasiona muitas outras formas de fraquezas.

Cristãos que creem na mentira de que o dinheiro tem poder permitem que ele, ao invés de Deus, determine suas decisões em relação a viagens e aquisições. Com medo da falta de dinheiro, consultam seus talões de cheque (e não o Senhor) quando ofertam e se ocupam com toda sorte de esquemas supostamente rentáveis. A verdade é que o dinheiro não tem poder. É simplesmente amoral, um objeto impotente, ao qual o espírito de Mamom atribui grande poder, a fim de, por meio dele, controlar a vida das pessoas.

Outra mentira em que muitos acreditam é que a fonte de sua provisão é o emprego, o cônjuge, os investimentos ou outro canal pelo qual o dinheiro vem. Na verdade, o poder está em Deus, e não no dinheiro, e ele é a fonte da provisão. Assim, para o crente, existe um conflito de serviço e amor. Se alguém ama o dinheiro, então automaticamente não ama o Senhor. Se alguém autoriza o dinheiro a governar as escolhas de sua vida, sem perceber autoriza o espírito de Mamom a dominá-la. Deus pode falar a ele para ir a certo lugar, ofertar a certo ministério ou fazer certa coisa, e ele dirá: "Não posso, porque não tenho dinheiro suficiente". Nesse momento, Deus não é a fonte; é o dinheiro.

Se você simplesmente perguntar à maioria das pessoas: "Qual o propósito de você trabalhar?", elas responderão: "Estou trabalhando por dinheiro". O dinheiro então é o objetivo ou a fonte real de poder. O dinheiro não foi feito para ser meu (seu) senhor, mas para ser meu (seu) servo.

A chave da questão aqui é: Quem é minha fonte? O espírito de Mamom tentará continuamente nos convencer de que o poder real da vida está no dinheiro, e de que o canal através do qual ele vem é minha fonte. Assim, se estou aceitando em meu coração que meu emprego, ou meu marido/esposa/filhos, ou meus investimentos ou a economia, é minha fonte, sem perceber, estou me tornando um escravo do espírito de Mamom.

A relação servo-senhor é distorcida. Quando Deus é minha fonte, o dinheiro torna-se meu servo para ser investido no Reino de Deus. Contudo, quando o dinheiro é minha fonte, eu me torno servo de Mamom, fazendo qualquer tipo de coisa para ganhar mais. Em outras palavras, os fins e os meios são invertidos. O dinheiro deveria ser justamente um meio de servir a Deus, que é o nosso verdadeiro objetivo. Quando permitimos que o dinheiro seja nossa fonte, então Deus se torna apenas o meio pelo qual esperamos obtê-lo. Essa diferença é, às vezes, muito sutil.

A falsa doutrina


Tenho observado nas igrejas, muitas vezes, o momento em que o povo é convidado a ofertar, e tenho sentido meu espírito reagir negativamente em relação à forma como isso é feito. Durante anos, não conseguia identificar o problema, apenas sentia dentro de mim que algo estava errado. Finalmente, nos últimos anos, identifiquei o problema. É que a oferta estava sendo motivada pelo espírito de Mamom, em vez de o ser pelo Espírito de Deus. Os fins e os meios foram invertidos. Ao invés de utilizar o dinheiro para servir a Deus, as pessoas estavam sendo encorajadas a usar Deus para obter dinheiro.

O raciocínio segue a seguinte linha: a falta de dinheiro é identificada como a maior necessidade de muitas pessoas. De acordo com as Escrituras, miséria (falta de dinheiro) não é vontade de Deus. O princípio bíblico da semeadura e colheita é apresentado (em Marcos 4 ou passagens correlatas). A melhor forma de ter as necessidades supridas seria espalhar a semente (dinheiro) e, então, Deus a multiplicaria por 30, 60 ou 100.

Agora, o que há de errado nisso?


A verdade é que a miséria e a necessidade não são a vontade de Deus para seu povo. Ele realmente quer supri-lo e abençoá-lo. O princípio de semeadura e colheita, de fato, aplica-se ao dinheiro. Então, qual é o problema? O problema, é claro, está na inversão da relação senhor-escravo e fins-meios. Isso enfoca o dinheiro como objetivo. "Se não temos dinheiro suficiente, usamos Deus e seus princípios para obtê-lo. Quando o tivermos, estaremos bem". NÃO! Deus não é nosso servo para conseguir dinheiro para nós. O dinheiro é nosso servo para expandir o Reino. Deus é nosso Mestre. Nós somos seus mordomos chamados para administrar o dinheiro sob sua direção.

Se o Senhor é minha fonte, então meu emprego, ou meus investimentos, ou minha conta bancária, ou meu marido são meramente o canal que ele usa, no momento, para trazer minha provisão. Assim, se eu recebo a notícia de que vou perder meu emprego ou de que a economia vai quebrar, não fico atemorizado pela falta de provisão, pois a minha fonte (Deus) não mudou. O amor de Deus por mim não mudou. Minha provisão está segura. Ele simplesmente está mudando o canal de suprimento. Se Deus é minha fonte, então o dinheiro torna-se meu servo com o qual sirvo ao Reino. Se o dinheiro é minha fonte, Deus não será meu servo para que eu o obtenha.

Portanto, Deus e Mamom têm poder, mas o dinheiro não tem. O dinheiro será meu (seu) servo ou meu (seu) senhor, dependendo de quem eu (você) esteja servindo: a Deus ou [ao espírito de] Mamom.

Eike Batista, vítima do engano de Mamom


A degringolada financeira de Eike Batista foi a minha inspiração para escrever este artigo. Símbolo da ascensão da economia brasileira à época em que figurou entre os dez homens mais ricos do mundo, Eike Fuhrken Batista materializava, em 2009, a euforia internacional com o Brasil expressa na capa de The Economist intitulada "O Brasil decola" e ilustrada com um Cristo Redentor disparando como um foguete.

Cortejado por governantes, o empresário, 60 anos completados em novembro, era invejado por seus negócios e contatos de sucesso no poder. Tinha acesso direto aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT, e a líderes e governadores de partidos como o PMDB e o PSDB.

Um dos amigos era o então governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), a quem Eike costumava emprestar seus jatos particulares. Essas relações garantiram acesso a financiamentos oficiais que ajudaram a turbinar sua fama de gênio dos negócios e que depois implodiria.

Figuram entre os ícones desta época "feliz" as fotos de Eike em solenidades oficiais, ao lado de poderosos. Em um evento da Petrobras, o empresário, trajando o uniforme laranja da estatal, posou fazendo o V da vitória, com Lula e Dilma.

Em 2008, elogiado publicamente pelo ex-ministro Raphael de Almeida Magalhães durante uma solenidade – que virou ato em seu desagravo porque era investigado pela Polícia Federal por supostas irregularidades no processo de concessão de uma ferrovia no Amapá -, Eike chorou.

'Filho adotivo'


Em 2012, Eike foi chamado de "orgulho do Brasil" pela então presidente Dilma Rousseff durante visita a uma de suas obras, o Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. Considerado um megaempresário, ele foi personagem em abril daquele ano de um artigo assinado pelo então prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), na revista americana "Time". No texto, Paes chama Eike de "filho adotivo" do Rio e o classifica como um dos responsáveis pelo renascimento da capital fluminense.

Forbes

Quando apareceu no ranking da Forbes como o sétimo homem mais rico do mundo, em 2012, com fortuna estimada em US$ 30 bilhões, Eike chegou a prometer que lideraria a lista. O filho de Eliezer Batista, ex-ministro e ex-presidente da Vale, apelidou sua mineradora MMX de "miniVale".

A Lula, em 2009, apresentou detalhes do Porto do Açu, que deveria ser um dos maiores complexos portuários da América Latina. Eike obteve financiamento de R$ 10,4 bilhões no BNDES, mas nem tudo foi liberado porque muitos projetos foram interrompidos.

A derrocada começou quando as promessas sobre o desempenho das empresas do grupo EBX feitas a investidores não foram cumpridas. As ações das companhias do grupo derreteram e chegaram a ser negociadas por centavos. Quatro das seis empresas fundadas por Eike com ações na Bolsa entraram em recuperação judicial.

'X'

Nas negociações com credores, ele entregou participações nas companhias e viu três serem rebatizadas sem o "X" que carregavam como marca do supersticioso empresário, por simbolizar multiplicação.

Os problemas de Eike chegaram à esfera criminal em 2014. O ex-bilionário tem pendências na Justiça, entre elas por uso de informação privilegiada e manipulação de mercado. Ainda em 2014, Eike convocou a imprensa para um "desabafo" após um ano e meio calado. Disse ter patrimônio negativo de US$ 1 bilhão.

Pelo menos até o fim do ano passado, Eike dava expediente num prédio comercial na Praia do Flamengo, zona sul do Rio. No ápice, a holding EBX chegou a abrigar 400 funcionários. Hoje, se resume a cerca de 20 pessoas, incluindo o filho Thor, de 25 anos.

Atualmente, uma de suas apostas é o lançamento de um creme dental. Mas a que mais se aproxima de seus antigos projetos é um corredor logístico que prevê o transporte de cargas da Argentina ao Chile, transpondo os Andes.

Contudo, das páginas financeiras, Eike Batista agora ilustra as policiais. Ele está sendo considerado foragido pela Interpol. Empresário teve prisão decretada nesta quinta pela Justiça Federal no âmbito da operação Eficiência. Segundo o MPF, ele pagou mais de R$ 50 milhões em propina ao ex-governador Sérgio Cabral.

Conclusão


A palavra "Mamom" é de origem hebraica e significa "riquezas materiais." Os filisteus adoravam ao deus Mamom, por que segundo eles era ele que controlava as riquezas materiais. Isso não significa que Mamom tenha riquezas para dar para alguém, é um engano pensar que de fato ele seja Senhor de toda riqueza. Mamom é um espírito maligno que quer controlar as riquezas materiais.

Por trás de cada entidade há um espírito maligno e uma ação demoníaca com o intuito de exercer uma falsa influência sobre as pessoas que dão legalidade para ser espírito atuar. Foi à forma que satanás encontrou de ter uma adoração específica para as riquezas materiais. O deus Mamom era a personificação em forma de ídolos para receber essa adoração específica relacionada às riquezas materiais.

O dinheiro em si, a cédula ou moeda; nós sabemos que não vale nada, porém o poder que ele exerce na terra é um poder necessário para o estabelecimento do reino de Deus e das trevas.

Não há nenhuma posição neutra no mundo espiritual; ou estamos fazendo a vontade de Deus com as nossas finanças ou a vontade do diabo.

Mamom estabelece a cultura dele nos afastando da cultura do reino de Deus. A nossa entrada financeira é totalmente espiritual, é algo que Deus deseja de nós. Sermos excelentes no nosso trabalho, darmos um bom testemunho. Não devemos separar as coisas.

A influência de Mamom na nossa cultura vem de muito tempo. Os portugueses chegaram à terra brasileira, descobriram nossas riquezas e exploraram-na, expandiram para outros lugares, utilizaram os índios como mão de obra barata.

Depois os portugueses trouxeram prisioneiros para trabalharem no Brasil como forma de diminuir ou abrandar seu processo penal. Então, os brancos que vieram para o Brasil eram criminosos, exploradores e gananciosos.

Os índios não tinham planejamento, nem programação, vivia um dia de cada vez, a preocupação deles era conquistar uma caça, quando a alimentação deles acabava. Mas, tarde os portugueses começaram a comprar negros na África e transportar para o Brasil, segundo eles os negros eram sem sonhos e conformados. Mas como escravos que eram eles não podiam sonhar, porque um escravo não podia ter sonhos, comiam para trabalhar e trabalhavam para não morrer.

Foram nesse contexto de mistura cultural entre o branco, índio e negro que o povo brasileiro foi formado. Eram criminosos, exploradores, gananciosos, pessoas sem planejamento, sem programação, pessoas sem sonhos e conformados. Era um ambiente propício para a proliferação da influência e cultura de Mamom.

Houve também a influência dos padres Jesuítas, dos missionários americanos que chegaram ao Brasil com dinheiro e vendo as pessoas necessitadas davam para elas roupas e outros pertences, eram pessoas generosas que tinham a intenção de ajudar pessoas carentes da sua congregação, no entanto, o que foi estabelecido por eles foi à cultura de dar algo e não de ensinar o povo a conquistar e essa prática leva o povo a passividade.

Por essa razão há uma cultura dentro de nós que diz que Mamom, não é tão ruim assim. Uma cultura que nós recebemos as coisas sem pagar nada por elas, espírito de miséria e pobreza. E nós precisamos deixar o Espírito Santo de Deus nos libertar desse espírito se quisermos ser usados por Deus para libertarmos outros.

A igreja deixou de exercitar os princípios de Deus em relação a semear para poder colher, dando legalidade no mundo espiritual para ficar mais preso ao espírito de Mamom e entregues ao consumismo e pobreza.

Segunda forma que Mamom, nos prende é que ele nos leva a utilizarmos os nossos recursos de forma que nos prejudiquem, ou seja, aquilo que conquistamos ele faz com que usamos mal. Atinge todas as pessoas independentes de suas posições sociais, os que têm ou não recursos.

Nós precisamos ter mais intimidade com Deus para sabermos usar nosso dinheiro com sabedoria, de acordo com a vontade de Deus. Ele é o nosso Pai maravilhoso e bom.

A terceira forma que Mamom usa para destruir nossas finanças é desordenando as saídas do nosso dinheiro.
"A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam, sim, quatro que não dizem: 'Basta!' Elas são a sepultura, a madre estéril, a jarra, que se não farta de água, e o fogo, que nunca diz: 'Basta!'" (Provérbios 30:15,16).
Gastar de forma desordenada é morte financeira. Precisamos exercitar uma cultura de ter uma poupança e não gastar, gastar e gastar influenciados pelo espírito de Mamom. Há uma diferença entre ser econômico e ser miserável. O primeiro trata-se de uma pessoa que faz as coisas com dignidade e o segundo é uma pessoa que tem dinheiro, mas vive como se não tivesse, vive pedindo as coisas dos outros.

Mamom usa o espírito de ansiedade para desestruturar as pessoas fazendo-as que elas gastem mais do que podem, ou adquiram coisas antes do tempo. Deus é dono de toda riqueza e não Mamom. 
"Teu, Senhor, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, Senhor, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força" (1 Crônicas 29:11-12).

Parábola do semeador


Atitudes que devemos ter para não sermos influenciado pelo espírito de Mamom:
  • Devemos identificar onde Mamom estar agindo em nossas vidas.
  • Precisamos nos arrepender e pedirmos perdão e mudarmos de atitude.
  • Apresentarmos atitudes que demonstram que mudamos.
Portanto, se você identifica alguma influência de Mamom na sua vida e quer se livrar desse espírito, quebre essa influência resistindo a ele e submetendo-se à soberania de Deus (Tiago 4:7).

[Fonte: Revista Exame, com informações do jornal O Estado de S. Paulo, livro Bens, Riquezas e Dinheiro, de Craig Hill e Earl Pitts, Bless Gráfica e Editora Ltda, Pompeia, SP ]

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O CRISTÃO E A MENTIRA


"Pega na Mentira" 
♫♪ Zico tá no Vasco, com Pelé
Minas importou do Rio a maré
Beijei o beijoqueiro na televisão
Acabou-se a inflação
Barato é o marido da barata
Amazônia preza a sua mata 
Pega na mentira, pega na mentira
Corta o rabo dela, pisa em cima, bate nela
Pega na mentira 
Já gravei um disco voador
Disse a Castro Alves seu valor
Em Copacabana não tem argentino
Sou mais moço que um menino
Vi Papai Noel numa favela
O Brasil não gosta de novela 
Pega na mentira, pega na mentira
Corta o rabo dela, pisa em cima, bate nela
Pega na mentira 
Sônia braga é feia, não é boa
Já não morre peixe, na Lagoa
Passa todo mundo no vestibular
O amor vai se acabar
Carnaval agora é um dia só
Sem censura e guaraná em pó 
Pega na mentira, pega na mentira
Corta o rabo dela, pisa em cima, bate nela
Pega na mentira ♪♫
A letra acima é uma composição da dupla Erasmo e Roberto Carlos, gravada pelo primeiro no seu emblemático álbum "Mulher", de 1981, um dos melhores de sua carreira, diga-se de passagem. De maneira inteligentemente criativa e muito bem humorada, a canção além de explícita crítica social, usando o elementos comuns ao contexto da época,  fala de algo com o que todos nós lidamos no decorrer de nossas vidas, quer em pequena, média ou máxima extensão: a mentira. E quem aí nunca mentiu (menti ou mentirá) que atire a primeira pedra. Em minha mão não tem pedra alguma, já vou logo avisando. 

Na Bíblia temos um texto clássico sobre a questão da mentira:
"Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira" (João 8:44, grifos meus. O contexto pode ser lido aqui.).

A mentira e a ciência


Quem já não ouvir o dito popular "uma mentira puxa outra ainda maior"? Essa prática acaba de ser comprovada cientificamente por neurologistas da Universidade College London (UCL), no Reino Unido. De acordo com o estudo britânico, a tendência de quem mente uma vez é mentir cada vez mais, pois a resistência do cérebro em praticar o ato novamente vai se tornando menor. No experimento, os voluntários foram encorajados a mentir repetidamente e o resultado surpreendeu até os próprios pesquisadores.

Durante a experiência, 80 voluntários visualizaram  fotografias de copos com diferentes quantidades de moedas de um centavo. Eles foram orientados a aconselhar um parceiro - um ator, desconhecido por eles e que tinha visto as mesmas imagens desfocadas - quanto ao dinheiro que havia nos copos. Ao responder honestamente, eles foram recompensados por isso.  

Depois, em uma segunda etapa, a mentira proposital foi recompensada com lucros, ambos e, num terceiro experimento, explicou-se aos participantes que a fraude prejudicaria somente o parceiro. Os participantes se diferenciaram muito no grau de desvio da verdade e na taxa em que sua desonestidade aumentou, mas a maioria dos participantes tinha em comum o fato de que caíram num padrão de mentiras e aumentaram a intensidade delas ao longo do tempo. As pessoas mentiram mais quando ambos podiam tirar proveito. Se a situação beneficia apenas a si próprio, mas prejudica outra pessoa, mente-se menos. Essa foi a conclusão que chegaram os autores da pesquisa.

Por que mentir?


Para os psicólogos que atuam na área clínica, existe uma relação muito próxima entre a mentira e recompensa. Segundo eles, indivíduos com comportamentos manipuladores buscam argumentar e convencer pessoas dentro de suas relações interpessoais com a finalidade de obter benefícios para si. Desta forma acabam desestruturando familiares, amigos e colegas de trabalho. O manipulador identifica o outro como um objeto, utilizando comportamento egocêntrico com diferentes métodos de persuasão.

Ainda segundo esses especialistas, o ato de mentir é, muitas vezes, considerado norma pela sociedade, mas as consequências podem ser gravíssimas quando uma mentira é contada como verdade ou fato que precisa ser aceito como verídico. Muitas vezes, mentimos porque a verdade nos é inconveniente, para não magoar as pessoas, para evitar conflitos entre terceiros, ou por tantos outros motivos que possam existir. O medo da punição é provavelmente a causa mais comum para as mentiras. Após fazer algo que o indivíduo acredita ser reprovável ou passível de castigo, a mentira surge como uma forma de evitar a penalidade.

O perfil do mentiroso

  • Tem conduta manipuladora, é bom ator, improvisa bem, fala o mínimo possível, pensa rápido e causa boa impressão.
  • Tem boa memória, é criativo e confiante enquanto mente. Esconde facilmente as emoções e utiliza de espontaneidade.
  • Apresenta-se sempre cheio de boas intenções, explora os comportamentos alheios e faz chantagem moral, emocional e sentimental.
  • Demonstra cultura e conhecimento, tende a desvalorizar e fazer caricaturas diante das informações emitidas por outro.
  • Inventa histórias para mostrar que as coisas não são da sua responsabilidade, distorce as informações dadas pelas pessoas à sua volta e nega os fatos.
  • Comunica-se por meias palavras e é especialista em fofocas e intrigas. A sua arma preferida é a culpabilidade.

Uma perspectiva cristão do assunto


Mentir é falar ou dizer algo contrário à verdade; é a expressão e manifestação contrária ao que alguém sabe, crê ou pensa. Pode-se crer na mentira, falar mentira e praticar a mentira. É o engano em seus diferentes aspectos; nocivo ao ser humano e ofensa grave diante de Deus. O diabo é o pai da mentira (João 8:44) e, portanto, a mentira é um instrumento diabólico que o homem usa para sua própria perdição. O mais triste é que o homem ama a mentira, não ama a verdade pois ele é mau por natureza (Romanos 1:25; Apocalipse 22:15). E com advento das tais redes (e/ou mídias) sociais, esse comportamento não tem encontrado limites nem fronteiras.

A juventude, em termos gerais, está sendo arrastada à perdição eterna pelo prazer transitório da inclinação à droga, sexo, etc. Tudo não passa de uma grande mentira; é enganoso, anormal, trazendo prejuízos físicos, morais e espirituais. Tais coisas podem ser definidas como praticar a mentira. Esta prática abrange os mais variados aspectos da mentira como idolatria, homicídio, adultério, fornicação, cobiça, etc.

Falar mentira é um mal muito comum em todos os ambientes e esferas da vida. Algumas pessoas dizem que certas mentiras são benignas, mas isto não é correto. Toda mentira, pequena ou grande, é um instrumento do diabo, portanto é recomendável que o crente não se comprometa com coisa alguma que possa levá-lo a mentir. Todo verdadeiro cristão deve tratar tudo de uma forma positiva; na verdade o seu falar deve ser 
"Sim, sim; Não, não, porque o que passa disto é de procedência maligna" (Mateus 5:37).

Existe também a mentira doutrinária e a mentira teórica. O espírito do erro nega que Jesus Cristo veio em carne, nega que Cristo é Deus (1 João 4:6). Esta é uma mentira doutrinária. A teoria da evolução é uma mentira teórica pois nega a criação, negando assim o Criador que é Deus. Há pessoas que creem nessas mentiras (não só creem, com as disseminam), e haverá muitíssimos que irão crer na mentira por não terem dado crédito à verdade (2 Tessalonicenses 2:10-12).

Quando Adão e Eva pecaram no Éden, o pecado entrou no ser humano; entrou a mentira, o mal e, consequentemente, a morte. 
"Porque o salário do pecado é a morte", mas graças a Deus que "o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 6:23). 
Portanto, ao homem agrada, por natureza, crer na mentira; agrada-lhe praticar a mentira e ele até mesmo ama a mentira. Repito, a mentira é prejuízo ao homem e, com todos os seus horrorosos aspectos, o degenera e o leva à perdição. O diabo com seu instrumental de mentira rouba, mata e destrói o homem. Está escrito: 
"O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir" (Jo 10:10). 
O diabo lançou a sua mentira no mundo: 
"A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida" (1 Jo 2:16).
 É triste saber que há um sem número de pessoas (infelizmente, muitas dessas nas fileiras e, pior, até nos púlpitos evangélicos) que acreditam e se deixam seduzir por esse enredo diabólico.

Conclusão


Devemos aborrecer a mentira, em qualquer forma que se apresente, e não nos esquecermos que o primeiro pecado grave, pecado de morte, registrado na igreja, foi uma mentira (Atos 5:1-11). Temos que amar a verdade, a qual está em nós, e estará para sempre (2 Jo). Procuremos praticar a verdade em nossas vidas, crer na verdade, falar a verdade e amar a verdade. Cristo disse: 
"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (Jo 14:6).  
"Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros." (Efésios 4:25).

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

TOM JOBIM: 90 ANOS DO GENUÍNO TALENTO BRASILEIRO

O compositor, arranjador e maestro carioca, em foto de sua juventude utilizada no cartaz do documentário "A Música Segundo Tom Jobim", lançado por Nelson Pereira dos Santos em 2012. Foto: Divulgação – Regina Filmes / Natura Musical
Leonard Feather (✰1914-✟1994), o maior crítico de jazz norte-americano, certa vez decretou sobre a canção 'Águas de Março': 
"Esta é, sem dúvida, uma das cem maiores melodias do século XX. A sensibilidade que Jobim tinha é algo único. Coisa de Mozart e Erik Satie".
Em fevereiro de 2011, em entrevista à revista Brasileiros (leia), o maestro Julio Medaglia, outro artista de importância capital para a música do País, enfatizou com o depoimento acima o legado universal deixado por Tom Jobim (✰1927-✟1994), que completaria 90 anos neste 25 de janeiro, data em que, desde 2010, também é celebrado o Dia Nacional da Bossa Nova.

Sim, pode vir muita coisa do Brasil


Sofisticado, e dono de um rico repertório cultural, Tom, que nasceu Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, foi muito mais do que uma unanimidade entre os círculos restritos dos decanos da crítica de jazz mundial. A influência da obra deixada por ele norteou um sem-número de músicos e compositores populares espalhados no Brasil e ao redor do mundo. 

Influência que, na virada dos anos 1960 para a década de 1970, levou sindicatos de músicos dos Estados Unidos a delimitar cotas de brasileiros atuando naquele país, por conta da crescente demanda de instrumentistas que dominassem a síncope, indecifrável para a maioria dos gringos, da Bossa Nova. 

Essa "Invasão Brasileira" teve início em 21 de novembro de 1962, quando ao lado de João Gilberto, do baterista Milton Banana (✰1935-✟1999), do contrabaixista Tião Neto (✰1931-✟2001), entre outros músicos, Tom subiu ao palco do lendário Carnegie Hall, em Nova York, armado de novos horizontes harmônicos e melódicos e o canto despojado de João. 

Lançados os estatutos da Bossa, Tom e João tomaram o mundo de assalto dois anos depois, quando, enfim foi lançado o álbum "Getz/Gilberto", que registraram no ano anterior, produzido pelo "maestro soberano" para a mítica Verve Records. Embalado pelo sucesso de 'Garota de Ipanema' e 'Corcovado', na voz sublime e frágil de Astrud Gilberto (leia mais sobre a cantora), então mulher de João, o disco, que flagra a tensa parceria entre o saxofonista Stan Getz (✰1927-✟1991) e o genial baiano, tornou-se um clássico e vendeu milhões.

Tamanha projeção levou Tom a lançar nos Estados Unidos obras-primas, como "The Composer of Desafinado Plays (1963)", "Wave (1967)", "Stone Flower" e "Tide" (ambos de 1970). O êxito de "Getz/Gilberto" foi também o estopim de uma grande frustração para o amigo João: ver Tom dividir um álbum com ninguém menos que Frank Sinatra (✰1915-✟1998), o LP "Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim", lançado em 1967 pela Verve.

"Elis & Tom"


Embora seja um título de repertório brasileiríssimo e marque o encontro de dois gigantes de nossa música, "Elis & Tom" (1974), outro clássico da discografia do maestro carioca, de grande êxito popular, também foi registrado nos Estados Unidos, em Los Angeles, com direção artística e arranjos de Cesar Camargo Mariano.

Cabe aqui um adendo dos bastidores de "Elis [Regina (✰1945-✟1982)] & Tom", narrado por Cesar em sua autobiografia (Solo – Memórias e Cesar Camargo Mariano, Editora Leya, 2012), que evidencia o perfeccionismo de Tom. Feliz por dividir um trabalho com o maestro, que tanto admirava, Cesar, no entanto, enfrentou dias difíceis. Sem rodeios, Tom confessou a ele que preferia entregar a direção do álbum ao maestro Claus Ogerman (✰1930-✟2016). 

Como o alemão não teria agenda disponível, Tom ainda tentou contatar Don Sebesky, conceituado produtor do selo CTI Records que, em 1970, trabalhou com ele em Stone Flower. Com a indisponibilidade de Sebesky, Tom, enfim, concordou que Cesar daria conta do recado, mas, segundo ele, o maestro telefonava a cada 20 minutos para saber a quantas andava o trabalho, praticando um inusitado monitoramento remoto, no conforto de sua banheira e na companhia de copiosas doses de uísque. 

Anos 80 e 90


Ao longo dos anos 1980 e 1990, Tom alternou estadias entre seu apartamento em Nova York e o sítio Beira-Rio, na região serrana do Rio de Rio de Janeiro, espaço que foi devastado pelas enchentes de janeiro de 2011. A pequena estrada de terra batida que levava ao "refúgio espiritual" onde Tom compôs 'Águas de Março' foi eternizada na bucólica 'Dindi'. 

Amante da natureza e obcecado por pássaros, a ponto de compor odes musicais e poemas a sabiás, matitas-perês e urubus, o maestro foi um apaixonado pela vida. Morreu aos 67 anos, vítima de um câncer de bexiga, em 8 de dezembro de 1994, ironicamente, exatos 14 anos depois da trágica morte de John Lennon (✰1940-✟1980), outro grande símbolo de humanismo e sensibilidade artística do século XX.

Conclusão


Em fevereiro de 2012, Tom Jobim foi homenageado na cerimônia do Grammy pelo conjunto de sua obra. Foi o primeiro brasileiro a conquistar tal honraria. Como Lennon, tornou-se universal e eterno. A passagem de Jobim por aqui é a prova inequívoca de que sim, existe talentos genuínos no Brasil. O que anda em crise é a noção de cultura.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

PROCURA-SE... DESESPERADAMENTE!


Tema que rotineiramente encontra-se abordado de forma equivocado pela mídia nacional, refere-se ao "desaparecimento de pessoas", notadamente crianças e jovens. Tal matéria é veiculada, na maioria das vezes, com requintes de sensacionalismo populista, deixando ao relento a objetividade e necessária distinção que o contexto pode ser inserido. Para tanto, necessária a distinção legal e conceitual entre pessoas desaparecidas e pessoas ausentes. Em paralelo, indispensável ressaltar que tal distinção possui reflexos legais na esfera Civil e na esfera Penal.

Desaparecido ou ausente, eis a questão


Principiando-se pelo que na maioria das vezes é incutido de modo obscuro pela imprensa, ou seja, o desaparecimento que pode provocar implicações na esfera Penal. Exemplo: Uma criança que passeia pelo parque de diversões com uma pessoa adulta da família (parente ou responsável) e, num relance, de modo hipoteticamente inexplicável, simplesmente "desaparece" daquele que o acompanhava. 

Em um primeiro momento, o desespero é completo, reminiscências á tragédias se emergem, o descontrole emocional é capaz de cegar. Providências urgentes necessitam ser adotadas e aí, num primeiro momento, pode surgir a dúvida: 
  • Essa criança pode ser considerada desaparecida perante a lei? Pode o adulto que a acompanhava ou o responsável da família acionar a polícia (civil ou militar)? 
  • Podem ser empenhadas medidas de caráter emergencial? O Direito Penal oferece guarida para tal situação? 
  • Enfim, o agente público pode agir?
  • Ou se faz necessário aguardar um eventual "prazo" (lapso temporal) para que tal criança (ou qualquer pessoa) seja considerada "desaparecida"?

Pessoas desaparecidas ≠ Pessoas ausentes


Pois bem, de modo objetivo e direto urge destacar: A Legislação Penal Brasileira não exige um "prazo" (nem de horas e nem tampouco de dias) para que uma pessoa seja considerada "desaparecida". Basta adequar-se o fato á realidade hipotética e, imediatamente, tal "pessoa" (criança na situação contextual, ora abordada), já será tida como desaparecida, e, imediatamente, os adultos ou responsáveis podem – quiçá devem – de imediato, providenciar todo o aparato necessário para tentar encontrá-la o mais rápido possível. A polícia ou autoridade pública que tiver o primeiro contato lavrará o ocorrido e deverá celeremente, providenciar tudo aquilo que for possível para encontrar o "desaparecido".

A cada ano no Brasil desaparecem, aproximadamente, 250 mil pessoas, sendo que desse total, 40 mil são pessoas com menos de 18 anos. É possível encontrar uma série de ONG's, de ação humanitária, que fazem o cadastro de pessoas, principalmente crianças. Outras ONG's atuam em qualquer faixa etária.

Existe também o CNPD (Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas), que centraliza o cadastro de todas as pessoas desaparecidas no Brasil. 

O que fazer?


De acordo com o site de Desaparecidos no Brasil, o familiar deve primeiro tentar encontrar a pessoa em vizinhos, parentes e amigos, namorado(a), escola, etc. Após essa tentativa, os familiares devem procurar o departamento de Polícia mais próximo, para formalizar o desaparecimento. A lei 11.259, de 30 de dezembro de 2005, estabelece que não é necessário esperar 24 horas para registrar o desaparecimento de uma criança ou adolescente.

Como encontrar?


O que tem sido feito para encontrar as pessoas desaparecidas? Na maior parte dos casos, são as próprias pessoas com parentes desaparecidos que têm se mobilizado para encontrar seus entes queridos. Essa mobilização gerou campanhas para encontrar pessoas desaparecidas, tais como:
  • Criação de aplicativo de busca para celular, com dados e foto da pessoa desaparecida.
  • Campanhas de empresas que imprimem fotos com dados dos desaparecidos.
  • Capinhas de celular com as fotos de desaparecidos.
  • Embalagens de leite com as fotos de desaparecidos.
  • Fotos de desaparecidos nos versos das faturas de água, luz e telefone.
  • 'Mães da Sé', em São Paulo, que tem um site de ajuda na divulgação de desaparecidos, bem como está coletando assinatura para criar lei que melhore a busca por desaparecidos.
Apesar das restrições de divulgação por estes métodos, estas campanhas têm conseguido localizar parte do contingente de pessoas desaparecidas.

Da ficção à vida real


Em 1995, há 22 anos, a Rede Globo fez realizou uma bem sucedida campanha ao abordar o tema das crianças desaparecidas como parte da trama da novela "Explode Coração", de Glória Perez.

Na época, vinte e seis das 70 crianças desaparecidas que a novela ajudou a localizar em todo o país saíram de casa por conta própria. Escolheram viver nas ruas porque apanhavam dos pais ou parentes.

Na novela de Glória Perez, que a Globo exibiu entre os dias 6 de novembro e 4 de maio, o menino Gugu (Luiz Claudio Jr.), que na trama era filho de Odaísa, interpretada por Isadora Ribeiro, não desapareceu em função de pancadarias domésticas. Foi raptado por pés-de-chinelo que planejavam vendê-lo para um casal de estrangeiros.

Casos assim também ainda hoje ocorrem longe das câmeras, mas com frequência relativamente pequena. Dos 70 menores encontrados, apenas cinco sofreram rapto para fins criminosos, conforme levantamentos da época, realizado pela organização não-governamental, o Centro Brasileiro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. A entidade funcionava no Rio desde 1987. Foi o centro que coordenou a campanha de "Explode Coração". Forneceu à Globo as 400 fotos de desaparecidos que a novela exibiu entre março e maio.

Com o sucesso da campanha na novela, a Globo também decidiu continuar divulgando semanalmente fotos de meninos e meninas que haviam sumido de casa e o fez em módulos de 30 segundos, nos intervalos comerciais.

Por trás das campanhas haviam, claro, interesses de marketing. "Explode Coração" mostrou que, assumindo tarefas tidas tradicionalmente como do Estado, a Globo acabaria por atrair a simpatia dos telespectadores - e do próprio Estado. Deu certo!

Caso Priscila Belfort


O desaparecimento de Priscila Belfort, irmã do lutador de MMA Vitor Belfort, ocorrido no dia 9 de janeiro de 2004, ainda é um mistério para a polícia. Naquela data, a ex-universitária foi deixada pela mãe, Maria Jovita Vieira, no trabalho, no centro do Rio de Janeiro, e após sair do escritório para almoçar, sumiu. O caso está parado porque nenhuma prova consistente foi encontrada. Dona Jovita relembra Priscila e ainda relata a angústia que vive por aguardar que ossadas que estão no IML desde 2013 sejam periciadas.


O respaldo da lei


Em São Paulo, há a Lei número 15.292, de 8 de janeiro de 2014, que define diretrizes para a Política Estadual de Busca de Pessoas Desaparecidas e cria o Banco de Dados de Pessoas Desaparecidas e dá outras providências.

A Constituição Federal trata do assunto no artigo 227 e inciso II do parágrafo 1º e parágrafo 4º, estabelece que é dever do Estado proteger e colocar as crianças e adolescentes e pessoa com deficiência a salvo de toda forma de violência, exploração, crueldade e opressão.

Retomando em números, o total aproximado de desaparecidos, com idade abaixo de 18 anos, é de 40.000 pessoas, representando 16% dos casos. E os demais casos? A cada hora, 28 pessoas, em média, continuam desaparecendo no Brasil, continuando a fazer destes casos, um verdadeiro mistério. 


Conclusão


Enfim, o tema é instigante e comporta ampla análise, razão pela qual, em estudos específicos podem – e devem – ser aprofundados e, por consequência, desdobrados juridicamente. O fato é que a dor e a incerteza que o desaparecimento de um ente querido causa é incomparavelmente mais desconfortante do que a certeza dolorida da morte. 


[Fonte: Jus Brasil]

A SÃ DOUTRINA - SOBRE A SALVAÇÃO 2 (CONCLUSÃO)

O termo soteriologia vem do vocábulo grego 'soteria' e significa salvação, libertação de um perigo iminente, livramento do poder da maldição do pecado, restituição do homem à plena comunhão com Deus. 
"A salvação do ser humano é obtida pela graça,
ou seja, é um dom gratuito e imerecido
que o pecador recebe"
(Ef 2:8,9).
Quando João 19:30 diz: 
"Está consumado!", 
que é a expressão grega 'tételestai', ele quer dizer quer tudo está pago. Isto representa a salvação para o cristão. Tudo foi comprado no calvário. Abrange cada fase de nossas necessidades e dura de eternidade a eternidade. Inclui a libertação do pecado no presente e a apresentação contra as invasões do pecado no futuro (Judas 24,25; Tito 2:11-13). Então, vejamos em detalhes suas fases: salvação  — arrependimento, fé, conversão, regeneração, justificação, adoção e santificação. 

Arrependimento


Arrependimento é o ato pelo qual a pessoa reconhece o seu pecado e o abandona, confessando-o a Deus. O arrependimento é diferente do remorso. Por exemplo: João e Pedro colam na prova escolar. João confessa, pede perdão e aceita a punição. Isto é arrependimento. Pedro é surpreendido pelo professor, tem remorso e no coração diz que na próxima prova, se tiver oportunidade, vai colar novamente.

Nessa ilustração, Pedro sentiu apenas remorso. O remorso é a tristeza do mundo que produz morte. O arrependimento verdadeiro é a tristeza que, segundo Deus, conduz à salvação (2 Coríntios 7:10). No Novo Testamento, Pedro e Zaqueu são exemplos de arrependimento (Mateus 26:75; Lucas 19:8, e Judas, um exemplo de remorso do seu pecado (Mt 27:3-5). 

Fé


Quando se fala em fé, há alguns textos que muitos já sabem de cor: Hebreus 11:1; Romanos 10:9, 10, 17. No idioma grego, língua em que foi escrito originalmente o Novo Testamento, há duas expressões para a palavra fé: ´pistis' – uma crença ou convicção intelectual; uma completa confiança em Deus, ou mais particularmente, em Cristo, com vista à redenção do pecado; pisteuein – confiança plena em Deus. Há dois tipos de fé: a fé salvadora e a fé como um dom. 

Conversão


O termo grego para conversão é metanoia, ou seja, mudança de mente e transformação. Deve-se distinguir a conversão cristã de outras qualidades de conversão. O vocabulário conversão, literalmente, significa voltar ou mudar de direção. Portanto, neste sentido literal, podemos ser convertidos dum ponto de vista para outro. Pode-se mudar de partido político, e assim dá uma conversão política. Mudar de denominação, e assim se dá uma conversão religiosa.

A conversão cristã é o ato pelo qual a pessoa se volta do pecado para Jesus Cristo, tanto para obter perdão dos pecados, como para se libertar deles. Isso inclui livramento da pena do pecado. A conversão está intimamente ligada ao arrependimento, porque o arrependimento enfatiza o aspecto negativo do abandono ou saída do pecado, enquanto a conversão enfatiza o aspecto positivo da volta para Cristo. O arrependimento produz tristeza pelo pecado, já a conversão produz alegria por causa do recebimento do perdão e livramento da pena do pecado. O arrependimento nos leva à cruz. Já a conversão nos leva ao túmulo vazio e ao Cristo ressurreto. 

Regeneração ou novo nascimento


O sentido etimológico da palavra regeneração vem do vocábulo grego 'paliggenesia' e significa novo nascimento ou nascer de novo. Refere-se a uma nova criação. Regeneração é uma mudança sobrenatural e instantânea operada pelo Espírito Santo na natureza da pessoa que recebe Jesus Cristo como Salvador.

O apóstolo João descreve a regeneração como novo nascimento (João 3:3-8). Jesus fala que é como passar da morte para a vida (Jo 5:24). Já o apóstolo Paulo chama de nova criatura (2 Co 5:17; Gálatas 6:15. Regeneração não é uma reforma no ser humano. Essa reforma pertence ao plano humano, a regeneração, ao divino. A reforma é algo ligado ao exterior; já a regeneração é a mudança interior, que vem de dentro. A reforma afeta a conduta, já a regeneração modifica o caráter (Tt 3:5). 

Justificação


A palavra justificação vem do verbo grego dikaioo e significa declarar que uma pessoa é justa, tornar justo. Já o substantivo dikaiósis significa justificação, que é o ato da graça divina pelo qual Deus declara justa a pessoa que põe sua fé em Jesus Cristo como seu salvador. Podemos ilustrar isso com um criminoso que pode até ser perdoado pelo governo e deixa a prisão, porém leva a culpa consigo em sua consciência, mesmo já em liberdade.

Nesse caso, ele foi perdoado, mas não justificado, visto que era culpado do crime pelo qual o levou a prisão. Mas, no caso da pessoa justificada, ela é isentada, não porque não mereça punição, e não pelo fato de já não mais carregar a lembrança de sua culpa, mas porque as exigências da lei divina foram satisfeitas. Outra pessoa tomou o lugar dele e padeceu a execução destinada a ele. A lei não tem mais o que alegar contra ele.

Na justificação, Jesus literalmente assumiu as nossas dívidas e pagou por nós: 
"Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso senhor Jesus Cristo"; 
"Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito"; 
"Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz" (Rm 5:1; 8:1; Colossenses 2:14.) 

Adoção de Filho


Adoção é o ato da graça de Deus que toma como filhos aqueles que aceitaram a Jesus Cristo, concedendo-lhes os direitos e privilégios de Jesus. A regeneração é uma mudança de nossa natureza. A justificação é uma mudança de nossa situação diante de Deus. A adoção é uma mudança de nossa ordem e posição de mera criatura, para Filho: 
"Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor" (Cl 1:13).
João 1:12-13 afirma: 
"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus". 
Todo ser humano pode fazer parte da família divina através de Jesus Cristo. É fundamental aceitá-lo como único e suficiente Salvador e Senhor de sua vida. Aqueles que já tomaram essa decisão filhos de Deus.

Salvação é um dom gratuito 


Deus o ama e deseja que você saiba que a salvação não é pelas obras, é um dom. O caminho da salvação provido por Deus é receber a Cristo pessoalmente, confiando nele somente para nos salvar.

Romanos 6:23: 
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor." 
Não podemos fazer-nos "dignos" da graça de Deus. Salvação é um dom gratuito ao indigno, ao que não merece, e todos nós estamos nesta categoria. "Cristo morreu pelos ímpios" — Romanos 5:6.

Efésios 2:8,9: 
"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie."

Necessitamos de uma nova natureza!


Deus o ama e deseja que você saiba que há somente um caminho para a salvação, e esse é mediante o nascer de novo.

João 3:7: 
"Importa-vos nascer de novo." 
João 1:12 diz-nos como. 
"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que creem no seu nome."
"Aceitar a Jesus" [ou seja, reconhecer o sacrifício salvífico dEle] é a única maneira de nascer de novo. Não somos filhos de Deus por natureza. Devemos receber a Cristo a fim de nos tornarmos filhos de Deus.

Somente Jesus pode limpar os nossos pecados e mudar nossa natureza; 1 Pedro 2:24: 
"Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados." 
Jesus tomou nosso lugar e derramou seu sangue a fim de nos lavar os pecados. Quantidade alguma de "boas obras" pode lavar um único pecado ou trocar nossa natureza. Salvação ocorre quando clamamos a Jesus, crendo, para nos salvar. Então ele entra em nossa vida e nos tornamos filhos de Deus com uma nova natureza. Embora a salvação não seja pelas obras, a salvação verdadeira sempre produz mudança de vida. Cristo entra mediante convite pessoal, como Senhor e Salvador para mudar nossa vida e viver sua vida por intermédio de nós.

A salvação é instantânea!


Deus o ama e deseja que você saiba que a salvação é instantânea. No momento em que nos arrependemos, que deixamos nossos pecados e nos voltamos para Jesus, ele nos salva. Como diz o hino: 
"Tal qual estou, eis-me aqui Senhor, pois o teu sangue remidor…" 
Cristo disse ao ladrão não batizado e não salvo, na cruz, (uma resposta instantânea de salvação ao clamor confiante do ladrão): 
"Hoje estarás comigo no paraíso" — Lucas 23:43. 
(Paraíso é o mesmo lugar que Paulo viu como o céu de Deus, 2 Coríntios 12:2-4). Jesus garantiu a salvação de uma prostituta: 
"A tua fé te salvou; vai-te em paz" — Lucas 7:50. 
Salvação instantânea!

A salvação inclui o aceitar a Jesus Cristo tanto como Senhor (Deus, Senhor, novo gerente de nossa vida) e Salvador. Envolve a crença de coração (o centro de nosso ser que rege, governa e escolhe). Romanos 10:9: 
"Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos serás salvo."

A salvação é simples


Deus o ama e deseja que você saiba que a salvação é simples. Romanos 10:13: 
"Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo."  
"O sangue de Jesus, seu Filho, [de Deus] nos purifica de todo pecado" — 1 João 1:7.

Devemos, pessoalmente e com fé, clamar a Jesus para nos salvar. É assim que o recebemos. Se clamarmos assim, ele deve salvar-nos, ou Deus estaria mentindo, e Deus não pode mentir. Se Jesus nos amou a ponto de morrer para nos salvar, então desapontar-nos-ia quando invocássemos o seu nome? É claro que não!

Deus o ama e deseja que você seja salvo. Você gostaria de receber Jesus como seu Senhor e Salvador neste instante? Eis uma oração que você pode fazer agora mesmo com todo o coração:
"Senhor Jesus, entra em meu coração e em minha vida. Lava-me de todo pecado com teu sangue vertido. Faze-me um filho de Deus. Dá-me teu dom gratuito de vida eterna, e faze-me saber que estou salvo, agora e para sempre. Agora recebo-te como meu único Senhor e Salvador pessoal. Em nome de Jesus. Amém!"
Jesus o salvou ou ele mentiu? Ele tinha de fazer uma das duas coisas. Segundo Romanos 10:13, se você invocou, crendo nEle, Ele o salvou e você está limpo de seu pecado.

A salvação é certa!


A pessoa pode saber que é salva não simplesmente pelo sentimento, mas porque a Palavra de Deus o afirma! Decore João 3:36: 
"Quem crê no Filho tem a vida eterna." 
O que é que você tem neste instante, segundo a Palavra de Deus? Para onde você iria se morresse neste instante, segundo a Palavra de Deus?  
"(Porque andamos por fé, e não por vista). Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor" (2 Coríntios 5:7,8).
Se agora você sabe que Jesus o salvou, segundo sua palavra, por favor, tire alguns instantes agora e agradeça-lhe em voz alta o tê-lo salvo enquanto oramos.

1 João 5:13: 
"Estas cousas vos escrevi a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus."

Salvação é crer!


Escolha crer em Cristo, com sentimentos ou sem eles, e Ele lhe provará Sua realidade à medida que você der o passo da fé, crendo que Ele cumpriu Sua palavra e o salvou.

Três homens entram no mesmo elevador e querem ir para o sétimo andar. Um sorri, outro chora, outro tem o rosto impassível, sem emoções. Todos os três chegam ao sétimo andar, a despeito de seus sentimentos, porque acreditaram no elevador e se entregaram a ele. Assim também acontece com a confiança em Cristo — com sentimentos ou sem eles. Ele o salvará instantaneamente e o levará aos céus.

A realidade de sua salvação mostrar-se-á em sua reação de amor em obediência ao seguir a Jesus Cristo. João 14:23:
"Se alguém me ama, guardará a minha palavra."
Se você realmente foi salvo, você obedecerá! Entre outras coisas, isto significa que você sairá de qualquer seita e seguirá ao Cristo bíblico! A salvação verdadeira produz boas obras e obediência a Cristo. Trabalhar pela salvação mostra incredulidade na suficiência de Jesus Cristo para nos salvar. Entretanto, a salvação verdadeira e a verdadeira fé, sempre produzem boas obras!
Tiago 2:20:
"Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem as obras é inoperante?"
Macieiras produzem maçãs. Os cristãos verdadeiros produzem boas obras. As maçãs são produtos da árvore e provam que é uma macieira. Mas já era macieira antes de produzir maçãs. Da mesma forma, as boas obras nunca produzem um cristão; meramente provam que essa pessoa é cristã. De acordo com 2 Coríntios 5:17: 
"E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas."
Devemos ter a salvação a fim de demonstrá-la, assim como devemos ter o carro antes de podermos demonstrá-lo. O cristão é salvo através de Jesus. Uma parte desse processo é o ser humano que tem de executar e a outra a divina. Por isso, é fundamental na vida cristã que tenhamos a certeza de que o nosso lugar na nova Jerusalém está garantido através de graça divina. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A SÃ DOUTRINA - SOBRE A SALVAÇÃO 1

Deus tem uma boa notícia para a humanidade: Salvação. Esta palavra significa livramento de determinado perigo ou opressão. Morrer perdido é a pior tragédia que possa ocorrer! Significa sofrer eternamente no inferno longe da presença de Deus.

O evangelho de Cristo é chamado de Boa-Nova porque a má notícia da entrada do pecado no mundo é anulada quando nos arrependemos de nossos pecados e recebemos pela fé a Cristo como Salvador. Cristo é o único que pode resolver o problema da perdição da humanidade.

1. Sobre a necessidade da Salvação


No primeiro livro da Bíblia (Gênesis) lemos que Deus criou tudo em perfeita harmonia. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, onde lhe foi dado um espírito a fim de que pudesse comunicar-se com Deus, porque Deus é espírito (João 4:24) .Deus o pôs o homem em um jardim para lavrá-lo e guardá-lo. Adão e Eva poderiam comer de todo o fruto que havia lá, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Se comessem morreriam espiritualmente, Isto é, seu relacionamento com Deus terminaria. 

A obediência do casal era apenas uma prova de lealdade a Deus. Eles como seres morais com capacidade de escolha, enquanto obedecessem viveriam. Porém sabemos que eles desobedeceram e ocorreu a morte espiritual. Em Tiago 1:15 lemos: 
"...depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte."
Então perderam imediatamente a comunhão com Deus fugindo da presença de Deus. A partir daí eles ficaram contaminados com o pecado. Já que fomos criados para existir eternamente (Eclesiastes 3:14), a morte espiritual de Adão e Eva foi transmitida a toda a humanidade. Para nos livrar das conseqüências presentes e eternas Deus elaborou um Plano de Salvação na pessoa de seu filho Jesus Cristo a fim de nos resgatar do pecado e seus efeitos.

O pecado leva a morrer em vários sentidos: Morte Espiritual, Física e Eterna. Em João 3:16 lemos: 
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." 
Durante nossa existência na terra temos uma única oportunidade de receber a Cristo como Salvador ou rejeitá-lo! Nosso destino na eternidade tem muito a ver com a nossa escolha. Todos os que confessam a Cristo publicamente como salvador, recebem a salvação de Deus. É um ato exclusivamente da graça e da misericórdia de Deus. Em Efésios 2:8,9 lemos assim: 
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie." 
Quem é salvo tem por garantia a vida eterna. A salvação significa ser livre da morte espiritual e eterna. Consideremos alguns sentidos da palavra morte e aprendamos mais sobre o seu significado:

A palavra morte vem do grego "thanatos" significando separação. A Bíblia fala de vários tipos de morte:

  • Morte espiritual 
Ocorreu primeiramente com Adão e Eva, ainda no jardim do Éden. Ao desobedecerem a Deus ficaram separados da comunhão divina. O homem nasce neste estado (Gn 2:16,17; Romanos 6:23; 1 João 3:14; Jo 5:25, 1 Timóteo 5:6; Tiago 1:15...).

  • Morte Física ou corporal 

É a separação das partes materiais e imateriais do ser humano. A matéria (corpo) volta ao pó. Significa "expirar". (Gn 3:19, 25:7-9; Jó 34:14,15; Salmo 146:4; Tg 2:26...).

  • Morte Eterna ou Segunda Morte 

É falecer sem ter recebido a Cristo como Salvador. Estes aguardarão o Juízo Final onde serão julgados e lançados no Lago de fogo. E a separação definitiva da presença de Deus na "vida" do ser humano. Veja os textos: Hebreus 9:27; 2 Tessalonicenses 1:8,9; Apocalipse 20:11-15; 21:8...

Observação: Morte espiritual é o estado em que nascemos (separados de Deus) É também "viver" na prática do pecado, não se importando em conhecer a vontade de Deus para praticá-la (Lucas 15:32; Ef 2:1-3). Significa viver de forma mundana (Tg 4:4; 1 Jo 2:15-17; 5:19). Esse tipo de morte pode ser temporária se a pessoa se converter enquanto vivo fisicamente. Cristo disse: 
"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida" (Jo 5:24).
Isto significa que vai estar com Cristo quando morrer fisicamente. (Lc 23:43). Porém se passar pela morte física sem ter recebido a Cristo como salvador, não se convertendo, o destino é o Hades (inferno) onde aguardará o Juízo Final (Lc 16:23; Jo 12:48; Sl 9:17).

2. Passos para a Salvação


A nossa conversão vem com a convicção de nosso estado pecaminoso. O Espírito Santo convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8-11). Ele comunica ao homem que este precisa confessar a Cristo como Salvador para receber o perdão dos pecados (Rm 10:8-11). Arrependimento é a fé estão inclusos no ato da conversão.
  • Arrependimento – Significa mudar de ideia, direção ou propósito. Se expressa através de uma tristeza por haver pecado contra Deus. Uma pessoa arrependida se dispõe a abandonar completamente a vida de pecado e se volta para Deus. O Espírito Santo é quem opera o arrependimento no homem. Veja a atitude do filho prodigo em Lucas 15:18,19. Leia também 2 Coríntios 7:10.
  • Fé – É a convicção de que Cristo nos aceita e nos perdoa. É Reconhecer que Deus é fiel em suas promessas. Isto nos traz certeza e profunda paz. A parábola do filho pródigo mostra que ele depositou fé no pai, ele sabia que o pai o perdoaria e o aceitaria de volta (Lc 15:18-20)! Leia também Miquéias 7:18,19.

3. Aspectos da Salvação


  • Justificação – É um ato da Graça de Deus onde Ele declara justo quem receber pela fé a Cristo como Salvador. É um termo judicial que lembra um tribunal onde Deus absolve o pecador (réu) de suas transgressões para com a Sua santa Lei e o declara justo e inocente (Rm 5:1; 1 Co 6:11). A pessoa obtém a condição de estar em conformidade com Lei de Deus em todos os seus aspectos (Rm 3:24).
  • Regeneração – É a natureza de Deus implantada em nós operando o novo nascimento (Tg 1:18; 1 Jo 5:1; Tito 3:5). Também é uma mudança de condição: um pecador que servia ao diabo e era por natureza inimigo de Deus, em Cristo ele se torna filho de Deus através da adoção (Jo 1:12; 1 Jo 3:24).
  • Santificação – É um ato da Graça de Deus onde o pecador abandona as práticas pecaminosas e é restaurado à comunhão com Deus separando-se (santificando-se) para o serviço de Deus (Levítico 20:26; 1 Pe 2:9,10). Significa "andar na luz" (1 Jo 1:7). Nas palavras de Paulo, "agradar a Deus" (1 Ts 4:1) e "viver de modo digno do Senhor" (Cl 1:10). A santificação é tão importante que sem ela ninguém verá o Senhor (Hb 12:14).
"Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro" (Isaías 45:6). 
"Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos" (2 Timóteo 1:6).