Total de visualizações de página

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

ESPECIAL — MAÇONARIA: UMA ORDEM OU UMA SEITA?

Imagem criada com recursos da IA
  • Este artigo é em atendimento à sugestão de um seguidor do blogue Conexão Geral, que pediu para não ser identificado. 
    Foi uma imperdível oportunidade de pesquisarmos sobre o tema que não é de hoje gera muita polêmica, mitos e curiosidades.
De vez em quando voltam às manchetes de jornais mistérios envolvendo os maçons e a suposta influência das elites dirigentes da maçonaria sobre a sociedade.

Entre os motivos para isso estão a antiguidade e a tradição de discrição em torno do grupo e, claro, o poder e influência de alguns de seus integrantes, como o ex-premiê britânico Winston Churchill (✰1874/✞1965) e o escritor Oscar Wilde (✰1854/✞1900).

De acordo com a revista Super Interessante, o nome vem do francês maçon, que quer dizer pedreiro.

A entidade surgiu na mesma época em que grandes construções em pedra, como castelos e catedrais, eram feitas.

Estima-se que, ao redor do mundo, haja 6 milhões de pessoas ligadas à maçonaria.

Mas, para aprofundarmos mais sobre o tema, é preciso que conheçamos as diferenças entre uma Ordem e uma Seita, para que compreendamos o porquê de a Maçonaria optar por se identificar como uma Ordem e não como uma Seita.

Diferença entre Ordem e Seita


A principal diferença é que seita (em sentido sociológico) descreve um grupo dissidente, muitas vezes pequeno, exclusivista e em tensão com a sociedade, com líder carismático e controle forte, enquanto ordem (no contexto iniciático/filosófico, como Ordens) se refere a um grupo mais estruturado, com hierarquia formal e foco no desenvolvimento interno e rituais, buscando uma evolução espiritual ou filosófica de forma mais organizada e menos confrontacional com o mundo exterior, embora ambas possam ter conotações negativas dependendo do uso. 

Para melhor compreensão, preparamos a arte abaixo:

Criado com recursos da IA

Porque uma Ordem e não uma Seita?

Considerada uma ordem, a maçonaria reúne religiosos de diferentes credos.

Os mistérios dos rituais maçônicos envolvem a curiosidade das pessoas acerca do que é praticado dentro dos templos.

Os irmãos, como são chamados na comunidade, participam de cerimônias ritualísticas em um ambiente que, para os seguidores, é considerado sagrado, fraternal e propício a melhoria da vida espiritual.

Por desconhecer os ritos, muitos confundem a maçonaria com uma religião.

Além disso, algumas pessoas relacionam as práticas com cultos satânicos em razão de a entidade ser considerada secreta e sem a participação de mulheres. 

Ainda que originalmente a maçonaria tenha se constituído como uma sociedade secreta, hoje, ao menos no Reino Unido, tem optado por se defender publicamente das acusações.

Outras religiões


No ambiente maçônico existem pessoas que professam as mais diversas religiões do mundo. 

Há muçulmanos e judeus, por exemplo. Mas em todo início de trabalho e reunião, a Bíblia, considerada livro sagrado, precisa estar presente.

Para os maçons, o Livro das Sagradas Escrituras é uma das bases com as quais iniciam os seus trabalhos, se dirigindo a Deus, a quem chama de GADU (Grande Arquiteto do Universo).

Segundo a sociologia, a Maçonaria é uma sociedade discreta, composta por homens livres e de bom costumes, que cultuam a liberdade, a fraternidade e a igualdade entre os homens.

Maçonaria e satanismo


Nos grupos cristãos de todas as vertentes, a Maçonaria é considerada uma seita satânica.

Inclusive, durante 
a guerra eleitoral de 2022, a Maçonaria foi trazida às manchetes devido à visita do então candidato à reeleição, Jair Bolsonro (PL) a um templo Maçon.

Isso justamente porque a instituição Maçonaria é, para a maioria, um grande mistério e muitos pensam que ela pode estar ligada ao ocultismo e até mesmo ao demônio.

O evangelista cristão Jack Thomas Chick (✰1924/✞2016) afirmou que Baphomet⋆ é um demônio adorado pelos maçons, daí o boato que associa satanismo a maçonaria.
Baphomet — figura icônica e ambígua, popularizada no século XIX pelo ocultista Éliphas Lévi como um ser com cabeça de bode, corpo humano, asas e seios, simbolizando a dualidade (bem/mal, masculino/feminino) e a busca pelo conhecimento esotérico, embora seja frequentemente associado ao satanismo e ao ocultismo, tendo raízes em acusações contra os Cavaleiros Templários na Idade Média, possivelmente como um erro de interpretação de "Maomé".
Entretanto, os maçons negam e dizem que a história de que a Maçonaria é ligada ao satanismo é muito antiga e surgiu como intriga dos católicos na época em que a Bíblia estava sendo compilada, pois os maçons questionavam a inserção ou exclusão de alguns pergaminhos que desvirtuavam a verdade sobre o cristianismo.

Nessa época surgiram os illuminatis, que faziam estudos científicos e foram desacreditados pela igreja.

Símbolos


Um dos símbolos mais conhecidos da maçonaria é o compasso e o esquadro.

Juntos, eles formam um triângulo com a letra G ao meio que se refere ao Grande Arquiteto do Universo, reconhecido como Deus.

Já o símbolo da instituição maçônica representa o Grande Oriente do Brasil em meio às tribulações no mar revolto.
"Permanece como uma unidade firme, mas que mantém as tradições que se atualiza no contexto da sociedade atual", 
explicou o museólogo Raniel Fernandes.
A sede principal da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais
(GLMMG) fica em Belo Horizonte, no Palácio Maçônico
Grão-Mestre Arlindo dos Santos, localizado na
Avenida Brasil, 478 - Santa Efigênia

Existe, ainda, a loja maçônica em que, ao menos, sete irmãos se reúnem para realizar os trabalhos maçônicos.

Nesses locais as virtudes morais são ensinadas regularmente.

Os maçons ainda utilizam aventais que, sem eles, é impossível a qualquer maçom tomar parte nos trabalhos da instituição.

Na organização interna da sociedade, as mulheres de maçons são chamadas de cunhadas e os filhos sobrinhos e sobrinhas.

O que caracteriza um membro da maçonaria?



A maçonaria é um grupo de homens que se reúnem periodicamente para discutir e fomentar valores morais e solidários.

Para um homem iniciar na ordem, a mulher casada precisa autorizar a entrada dele na entidade.

Para ser maçom, de acordo com a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), basta apenas acreditar em Deus. 

Essa crença, no entanto, não necessariamente deve manifestar-se por meio de uma religião.

O objetivo desta comunidade é, de acordo com a CMSB, transformar 
"homens bons em melhores através da livre investigação da verdade, do exame moral e da prática de virtudes".
Ou seja, conforme os critérios da organização de maçonaria intitulada Grande Oriente do Brasil (GOB), a inclusão de pessoas em uma loja maçônica não tem relação com religiões.

Mesmo com essa distinção, as igrejas católica e neopentecostais recusam que seus fiéis participem de grupos maçônicos (entretanto, há muitos líderes religiosos que, supostamente, têm envolvimento com a Maçonaria).

Conforme a CMSB, entre as condições no ganho do título de maçom, além da crença em Deus, é preciso ser homem, ter mais de 21 anos, ser casado ou de união estável e ter o consenso da esposa ou da companheira.

O indivíduo também deve ser bem recomendado por outros maçons e estar "bem-intencionado quanto ao propósito do seu ingresso".

Também é necessário viver por, pelo menos, dois anos no município o qual o interessado resida.

O cidadão também deve "estar consciente para com seus deveres com a pátria", ser alfabetizado, ter uma profissão "lícita e honrada" que o capacite a suprir as necessidades de sua família e da loja.

Ao cumprir essas exigências, o homem interessado a aderir à maçonaria se tornará um "Aprendiz", que é o primeiro título na linha gradual do grupo seleto.

Ao todo, as escolas maçônicas possuem três níveis, sendo "Companheiro" e "Mestre" os mais avançados títulos, respectivamente.

Para continuar na condição de maçom, além de manter os costumes prescritos no processo de ingresso da maçonaria, o homem deverá destinar uma quantia em dinheiro mensal.

Esse pagamento varia de lojas maçônicas e gira em torno de 10% a 20% do salário mínimo.

Rituais de iniciação


O ritual de iniciação maçônica é uma cerimônia simbólica e presencial de passagem, onde o candidato (profano) é submetido a provas e alegorias que representam sua morte simbólica para o mundo profano e renascimento como Aprendiz Maçom, enfrentando as "quatro viagens" (Ar, Água, Fogo, Terra) e sendo preparado com vendas, desnudamentos parciais e juramentos, recebendo ao final o avental e as ferramentas, marcando o início de sua jornada de autoconhecimento e busca pela Luz, com forte ênfase no sigilo e na moralidade.

A Iniciação nos graus de Simbolismo do Rito Escocês Antigo e Aceito (R.E.A.A.) é completamente diferente das cerimônias atualmente realizadas pela maioria das lojas no mundo de língua inglesa.

Ele extrai seu simbolismo de várias fontes esotéricas, da Alquimia e da Cabala, da Gnose e da Rosa-Cruz.

Elementos alquímicos permeiam todos os graus de Simbolismo do Rito, a mensagem oculta é que esses graus transformam o candidato profano em um novo homem, uma pessoa que purificou sua mente e seu espírito, assim como o alquimista tentou purificar a matéria vil para fazer a pedra filosofal.

Etapas Principais do Ritual


A cerimônia ocorre de forma presencial em um Templo Maçônico e envolve os seguintes momentos chave:
  • A Câmara de Reflexão — O candidato é isolado em um pequeno cômodo escuro para refletir sobre sua vida e mortalidade antes de entrar formalmente no templo.
  • As Quatro Viagens Simbólicas — Representam as provações e a purificação pelos quatro elementos: Terra, Ar, Água e Fogo. Essas viagens testam a determinação e coragem do iniciado.
  • O Juramento — Diante de um altar (comumente com o Livro da Lei/Bíblia, Esquadro e Compasso), o candidato presta um compromisso solene de sigilo, fraternidade e busca pelo autoaperfeiçoamento.
  • A Luz — O momento culminante onde a venda é retirada dos olhos do candidato, simbolizando a passagem da "escuridão da ignorância" para a "luz do conhecimento".
Cena do filme "Mauá — O Imperador Rei", Brasil, 1999 
Durante todo a cerimônia ritualítica o iniciado deve estar de olhos vendados.
Elementos e Significados
  • Simbologia — Utiliza ferramentas de construção (esquadro, nível, prumo) para representar virtudes morais e retidão.
  • Segredos — O iniciado aprende apertos de mão, sinais e palavras de passe específicos para se identificar entre os irmãos.
  • Custos (Brasil 2025/2026) — Taxas administrativas para iniciação em potências como o Grande Oriente do Brasil (GOB) podem variar em torno de R$ 250,00, além de taxas de manutenção e mútua.

Maçonaria e cristianismo


A relação entre a Maçonaria e o Cristianismo permanece marcada por uma distinção clara entre a prática maçônica, que se define como uma instituição filosófica e filantrópica, e a oposição oficial de diversas denominações cristãs. 

Maçonaria e Cristianismo têm uma relação complexa e muitas vezes conflituosa, com a Igreja Católica condenando-a por ser incompatível com a fé cristã devido aos seus rituais esotéricos e busca por poder, enquanto muitas igrejas protestantes também veem incompatibilidade, embora algumas denominações evangélicas permitam membros que não neguem a fé cristã, e maçons afirmem usar simbolismos bíblicos e focar em moralidade universal, buscando o aperfeiçoamento ético sem serem uma religião, mas reconhecendo um Ser Supremo
  • Posicionamento do Catolicismo
No catolicismo, as medidas contrárias à maçonaria datam desde o século 18. À época, em 1738, o papa Clemente 12 proibiu os fiéis de se tornarem maçons — e os católicos que desrespeitassem a regra seriam excomungados.

Nesta época, o mundo ocidental registrava levantes de movimentos iluministas que questionavam o poderio político e social da igreja.

Entre os revoltosos, havia líderes maçons, como foi o caso de Jean-Paul Marat (✰1743/✞1793) e La Fayette (✰1757/✞1834) — dois líderes da Revolução Francesa.

No Brasil, a participação de maçons em fatos marcantes da história pode ser exemplificada pelo rei que declarou a Independência do país, em 1822, Dom Pedro I (✰1320/✞1367), além de Marechal Deodoro da Fonseca (✰1827/✞1892) — que proclamou a República, no ano de 1889  — e o jurista Ruy Barbosa (✰1849/✞1923), que foi o responsável por escrever a primeira Constituição republicana brasileira.

Atualmente, o catolicismo ainda mantém a repulsa à maçonaria. 

O Vaticano declarou, em 1985, reiterar a proibição do fiel se inscrever em lojas maçônicas.
"Os fiéis que nelas se inscreverem estão em estado de pecado grave e não podem se aproximar da Sagrada Comunhão",
diz o documento.

A Igreja argumenta que a verdade cristã é baseada na Revelação, enquanto a Maçonaria utilizaria ritos iniciáticos e segredos que se assemelham ao gnosticismo.
  • Posicionamento do protestantismo
No caso das igrejas evangélicas, há instituições que consideram a maçonaria como pecado e outras que aceitam fiéis participantes deste grupo.

A visão varia entre as denominações, mas a tendência majoritária é de rejeição.

Muitas igrejas evangélicas, especialmente as pentecostais e neopentecostais, consideram a Maçonaria incompatível com o Cristianismo por admitir a pluralidade de divindades e não reconhecer a exclusividade de Jesus Cristo como único caminho.

No Brasil, o tema causou cisões históricas, como a da Igreja Presbiteriana no início do século XX.

Atualmente, embora alguns líderes defendam a coexistência (como no caso da Igreja Metodista, por exemplo), a maioria das convenções pastorais proíbe que membros exerçam cargos eclesiásticos se forem maçons.

Curiosamente, no século XIX, houve uma colaboração estratégica entre maçons e protestantes no Brasil para promover a liberdade religiosa contra o monopólio estatal católico da época, como foi o caso do pastor Richard Raticliff (✰1831/✞1912), fundador da primeira Igreja Batista no Brasil, em Santa Bárbara d'Oeste, SP, em 1871.

Dados sobre os maçons


  • Estima-se que haja 6 milhões de maçons no mundo;
  • Eles se reúnem em templos que chamam de lojas (em inglês, lodge, ou alojamento, que é onde antigamente se agrupavam os pedreiros responsáveis pela construção de igrejas ou catedrais);
  • As lojas são organizadas por região;
  • Os maçons geralmente usam uma espécie de avental, por conta de seu aparente elo com os antigos pedreiros das catedrais (stonemasons, em inglês);
  • Entre personagens históricos com elos com a maçonaria estão o político Winston Churchill e os escritores Oscar Wilde, Rudyard Kipling (✰1865/✞1936) e Arthur Conan Doyle (✰1859/✞1930).

Separação por sexo


A maçonaria segrega homens e mulheres em lojas distintas.

Na Inglaterra, por exemplo, a primeira loja feminina foi criada em 1908, com um venerável mestre do sexo masculino.

Depois, passou a ser integrada apenas por mulheres, com um veto à presença masculina. Elas também são proibidas nas cerimônias masculinas.

Entretanto, as mulheres fazem os mesmos rituais (que os homens), as mesmas cerimônias, ainda que sejam completamente separadas.

Em suma, existem duas sociedades femininas. A primeira é a Fraternidade Honorária dos Antigos Maçons. 

E a outra, Ordem das Mulheres Maçons. Que se dividiram no século XX, surgindo ramificações. 

Ao todo, a sociedade feminina conta com cerca de 5 mil integrantes e, conduzem iniciações, cerimônias e rituais. Da mesma forma que a maçonaria masculina. 

Ademais, a maçonaria feminina trata-se de um sistema peculiar de moralidade baseado em alegorias e símbolos.

A maçonaria tradicional não abre espaço para as mulheres. Apesar de existirem grupos "para-maçônicos" que aceitam mulheres, ainda hoje é mantida a essência da ordem.
"Na época medieval não era aceito que homem e mulher convivessem juntos se não fossem casados. A maçonaria foi fundada por homens e mantemos essa tradição. As grandes construções eram feitas por homens, por isso ficou restrito a homens",
dizem os estudiosos do tema.

Fora do Brasil existem ordens para mulheres e mistas, onde frequentam os dois gêneros.

Mas essa separação por gênero é comumente alvo de críticas, inclusive entre os próprios maçons.

Conclusão


A Maçonaria tem origem mais que secular. 

Ela se projetou como a primeira instituição organizada na Inglaterra em 1717, portanto há 300 anos. 

Mas a origem é difusa. A prática existe em diversos países e cada um deles procurou adaptar a instituição aos seus costumes. 

Por isso a origem não é única e tem como base uma crença em um ser superior.
"É uma instituição formada por homens de bem que procuram fazer o possível para melhorar as relações humanas, familiares e estreitar os laços fraternos desse ideário maior que é fazer o bem. Ela se dedica a investigação da verdade, ao exame da moral e a prática das virtudes",
explicou o procurador-geral chefe do Ministério Público do Grande Oriente do Brasil, Juvenal Antunes Pereira.

Enfim, o fato é que, à despeito das polêmicas conspiratórias sobre a organização, a Maçonaria segue firme e presente em todas as camadas da sociedade mundo afora.
Documentário Completo Maçonaria: por trás da História, do Ritual e dos Símbolos


Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

sábado, 3 de janeiro de 2026

A IMPORTÂNCIA DO LOUVOR CONGREGACIONAL NO CULTO COLETIVO

Foi Tozer (✰1897/✞1963) quem disse em seu livro "O que aconteceu com a adoração?"[1] que adoração não é a música que você canta, é a vida que você leva quando a música para de tocar.

Essa é uma boa maneira para começarmos a pensar sobre a importância do louvor (ou cântico) congregacional na liturgia do culto coletivo na sua comunidade local.

Para início de conversa, uma vez que nossos corações foram afetados pelo pecado no evento da queda, a busca pelo equilíbrio entre o que cantamos e o que vivemos sempre será um item reincidente na pauta de um ministério de música.

Entendo que há vários motivos que causam o desequilíbrio que temos vivenciado atualmente, mas todos eles decorrem de uma fonte só: uma rasa compreensão sobre a adoração.

Jesus, como sempre, simples e profundo, diz onde está a essência desse problema quando confronta o desequilíbrio dos fariseus ao dizer:
"Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim" (Mateus 15:8).
Seria essa fala de Jesus relevante só ao contexto daquela época ou se aplica também à nossa geração?

Entendendo a importância do louvor congregacional



"Incomparável" — Comunidade Internacional da Zona Sul
Quer ver uma equipe de louvor da atualidade torcer o nariz e fazer beicinho de pirraça? 
Peça a ela para incluir um hino congregacional na sua playlist of the worship (é assim que gostam de falar agora).
Eles não sabem que o louvor congregacional é crucial por edificar a igreja, fortalecer a fé, promover unidade, ensinar doutrinas bíblicas e ser uma forma de adoração e evangelismo, unindo os fiéis na exaltação a Deus, com letras que refletem as Escrituras e são centradas em Cristo, transformando a assembleia de plateia em participante ativa da fé e comunhão.

O canto congregacional é uma forma cristã de adoração, praticada por todos os membros durante o culto cristão e ela só faz sentido quando seu contexto possui um valor literário e teológico consistente, envolvendo a participação de todos na liturgia, manifestando através das letras das canções seus sentimentos e pensamentos.

A prática do canto em conjunto vem de eras remotas na história, desde os antigos egípcios, assírios, caldeus e hebreus, o rei Davi, de Israel (e autor de grande parte dos salmos), ficou conhecido pelos seus cantos sacros, ele reunia o povo em praças públicas para o canto coletivo.

Na antiga Grécia, 
"país de filósofos e poetas, a música estava sempre unida à poesia" (PRIOLLI 1985 p.115[2]), 
a cultura helênica popularizou o canto coletivo, mas foi no cristianismo no seu ideal de fé, que vamos encontrar a origem e a forma do que conhecemos hoje.

Benefícios do louvor congregacional


"Não Há Deus Maior" — Comunidade de Nilópolis
A Bíblia dá grande importância ao canto na adoração. O livro dos Salmos é um exemplo claro do papel da música no culto. Além disso, o Novo Testamento ordena o canto congregacional como parte da vida da Igreja:
"Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração" (Colossenses 3:16).
Através do canto congregacional a igreja propaga a sua fé, costumes e doutrinas com liberdade e criatividade expressando seus sentimentos a partir das letras das suas canções. 

É possível observar que através do canto congregacional, de determinada igreja local há a influência do sentimento coletivo nas suas crenças e modos de pensar sobre Deus.

Quando lidamos com a música na igreja, temos que levar em conta que cada congregação local vive dentro de um devido contexto social, histórico etc. 

Cada congregação tem a sua própria identidade, com suas características, personalidade, seu próprio estilo e por aí vai. 

Portanto, é difícil estabelecer um estilo musical correto para o louvor. O que devemos avaliar é o quanto um estilo é adequado ou não para o objetivo do louvor no culto. 
Daí, então, surge um critério que creio que seja, de fato, universal: a música precisa ser congregacional.

O que o cântico congregacional?


"Grande é o Senhor" Adhemar de Campos feat. Nívea Soares
O que vem a ser, então, a música congregacional? Não é um gênero musical, muito menos algo mencionado explicitamente na Palavra.
A música congregacional, então, é aquela que é acessível, que inclui toda a congregação. 
Trata-se de uma música que todo membro da congregação seja capaz de acompanhar e compreender, para que todo membro participe do louvor coletivo da sua igreja.
No ambiente de culto, o louvor congregacional proporciona:
  • Edificação Mútua — Ensina e instrui os crentes nas verdades bíblicas, promovendo o crescimento espiritual.
  • Unidade e Comunhão — Cria uma experiência compartilhada, unindo os membros em um só propósito e corpo de Cristo.
  • Adoração Autêntica — Permite que a congregação expresse coletivamente seu amor, gratidão e devoção a Deus.
  • Ensino Teológico — As letras dos cânticos devem ser biblicamente sólidas, levando a Palavra de Cristo a habitar nos corações.
  • Preparação para a Palavra — Prepara os corações para receber a pregação e a mensagem de Deus.
  • Batalha Espiritual — Fortalece a fé e capacita os crentes a vencerem as tentações e o mal.
  • Testemunho — Proclama a glória de Deus ao mundo, sendo também uma ferramenta de evangelismo.
  • Prática Bíblica — Jesus e os apóstolos praticavam o canto coletivo, como em Efésios 5:19 e Colossenses 3:16.

Características de um Louvor Congregacional Eficaz


"Aclame ao Senhor (Shout To The Lord)" — Diante do Trono
  • Cristocêntrico — Centrado em Jesus Cristo, Sua majestade e obra.
  • Teologicamente Sólido — Baseado nas Escrituras, com letras claras e doutrinariamente corretas.
  • Participativo — Envolve toda a igreja, não apenas um grupo de performance, não é um show 
    (e é justamente por este motivo que a maioria das equipes de louvor NÃO GOSTA dos hinos congregacionais, classificando-os como "ultrapassados", ou seja, eles eliminam a possibilidade de cantores e músicos aparecerem em suas performances).
  • Relevante e Inspirador — Motiva os membros a viverem a fé cristã.
Em resumo, o louvor congregacional é um ato essencial de adoração que une, ensina, fortalece e proclama a verdade de Deus, sendo vital para a saúde espiritual da igreja.

Aplicações


"A Alegria do Senhor" — Fernandinho
  • Incentivar a prática do canto congregacional como um ato de obediência e edificação
Neste sentido estimularemos os irmãos a participarem ativamente do louvor na Igreja, compreendendo sua importância para o crescimento espiritual
  • Promova um critério teológico na escolha das músicas para o culto
Avalie o conteúdo dos cânticos à luz das Escrituras, garantindo que sejam biblicamente fiéis.
  • Valorize os Salmos e hinos ricos em doutrina
Resgate e incentive o uso dos Salmos e de hinos reformados que ensinam verdades bíblicas profundas e promovem um louvor reverente.
  • A música é um meio de graça para a edificação da Igreja
O canto congregacional não é entretenimento, mas uma ferramenta que Deus usa para fortalecer a nossa fé.
  • Corrigir práticas individualistas no louvor
O culto não deve ser uma experiência solitária ou centrada no indivíduo, mas uma expressão coletiva da adoração a Deus, em unidade e comunhão.
  • Relembre a conexão entre louvor e piedade
O verdadeiro louvor não se limita ao momento do culto, mas deve refletir um coração transformado, que vive para a glória de Deus em todas as áreas da vida.

Conclusão


"Corpo e Família" — Daniel Souza
Infelizmente, muitos cânticos contemporâneos são centrados no homem, empobrecidos teologicamente e voltados mais para a experiência emocional do que para a glória de Deus.
A Igreja deve cultivar hinos ricos em doutrina, que formam a fé e enchem os corações da Palavra de Deus.
Resumindo: uma música congregacional nada mais é do que uma música que toda a congregação pode cantar, com um conteúdo compreensível que se aplica a todos os membros da igreja e uma forma que permite que todos acompanhem, independente da sua habilidade musical.
Que possamos, como Igreja de Cristo, recuperar e valorizar o verdadeiro canto congregacional.

Cantemos com fervor, reverência e entendimento, pois a música é um dom divino e um meio pelo qual Deus edifica Seu povo e manifesta Sua glória.
"Cantai ao Senhor um novo cântico, cantai ao Senhor, todas as terras" (Salmo 96:1).

Indicação


"Quão Formoso És" Ministério Koinonya feat. Ludmila Ferber
Para você, amado leitor, que atua no ministério de música da sua congregação local, deixo como indicação o espetacular curso (clique no link para ter acesso ao curso completo ➫) "O Canto Congregacional", ministrado pelo reverendo Anuacy Fontes, do CTA — Centro de Treinamento Apecom. 

De acordo com a descrição, o que comprovei ser de fato o objetivo do curso, em suas 8 lições
"O curso de Canto Congregacional oferece uma visão profunda sobre o papel do canto na adoração, unindo teologia, arte e cultura. 
Aborda a condução do louvor, a expressão dos afetos, a importância dos Salmos e hinos, e a preparação espiritual dos músicos, promovendo uma adoração verdadeira e comunitária, centrada em Deus."
[Fonte: Igreja Cristã Evangélica, original por Pr. André Ramos; STOOT, John. A Igreja Autêntica. 2013. Editora Ultimato, 01 de janeiro de 2013. P. 54; [1]TOZER, A. W. O que aconteceu com a adoração. 1 edição brasileira. Campos, RJ, Editora Faz Chover Produções, setembro de 2014. P. 54; [2]PRIOLLI, Maria Luisa de Mattos. Princípios Básicos da Música para Juventude. VL l. Rio de Janeiro: Editora Casa Oliveira de Musica, 1986; Estudo Teológico, original por rev. Cristiam Matos; Cante as Escrituras original por Andrew McAlister]

Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

POLÊMICAS BÍBLICAS — SAUL, SAMUEL E A PITONISA DE EN-DOR

Uma polêmica é uma discussão pública acentuada, caracterizada por opiniões divergentes e, muitas vezes, contraditórias sobre um determinado assunto.

O termo tem origem no grego polemos, que significa "guerra" ou "conflito", indicando uma "guerra de palavras".

As principais características de uma polêmica incluem:
  • Divergência de opiniões — Envolve pontos de vista opostos que geram debate.
  • Natureza pública — Geralmente ocorre em espaços onde muitas pessoas podem acompanhar ou participar, como redes sociais, mídia ou política.
  • Forte carga emocional — Costuma despertar reações intensas, como indignação, entusiasmo ou revolta.
  • Questionamento de valores — Frequentemente surge quando crenças morais, éticas, religiosas ou políticas são colocadas em xeque. Ou seja, algo se torna polêmico quando não há consenso e o debate sobre o tema divide a sociedade em grupos com visões conflitantes.
Entendido isso, iniciamos aqui, mais uma das nossas séries especiais de artigos, Polêmicas Bíblicas, onde enfocaremos aqueles temas bíblicos que causam debates de cunho teológicos e espirituais entre grupos e comunidades cristãs da vertente protestante.

Para abrir esse nova série especial, trouxemos um dos episódios bíblicos mais complexos, controversos que, portanto, ainda hoje causa imbróglio em seu entendimento.

Bem recentemente, houve uma dessas divergências entre dois conhecidos líderes da mesma comunidade cristã, os reverendos Augustus Nicodemus e Hernandes Dias Lopes, ambos da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), veja:
Reverendo Augustus Nicodemus

Reverendo Hernandes Dias Lopes
  • Como este vídeo é muito longo, caso não queira vê-lo na íntegra,
    adiante até 28'00 e veja até 31'10 minutos.
O relato da bruxa de En-dor invocando Samuel dentre os mortos está registrado em 1 Samuel 28:7-20. É o único relato bíblico de uma sessão espírita.

Como vimos, há diferenças de opinião em relação à história:
  • o próprio Samuel realmente apareceu, foi uma ilusão perpetrada pela bruxa ou foi um engano demoníaco?
Sem dúvida este é um dos textos mais complexos para a interpretação bíblica.

É óbvio que não temos a pretensão de ter a última palavra sobre o assunto com as ponderações que seguem.

Nosso propósito é apenas apresentar um comentário do texto na esperança de que Deus o use para sua honra e glória.

Interpretações diferentes sobre um determinado texto bíblico ou um acontecimento bíblico não devem surpreender ou chocar os crentes em nosso Senhor Jesus Cristo.

Há exemplos de tais divergências na própria Bíblia.

Quando o rei Davi fez um censo em Israel, de acordo com o escritor de 2 Samuel 24:1, foi a ira do Senhor que se acendeu contra Israel e incitou a Davi a fazer tal censo.

Mas de acordo com o autor de 1 Crônicas 21:1, aquilo foi obra de Satanás.

Por isso, podemos dizer que mesmo que duas pessoas sejam crentes, elas podem ter interpretações diferentes sobre um mesmo texto ou acontecimento bíblico.

O importante é que elas permaneçam unidas em amor a despeito das diferentes opiniões.

Que saibam se respeitar apesar das diferenças em termos de interpretação bíblica.

O contexto


Como Deus pôde permitir que a feiticeira de En-Dor tenha feito Samuel subir de entre os mortos, já que Deus condena a necromancia?

O encontro do rei Saul com a bruxa de En-dor ocorreu no final de seu reinado como rei.

Os filisteus haviam se preparado para a batalha contra Israel, e Saul
"...teve medo e apavorou-se" (1 Sm 28:5).
Samuel estava morto, então Saul buscou orientação do Senhor por outros meios, 
"mas este não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas".
O silêncio de Deus foi uma consequência da desobediência de Saul contra Deus (versículo 6).

Sem receber nenhuma palavra de Deus, Saul enviou seus servos para encontrar um médium, e eles lhe falaram de um na cidade de En-Dor (1 Sm 28:7).

Saul havia anteriormente expulsado todos os espíritas e médiuns da terra (versículo 3), mas obviamente alguns permaneceram.

Pela lei divina, os médiuns e espíritas foram banidos de Israel (Deuteronômio 18:9-11).

O fato de o rei, em desespero, buscar sabedoria em uma fonte oculta que ele mesmo havia proibido mostra sua hipocrisia e indica o quanto ele havia caído da graça de Deus.

O rei Saul jejuou o dia todo, disfarçou-se e visitou a bruxa de En-Dor com dois de seus servos.

Saul lhe disse:
"Peço-te que me adivinhes pela necromancia e me faças subir aquele que eu te disser" (1 Sm 28:8).
A mulher, desconfiada de uma armadilha, recusou o pedido.

Saul fez um juramento de que ela não seria punida (versículo 10) e indicou que desejava falar com Samuel. Durante a sessão, o profeta apareceu:
"Quando a mulher viu Samuel, gritou em alta voz e disse a Saul: Por que me enganaste? Tu és Saul!" (versículo 12).
Saul, que não viu o que a mulher viu, disse a ela que não tivesse medo e que descrevesse o que viu (1 Sm 28:13).

A feiticeira disse:
"Vejo um espírito que vem subindo do chão", descrevendo-o ainda como “um ancião coberto com uma capa... Saul percebeu que era Samuel, inclinou-se e prostrou-se com o rosto em terra" (versículos 13,14).
Na conversa que se seguiu, Samuel perguntou:
"Por que me perturbaste, fazendo-me subir?" (1 Sm 28:15). 
O rei explicou sobre os filisteus e como Deus não estava mais respondendo a ele (versículo 16).

Samuel então deu a Saul uma mensagem assustadora:
"Então Samuel disse: Por que me perguntas, se o SENHOR se afastou de ti e se tornou teu inimigo? 
O SENHOR te fez como tinha dito por meu intermédio; pois o SENHOR rasgou o reino da tua mão e o entregou a Davi, o teu próximo. 
O SENHOR te fez isso hoje, pois não obedeceste ao SENHOR e não executaste o furor da sua ira contra Amaleque. 
E contigo o SENHOR também entregará Israel na mão dos filisteus. 
Amanhã, tu e teus filhos estareis comigo, e o SENHOR entregará o acampamento de Israel na mão dos filisteus" (1 Sm 28:16-19).
Ao saber de seu destino, Saul ficou com muito medo.

A bruxa preparou uma refeição para Saul, que não havia comido durante todo o dia, e ela e os dois servos de Saul o convenceram a participar do que provavelmente seria sua última refeição (1 Sm 28:20-25).

No dia seguinte, em uma batalha, Saul e seus filhos morreram (capítulo 31).

As ponderações


A Bíblia condena com severidade toda feitiçaria e comunicação com os mortos (Êxodo 22:18; Levíticos 20:6, 27; Dt 18:9-12; Isaías 8:19).

No AT, os que praticassem essas coisas receberiam a pena de morte.

O rei Saul sabia disso e até mesmo expulsou todas as feiticeiras da terra de Israel (1 Sm 28:3).

Sabemos também, através das Escrituras, que os mortos não voltam e que o contato com os vivos é impossível (2 Sm 12:23; Hebreus 9:27).

Pontos a serem analisados:


Saul NÃO viu Samuel mas "entendeu" que era ele após a feiticeira dizer que via um ancião envolto em uma capa, entre os "deuses" que subiam da terra (1 Sm 28:13,14).

Assim, todo o evento se deu numa espécie de "sessão espírita", onde o suposto Samuel manteve contato com Saul, incorporado na médium de En-dor.

É sabido que nenhuma das palavras ditas por Samuel jamais caíram por terra, mas todas se cumpriram (1 Sm 3:19); No entanto, a profecia feita a Saul pelo suposto Samuel, que havia baixado na feiticeira, não se cumpriram em sua integridade:

Ele disse: 
"O Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos Filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo..." —
Porém, o que seguiu-se não foi o profetizado, pois Saul não morreu pela mão dos filisteus, mas suicidou-se (1 Sm 31:4) —, também não morreram todos os seus filhos, mas apenas três: Jônatas, Abinadabe e Malquisua (1 Sm 31:2).

No mais, a Bíblia é clara ao dizer que as causas de morte de Saul foram as transgressões com que transgredira contra Deus, por causa da Palavra do Senhor, a qual não havia guardado; e também porque
"buscou a adivinhadora para a consultar",
e não buscou ao Senhor, pelo que o matou (1 Cr 10:13,14)

Portanto, está claro que Deus não aprovou as transgressões de Saul, nem sua consulta à feiticeira, e que Samuel não estava incorporado na médium de En-Dor. 

Se Deus estava se recusando a falar com Saul pelos meios "legais", e considerando também que nunca mais Samuel, em vida, havia procurado o rei Saul após sua transgressão (1 Sm 15:35), de forma alguma isso aconteceria mediante a quebra de vários princípios estabelecidos por Deus.

Conclusão


A passagem não dá nenhuma indicação de que a aparição que a bruxa de En-Dor viu era outra coisa que não o próprio Samuel.

Sabemos que a médium não estava produzindo uma ilusão porque ela grita de surpresa quando vê Samuel (1 Sm 28:12).

Admitir-se que o profeta Samuel apareceu naquela sessão espírita e conversou com o rei Saul é negar a moral de Deus. 

Se o Espírito do Senhor se afastara do rei Saul, se Deus não lhe respondera mais, ou seja, Deus não lhe respondia pelos meios legais, e se o profeta Samuel nunca mais o procurou até o dia em que faleceu, (1 Sm 15:35), será que o nosso Deus permitiria que Samuel falasse com Saul numa sessão espírita proibida por Ele, e através de "mãe de santo", uma "médium"?

A desobediência sempre traz o juízo divino. A consulta aos mortos é proibida por Deus (Dt 18:9-12) e qualquer tentativa de se estabelecer contato com eles é desobediência aos preceitos de Deus, e suas trágicas consequências não se farão esperar.
Bom, esse é o nosso posicionamento essa polêmica bíblica. Talvez, quem sabe, a sua seja diferente, nós a respeitamos e gostaríamos de conhecê-la. Você pode, caso queira, registrá-la nos comentários.
[Fonte: Igreja Batista Remição, por Fabrício Costa; Got Questions]

Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
Fique sempre atualizado! Acompanhe todas as postagens do nosso blogue https://conexaogeral2015.blogspot.com.br/. Temos atualização frequentes dos mais variados assuntos sempre com um comprometimento cristão, porém sem religiosidade.
  • O blogue CONEXÃO GERAL presa pelo respeito à lei de direitos autorais (L9610. Lei nº 9.610, de 19/02/1998), creditando ao final de cada texto postado, todas as fontes citadas e/ou os originais usados como referências, assim como seus respectivos autores.
E nem 1% religioso.