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| Crédito: imagem gerada com recursos da IA |
Estou revendo alguns filmes especiais, que estão em lugar de destaque na minha memória afetiva.
Ontem (23/10/26), após mais uma aula de inglês, animei assistir sem dublagens ou legendas a um clássico da "Sessão da Tarde", da época em que realmente essa sessão vespertina exibia filmes que valiam muito a pena acompanhar. Hoje em dia, infelizmente, não é mais nem vestígio do que foi outrora.
Ontem (23/10/26), após mais uma aula de inglês, animei assistir sem dublagens ou legendas a um clássico da "Sessão da Tarde", da época em que realmente essa sessão vespertina exibia filmes que valiam muito a pena acompanhar. Hoje em dia, infelizmente, não é mais nem vestígio do que foi outrora.
Ao revisitar "O Feitiço de Áquila" (1985), fui transportado para uma época em que a fantasia cinematográfica conseguia transformar o impossível em uma experiência profundamente humana.
O filme me envolveu em uma atmosfera medieval de amor proibido, maldição e esperança, na qual dois amantes são condenados a viver separados por uma cruel magia.
Entre a luz do dia e a escuridão da noite, reencontrei uma história que ultrapassa os limites da aventura e toca em temas universais, como a solidão, a fidelidade e a luta contra o destino.
É justamente essa combinação de romance, fantasia e melancolia que faz dessa obra uma lembrança tão marcante da história do cinema e por isso ela está aqui, neste capítulo da nossa série especial de artigos, "Contém Spoilers".
É justamente essa combinação de romance, fantasia e melancolia que faz dessa obra uma lembrança tão marcante da história do cinema e por isso ela está aqui, neste capítulo da nossa série especial de artigos, "Contém Spoilers".
Direção e sensibilidade
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| Crédito: reprodução Portal Cavalus |
Se "Os Goonies" é um marco na aventura infanto-juvenil que até hoje é lembrado com saudosismo e que encanta mesmo aqueles que têm contato com a fita hoje em dia, "O Feitiço de Áquila" é uma fantasia medieval de amor que, por diversos fatores, dentre eles sua premissa simples, mas eficiente, seu elenco carismático e, claro, a inesquecível trilha sonora anacrônica, é um dos grandes representantes dentro desse gênero.
História cativante
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| Crédito: reprodução Omelete |
O longa combina aventura medieval, romance e elementos sobrenaturais em uma narrativa marcada pela impossibilidade de dois amantes viverem juntos.
Valendo-se do ponto de vista narrativo de Phillipe Gaston, um jovem ladrão conhecido como O Camundongo, vivido por Matthew Broderick um ano antes de consagrar-se como Ferris Bueller, o filme conta a história do retorno de Etiènne de Navarra (o saudoso Rutger Hauer [✩1944/✞2019] em seu primeiro papel de relevo desde "Blade Runner"), ex-capitão da guarda da cidade de Áquila, que, juntamente com sua amada Isabeau de Anjou (a belíssima Michelle Pfeiffer), deseja vingança contra o Bispo da cidade vivido por John Wood (✩1930/✞2011), que os amaldiçoara anos antes, impedindo-os de se verem simultaneamente na forma
humana.
Os dois estão condenados a uma separação extraordinária: durante o dia, Isabeau transforma-se em falcão; à noite, Navarre assume a forma de lobo. Assim, embora estejam sempre próximos, raramente conseguem se encontrar como humanos.
Nesse cenário, a presença de Gaston, acrescenta humor e leveza à jornada para romper o encantamento. Sua participação também oferece ao espectador uma perspectiva humana diante de um mundo dominado pelo medo, pela superstição e pelo poder religioso corrompido.
quando o amor desafia a maldição
10 Coisas que você não sabia
Além dos efeitos visuais e das paisagens medievais, o filme se destaca pela força de sua metáfora central: o amor impedido por circunstâncias que parecem intransponíveis.
A trilha sonora, com sua sonoridade característica dos anos 1980, contribui para a identidade singular da produção, embora tenha dividido opiniões na época.
A trilha sonora, com sua sonoridade característica dos anos 1980, contribui para a identidade singular da produção, embora tenha dividido opiniões na época.
Ao revisitar "O Feitiço de Áquila", percebo que sua permanência na memória dos espectadores não depende apenas da fantasia, mas da emoção que sustenta a narrativa.
É uma história sobre resistência, esperança e a persistência dos sentimentos diante da adversidade — elementos que continuam encontrando espaço no imaginário cinematográfico.
Análise crítica
É uma história sobre resistência, esperança e a persistência dos sentimentos diante da adversidade — elementos que continuam encontrando espaço no imaginário cinematográfico.
Análise crítica
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| Crédito: reprodução Luz no Cinema |
Ajuda muito a fotografia do experiente italiano Vittorio Storaro, responsável por "Apocalypse Now" (1979), que extrai o máximo das filmagens em locação em diversas regiões da Itália, além da muitas vezes polêmica trilha sonora de Andrew Powell, com produção de Alan Parsons, que faz muito uso de sintetizadores misturados com canto gregoriano e música orquestral com um resultado inesquecível exatamente por criar um choque entre o antigo e o moderno.
No entanto, quando a obra avança e Gaston acaba na abadia em ruínas onde mora o excêntrico monge Imperius (Leo McKern), a narrativa se sabota.
O roteiro escrito por uma comissão formada por Edward Khmara, Michael Thomas, Tom Mankiewicz e David Webb Peoples, este último criminosamente não-creditado, não sabe muito bem equilibrar a aventura medieval e as doses de fantasia e magia com desenvolvimento narrativo que não dependa de conversinhas para um lado e para o outro, além de soluções tiradas da cartola sem nenhuma preparação dentro da estrutura proposta.
Além disso, a geografia da história simplesmente não funciona, já que tudo começa muito próximo de Áquila, somente para, do nada, os protagonistas estarem dias distante da cidade, quase que deixando claro que Donner mudou de ideia sobre a ordem dos acontecimentos e largou tudo na mão de Stuart Baird na montagem, que fez o melhor com o que não tinha.
O roteiro escrito por uma comissão formada por Edward Khmara, Michael Thomas, Tom Mankiewicz e David Webb Peoples, este último criminosamente não-creditado, não sabe muito bem equilibrar a aventura medieval e as doses de fantasia e magia com desenvolvimento narrativo que não dependa de conversinhas para um lado e para o outro, além de soluções tiradas da cartola sem nenhuma preparação dentro da estrutura proposta.
Além disso, a geografia da história simplesmente não funciona, já que tudo começa muito próximo de Áquila, somente para, do nada, os protagonistas estarem dias distante da cidade, quase que deixando claro que Donner mudou de ideia sobre a ordem dos acontecimentos e largou tudo na mão de Stuart Baird na montagem, que fez o melhor com o que não tinha.
A grande verdade, porém, é que toda a atmosfera de conto de fadas medieval encanta o espectador que consegue muito facilmente apropriar-se dos olhos deslumbrados do inicialmente hesitante e covarde, mas depois impulsivo e heroico ladrão de Broderick, para observar o belo drama do casal apaixonado, mas separado pelo dia e pela noite.
A costura narrativa que depende de Gaston para funcionar se segura bem, com a simpatia do Imperius de McKern funcionando como mais um elemento que ajuda em nossa conexão com o que vemos acontecer.
Por seu turno, na vilania do impassível Bispo de Áquila de John Wood, há um certo prazer decadente e nojento que, na interpretação de Wood, faz transparecer sutilmente e sem parecer que está se esforçando em seus papel, destacando-o facilmente sempre que ele está em tela, mesmo que isso só aconteça de maneira muito econômica.
A costura narrativa que depende de Gaston para funcionar se segura bem, com a simpatia do Imperius de McKern funcionando como mais um elemento que ajuda em nossa conexão com o que vemos acontecer.
Por seu turno, na vilania do impassível Bispo de Áquila de John Wood, há um certo prazer decadente e nojento que, na interpretação de Wood, faz transparecer sutilmente e sem parecer que está se esforçando em seus papel, destacando-o facilmente sempre que ele está em tela, mesmo que isso só aconteça de maneira muito econômica.
Conclusão
O amor que resiste ao tempo
Trailler original
"O Feitiço de Áquila", pode sim ter seus defeitos, mas a magia que Richard Donner extrai de seu mais do que bem escolhido elenco encabeçado por Matthew Broderick, Rutger Hauer e Michelle Pfeiffer no contexto de uma história de amor atemporal embalada por uma trilha sonora memorável e enquadrada por uma fotografia hipnotizante mais do que compensa qualquer problema de ritmo narrativo.
O cineasta cria uma fábula cinematográfica para todas as idades que captura a imaginação desde os primeiros segundos e que, mesmo depois de todo esse tempo, continua poderosa.
O cineasta cria uma fábula cinematográfica para todas as idades que captura a imaginação desde os primeiros segundos e que, mesmo depois de todo esse tempo, continua poderosa.
Ao concluir esta viagem por "O Feitiço de Áquila", reconheço que alguns filmes ultrapassam os limites da tela e permanecem vivos em nossa memória. Vejo nessa história muito mais do que uma aventura medieval repleta de magia e mistério.
Encontro a representação de um amor que resiste mesmo quando o destino parece conspirar contra ele. A maldição que separa Navarre e Isabeau simboliza, para mim, os obstáculos que tantas vezes desafiam os sentimentos humanos.
O longa dá vida a esse universo de fantasia, coragem e esperança. Mesmo décadas após seu lançamento, a obra conserva uma identidade própria no imaginário cinematográfico.
É essa combinação de romantismo, aventura e melancolia que me faz revisitar o filme com admiração. No fim, "O Feitiço de Áquila" me deixa uma certeza: algumas histórias jamais perdem o poder de nos emocionar.
Encontro a representação de um amor que resiste mesmo quando o destino parece conspirar contra ele. A maldição que separa Navarre e Isabeau simboliza, para mim, os obstáculos que tantas vezes desafiam os sentimentos humanos.
O longa dá vida a esse universo de fantasia, coragem e esperança. Mesmo décadas após seu lançamento, a obra conserva uma identidade própria no imaginário cinematográfico.
É essa combinação de romantismo, aventura e melancolia que me faz revisitar o filme com admiração. No fim, "O Feitiço de Áquila" me deixa uma certeza: algumas histórias jamais perdem o poder de nos emocionar.
- O Feitiço de Áquila (Ladyhawke, EUA/Itália – 1985)
- Direção: Richard Donner
- Roteiro: Edward Khmara, Michael Thomas, Tom Mankiewicz, David Webb Peoples (não creditado)
- Elenco: Matthew Broderick, Rutger Hauer, Michelle Pfeiffer, Leo McKern, John Wood, Ken Hutchison, Alfred Molina, Giancarlo Prete, Loris Loddi
- Duração: 121 min.
🚨Nota importante: o texto que produzi é original e reproduz parcialmente uma das fontes consultadas¹.As demais referências foram utilizadas como adendo teórico para fundamentar as análises em seus respectivos prismas.A conclusão foi escrita em primeira pessoa, como reflexão crítica e autoral. As fontes fundamentam as informações factuais do artigo; a interpretação final é uma análise narrativa, não uma citação dessas publicações.
- [Fontes consultadas: ¹Plano Crítico, original por Ritter Fan. American Film Institute (AFI) — Catálogo do filme: ficha técnica, elenco, direção e informações de produção — Acessar o catálogo do AFI; Consultar a página do filme. Sinopse e informações técnicas: resumo da trama e personagens. Los Angeles Times — crítica publicada em 12 de abril de 1985: avaliação contemporânea da produção e de sua abordagem da fantasia medieval (Ler a crítica original). Australian Centre for the Moving Image (ACMI) — acervo cinematográfico: registro institucional com créditos, duração e classificação da obra (Consultar o registro do ACMI).]
Ao Deus Todo-Poderoso e Perfeito Criador, toda glória.
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E nem 1% religioso.













